Rechaçar ideologia de gênero não é homofobia, mas sim biologia

genero“Não aceitar ideologia de gênero não é discriminação, não é ser intolerante nem homofóbico”, mas “é simplesmente biologia”, assegura a doutora em biodiversidade, genética e evolução Pamela Puppo. Em artigo publicado em 7 de março no site Posición.pe, intitulado “Sobre a ideologia de gênero”, a Dra. Puppo explica que “quando os fetos são formados, têm dois cromossomos sexuais, XX ou XY; se for menina (XX) ou menino (XY). Os genes contidos nesses cromossomos determinam o desenvolvimento físico dos fetos. Desse modo, os embriões desenvolvem diferentes órgãos de acordo com seu sexo. Na puberdade, produzem muitos hormônios, a testosterona (no caso dos homens) ou o estrogênio e a progesterona (nas mulheres), que influenciam tanto na forma física e no desenvolvimento da pessoa, como em uma série de características emocionais, psicológicas, etc.”

A especialista sublinha que “isso não é discriminação, é simplesmente biologia”. “Isso não é homofobia, pois, que eu saiba, todos os seres humanos têm o direito de colocar quem quisermos na nossa cama”, indica.

A Dra. Puppo sublinhou que, contrariamente aos princípios da ideologia de gênero, “o fato de nascer homem ou mulher não é um fato cultural, é biológico”. “Não me digam que quando uma mulher que está grávida faz o ultrassom para saber o sexo do bebê e pergunta ao seu médico se é menino ou menina está sendo homofóbica? Por favor! Não é assim”, assinala.

Além disso, a especialista adverte que “a ideologia de gênero não promove a igualdade entre os sexos; a ideologia de gênero promove a assexualização do ser humano”. “Essa ideologia é uma corrente de pensamento, não uma teoria científica, muito menos uma evidência científica, sustenta que os seres humanos são ‘neutros’ quando nascemos e podemos escolher se queremos ser homens, mulheres ou uma combinação de ambos quando crescemos.”

Entretanto, assinala, “o sentimento não supera a natureza”. “Eu não posso mudar de acordo com a minha vontade. Se um dia decido ser um gato, esse sentimento não vai fazer com que tenha pelo e que cresça um rabo. Eu nasci mulher e tenho uma série de órgãos próprios: útero, ovários, vagina, vulva. Não tenho ‘direito’ de ter uma próstata!”

A doutora em Biodiversidade, Genética e Evolução adverte que as pessoas que nascem com um sexo e depois sentem que não têm o sexo correto “sofrem uma síndrome conhecida como ‘disforia de gênero’. Não é a regra, é a exceção. Não entrarei em casuísticas, basta dizer que essas pessoas devem ser respeitadas, amadas e acompanhadas”.

A especialista descarta também que, ao promover a ideologia de gênero, defendam os direitos das mulheres. “Querem reduzir o abuso sexual de mulheres? Primeiramente apoiem mais as famílias! A maioria dos violadores é de famílias desestruturadas, onde o pai muitas vezes não está presente ou é abusivo. Em segundo lugar, não incentivem a usar a mulher como objeto nas mídias sociais, nos jornais, na publicidade. Em terceiro lugar, deem mais apoio às mulheres que sofrem esse tipo de violência, os agentes da lei cumpram efetivamente seu dever de protegê-las.”

Ao finalizar seu artigo, a Dra. Puppo sublinhou que “a igualdade não é conquistada negando nossas diferenças sexuais; a igualdade é alcançada por meio do respeito às diferenças de cada sexo, e o que cada sexo contribui para a sociedade”.

