Interior de São Paulo já foi coberto pelo mar

mar iratiUm levantamento realizado por pesquisadores de sete universidades brasileiras e portuguesas apontou que há 260 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] o interior de São Paulo era coberto por água. O chamado “mar de Irati” tinha um milhão de quilômetros quadrados e acabou secando após uma série de mudanças geológicas. Entretanto, fósseis de animais marinhos e vestígios de algas ainda podem ser encontrados em algumas regiões, como no município de Santa Rosa de Viterbo (SP), a 300 quilômetros da capital paulista, onde ficava uma das praias de águas limpas, claras, rasas e quentes, como descreve o estudo. As primeiras descobertas ocorreram na década de 1970, durante os trabalhos de escavação em uma mina de calcário que, mais tarde, se tornou um sítio arqueológico. Agora, as informações foram reunidas em um inventário geológico, publicado na revista científica GeoHeritage. O documento é assinado por geocientistas da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFScar), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Florestal e Instituto Geológico de São Paulo.

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“13 Reasons Why”: a série que destaca o suicídio

13-Reasons-Why“13 Reasons Why” (Os 13 porquês) é uma série americana disponível aos assinantes do serviço de streaming Netflix. A série gira em torno de uma estudante que comete suicídio após uma série de agressões sofridas dos colegas no ambiente escolar. Antes de tirar a própria vida, ela grava fitas cassete explicando para treze pessoas como elas desempenharam um papel na morte dela: os treze motivos.

Profissionais da área de Psicologia têm alertado que a série, embora tenha valores contra o bullying, não toma os cuidados adequados para tratar do tema. Existiria, na lógica da trama, uma ideia romântica do suicídio como alternativa e vingança contra opressões individuais. Também foram criticadas a presença de cenas de estupro e a encenação detalhada do suicídio da protagonista.

Segundo informações do Centro de Valorização da Vida, que fornece apoio emocional e prevenção ao suicídio, os contatos por e-mail multiplicaram-se desde a estreia da série no dia 31 de março. (Rede Salesiana Brasil de Educação)

Duas recomendações importantes:

  1. A série tem classificação indicativa de 18 anos. Caso seu filho esteja assistindo, é essencial que você o acompanhe e converse com ele, e aprofunde as questões abordadas. Quais são as generalizações da série? Qual alternativa a protagonista poderia ter escolhido? Como ajudar um colega que sofre agressões na escola?
  1. É preciso ressaltar, sempre, que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, e que a depressão é uma doença passível de tratamento e cura. Com a certeza de que o amor a Deus é o melhor caminho para cuidarmos da saúde física, espiritual e mental da nossa juventude, pedimos as Suas bênçãos sobre todas as nossas famílias.

Nota: Como se não bastasse o tal jogo da Baleia Azul, essa série também vem dar sua parcela de contribuição para promover não a discussão sobre o suicídio, mas o suicídio em si. Especialistas pedem que não sejam divulgadas as formas de suicídio nem detalhes de como morreram os suicidas. Deve-se trazer à luz essa questão preocupante e buscar soluções para ela. Mas não simplesmente fazer barulho por aí a respeito dos casos trágicos. [MB]

Leia também: “Jogo da Baleia Azul (para os pais)” e “Jogo da Baleia Azul é sintoma de uma era”

Rússia proíbe atividades das testemunhas de Jeová e confisca suas propriedades

testemunhasSuprema Corte da Rússia proibiu nesta quinta-feira (20) a atuação da organização Testemunhas de Jeová, de acordo com a agência France Presse. O ministério da Justiça russo havia apresentado uma ação no Supremo Tribunal considerando as Testemunhas de Jeová “uma ameaça para os direitos das pessoas, da ordem pública e da segurança pública”. O juiz Yury Ivanenko afirmou na sentença que a organização “deverá entregar à Federação russa suas propriedades”. Um líder russo das Testemunhas de Jeová, Iaroslav Sivoulski, declarou estar “chocado” com a decisão dos juízes e anunciou que a organização religiosa vai apelar. “Não pensava que algo assim poderia acontecer na Rússia moderna, onde a Constituição garante a liberdade de religião”, disse ele. Em março, o Ministério da Justiça já tinha suspendido as atividades do grupo, acusado de armazenar e difundir literatura religiosa de caráter extremista. Na ocasião, o Centro de Direção das Testemunhas de Jeová na Rússia, que dirige todas as filiais regionais e locais da comunidade religiosa, foi incluído na lista de organizações não governamentais e religiosas que foram suspensas por extremismo.

