Campanhas de moda apelam para sexo explícito

26.06.2012 - Desfile Pbc.[…] As imagens poderiam ilustrar qualquer site pornográfico, mas estão acessíveis, sem classificação indicativa, na última campanha da grife americana Eckhaus Latta e na passada da estilista Vivienne Westwood, respectivamente. Se os primeiros anos deste século foram marcados pela erotização da imagem feminina, como as campanhas da Dolce & Gabbana, da Sisley e da Calvin Klein, que ora pareciam estupros coletivos, ora mostravam a mulher servindo aos desejos ocultos do espectador, a segunda década do milênio confirma o ato sexual e o corpo nu como ferramentas de persuasão para vender roupas e ideias. O slogan “sexo vende” nunca saiu de moda, mas, segundo especialistas, evoluiu para uma roupagem despudorada e crua – uma “nova era erótica” que é fruto da banalização do sexo e do movimento de aproximação entre a imagem publicitária e a vida real, sem filtros ou Photoshop. “As pessoas passaram a não comprar mais produtos, mas sim experiências. Como o mercado está saturado de filtros, retoques e comunicação perfeitinha, algumas marcas perceberam que é preciso falar de emoções primais, como o sexo. É uma volta da espontaneidade, que descabela a comunicação de moda”, diz a diretora do birô de tendências PeclersParis, Iza Dezon.

Segundo a especialista, a corrente faz parte de um momento histórico de desestabilização de tabus, “aqueles de que todo mundo falava, mas não mostrava”, que os jovens querem banir. Bom exemplo é a própria Calvin Klein. Até pouco tempo atrás, a marca usava corpos perfeitos para vender sua linha de cuecas e lingerie. Agora, entre as últimas peças publicitárias da marca há uma em que modelos magros, seminus e sem músculo aparentes se abraçam em uma galeria de arte. Em outra peça, os atores Alex R. Hibbert, Ashton Sanders, Mahershala Ali e Trevante Rhodes, de “Moonlight”, mostram o corpo em raro manifesto publicitário pró-diversidade. O longa, vencedor do Oscar de melhor filme deste ano, trata de homossexualidade e racismo.

A estética documental, quase amadora, define as novas campanhas que lançam mão do sexo como expressão. Nesse contexto, sites pornográficos e aplicativos de encontros viraram pontes entre marcas e público-alvo. No ano passado, a Diesel passou a veicular suas propagandas lascivas [em um site pornô]. De acordo com o dono da marca, o italiano Renzo Rosso, as vendas tiveram incremento de 31% após o início da ação.

O estilista JW Anderson, uma das revelações da moda mundial, também surfou na onda. Seu desfile de verão 2016 na semana de moda de Londres foi transmitido ao vivo [por um] aplicativo de encontros […] direcionado ao público gay. […]

(Folha de S. Paulo)

Nota: Os filmes, as séries, as músicas, a indústria da moda, tudo isso e muito mais contribuem para banalizar cada vez mais o sexo que foi criado por Deus para ser desfrutado em um contexto de santidade e de prazer e sensualismo puro. O inimigo de Deus sabe do poder que a sexualidade exerce sobre os seres humanos. Ele sabe o quanto o sexo pode unir um casal, quando praticado no contexto, no momento e com a pessoa certos. E sabe também que, por outro lado, o sexo pode destruir vidas, nos aspectos físico, emocional e espiritual. Fogem do controle o número de adolescentes grávidas, de pessoas contaminadas com DSTs e de depressivos por causa de uma vida libertina e focada no prazer pelo prazer. Campanhas publicitárias capitalistas e irresponsáveis como as descritas acima deveriam ser rejeitadas pela população. Mas, infelizmente, o que se vê é uma triste retroalimentação em que os publicitários dão às pessoas o que elas querem e elas, por sua vez, mostram a eles o que eles devem lhes apresentar. É o mundo cavando o fundo do poço moral e aumentando sua dívida com Sodoma e Gomorra. E danem-se os direitos daqueles que não querem se expor nem expor seus filhos à pornografia que sai dos sites obscuros para os outdoors, as revistas e os programas de TV. [MB]

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