Ao meu professor, com carinho

Rubens_LessaQuando cheguei à Casa Publicadora Brasileira (CPB), em 1998, era um jovem de 26 anos, recém-graduado em Jornalismo, recém-casado, cheio de sonhos e planos, mas precisava ser moldado e “comer muito feijão com arroz” para que pudesse me tornar digno de ocupar a função para a qual havia sido chamado: editor na maior entre as sessenta editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia espalhadas pelo mundo! Trata-se de um púlpito muito elevado e, na verdade, por mais que os anos passem, nunca estamos devidamente prontos para tamanha responsabilidade. Fazemos o que fazemos somente pela misericórdia de Deus.

Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que desembarquei do ônibus em frente à editora, a fim de realizar a entrevista e o teste que revelariam se eu iria trabalhar ali ou não. Dentro do Viação Cometa, vindo de São Paulo a Tatuí, reconheci um dos editores da CPB, o pastor e jornalista Zinaldo Santos. Confesso que meu coração acelerou. Eu conhecia todos os editores que trabalhavam na CPB. Na verdade, conhecia o rosto deles pelas fotos e lia tudo o que escreviam. Posso dizer que sempre fui “fã” dos “escribas” da igreja. Observei aquele senhor de bigode descer do ônibus e pensei: “Será que algum dia serei um editor como ele?” Mas procurei afastar esse pensamento, afinal, poderia não passar no teste. Era melhor não alimentar a ideia.

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Nova miss EUA é negra, cientista e antifeminista

karaA cientista nuclear Kara McCullough venceu 50 candidatas e foi coroada Miss Estados Unidos, na noite de domingo, 14, em Las Vegas. Ela tem 25 anos, nasceu em Veneza, na Itália, e cresceu em Virginia Beach, na Virgínia. Kara tem licenciatura em química, trabalha na Comissão Reguladora Nuclear dos EUA e disse que quer incentivar jovens a seguir carreira na ciência. Respondendo às perguntas do concurso, ela mostrou que tem opiniões polêmicas. A Miss EUA 2017 afirmou que não se considera feminista, “já que não é intransigente”, e disse que prefere falar em igualdade. “Mulheres são iguais aos homens no mercado do trabalho”, justificou. Nas redes sociais, as respostas da nova Miss EUA dividiram opiniões. Para desespero das feministas militantes, mulheres como Kara e a atriz Gal Gadot (confira), que interpreta a Mulher Maravilha no cinema, têm manifestado posicionamento antifeminista, mostrando que reconhecem as diferenças óbvias entre os sexos masculino e feminino, e que ambos devem conviver em harmonia, completando-se, exatamente segundo o plano original de Deus.

A propósito, um projeto de ativismo feminista nos Estados Unidos está passando por grandes dificuldades financeiras, e por isso lançou uma campanha de angariação de fundos. Veja como uma ativista fez o anúncio e, sem querer, acaba revelando mais do que deveria ou desejaria:

feminista

“Precisamos salvar o EF [Everyday Feminism, o nome do projeto] porque websites como este ajudam a educar a população e ajudam a desmantelar o efeito danoso do patriarcado.”

Assim, fica mais uma vez provado que o feminismo tem como objetivo principal destruir a orientação patriarcal da sociedade, e não tem interesse primário nos direitos das mulheres, sendo isso apenas uma espécie de fachada. [MB]

Leia também: “Feminista diz que falta de aborto causou aquecimento global”

Evangélicos são condenados por falsa profecia

fofocaDois frequentadores de uma igreja evangélica carioca deverão indenizar outra fiel, sobre quem espalharam fofocas na comunidade. A decisão foi do desembargador Eduardo de Azevedo Paiva, da 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Em primeiro grau a Justiça já havia decidido de forma favorável à autora. Segundo relatado nos autos, os réus espalharam a informação de que a mulher havia traído o marido após terem recebido uma “revelação divina” sobre o suposto fato. De acordo com informantes que atuaram no caso, um dos réus “confirmou ter recebido uma ‘mensagem de Deus’ para que ele propagasse a notícia do adultério e a segunda ré também confessou ter agido da mesma forma”. Em sua defesa, alegaram que a mulher não sofreu qualquer tipo de dano, apenas mero aborrecimento. Afirmaram, também, que a condenação na primeira instância, de pagamento à fiel no valor de R$ 5 mil para cada demandado, foi excessiva. O desembargador, porém, não teve dúvidas a respeito dos elementos configuradores da responsabilidade civil subjetiva dos réus para que se configurasse o dano moral.