O porta-voz das Testemunhas de Jeová na Rússia, Ivan Belenko, denunciou na época à agência Efe que a decisão das autoridades russas privaria do direito à liberdade ao culto os 175 mil seguidores que dessa comunidade no país. “Todas as decisões judiciais contra nós se baseiam em uma única acusação: que alguns de nossos livros e discursos estão na lista de literatura extremista que existe neste país”, explicou Belenko.

Belenko afirmou que as decisões de incluir algumas publicações na lista negra “foram tomadas com base em opiniões de falsos especialistas e sentenças judiciais ditadas às costas dos crentes”, ainda segundo a Efe.

O grupo religioso possui 395 centros em todo o país e já travou várias disputas com as autoridades russas nos últimos anos. Em janeiro, o líder da organização na cidade de Dzerzhinsk foi multado por distribuir material considerado extremista pelas autoridades. O governo russo dissolveu em 2004 um ramo da organização, uma decisão que a Corte Europeia de Direitos Humanos considerou em 2010 em violação aos direitos da religião e associação.

(G1 Notícias)

Nota: A liberdade religiosa está seriamente ameaçada na Rússia (e nos países que lhe seguirem o exemplo). Embora possuam crenças e práticas um tanto extravagantes, as testemunhas de Jeová não representam perigo para ninguém. Quem não quiser concordar com elas é só não fazer isso. Quem não quiser ler seus livros e suas revistas é só não ler. E quem não quiser conversar com elas quando lhe batem à porta também tem essa liberdade. Testemunhas de Jeová não se explodem por aí nem organizam atentados terroristas. Testemunhas de Jeová não são pessoas violentas que ameacem a segurança de um país. São cidadãos ordeiros e pacíficos, e merecem estar amparados pelo direito de liberdade religiosa, tanto quanto os cristãos ortodoxos russos e membros de outras igrejas. Se os métodos e a literatura das testemunhas são considerados ofensivos e ameaçadores, essa decisão da Suprema Corte russa abre um precedente que acabará por incluir outras religiões no “pacote”. Assista ao vídeo abaixo para entender o que estou falando. [MB]

 

Filósofo ateu diz que Lúcifer foi o primeiro empreendedor

karnalO filósofo Leandro Karnal, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), tem quase um milhão de seguidores e ganhou fama por abordar de forma clara temas complexos da filosofia. Entre seus livros está o Pecar e Perdoar, publicado em 2014 e que acaba de ser relançado, no qual ele propõe uma reflexão sobre o julgamento tendo como fio condutor a Bíblia. Em entrevista ao jornal O Globo, Karnal é provocativo ao analisar o Antigo e o Novo Testamentos, busca associar com nossos dias personagens como Lúcifer, o anjo caído, e toca em outros assuntos. Detalhe: Karnal é ateu declarado e por isso fiquei curioso pelo fato de ele dedicar tanta atenção a um ser que, se Deus não existir, é ele também mitológico. Em nenhum momento o filósofo se refere a Satanás como mito. Pior, menciona a postura do anjo rebelde como digna de elogio. Quero adiantar que respeito Karnal e admiro sua inteligência e capacidade. As críticas que faço aqui são pontuais e não pessoais, evidentemente. Leia a seguir alguns trechos da entrevista, com meus comentários entre colchetes [MB]:

Pecar e Perdoar é um livro sobre julgamento. Julgar é humano? Ou foram as religiões que nos tornaram julgadores?

As religiões, apesar de darem a base moral para os julgamentos, sempre insistem em não julgar os outros. As religiões, ao mesmo tempo, e contraditoriamente, fornecem a base material para inventar o pecado, mas também recomendam quase universalmente a misericórdia, a compaixão, o perdão, o não julgamento. Faz parte de um jogo complexo. Nós gostamos de julgar. Se fosse apenas por causa da religião, em regimes ateus como a União Soviética ou a China de Mao-Tsé-Tung não teriam ocorrido julgamentos. Então eu diria que, apesar de a religião dar o vocabulário, o julgamento é humano, não é exatamente religioso. […] [Típico discurso ateísta de que pecado é uma invenção humana. Para alguns, o próprio mal é uma invenção. Aí se criam contradições como esta: o mal não existe, mas Deus é mau. Pecado, segundo a Bíblia, é a transgressão da lei de Deus. Por causa de Adão e Eva, herdamos a tendência para pecar, e por isso precisamos da graça habilitadora de Cristo para vencer. Mas, se Adão e Eva não existiram, o pecado realmente não existe. Se não existe pecado, não precisamos de Jesus e a lei de Deus se torna desnecessária. Sem saber, ateus que defendem esse ponto de vista acabam ajudando Satanás em sua luta contra a lei de Deus e em seu esforço para manter os seres humanos no pecado, longe da graça. Se o pecado e o conceito de mal são invenções humanas, quem define o que é mal? A mutável ética humana?]

