Após furacões, papa reforça discurso ECOmênico

irma

Durante o voo no avião papal em direção à Roma, na Itália, após uma viagem de cinco dias pela Colômbia, o papa Francisco condenou fortemente os céticos que não acreditam nas mudanças climáticas. O líder católico disse que a história irá julgar quem não agir contra o aquecimento global e não tomar as medidas necessárias para reduzir as emissões de gases que provocam o aquecimento do planeta. O papa foi questionado sobre as mudanças climáticas e a onda de furacões que atingiram os Estados Unidos, México e o Caribe. E disse: “Aqueles que negam o aquecimento global devem ir até os cientistas e perguntar para eles. Eles falam muito claramente.” O papa disse ainda que os cientistas traçaram o que precisava ser feito para reverter o curso do aquecimento global e que os indivíduos e os políticos têm “responsabilidade moral” de fazer cada um a própria parte. Além disso, engrossou o tom ao chamar de estúpidos os que não acreditam que está havendo um aquecimento da Terra.

Pouco importa a essas alturas se o aquecimento global é antropogênico ou não. O fato é que as catástrofes têm aumentado em número e intensidade, exatamente como estava previsto acontecer antes da volta de Jesus. Infelizmente, essas coisas vão piorar até que venha o fim. Mas o que interessa aqui é perceber mais uma vez como a posição ECOmênica do Vaticano ganha força cada vez que uma catástrofe ambiental acontece. Estava demorando para o papa discursar sobre os últimos furacões devastadores e repetir que temos uma “responsabilidade moral” diante desse tipo de coisa. Quem tem acompanhado os discursos papais e já leu a encíclica Laudato Si sabe muito bem o que está nas entrelinhas dessa fala. Uma proposta clara apresentada no documento é a do descanso dominical da lei MORAL (adulterada, evidentemente) que ajudaria justamente a diminuir as emissões de gases do efeito estufa. Se a culpa pelo aquecimento é humana, os humanos têm que se unir e fazer o que podem para salvar o planeta. E em tempos de tragédias fica bem mais fácil conduzir o rebanho. Basta aplicar a boa e velha engenharia social: criar o problema e vender a solução.

Evidentemente que, ao chamar a atenção para tudo isso, não estou dizendo que o decreto dominical será assinado amanhã, dentro de uma semana ou de um ano. Não se trata disso. Outros eventos devem ocorrer antes disso. O evangelho precisa ser pregado a todo o mundo em cumprimento de Mateus 24:14, e haverá uma agitação em torno do assunto do descanso dominical, afinal, as pessoas precisarão tomar decisões com base em informações claras.

Precisamos sempre evitar dois extremos: o da indiferença com os assuntos escatológicos e o do fanatismo que vê em cada espirro presidencial ou papal um sinal do fim. Um exemplo disso foi a recente conclamação de Donald Trump para que os norte-americanos orassem pela nação em um domingo. Houve quem se adiantasse e já sugerisse ser um tipo de decreto dominical. Não, não foi. Mas acabou tendo um efeito interessante no sentido de ir acostumando as pessoas para decisões e decretos futuros. Temos que perceber as tendências, o “andar da carruagem”, o “pacote de eventos”, não simples detalhes esporádicos.

Por mais que as notícias e as profecias nos interessem, nosso foco deve sempre estar nAquele para quem as profecias apontam: Jesus Cristo. De nada adianta vigiar os noticiários e não vigiar nosso coração, nossa condição diante de Deus. De que adiantará o conhecimento de fatos e de profecias se a pessoa não anda com o Senhor das profecias? Essa pessoa será apenas mais um perdido bem informado.

Não importa quanto tempo falta para a volta de Jesus. O importante é termos a certeza de que Ele virá e de que estamos prontos para esse grande dia. [MB]

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