O perigo do fanatismo e da indiferença

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Superman e Mulher Maravilha são, na verdade, Jesus

Mulher-MaravilhaQue a história do Superman é um verdadeiro plágio da de Jesus Cristo chega a ser óbvio (confira). O garoto é enviado à Terra por seus verdadeiros pais (“deuses” kryptonianos), acaba adotado por pais humanos e inicia seu “ministério” público aos 33 anos, sendo considerado o salvador da humanidade. Depois, em uma luta contra um inimigo chamado Apocalipse, ele morre para ressuscitar no terceiro dia (pelo menos em uma história em quadrinhos foi assim). Pelo visto, imitar as grandes histórias da Bíblia é o segredo do sucesso garantido – pois elas pertencem ao ideário geral ­– e é garantia de acaloradas discussões a respeito do que essas paródias realmente fazem: (1) se confundem a cabeça das pessoas e impõem deuses substitutos ou (2) se as fazem pensar no relato original do qual derivaram. Como o conhecimento bíblico de modo geral está cada vez mais “rarefeito”, inclino-me a pensar que a alternativa 1 seja a predominante.

Outra personagem dos quadrinhos que tem a história claramente inspirada em Jesus é a Mulher Maravilha. Na verdade, a história dela se parece muito com a do Superman. A amazona Diana é filha do deus grego Zeus e de uma amazona terráquea. A missão da guerreira consiste em deixar o paraíso, derrotar o mal (encarnado no deus Ares) e salvar a humanidade (o mundo dos homens). Diana e Kal-el (o Superman) servem de ponte entre dois mundos e procuram ajudar os terráqueos a encontrar a paz. Assim como em “Man of Steel” o Superman se lança ao espaço em direção à Terra com os braços abertos, em seu filme, Diana desce lentamente do céu com os braços igualmente abertos, formando uma cruz. (A propósito, Thor também parodia Jesus. Confira.)

Em uma sociedade cada vez mais secularizada, os deuses e o desejo de salvação continuam por aqui. Isso porque fomos criados para crer e sabemos intuitivamente que estamos perdidos. O problema é que os substitutos não salvam, apenas entretêm.

Michelson Borges

Macron apoia pacto global sobre mudanças climáticas

macronO presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu neste sábado participar ativamente de uma campanha destinada a garantir um pacto global para proteger o direito a um meio ambiente limpo e saudável. Ele fez a promessa numa reunião na Universidade da Sorbonne, onde políticos, juristas e ativistas apresentaram-lhe propostas preliminares para tal pacto. Macron tem pressionado por manter o impulso gerado por um acordo global para combater as mudanças climáticas alcançadas em Paris em 2015, após o presidente Donald Trump tirar os Estados Unidos do pacto, atitude que foi condenada por outros líderes. “Com base neste projeto de proposta, prometo agir… para que o trabalho iniciado continue, para que possamos chegar a um texto, convencer nossos parceiros, colocar esses esforços sob a égide da ONU… e em setembro ter a base de um pacto mundial do meio ambiente”, disse Macron.

O pacto deve eventualmente ser enviado às Nações Unidas para adoção e impor obrigações vinculativas aos países signatários, disseram os redatores do documento.

Os participantes da Sorbonne incluíam o ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger e o ex-chefe da ONU, Ban Ki-moon. Foi presidido pelo ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, que presidiu a conferência de 2015 sobre mudanças climáticas.

Sob o acordo de Paris, os países se comprometeram a reduzir as emissões de gases de efeito estufa geradas pela queima de combustíveis fósseis que são apontados pelos cientistas como responsáveis pelo aquecimento do planeta.