(ACI Digital)

Leia também: “Você vai querer saber o que este médico tem a dizer sobre ideologia de gênero”

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O “fim do mundo” passou e ainda estamos aqui

fim-do-mundoDepois de todo o estardalhaço feito nas redes sociais apontando o dia 23 (ontem) como a nova data do fim do mundo, mais uma vez nada aconteceu. A teoria apocalíptica foi formulada pelo numerólogo David Meade, autor do livro Planeta X, que prevê a colisão de um enorme planeta misterioso com a Terra e a consequente destruição da humanidade. O criador dessa tese já havia tentado divulgar a mesma coisa em 2012, mas acabou desmentido por um cientista da Nasa, que, na época, chamou de “ridículas” as declarações sobre “um planeta que está, ao mesmo tempo, próximo e invisível”. Segundo o pesquisador, se o planeta existisse e estivesse realmente a uma distância ameaçadora, seria impossível que nenhum astrônomo tivesse notado sua presença.

Segundo matéria publicada no site da revista Veja, Meade continuou afirmando que o planeta Nibiru (também chamado Planeta X), que estaria vindo diretamente da fronteira com o sistema solar, atingiria a Terra neste fim de semana. Suas evidências são baseadas em versos e códigos numerológicos da Bíblia centrados no número 33 – exatamente o número de dias entre o eclipse solar do dia 21 de agosto, que ele considera ter sido um aviso, e a suposta data apocalíptica. O americano é conhecido por suas teorias que misturam textos bíblicos e astronomia.

Talvez por isso alguns evangélicos (especialmente pentecostais) tenham caindo nessa história e afirmado que 23 seria o dia do arrebatamento secreto do povo de Deus. Dia 23 passou e, pelo que se pode ver, todo mundo foi “deixado para trás”.

Alguns foram mais longe e relacionaram um alinhamento astronômico na Constelação de Virgem com a profecia de Apocalipse 12. Sim, pura mirabolância. Confira no vídeo a seguir:

O fato é que mais uma vez o tema do fim do mundo virou alvo de chacotas e de escárnio. Veja dois deles:

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É o tipo de situação que interesse muito ao inimigo de Deus, já que, passado mais um “fim do mundo”, as pessoas acabam ficando ainda mais céticas ou indiferentes ao assunto. Quando pregamos sobre a volta de Jesus e o fim da história de pecado, alguns acham que se trata de mais uma falsa profecia e desconsideram a mensagem.

Os falsos profetas estão aí, exatamente como Cristo nos advertiu em sua profecia a respeito do verdadeiro fim (Mateus 24). Está mais do que na hora de levarmos a sério a Palavra de Deus e estudá-la de verdade.

Um dia o fim chega, mas será como “ladrão”. [MB]

Você vai querer saber o que este médico tem a dizer sobre ideologia de gênero

generoA identificação com o sexo oposto e o eventual desejo de uma pessoa em assumir uma nova identidade de gênero é uma questão ainda sem consenso. A ciência, porém, diz que embora cultura e ambiente tenham importância nessa discussão, a determinação é biológica. “Sexo é estabelecido, é a biologia propriamente dita”, diz Marcelo Lemos Ribeiro, médico brasileiro radicado nos Estados Unidos há dez anos. “Diria que o gênero é, principalmente, uma construção política”, completa. Em entrevista à Gazeta do Povo, Ribeiro fala sobre o papel da ciência e da comunidade científica nesse debate, além de sua relação com a sociedade. Confira:

Gênero é uma construção social ou é uma definição biológica? 

Sexo é estabelecido, é a biologia propriamente dita. Enquanto gênero é a forma como o indivíduo se comporta. É algo mais subjetivo, não é como o estereótipo homem e mulher, mas sim como a pessoa se enxerga. Diria que o gênero é, principalmente, uma construção política; o termo começou a ser usado no meio do século passado justamente por pessoas que tinham como intenção criar uma confusão entre gênero e sexo. E hoje em dia realmente conseguiram criar essa confusão.

O transtorno de disforia de gênero ainda é uma classificação correta? A medicina ainda a usa? 

Sim, essa é a classificação utilizada pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. A disforia de gênero ou o distúrbio de identidade de gênero são termos usados cientificamente tanto pela psiquiatria como pela psicologia.

É normal que crianças com 4, 5 ou mesmo 6 anos já estejam se identificando com o sexo oposto? 