Por que o erro, o pecado, é tão sedutor?

Nós temos uma sedução profunda pelo mal [sim, porque temos uma natureza caída]. De longe o demônio é o anjo mais interessante. Compare a biografia de Lúcifer com a do arcanjo [sic] Gabriel, que faz o anúncio a Maria [na verdade, Arcanjo só existe um: Miguel = Jesus]. De longe o demônio, o erro e o desvio são muito mais sedutores para nós. Você vai lembrar para sempre de Odete Roitman, ou de Nazaré Tedesco, mas não vai lembrar a personagem boa, pura. Nós gostamos dos rebeldes. Nós gostamos de quem quebra a regra. A liderança numa sala quase sempre está naquele que infringe as regras, e não no nerd. O nerd exerce pouca liderança numa sala. Nós gostamos do pecador. E, aliás, Deus também no cristianismo parece ter uma predileção pelo pecador. [Por que termos essa predileção pelo pecado? Qual a explicação naturalista para isso e qual a vantagem evolutiva dessa propensão para fazer o que é errado? O pecado é uma invenção humana, mas gostamos de pecar. Deus tem “predileção pelo pecador” porque é o pecador quem precisa de ajuda para se levantar. Simples assim. É só ler a parábola do filho pródigo. Faltou Karnal dizer que Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Isso está muito claro na Bíblia.]

No livro, você lança um olhar positivo sobre Lúcifer, o anjo caído. Por que viveríamos “tempos luciferinos”, como você diz?

Essa visão positiva de Lúcifer aparece na literatura quando John Milton, em Paraíso Perdido, põe na boca do demônio a seguinte frase: “É melhor reinar no inferno do que ser escravo no céu.” [Diz isso quem não conhece o reino das trevas de Lúcifer; quem não sabe o que significa a pobreza, a miséria e a morte. Será que Milton manteve essa mesma opinião quando foi confrontado pela dor e pela morte de pessoas queridas? Quem conhece a Deus sabe que ser “escravo” dEle é ser livre. O conceito de reinado de Milton tem que ver com poder e autoridade, por isso ele preferia isso. No reino de Deus, reinar significa servir. Como não querer ser “escravo”, súdito de um Rei que deixou Seu trono para morrer por mim?] Essa é uma noção de empreendedor. Prefiro o meu pequeno negócio do que ser empregado numa grande instituição [só que o “negócio” de Lúcifer arruinou este planeta]. O empreendedor clássico sempre se orgulha do ilícito. Steve Jobs, na sua biografia, conta que criou uma máquina para roubar o sinal interurbano da AT&T. Napoleão começou sua carreira como político em 1799, dando um golpe no regime que jurou defender. O empreendedor, o grande líder é louvado porque é alguém que quebra as regras, inclusive as leis, aceitas pelo grupo [lamentável isso. Nosso país já é o que é por causa das transgressões de regras e da quebra das leis. Imagine se cada brasileiro levar a sério esse tipo de empreendedorismo… Bem, é isso o que dá quando se relativiza o pecado: roubar, mentir, trair, desobedecer passam a ser virtudes]. Lúcifer é o primeiro empreendedor de todos os tempos porque saiu da caixinha. Lúcifer é o sonho do RH, né? (risos) [a “caixinha” era um reino de paz e harmonia em que todos serviam ao Criador por amor; Lúcifer não saiu da “caixinha”, foi expulso dela por não mais haver lugar para sua rebeldia insubmissa ali. Karnal louva justamente o que deu origem ao grande conflito e a todas as mazelas da humanidade]. Sem a infração de Lúcifer, assim como a de Adão e Eva, não haveria História [não haveria história do pecado; mas haveria a eternidade de paz e alegria]. O mundo seria perfeito, com anjos no paraíso. O que criou a História do mundo foi a rebeldia, as quebras do padrão e das estruturas. Todas as vanguardas, sem exceção, são assim. […] [Sim, o que criou o “mundo” foi a rebeldia, e será a rebeldia que porá fim a este mundo. Graças a Deus. Se Karnal queria falar de empreendedorismo, creio que escolheu um péssimo exemplo. Um indivíduo empreendedor como Satanás destruiria rapidamente tudo o que você construiu, e um dia vai destruir até mesmo o que ele construiu. – MB]

