Brasil lança satélite geoestacionário

satelite (1)O governo brasileiro lançou, por volta das 18h50 [de ontem], o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Ele será usado para as comunicações, principalmente para oferta de banda larga em áreas remotas, e será integralmente controlado pelo Brasil. O lançamento ocorreu na base de Kourou, na Guiana Francesa. O satélite foi enviado dentro do foguete Ariane 5, que também lançou ao espaço o KOREASAT-7, da operadora sul-coreana Ktsat. Com esse novo projeto, o Brasil deixará de alugar satélites de empresas privadas. O lançamento estava inicialmente previsto para o dia 21 de março, mas foi adiado por causa da greve geral na Guiana Francesa. Após o lançamento, o presidente Michel Temer, que acompanhou o evento, afirmou que o SGDC ajudará o país a “democratizar” o sistema digital. […] Segundo o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o SGDC terá uso civil e militar e exigiu R$ 2,784 bilhões em investimentos. A vida útil do satélite é de 18 anos.

Além de ampliar a capacidade de telecomunicações e a cobertura de serviços de internet banda larga no Brasil, com foco em áreas de difícil acesso, ele fornecerá um meio seguro para transferência de informações civis e militares que envolvam a segurança nacional. Atualmente o governo aluga o sinal de satélites privados. O projeto do SGDC é resultado de uma parceria entre a Telebras e o Ministério da Defesa. [Detalhe: a Nasa não está envolvida nisso.] […]

O satélite geoestacionário gira na mesma velocidade da Terra e fica “estacionado” sobre um mesmo ponto do planeta. Pesando 5,8 toneladas e com 5 metros de altura, ele vai ficar posicionado a 36 mil quilômetros da Terra e cobrirá todo o território brasileiro, além do oceano Atlântico. […]

Segundo informações das Forças Armadas, a escolha da Guiana Francesa para o lançamento deve-se à sua posição geográfica, por estar mais próxima da linha do Equador. O Brasil tem a base de Alcântara, que fica em uma posição ainda mais vantajosa, mas a base não tem capacidade para lançamentos de foguetes do tamanho do que foi usado para o lançamento do satélite.

(G1 Notícias)

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