É uma controvérsia que ainda é alvo de discussão em parte da comunidade cientifica; alguns setores corroboram, outros criticam. Não há um consenso, mas reitero que, na minha visão, isso é uma abordagem mais política e ideológica do que realmente cientifica, porque você está assumindo que uma criança de quatro ou cinco anos de idade teria a capacidade cognitiva ou desenvolvimento mental suficiente para tomar um tipo de decisão que, na verdade, ela não tem. Quando uma criança de quatro ou cinco anos se identifica com um cachorro ou com um super-herói, ninguém em sã consciência leva isso a sério.

Existe um limite etário para que a criança não possa ser exposta a nenhum tipo de injeção hormonal? 

Cientificamente, também não há consenso; esse tipo de tratamento de afirmação de gênero é algo novo e não existem estudos longos o suficiente e com a qualidade necessária para você fazer um tratamento baseado em evidências concretas. O que tem sido feito é dependente da legislação local: nos EUA, por exemplo, crianças começam a usar hormônio por volta dos 11 anos de idade, antes da adolescência, para prevenir que características secundárias dela se desenvolvam.

Por volta dos 11, quando começam a aparecer essas características – pelos pubianos, mamas –, elas começam a aplicar hormônios para atrasar esse desenvolvimento. Já por volta dos 16 anos, quando já se tornaram adolescentes, começam a tomar hormônios do sexo oposto. Dos 16 aos 18 anos, o indivíduo desenvolve características secundárias do sexo oposto e então, quando ele atinge a maioridade, tem a permissão para fazer a cirurgia de realinhamento de sexo no mesmo dia.

Em congressos é comum a troca de acusações de ambos os lados, que vão de “transfobia” a “homofobia”. Nesses encontros a comunidade científica tem um receio de ser mal interpretada ou sofrer algum tipo de represália, e por isso evita de se pronunciar de uma forma mais contundente contra a ideologia de gênero? 

Quando você começa a observar da parte de quem defende a ideologia de gênero um ataque pessoal contra o caráter daqueles que discordam, em todos os pontos e setores da sociedade, é inevitável que isso também atinja a parte científica. Você vê muitas pessoas ignorando evidências científicas e passando a se posicionar de uma forma que agrade determinado lado ou ainda que possa prevenir problemas. Existem exemplos de médicos famosos e especialistas no assunto que perderam seus empregos porque discordaram de determinada abordagem de tratamento.

Quais seriam essas abordagens? 

Basicamente, são duas: uma é de reafirmação, quando o médico e a sociedade passam a tratar o paciente como se ele fosse realmente do sexo oposto, enquanto a outra busca entender e tratar a causa; você vê o porquê de esse indivíduo estar tendo o problema de reconhecer o sexo que ele tem, e então tenta encontrar respostas.

Dentro de toda essa questão, como devemos abordar os banheiros transgêneros? 

Creio que se trata de uma questão extremamente pessoal, mas de minha parte não acho viável mesclar homens e mulheres no mesmo banheiro; você não troca de sexo, você continua sendo um homem que se identifica como mulher, mas não deixa em nenhum momento de ser homem biologicamente. Entendo as pessoas que têm preocupação de suas filhas ou esposas não serem expostas no vestiário ou no banheiro a pessoas de outro sexo biológico.

(Gazeta do Povo)

Desastres relacionados ao clima quadruplicaram desde 1970

furacaoHouston [foi] agredida por sua pior tempestade em 50 anos. A Tempestade Tropical Harvey despejou quase 50 polegadas (1,27 metro) de chuva em algumas áreas em apenas quatro dias. Esse é um recorde para um sistema tropical dentro do território americano. A falta de suficiente drenagem na cidade de 6,5 milhões de pessoas, que é construída sobre um espesso solo argiloso em uma planície, exacerb[ou] a inundação. Texas e seus estados vizinhos estão suscetíveis a este tipo de desastres naturais – assim como o país como um todo. De acordo com o sistema de monitoramento de desastres da ONU, os Estados Unidos, juntamente com China e Índia estão posicionados globalmente como os países que sofreram o maior número de desastres naturais entre 1995 e 2015. Estes incluem terremotos, tempestades, enchentes e ondas de calor que […] ocasionem a declaração de emergência nacional.

