Mackenzie cria centro que questiona a teoria da evolução

mackenzie[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] A Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais tradicionais de São Paulo, acaba de inaugurar um núcleo de ciência, fé e sociedade que tem como um de seus objetivos a realização de pesquisas sobre a chamada teoria do DI (Design Inteligente). Os defensores do DI, cujas ideias são rejeitadas pela maioria da comunidade científica, argumentam que os seres vivos são tão complexos que ao menos parte de suas estruturas só poderia ter sido projetada deliberadamente por algum tipo de inteligência. O novo centro recebeu o nome de Núcleo Discovery-Mackenzie, por causa da parceria entre a universidade brasileira e o Discovery Institute, nos EUA. A instituição americana está entre os principais promotores da causa do DI e já sofreu derrotas judiciais em seu país por defender que a ideia fosse ensinada em escolas públicas em paralelo com a teoria da evolução, hoje a explicação mais consolidada sobre a diversidade da vida [note a confusão: tanto criacionistas quando teóricos do DI admitem que exista “diversidade da vida” como fruto de diversificação de baixo nível, que alguns também chamam de “evolução”; a matéria da Folha muda de assunto, deixando claro que o repórter não está bem inteirado do assunto de que está tratando. O desafio do DI à evolução consiste em questionar a insuficiência dos mecanismos evolutivos para explicar a origem de sistemas complexos interdependentes e dependentes de muita informação complexa e específica, coisa que realmente a teoria da evolução não explica – nem a matéria da Folha.]

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