De acordo com Paiva, o dano moral “é lesão de um bem integrante da personalidade, tal como a honra, a intimidade, a liberdade, a saúde, a integridade psicológica” que acaba por causar “dor, vexame, sofrimento, desconforto e humilhação ao ofendido”. Nesse sentido, manteve a indenização de primeiro grau, considerando que o dinheiro seria uma forma de compensar o mal causado à mulher e atenderia ao caráter pedagógico da condenação.

(Gazeta do Povo)

Nota: Tomara que a “moda pegue” e que muitos falsos profetas sejam processados e condenados pelos estragos que causam e pela banalização que promovem do dom profético. Já perdi a conta de quantas histórias ouvi de falsas profecias divulgadas no meio pentecostal e neopentecostal. Minha esposa e eu estudamos a Bíblia por cerca de dois anos com um casal de uma grande igreja pentecostal brasileira. Eles nos relataram o desgosto que sentiam pelo fato de que muitos “profetas” de sua antiga religião haviam anunciado que eles teriam filhos, o grande sonho deles, embora tivessem sérios problemas de fertilidade. Eles estavam desanimados e considerando estranho o fato de as “profecias” proclamadas na igreja falharem uma após a outra. E é de se estranhar mesmo, afinal, segundo a Bíblia, as profecias do verdadeiro profeta nunca falham (Deuteronômio 18:21, 22; Jeremias 28:9). Isso sem contar as muitas outras características que identificam o verdadeiro profeta e que, definitivamente, não se encaixam na descrição dos tais profetas/oráculos modernos (confira aqui), especialmente o texto Isaías 8:19, 20. Por isso, gostaria muito que a Justiça ficasse mais atenta a esses oportunistas, a fim de que eles pensassem mil vezes antes de “profetizar” mentiras e desanimar as pessoas, afastando-as da verdadeira revelação de Deus, a Bíblia Sagrada. [MB]

Os desafios de ser geocientista criacionista no Brasil

geologoEm entrevista dada à coluna de tecnologia de um jornal local em Minas Gerais, o cientista francês Jérôme Baron, pós-doutor pelo Max Planck Institute (referência mundial em pesquisas do cérebro), afirmou que fazer pesquisa no Brasil “é quase heroico”. Baron mudou-se para o Brasil, abandonando o Instituto Max Planck, na Alemanha, para ficar perto da esposa, brasileira, e da filha. Hoje ele é pesquisador na Universidade Federal de Minas Gerais, onde trabalha estudando a percepção visual de corujas. Se nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil já temos grande falta de investimentos em projetos de pesquisas científicas, o que falar então de regiões como Norte e Nordeste? Mas é de lá que vem o maior número de geocientistas criacionistas, principalmente geólogos, que eu conheço.

Durante minha graduação, não abracei de imediato o criacionismo. Talvez por ter pouco conhecimento a respeito ou achar pouco interessante. Entretanto, ficou claro para mim, no decorrer dos anos, principalmente durante meu mestrado, que não podia conviver com a ciência de um lado e a religião do outro. Era estranha a ideia de que, durante a semana, eu vestia minha “roupa” de pesquisador, e nos fins de semana, a “roupa” de cristão. O conflito de crenças e ideias sempre vem. E você é obrigado a tomar uma posição: ou fé ou razão. Foi aí que descobri que não precisava abrir mão de uma ou de outra. Que, na verdade, há muita fé no que chamamos de “razão” e bastante razão no que embasamos nossa fé, a Palavra de Deus. Foi então que decidi mergulhar fundo no criacionismo, onde descobri que, semelhantemente, outros colegas de diferentes áreas da ciência também estavam na mesma busca – a ciência na religião.

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Sons da natureza relaxam ajustando cérebro e corpo

naturezaO ruído suave de um riacho ou o som do vento nas árvores podem mudar fisicamente nossa mente e nossos sistemas corporais, ajudando-nos a relaxar. Isso não é exatamente uma novidade, mas agora os cientistas estão se dedicando a descobrir como essas sensações tão sutis alteram nossa fisiologia. “Todos estamos familiarizados com o sentimento de relaxamento e ‘desligamento’ que vem com uma caminhada no campo, e agora temos evidências do cérebro e do corpo que nos ajudam a entender esse efeito. Elas vieram de uma emocionante colaboração entre artistas e cientistas, que produziu resultados que podem ter um impacto no mundo real, particularmente para pessoas que estão enfrentando altos níveis de estresse”, conta a professora Cassandra Gould van Praag, da Universidade de Sussex (Reino Unido). A equipe documentou como ouvir sons naturais afeta os sistemas corporais que controlam o mecanismo “luta ou fugir” do cérebro e as partes do sistema nervoso autônomo responsáveis pela digestão e pelo repouso.

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O que não é um perfeccionista

A terra é arredondada