Desde 1970, o número de desastres mundiais mais que quadruplicou, chegando a cerca de 400 por ano. Outro grupo de dados de tipos menos severos de eventos relacionados a clima e meteorologia, definido por causar pelo menos uma morte ou um certo montante de prejuízo financeiro, mostra também um aumento. Por essa medição, compilada pela Munich Re [empresa seguradora], ocorrem hoje seis vezes mais eventos hidrológicos do que em 1980. O total do ano passado foi o maior jamais visto.

Apesar de o número desses desastres continuar aumentando, muito menos pessoas estão morrendo como resultado deles. Em 1970, 200.000 pessoas morriam anualmente. Tal cifra tem sido reduzida dramaticamente, graças a medidas de segurança como prédios melhorados e projetos de prevenção de enchentes. Para reduzi-lo ainda mais, planejadores urbanos podem ter que operar sob a hipótese de eventos ainda mais extremos.

(The Economist; tradução de Leonardo Serafim)

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Exposição de arte pornográfica e a “cura gay”

exposicao-santanderO cancelamento da exposição de arte pornográfica do banco Santander deu o que falar na semana passada. De um lado, os defensores da liberdade de expressão irrestrita e o pessoal da comunidade LGBT consideraram um erro a instituição ter cancelado a exposição. De outro, pessoas mais conservadoras e que ainda levam em conta os valores judaico-cristãos consideraram um grande erro do banco ter promovido a mostra e do governo em permitir a utilização de recursos públicos para financiar a exibição de quadros com pedofilia, zoofilia/bestialismo e até desrespeito a símbolos religiosos, como no caso das hóstias nas quais foram escritas palavras de baixo calão. Isso é promoção da “diversidade”? Isso é cultura? O repúdio à mostra ficou bem evidente: milhares de correntistas cancelaram suas contas no banco.

Foram interessantes alguns comentários no Twitter. Veja alguns exemplos:

“Repúdio à Duracell pela propaganda de dia dos pais: democracia. Repúdio à mostra de arte do Santander Cultural: fascismo. Ué!?” [Obs.: A propaganda da Duracell destacava alguns atributos masculinos dos pais.]

“Exposição bizarra e imoral apoiada pelo Santander foi cancelada e o dinheiro captado da Lei Rouanet [cerca de um milhão de reais], quem vai devolver aos cofres públicos?”

“Vamos convocar o Santander e os defensores da pedofilia pra depor na CPI dos maus-tratos infantis.” [Tweet do senador Magno Malta.]

“Sabe aquele banco que demitiu a Sinara Polycarpo em 2014 por ordem do Lula? Continua aprontando.”

“Vivi até aqui só pra ver certas figurinhas da esquerda anticapitalista defendendo uma poderosa instituição bancária!”

E em uma petição pública: “Aprendam uma lição básica: o movimento LGBT usa a bandeira da tolerância para escarnecer, atacar e vilipendiar aquilo que outros consideram sagrado, e ao mesmo tempo não toleram nenhum tipo de crítica!”

criancas santanderMais uma vez fica evidente a defesa de certos direitos em detrimento de outros. No caso da exposição, o direito de ter respeitados símbolos e a consciência religiosa foi sobreposto pelo direito de vilipendiar esses mesmos símbolos e valores. Mas isso ainda não é o pior. A mostra esteve aberta ao público de qualquer idade, crianças estiveram lá, e isso acabou violando outro direito, além de ilustrar bem o que esta sociedade libertina tem feito com os pequenos. Veja o que escreveu meu amigo psicólogo Hélio Martins Furtado de Oliveira:

