Vídeos sobre a Reforma Protestante

No dia 31 de outubro de 1517, Lutero afixou 95 teses na porta do castelo de Wittenberg, na Alemanha. Esse ato mudou a história do mundo religioso para sempre. Seu gesto era um convite ao debate, mas suas perguntas nunca foram respondidas com base na Bíblia, pois os líderes da igreja de então sabiam que não tinham resposta.

Muitos afirmam que o protesto de 500 anos atrás já acabou, mas para aqueles que querem seguir a Palavra de Deus o protesto continua, pois muitas práticas no mundo religioso hoje estão fundamentadas unicamente na tradição (sem amparo da Palavra de Deus). Paulo afirmou que ainda que um anjo nos mostrasse um evangelho diferente do apresentado na Bíblia jamais deveríamos aceitar. Só que hoje multidões seguem cegamente práticas sem sentido e sem apoio bíblico.

Viajemos agora 500 anos no passado, e leiamos algumas palavras do homem que Deus usou para mudar o mundo:

“Não façais violência à minha consciência, que está ligada às Escrituras Sagradas.”

“Não orem por mim, orem pela Palavra.”

“O evangelho não pode ser pregado sem dano.”

“Mesmo que houvesse tantos demônios em Worms como telhas no telhado eu ali entraria.”

“Não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; queira Deus ajudar-me. Amém.”

“Nossa responsabilidade é maior do que foi a de nossos antepassados. Somos responsáveis pela luz que receberam e que nos foi entregue como herança. Somos também responsáveis pela luz adicional que hoje, pela Palavra de Deus, está a brilhar sobre nós” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 164).

(Pastor Jetro Castro Ortega é professor e capelão do ensino superior no Unasp, campus Hortolândia)

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Os fãs da cultura pop (2)

musicDepois de ter postado o texto “Os fãs da cultura pop”, recebi vários comentários e críticas. Como aquele post foi bem resumido, quero aqui ampliar algumas ideias e deixar claro que respeito todos os que me escreveram e que creio que o diálogo nos ajuda a crescer e a melhorar nossos pontos de vista.

Primeiramente, quero explicar por que não mantenho habilitada a função de comentários em meu blog e em meu canal no YouTube. Não sou o único que age dessa forma. E meu motivo é simples: falta de tempo. Entendo que, se habilitasse essa função, teria que moderar os comentários e, óbvio, interagir com as pessoas. O que faço em meu blog e em meu canal é um trabalho voluntário que consome muito do meu tempo de “folga”. Tenho esposa e três filhos, e não acho justo dedicar mais tempo do que já tenho dedicado a esse trabalho, repito, voluntário. Já tenho grandes dificuldades para responder aos muitos e-mails que me chegam e mensagens via WhatsApp, Messenger, etc. Assim, tive que tomar essa decisão que, para muitos, soa como arbitrariedade ou falta de abertura para o diálogo. Só que não se trata absolutamente disso.

maranata1.0Com respeito ao que escrevi em relação à cultura pop, acho que minha crítica não está sendo compreendida. Nunca me opus ao uso de recursos como filmes e mesmo histórias em quadrinhos. Já na década de 1990 eu publicava histórias em quadrinhos com conteúdo religioso (um exemplo ao lado). Poucos anos atrás, criei personagens que passaram a fazer parte de tirinhas apologéticas que eu publicava regularmente nas redes sociais (confira). Repito: nunca me opus ao uso das mídias, me oponho é à mistura de conteúdos seculares claramente anticristãos para entreter o público cristão, tentando extrair dali alguma eventual lição espiritual (conforme destaquei neste vídeo). É simplesmente a isso que me oponho. Eu mesmo costumo sugerir bons filmes, de vez em quando (confira). Não podemos é absorver indiscriminadamente todo e qualquer conteúdo da cultura pop, e creio ter deixado isso bem claro em minha postagem anterior.

Nunca disse que considero minha experiência religiosa exemplo para qualquer pessoa, mas me sinto no direito de, assim como outros, testemunhar do que vivi, do que experimentei (confira aqui e aqui). Entendo que a conversão nos faz repensar um bocado de coisas, entre elas os conteúdos que não combinam com o cristianismo. Reconheço os esforços sinceros de muitos cristãos que procuram contextualizar a mensagem, mas isso não significa que não possa discordar das metodologias adotadas. Se vejo que certa tendência parece crescer entre nós e tenho motivos para discordar (respeitosamente) dela, me sinto na liberdade e no dever de fazê-lo.

Eu poderia ter usado dezenas de outros textos bíblicos na postagem anterior para defender a importância de (1) aproveitarmos bem nosso tempo precioso, (2) mantermos a mente pura, (3) não termos contato com conteúdos relacionados com ocultismo, magia, nudismo, pornografia e outros. Entendo que os três textos que citei sejam suficientes para justificar essa minha postura.

Não sou o único a advogar as ideias que defendo. Estou em consonância com obras publicadas pela editora na qual trabalho há duas décadas. Creio também que tenho o endosso da Bíblia e dos livros de Ellen White, afinal, ela defende o uso dos meios de comunicação e denuncia conteúdos nocivos.

Não sou um ermitão midiático. