Papa promove sua encíclica dominguista em congresso no RJ

papaO papa Francisco enviou uma mensagem a todos os participantes do II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades recordando que na encíclica Laudato Si faz referência a várias necessidades físicas que o homem de hoje tem nas grandes cidades e que necessitam ser afrontadas com respeito, responsabilidade e relação. De acordo com o Santo Padre, são três “R” que ajudam a atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência. A mensagem foi divulgada ontem pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

 Mensagem do Papa Francisco aos conferencistas e participantes do II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades

A sua Eminência o Cardeal Lluis Martínez Sistach

Arcebispo emérito de Barcelona

Vaticano, 12 de junho de 2017.

Querido irmão,

O saúdo atentamente, como também a todos os que participam do evento: Congresso Internacional “Laudato Si e Grandes Cidades”. Na Carta encíclica Laudato Si faço referência a varias necessidades físicas que o homem de hoje tem nas grandes cidades e que necessitam ser afrontadas com respeito, responsabilidade e relação. São três “R” que ajudam a atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência.

respeito é a atitude fundamental que o homem há de ter com a criação. Esta a recebemos como um dom precioso e devemos esforçar-nos para que as gerações futuras possam seguir admirando-a e desfrutando-a. Esse cuidado devemos ensiná-lo e transmiti-lo. São Francisco de Assis afirmava em seu Cântico às criaturas: “Louvado sejas, meu senhor, pela irmã água, a qual é muito útil, humilde, preciosa e casta.” Nesses adjetivos se expressa a beleza e importância desse elemento, que é indispensável para a vida. Como outros elementos criados, a água potável e limpa é expressão do amor atento e providente de Deus por cada uma de Suas criaturas, sendo um direito fundamental, que toda sociedade deve garantir (cf. Laudato si, 30). […]

responsabilidade diante da criação é o modo com o qual devemos atuar com ela e constitui uma de nossas tarefas primordiais. Não podemos ficar com os braços cruzados, quando advertimos uma grave diminuição da qualidade do ar ou o aumento da produção de resíduos que não são adequadamente tratados. […] Cada território e governo deveria incentivar modos de atuar responsáveis em seus cidadãos para que, com criatividade, possam atuar e favorecer a criação de uma casa mais habitável e mais saudável. Colocando cada um o pouco que lhe corresponde em sua responsabilidade se estará ganhando muito. […]

O homem está chamado a amar e ser amado, estabelecendo vínculos de pertença e laços de unidade entre todos os seus semelhantes. É importante que a sociedade trabalhe conjuntamente em âmbito político, educativo e religioso para criar relações humanas mais cálidas, que derrubem os muros que isolam e marginam. […]

Peço a intercessão da Virgem Santa, Rainha do céu e da terra, por essas jornadas de estudo e de reflexão. Que seu conselho e guia oriente suas decisões em favor de uma ecologia integral que proteja nossa casa comum e construa uma civilização cada vez mais humana e solidária.

(Zenit)

Nota: Na encíclica Laudato Si o papa Francisco defende abertamente o descanso dominical como uma das soluções para o problema do aquecimento global e da dissolução da família (confira aqui). Note que no discurso acima ele apela para a unidade e para esforços efetivos via governos. Tudo o que o líder católico fala em relação ao meio ambiente e tenta associar com o domingo, na verdade, tem relação com o memorial da criação, o santo sábado do sétimo dia (confira). Francisco deu de presente uma cópia da Laudato Si ao presidente norte-americano Donald Trump (confira) e tem feito de tudo para divulgar seu conteúdo que tem sido bem aceito por muitas pessoas e entidades. [MB]

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