“A infância é um período muito precioso na constituição biopsicossocial do ser humano. Tudo que acontece entre 0 e 12 anos de vida de uma pessoa impacta decisivamente todos os demais, potencialmente mais do que qualquer coisa que venha a acontecer em outros momentos de sua trajetória. A criança em formação precisa ter preservada uma série de inocências para que se desenvolva de maneira saudável. Todos teremos muito tempo para viver a fase adulta e, inevitavelmente, entraremos em contato com muitas manifestações deturpadas e patológicas da sociedade em que estamos inseridos. No entanto, especialmente no caso das crianças, quebrar inocências saudáveis para um desenvolvimento adequado e considerado normal, vivendo cada fase a seu tempo e sem exposições desnecessárias é algo que deveria ser tratado de forma mais cuidadosa pelos pais, pelos educadores, pela sociedade como um todo.

“Quando essas inocências são quebradas o efeito sobre toda a sexualidade de uma criança é especialmente percebido no trabalho clínico em forma dos mais variados conflitos e traumas. Uma coisa é certa: criança precisa ser criança, plenamente criança, apenas criança. Preservar a inocência nessa fase (0 a 12 anos) é fundamental para um desenvolvimento saudável, uma vez que os primeiros 12 anos de vida passarão rápido, mas os efeitos da preservação dessa inocência serão quebrados inevitavelmente pelo convívio em sociedade.

“A inocência no que diz respeito à sexualidade é a mais importante dessas inocências, o que não quer dizer que pais, educadores, psicólogos e a sociedade organizada não possam tocar no assunto, sempre respeitando e preservando limites saudáveis entre curiosidade e exposição (que na maior parte das vezes é desnecessária e muitos pensam ser saudável). Criança não entende tudo, não importa o quanto haja de diálogo ou explicação. Criança é criança porque o que ela tem de mais valioso se chama inocência! O tempo se encarregará de quebrar naturalmente essas inocências.

“Em nossos dias a quebra tem acontecido de forma deliberada, com objetivos e ideias equivocados. Precisamos cuidar para que essas inocências sejam ‘quebradas’ em momento oportuno, de forma o mais natural possível, dentro de contextos saudáveis (sim, é possível!), com a devida orientação dos pais em primeiro lugar e dos educadores como apoiadores e, por que não, do compromisso da sociedade em entender o valor dessa inocência. Respeitar o valor dessa inocência tão valiosa é peça-chave para o ensino e a consolidação do conceito correto de respeito ao próximo e de si mesmo na formação biopsicossocial de um cidadão. Expor crianças a coisas que não são saudáveis nem para adultos jamais vai contribuir para um desenvolvimento biopsicossocial saudável.”

Por causa de certos prazeres, preferências sexuais ou mesmo gostos estéticos, adultos não têm o direito de violar a inocência das crianças, comprometendo o futuro emocional delas.

Quanto à tal “cura gay”, assunto que tomou conta dos debates nesta semana, fica evidenciado outro direito violado. Não quero discutir aqui se homossexualismo é ou não doença. Nem sequer tenho competência para isso. Igualmente não estou aqui para condenar homossexuais pelo simples fato de discordar do estilo de vida deles. Não tenho esse direito. Cada pessoa vive a vida que quer (desde que isso não atente contra a vida alheia, evidentemente), e o próprio Deus respeita nossas escolhas. Mas quero chamar atenção para um aspecto da discussão: os muitos homens e as muitas mulheres que sofrem por causa de tendências homossexuais e que lutam contra isso (por uma série de fatores, entre os quais religiosos) e poderiam ter ajuda profissional para lidar com a situação. Por que privar do direito a um tratamento psicológico um homossexual que esteja descontente com sua condição? Por que não dar a essa pessoa o direito de não querer ser como é, como tantos outros com tantas outras tendências também não querem?

A pastora evangélica Sarah Sheeva disse em um vídeo no Instagram que o verdadeiro preconceito está sendo dirigido contra a psicologia e a psicoterapia. Que o brasileiro, manipulado pela mídia, volta a deixar claro que, no fundo, pensa que quem procura um profissional da área psicológica é porque está maluco. Se alguém procurar um terapeuta porque quer assumir sua homossexualidade, tudo bem. Mas se fizer isso porque não quer ser homossexual, aí não. Isso é inadmissível! Sarah afirma que existe uma ditadura gay em nosso país.