(Reuters)

Nota: Nunca é demais lembrar que o papa Francisco é um grande defensor da bandeira ecológica (e ECOmêmica), e que ele tem até uma proposta para ajudar a reduzir os males do aquecimento global: o descanso dominical (clique aqui para conferir). O Parlamento Europeu há muito defende também essa bandeira. Quanto a Trump, o papa não perdeu tempo e lhe presenteou recentememte com uma cópia de sua encíclica Laudato Si (confira), na qual defende o domingo como um dia de descanso e de baixo carbono. Ou seja, basta que o instável presidente norte-americano mude mais uma vez de posição e passe a defender, ele também, o domingo como dia de repouso e dia de preservação da Terra, para que as maiores nações do mundo e o Vaticano se unam nessa coalização ambiental. [MB]

Equipe da revista Vida e Saúde recebe visitas muito especiais

colportor-e-assinante-da-vida-e-saude-creditos-marcio-tonetti-foto-1Recentemente, nós, da equipe editorial da revista Vida e Saúde, recebemos aqui na Casa Publicadora Brasileira visitas mais do que especiais. José Martins Gonçalves é assinante de Vida e Saúde há mais de 40 anos, mas nunca tinha tido a oportunidade de conhecer a empresa e a equipe que produzem a revista que tanto bem lhe tem feito ao longo dessas décadas. Foi graças à motivação vinda da leitura de um artigo na revista, que em 1983 José decidiu abandonar o tabagismo (ele fumava de duas a três carteiras de cigarros por dia). José veio acompanhado da esposa e do representante da editora que o visita todos os anos, a fim de renovar a assinatura. Na verdade, José e o colportor Nelson da Silva hoje são grandes amigos. Nelson tem 80 anos e trabalha com assinaturas de Vida e Saúde há 60. Ele atribui muito de sua saúde e vitalidade ao que tem aprendido com a leitura da revista, e nem pensa em parar de vender Vida e Saúde.

Um homem de voz firme, culto e de palavras bem pensadas, Nelson é um exemplo de verdadeiro colportor-missionário. Ele conhece bem o material que oferece às pessoas e vive o que ensina. Nisso, também, reside o poder de suas palavras. É impossível conversar com ele por alguns minutos e não passar a admirá-lo pela vida toda. Mais de meio século de uma carreira linda e bem-sucedida, distribuindo saúde, bem-estar e, sobretudo, esperança.

A história e o exemplo de José e Nelson são um exemplo claro de que a obra de publicações nasceu mesmo no coração de Deus – e é eficaz, quando realizada de acordo com as orientações dEle. Nem é preciso dizer que a visita dessas pessoas foi uma inspiração para a nossa equipe, né? [MB]

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Da esquerda para a direita: Nerivan Silva (editor associado), Michelson Borges (editor), Ágatha Lemos (editora associada), José Gonçalves (bancário aposentado), Nelson da Silva (de chapéu) e respectivas esposas

Isso é o que dá ficar marcando datas para o fim

jogadorEle estava no auge da carreira quando decidiu abandonar o futebol. A razão? Preparar-se para o fim do mundo. A religião sempre teve um papel central na vida de Carlos Roa, internacional argentino que, aos 29 anos, recusou propostas milionárias e desapareceu durante alguns meses. O tempo passado em isolamento, nas montanhas, permitiu ao goleiro “ficar mais próximo da família”. Quando sentiu falta do futebol, regressou “relaxado e feliz” – mas o tempo dele já tinha passado, e a carreira não voltaria a ser o que era. Carlos Roa não teve um início fácil: estreou no campeonato argentino aos 19 anos, pelo Racing Avellaneda. […] A aventura europeia começou em 1997-98. […] Veio o Verão e Carlos Roa juntou-se à seleção argentina para o Mundial 1998. Titular indiscutível na equipe de Daniel Passarella, não sofreu qualquer gol na fase de grupos e voltou a ser decisivo nos pênaltis, perante a Inglaterra, nas oitavas-de-final. […]

Roa era um herói nacional e na época, 1998-99, foi eleito o melhor goleiro do campeonato espanhol. Havia sobre a mesa uma proposta milionária do Manchester United, mas o goleiro tinha tomado a decisão de abandonar o futebol para dedicar-se a “transmitir a palavra de Deus”, como pastor [sic] da Igreja Adventista do Sétimo Dia. À semelhança de outros crentes, acreditava que a mudança de milénio traria o fim do mundo. A camiseta 13 do Maiorca (“O 1 é Deus, a criação, e o 3 porque Cristo ressuscitou ao terceiro dia”) deixou de ter dono, Roa libertou-se de todos os bens e retirou-se para um lugar incerto.

Passou uns meses numa localidade isolada nas montanhas, mas sentiu falta do futebol e voltou. Só que já era tarde. Perdeu o lugar no Maiorca, depois rumou ao Albacete na 2ª Divisão e, em 2004, foi forçado a parar de jogar quando lhe detectaram câncer nos testículos. “A mim, que sou vegetariano, não bebo, não fumo, não tomo nada”, disse na época ao El País. Conhecido como “alface”, devido à sua dieta estritamente vegana, Carlos Roa despediu-se dos holofotes. Agora com 48 anos, é treinador de goleiros no Chivas de Guadalajara. E já não pensa no fim do mundo.

(Público)

Nota: Embora, como adventistas, sejamos motivados a estudar as profecias e conhecer o tempo em que vivemos, e sejamos, também, incentivados a adotar um estilo de vida saudável e a morar em lugares mais calmos, todas as nossas ações e decisões devem ser feitas com muita oração e bom senso. Embora publiquemos o livro Vida no Campo, com orientações sobre como viver fora das cidades, também temos o livro Ministério Para as Cidades, ambos de Ellen White. A leitura desses dois livros nos ajuda a pintar um quadro completo do assunto. Mesmo com recomendações para que moremos no campo, Ellen White diz que alguns deverão trabalhar nas grandes cidades pela salvação dos perdidos que vivem ali. Devemos manter nossas igrejas abertas nas cidades e até abrir restaurantes vegetarianos a fim de ensinar as pessoas a terem saúde física, mental e espiritual. Deus tem uma missão para cada um de Seus filhos e não podemos ensinar que a missão é igual para todos. Muita gente, ao longo dos anos, tomou decisões precipitadas, sem a clara orientação de Deus, para depois ter que triste e vergonhosamente voltar atrás. E o pior: dando a impressão de que as recomendações de Deus para Seu povo estão erradas. Quando a pessoa adota uma dieta vegetariana estrita de maneira precipitada e descuidada, ou deixa tudo para trás para morar no meio do mato, sem ter certeza de que se trata do momento certo, as chances de as coisas darem errado são muito grandes. Pior é quando tudo isso é influenciado por uma má teologia ou uma compreensão equivocada dos escritos inspirados. Foi o caso do goleiro Carlos Roa. Marcar datas para a volta de Jesus é o óbvio do erro, uma vez que Ele mesmo disse que ninguém sabe nem deve saber o dia nem a hora (nem o mês e o ano, obviamente). Marcar datas para o fim é um convite à decepção, à humilhação e à vergonha pública. Com essa atitude, o que Roa conseguiu fazer foi lançar descrédito sobre a mensagem que pregava e atrair o escárnio dos que duvidam da volta de Jesus e criticam o estilo de vida saudável. Fica a lição. [MB]

(Quase) tudo o que Ellen White disse sobre a natureza humana de Cristo

jesusO assunto da natureza humana de Cristo representa uma das principais discussões teológicas no meio adventista desde a década de 1950. Cristo era semelhante a Adão antes da Queda (posição pré-lapsariana)? Ou semelhante a Adão depois da Queda (posição pós-lapsariana)? Além disso, Cristo tinha ou não propensões (tendências) para o pecado? Essas questões possuem a maior relevância teológica e prática, mas abordá-las vai além dos objetivos deste texto. Um dos estudos mais importantes sobre o tema é o livro de Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo (CPB, 2003). No apêndice B, “O que diz Ellen White sobre a humanidade de Cristo” (p. 139-198), Whidden busca reunir TODOS os textos escritos pela autora a respeito do assunto, incluindo todas as declarações usadas pelos defensores de ambas as posições. Há vários anos, quando li esse livro como requisito da faculdade de Teologia, tentei sistematizar o conteúdo do apêndice. Compilei todas as declarações significativas de Ellen White sobre a natureza humana de Cristo em quatro tópicos: (1) Sua natureza humana era sem pecado; (2) não tinha propensões para o pecado; (3) assumiu uma natureza humana caída e (4) conhecia as paixões humanas.

1 – SUA NATUREZA HUMANA ERA SEM PECADO

“[Contraste com] condição pecaminosa e caída [do homem]” (Review and Herald, 17 de dezembro de 1872); “natureza humana […] completo, perfeito, imaculado” (Review and Herald, 28 de janeiro de 1882); “[natureza] superior à do homem caído” (Signs of the Times, 4 de agosto de 1887); “Sua natureza santa” (Review and Herald, 8 de novembro de 1887); “Sua natureza era mais elevada, pura e santa” (Review and Herald, 11 de setembro de 1888); “Sua natureza finita era pura e sem mancha” (Manuscrito 57, 1890); “natureza […] não corrompida” (Manuscrito 57, 1890); “sem pecado e elevado por natureza” (Signs of the Times, 20 de fevereiro de 1893); “natureza […] sem pecado” (Youth’s Instructor, 16 de agosto de 1894); “humanidade […] chamada de ‘o ente santo’” (Signs of the Times, 16 de janeiro de 1896); “Sua natureza espiritual era isenta de toda mancha de pecado” (Manuscrito 42, 1897; Signs of the Times, 9 de dezembro de 1897); “inexistência de pecaminosidade na natureza humana de Cristo” (Manuscrito 143, 1897); “perfeita ausência de pecado na natureza humana de Cristo” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “em Sua natureza era vista a perfeição da humanidade” (Signs of the Times, 16 de junho de 1898); “espécime perfeito de humanidade sem pecado” (Manuscrito 44, 1898); “Sua própria natureza sem pecado” (Manuscrito 166, 1898); “[contraste com] humanidade degradada [e] seres caídos” (Manuscrito 165, 1899); “Sua própria natureza sem pecado” (Review and Herald, 17 de julho de 1900); “a mesma natureza sobre a qual, no Éden, Satanás obteve vitória” (Youth’s Instructor, 25 de abril de 1901); “não [possuía] a pecaminosidade do homem” (Signs of the Times, 29 de maio de 1901); “Sua natureza sem pecado” (Carta 67, 1902); “não havia nEle […] pecaminosidade” (Signs of the Times, 30 de julho de 1902).

2 – NÃO TINHA PROPENSÕES PARA O PECADO

“…não em possuir idênticas paixões” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 201-202); “não possuindo as paixões [da humanidade]” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 508-509); “[nenhum] sentimento respondeu à tentação” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 422); “não tinha as paixões da nossa natureza humana caída” (Review and Herald, 19 de maio de 1885); “não tinha as paixões da nossa natureza humana caída” (Review and Herald, 17 de agosto de 1886); “sua posteridade [de Adão] nasceu com inerentes propensões à desobediência. Mas Jesus Cristo foi o unigênito Filho de Deus. […] Nem por um só momento houve nEle qualquer má propensão” (Carta 8, 1895); “não […] com propensões para o pecado” (Carta 8, 1895); “nem por um momento […] uma má propensão” (Carta 8, 1895); “[nenhuma] inclinação para a corrupção” (Carta 8, 1895); “nenhuma chance […] como resposta às […] tentações” (Carta 8, 1895); “nada […] que encorajasse seus [de Satanás] avanços” (Carta 8, 1895); “nada nAquele que assim respondeu a seus [de Satanás] sofismas” (Signs of the Times, 10 de maio de 1899); “sentimentos contrários a todas as paixões” (Signs of the Times, 10 de maio de 1899); “não […] as mesmas propensões pecaminosas e corruptas” (Manuscrito 57, 1890); “constante inclinação para o bem” (Youth’s Instructor, 8 de setembro de 1898)

3 – ASSUMIU UMA NATUREZA HUMANA CAÍDA

“…natureza decaída do homem” (Spiritual Gifts, v. 1, p. 25); “natureza do homem decaído” (Primeiros Escritos, p. 152); “natureza do homem caído” (Spiritual Gifts, v. 4a, p. 115; Review and Herald, 31 de dezembro de 1872; Review and Herald, 24 de fevereiro de 1874; Spirit of Prophecy, v. 2, p. 39); “homem caído […] onde se achava” (Review and Herald, 28 de julho de 1874; Spirit of Prophecy, v. 2, p. 88); “natureza sofredora e pesarosa” (Spirit of Prophecy, v. 3, p. 261); “assumiu sua [dos homens] natureza caída” (Signs of the Times, 23 de setembro de 1889); “nossa natureza caída, mas não corrompida” (Manuscrito 57, 1890); “nossa natureza pecaminosa” (Review and Herald, 15 de dezembro de 1896; Carta 67, 1902; Signs of the Times, 30 de julho de 1902; Review and Herald, 22 de agosto de 1907); “nossa natureza em sua condição deteriorada” (Manuscrito 143, 1897); “natureza do homem em sua condição caída” (Manuscrito 143, 1897); “nossa natureza em seu estado deteriorado” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “natureza humana em seu estado decaído” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “natureza ofensora do homem” (Manuscrito 166, 1898); “[tomou] sobre Si nossa natureza caída” (O Desejado de Todas as Nações, p. 112); “natureza ofensora do homem” (Review and Herald, 17 de julho de 1900); “natureza caída e sofredora, degradada e maculada pelo pecado” (Youth’s Instructor, 20 de dezembro de 1900); “natureza de Adão, o transgressor” (Manuscrito 141, 1901); “nível da humanidade decaída” (General Conference Bulletin, 23 de abril de 1901)

4 – CONHECIA AS PAIXÕES HUMANAS

“[Tinha] fraquezas do homem caído” (Review and Herald, 28 de julho de 1874); “sabe quão fortes são as inclinações do coração natural” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 177); “[conhecia] todo o vigor da paixão da humanidade” (Carta 27, 1892; Manuscrito 73; Signs of the Times, 21 de novembro de 1892); “[crianças com] paixões como as dEle mesmo” (Signs of the Times, 9 de abril de 1896)

O que podemos entender a partir dessas declarações aparentemente contraditórias sobre o assunto? Woodrow Whidden assim conclui seu estudo: “Sugiro, com veemência, que coloquemos de lado as expressões mais tradicionais como pré-Queda e pós-Queda nessa importante busca pela clareza doutrinária. Elas são simplesmente inadequadas para expressar a riqueza do entendimento de Ellen White acerca da humanidade de Cristo. Quando se tratava de Cristo como Aquele totalmente sem pecado, o substituto sacrificial, ela era PRÉ-QUEDA. Mas, ao escrever sobre Sua capacidade de resistir em momentos de tentação, ela enfatizou Sua identidade e falou amplamente em termos de PÓS-QUEDA. Um equilíbrio cuidadoso dos termos SINGULARIDADE e IDENTIDADE parece refletir de modo mais preciso as tensões profundamente ricas envolvidas neste tema difícil” (Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo [CPB, 2003], p. 100-101). Essa compreensão é defendida também na recente Enciclopédia de Ellen G. White (CPB, a ser publicada), artigo “Humanidade de Cristo” (p. 692-696).

O importante livro Nisto Cremos explica: “A humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da Queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a Queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos [isto é, “fome, dor, tristeza, etc.”; p. 75]. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado” (Nisto Cremos: As 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia [CPB, 2008], p. 62; veja também p. 59-66).

(Matheus Cardoso)

Criacionismo, design inteligente e outras coisas