Após protestos, Santander encerra exposição pornográfica

queerPoucos dias antes de completar um mês em cartaz no Santander Cultural, no Centro de Porto Alegre, a exposição “Queermuseu – Cartografias da diferença na América Latina” teve de ser fechada e encerrada neste domingo (10), após protestos – segundo informações preliminares que vêm circulando nas redes sociais – em que pessoas contrárias ao teor das obras teriam causado tumulto em frente ao museu, ainda no sábado, em manifestação contra a exposição. O Jornal do Comércio buscou informações junto ao Santander Cultural, mas só obteve informações da segurança, presente na portaria do local, de que de fato a exposição, que funcionaria das 14h às 19h neste domingo, está fechada em razão de “imprevistos” ocorridos ontem. No início da tarde, o Santander Cultural emitiu uma nota em que afirmou estar recebendo diversas manifestações críticas a respeito da exposição e confirmou o encerramento da mostra neste domingo.

“O objetivo do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia”, diz o texto. “Desta vez, no entanto, ouvimos as manifestações e entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo. Quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana”, afirma a nota da instituição.

Com curadoria de Gaudêncio Fidelis, a Queermuseu é formada por mais de 270 obras (oriundas de coleções públicas e privadas) que percorrem o período histórico de meados do século 20 até os dias de hoje. A iniciativa explora a diversidade de expressão de gênero e a diferença na arte e na cultura. A exposição foi aberta na metade de agosto, com entrada franca, e seguiria até 8 de outubro. A mostra foi viabilizada pela captação de R$ 800 mil por meio da Lei Rouanet. Em protesto contra o encerramento da mostra, o Nuances – Grupo Pela Livre Expressão Sexual organiza nesta terça-feira (12) à tarde, em frente ao Santander Cultural, o Ato pela Liberdade de Expressão Artística e Contra a LGBTTFobia, “em defesa da liberdade de expressão artística e das liberdades democráticas”.

(Jornal do Comércio)

Note bem: Utilizaram recursos públicos para promover uma exposição de “arte” pornográfica e anticristã que contém quadros com pedofilia, zoofilia/bestialismo e até desrespeito a símbolos religiosos, como no caso das hóstias nas quais foram escritas palavras de baixo calão. Isso é promoção da “diversidade”? Isso é cultura? Foram bem interessantes alguns comentários no Twitter. Veja alguns exemplos [MB]:

“Repúdio à Duracell pela propaganda de dia dos pais: democracia. Repúdio à mostra de arte do Santander Cultural: fascismo. Ué!?” [Obs.: A propaganda da Duracell destacava alguns atributos masculinos dos pais.]

“Exposição bizarra e imoral apoiada pelo Santander foi cancelada e o dinheiro captado da Lei Rouanet [cerca de um milhão de reais], quem vai devolver aos cofres públicos?”

“Depois de promover artes com cunho bestial e pedófilo, uma agência do Santander foi agraciada com arte como forma de agradecimento/resposta.” [Post com a foto abaixo.]

santander

“Vamos convocar o Santander e os defensores da pedofilia pra depor na CPI dos maus-tratos infantis.” [Tweet do senador Magno Malta.]

“Sabe aquele banco que demitiu a Sinara Polycarpo em 2014 por ordem do Lula? Continua aprontando.”

“Vivi até aqui só pra ver certas figurinhas da esquerda anticapitalista defendendo uma poderosa instituição bancária!”

[E em uma petição pública:] “Aprendam uma lição básica: o movimento LGBT usa a bandeira da tolerância para escarnecer, atacar e vilipendiar aquilo que outros consideram sagrado, e ao mesmo tempo não toleram nenhum tipo de crítica!”

Anúncios