Quem está gritando que transformaram a homossexualidade em doença com certeza não leu a decisão do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal. Nesses momentos, a gente percebe o estrago que a desinformação faz nas redes sociais e o desserviço que prestam certos setores da mídia. É mais uma evidência de que vivemos mesmo na era da pós-verdade ou do pós-fato.

Para quem não se deu ao trabalho de saber o que o juiz decidiu, aqui vai: ele simplesmente permitiu que aqueles que desejarem possam ser atendidos por psicólogos, pois o Conselho Federal de Psicologia havia proibido que seus profissionais acompanhassem homossexuais em busca de auxílio em relação à orientação sexual. Ou seja, o juiz restituiu a liberdade individual do cidadão em procurar ajuda e a dos profissionais de psicologia em ajudar.

A decisão foi tomada com base em uma ação popular, proposta por dois psicólogos contra o Conselho Federal de Psicologia, com fundamentos no Artigo 5º da Constituição Federal. A ação busca a suspensão dos efeitos da Resolução 001/1999, que estabeleceu normas de atuação para os psicólogos em relação às questões voltadas à orientação sexual. Os autores afirmam que constitui ato de censura a negativa quanto ao desenvolvimento de estudos, atendimentos e pesquisas sobre tal comportamento, resultando em ato lesivo ao patrimônio cultural e científico do País, pela restrição da liberdade de pesquisa científica dos profissionais.

O juiz mesmo deixa claro que não se trata de “cura gay”, mas simplesmente a promoção da qualidade de vida das pessoas que buscam a Psicologia por terem dúvidas quanto à sua orientação sexual. Conflitos todos têm e merecem ser ajudados.

A reação ao cancelamento da exposição de “arte” do Santander e a celeuma criada em torno da “cura gay” evidenciam uma coisa: a sociedade está doente. Nós estamos doentes. E em lugar da hashtag #curagay deveríamos promover outra: #curahumana. Mas isso somente o Criador do ser humano poderá fazer. Até lá viveremos de polêmica em polêmica, de desrespeito em desrespeito, de sofrimento em sofrimento. [MB]

Leia mais sobre homossexualismo. Clique aqui e aqui.

Terremotos, furacões e rumores de guerra

sinaisUm terremoto de 3,5 graus na escala Richter – que vai de 0 a 9 – sacudiu a região de Rio Branco do Sul, próximo a Curitiba, na madrugada da segunda-feira (18). De acordo com o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), o tremor foi sentido num raio de até 100 km do epicentro. Inicialmente a própria USP tinha relatado tremores ainda mais fortes em Itaperuçu, do lado de Rio Branco do Sul, e São Jerônimo da Serra, no Norte Pioneiro, mas após a revisão dos dados confirmou a ocorrência do fenômeno apenas em Rio Branco do Sul. Também foi revisada a profundidade do terremoto. “Antes o sistema apontava 50 km, mas pelo que pudemos constatar foi bem mais raso, algo em torno de 5 km. Só podemos confirmar com precisão após cruzarmos mais alguns dados”, explicou o professor de sismologia da USP, Marcelo Bianchi. […]

O bombeiro Jefferson Veloso, que estava de plantão desde o início da noite de domingo em Rio Branco do Sul, relata que o tremor foi sentido por todos no batalhão. “Foi uma sensação estranha. Durou uns dois segundos, mas como as paredes aqui são grossas não houve nenhum dano”, disse. Em grupos de WhatsApp da cidade os relatos são de incômodo e enjoo nas pessoas durante o tremor. […]