Jogo da Baleia Azul (para os pais)

pais-filhos50 provas para os pais livrarem seus filhos da morte:

  1. Ame seu filho incondicionalmente.
  2. Corrija seu filho sempre que necessário.
  3. Ensine-o a falar “por favor” e “obrigado”.
  4. Ensine-o a falar “sim, senhor” ou “sim, senhora”.
  5. Ensine-o a “pedir licença”.
  6. Brinque com seu filho periodicamente de carrinho, de luta, de bola.
  7. Brinque com sua filha de boneca, de casinha, de fogãozinho.
  8. Passeie com seus filhos (para tomar um picolé, pelo menos).
  9. Assista a um programa legal com eles (próprio para a idade deles).
  10. Vá sempre às reuniões de pais e mestres da escola e pergunte como está seu filho.
  11. Quando ele falar palavrão, não ache graça e corrija imediatamente.
  12. Quando ele brigar com alguém, ensine-o a respeitar, refletir, dialogar e resolver.
  13. Nunca brigue com seu cônjuge na frente dos filhos.
  14. Faça aos outros o bem que você quer que seus filhos façam.
  15. Não faça de seu filho o centro das atenções da família.
  16. Seja exemplo de educação, respeito e honestidade.
  17. Saiba onde e como seu filho está emocionalmente.
  18. Saiba onde e como seu filho está fisicamente.
  19. Saiba onde e como seu filho está espiritualmente.
  20. Não vista roupas indecentes em seus filhos e não faça isso também.
  21. Ensine-os a respeitar os mais velhos.
  22. Ensine-os a respeitar as autoridades.
  23. Respeite você também os mais velhos.
  24. Respeite as autoridades.
  25. Não ache graça quando seu filho faz birra.
  26. Quando precisar, coloque seu filho de castigo e explique os porquês.
  27. Se não funcionar, corrija-o de forma adequada e no tempo certo.
  28. Ensine o que é correto e justo para seu filho por meio do seu próprio exemplo.
  29. Não fale mentiras para seus filhos em nenhuma circunstância.
  30. Não permita que seus filhos falem mentiras de tipo algum.
  31. Não prometa algo para seu filho que não possa ou não vá cumprir.
  32. Não assuste seu filho com bicho-papão nem por meio de chantagens ou ameaças.
  33. Não queira ser amiguinho do seu filho quando você precisa ser pai ou mãe dele.
  34. Nunca coloque seus filhos à frente de seu cônjuge.
  35. Se disser que ele vai ser corrigido quando chegarem em casa, cumpra o que disse.
  36. Imponha limites claros e coerentes ao seu filho.
  37. Faça ele arrumar a bagunça que faz (considerando idade e capacidade).
  38. Faça ele arrumar o quarto e a própria cama.
  39. Ensine-o a manter as coisas em ordem.
  40. Acompanhe as notas e o comportamento de seu filho na escola, sistematicamente.
  41. Saiba sempre o que ele está vendo na internet, no celular, no tablet, na televisão.
  42. Não dê tudo o que ele pedir, pois esse é o caminho mais curto para estragá-lo.
  43. Ensine seu filho a dar valor e se contentar com o que tem.
  44. Dê ao seu filho o que ele precisa comer antes do que ele quer comer.
  45. Ensine seu filho a obedecer às suas ordens sem reclamar.
  46. Ensine seu filho a pedir desculpa de forma sincera.
  47. Ensine seu filho a pedir perdão e a perdoar.
  48. Nunca trate seu filho como um coitadinho.
  49. Ensine seu filho a amar a Deus e ao próximo.
  50. Ensine seu filho no caminho em que ele deve andar, pois mesmo quando for grande não irá se desviar dele (Provérbios 22:6).

Com certeza, seu filho, no futuro, vai lhe agradecer.

(Autor desconhecido; adaptado por Hélio Martins Furtado Oliveira)

Leia também: Jogo da Baleia Azul é sintoma de uma era

48 horas de “resplendor sexual”

casalO sexo desempenha papel central na reprodução e pode ser prazeroso. Mas novas descobertas sugerem que ele pode servir a um propósito adicional: unir intimamente os parceiros. Um estudo de casais recém-casados indica que os parceiros experimentam um “resplendor” (afterglow) sexual que dura até dois dias, e esse resplendor está ligado com a qualidade do relacionamento a longo prazo. “Nossa pesquisa mostra que a satisfação sexual permanece por 48 horas após o sexo”, diz o cientista psicológico Andrea Meltzer (Florida State University), autor principal do estudo. “E pessoas com um resplendor sexual mais vigoroso – ou seja, as que experimentam maior nível de satisfação sexual 48 horas após o sexo – relatam níveis mais elevados de satisfação no relacionamento vários meses mais tarde.” Pesquisadores teorizaram que o sexo desempenha um papel crucial na “aderência”, na união do casal, mas a maioria dos adultos relata um hiato de alguns dias entre suas relações sexuais e não uma frequência diária.

Meltzer e seus colegas levantaram a hipótese de que o sexo pode fornecer um impulso de curto prazo na satisfação sexual, sustentando o vínculo do par entre as experiências sexuais e aumentando a satisfação do relacionamento dos parceiros a longo prazo. Para testar a hipótese, os pesquisadores examinaram dados de dois estudos independentes, longitudinais, um com 96 casais recém-casados e outro com 118 casais também recém-casados. Todos os casais tinham completado pelo menos três dias consecutivos de um diário de 14 dias como parte de um estudo maior.

Todas as noites, antes de ir para a cama, os recém-casados foram convidados a relatar no diário, independentemente de terem tido relações sexuais com seu parceiro naquele dia. Independentemente da resposta, eles também foram solicitados a avaliar quão satisfeitos estavam com sua vida sexual naquele dia e quão satisfeitos estavam com seu parceiro, seu relacionamento e seu casamento naquele dia (numa escala de 7 pontos, onde 1 = nem um pouco satisfeito, 7 = extremamente satisfeito).

Os parceiros também preencheram três indicadores de qualidade do casamento no início do estudo, e novamente em uma sessão de acompanhamento cerca de 4 a 6 meses depois. Em média, os participantes relataram ter relações sexuais em 4 dos 14 dias do estudo, embora as respostas variassem consideravelmente entre os participantes.

Importante, sexo em um determinado dia foi associado a uma duradoura satisfação sexual ao longo do tempo. E o ato de ter relações sexuais em um determinado dia esteve ligado não somente à satisfação sexual naquele mesmo dia, mas à satisfação sexual no dia seguinte e até dois dias depois. Em outras palavras, os participantes continuaram relatando uma elevada satisfação sexual 48 horas após um único ato sexual. Significativamente, essa associação não diferiu de acordo com o sexo ou a idade dos participantes, e se manteve mesmo depois de a frequência sexual, os traços de personalidade, a duração da relação e outros fatores terem sido levados em conta.

Em geral, a satisfação conjugal dos participantes diminuiu entre o início do estudo e a sessão de acompanhamento 4 a 6 meses mais tarde. Mas os participantes que relataram níveis relativamente altos de resplendor sexual pareciam estar se dando melhor com seu par, relatando maior satisfação conjugal inicial e declínios menos acentuados na satisfação nos primeiros 4 a 6 meses de casamento.

O mesmo padrão se manifestou nos dois estudos independentes, fornecendo uma robusta evidência para o resplendor sexual, observam Meltzer e seus colegas. Juntos, os resultados sugerem que o sexo está ligado com a qualidade do relacionamento ao longo do tempo por meio dos efeitos persistentes da satisfação sexual. “Essa pesquisa é importante porque se alinha a outras pesquisas que sugerem que o sexo funciona como um mecanismo para manter casais unidos”, conclui Meltzer.

(Association for Psychological Science, editado por Science Daily, 20/3/2017; tradução de Rafael Mazarin)

Nota: É realmente impressionante ver como pesquisas científicas confirmam o que a Bíblia diz há milênios. Quando Deus criou a mulher e a apresentou ao seu esposo, disse que eles deveriam crescer e se multiplicar, e que no ato sexual eles se tornariam uma só carne. Em seus provérbios inspirados, Salomão aconselha os casados a desfrutarem do presente da sexualidade. O mesmo autor, em Cantares, descreve as delícias do relacionamento íntimo conjugal (e ali não são mencionados filhos, o que deixa claro que sexo não é apenas para procriação, mas, antes, para unir o casal). E no Novo Testamento o apóstolo Paulo aconselha os casados a não se privarem das relações sexuais (todas essas passagens bíblicas são mencionadas na palestra em vídeo abaixo). No ótimo livro Hooked, os autores descrevem a neuroquímica dessa união promovida pela intimidade física. Mostram o que a pesquisa acima confirmou: que essa união é uma bênção para os casados, mas uma maldição para os solteiros e para os que não vivem em uma relação de romantismo e compromisso (= casamento). Que o seu casamento seja “esplendoroso”, de acordo com os planos do Criador. [MB]

Liberdade religiosa ameaçada na Rússia