Um forte terremoto atingiu Cidade do México nesta terça-feira (19), sacudindo prédios e forçando milhares de moradores de capital a ocuparem as ruas [já foram contabilizados mais de cem mortos]. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), a magnitude do tremor foi de 7,1 na escala Richter, enquanto o Serviço Simológico Nacional mexicano indicou força de 6,8. O epicentro foi a 7 quilômetros a noroeste da cidade de Chiautla de Tapia, estado de Puebla. O tremor também foi sentido em Oaxacla, uma das zonas mais afetadas pelo terremoto que atingiu o país em 7 de setembro, de magnitude 8,2, deixando 90 mortos e 200 feridos. […]

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O abalo sísmico ocorre no mesmo dia em que se relembra o 32º aniversário do violento terremoto que arrasou o México em 1985, com milhares de mortos. As autoridades mexicanas realizaram nesta terça-feira uma grande simulação de terremoto no país inteiro, uma ação realizada anualmente na data.

Enquanto isso, o furacão Maria, a segunda grande tempestade a atingir o Caribe neste mês, avançou em direção às Ilhas Virgens norte-americanas e Porto Rico, nesta terça-feira, depois de assolar a pequena nação-ilha de Dominica, causando devastação generalizada. Maria, uma tempestade “extremamente perigosa”, voltou à categoria 5, a mais elevada na escala de intensidade, ao passar cerca de 325 quilômetros a sudeste de St. Croix, nas Ilhas Virgens, com ventos constantes de 260 km/h, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

E para fechar a cota de sinais destes dois últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vai “destruir totalmente” a Coreia do Norte, caso não tenha outra escolha, em seu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, também nesta terça-feira (19). “Os Estados Unidos têm grande força e paciência, mas se forem forçados a defender a si ou a seus aliados, não teremos outra escolha além de destruir totalmente a Coreia do Norte”, disse.

Trump, que chamou o regime de Kim Jong-Un de “depravado”, afirmou que “é hora de a Coreia do Norte aceitar que a desnuclearização é o único futuro possível”. [Trump chamou] o comportamento de Kim de “missão suicida”.

Em sua fala, que durou 41 minutos, Trump disse que o desenvolvimento de mísseis balísticos e armas nucleares por parte da Coreia do Norte “ameaça o mundo todo”.

(Gazeta do Povo, O Globo, G1 e G1)

Nota: Abra sua Bíblia, leia Mateus 24 e Lucas 21 e receba as notícias mais recentes, só que escritas há dois mil anos! Jesus deixou bem claro que a intensificação de cataclismos e guerras, além de doenças, violência, fomes, etc. seria um sinal que antecederia o fim. Ao mesmo tempo, a pregação do evangelho em todo o mundo marcaria a real proximidade da volta de Jesus, quando todas as mazelas humanas finalmente terão fim. Este é um mundo inseguro, agonizante, e devemos sempre nos lembrar disso a fim de evitar falsas expectativas. Tempos de crise – quer seja ambiental, econômica ou bélica – são catalisadores de mudanças rápidas. A aparente estabilidade que vemos em grande parte do mundo hoje pode ser subvertida em pouco tempo. As palavras do Salmo 121:1 e 2 devem estar sempre em nossa mente: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.” Sim, nossa única esperança está no Deus criador do universo. Tudo o mais é ilusão. [MB]

Parabéns, terraplanistas brasileiros! Vocês conseguiram!

terraplana“Globalista, Terraplanista ou neutro?” “Você consegue provar que a Terra é um globo, uma bola?” “Você tem conhecimento de que o Sol e a Lua estão próximos da nossa Terra e ‘dentro’ da nossa atmosfera (ou no firmamento) e são menores, bem menores que a Terra?” É com perguntas como essas que grupos brasileiros de “terraplanistas” – pessoas que acreditam que a Terra é plana – no Facebook avaliam a solicitação de entrada de um novo membro no fórum virtual. Na rede social, há pelo menos 30 grupos do tipo em português. Há também diversas páginas sobre o tema no Facebook – a maior delas, “A Terra é plana”, tem mais de 77 mil membros. Os terraplanistas também estão no YouTube, com vários canais dedicados a mostrar experimentos e discutir o que chamam de “falácias” dos “globalistas” – e versões alternativas para a explicação de fenômenos como fusos horários, estações e eclipses.

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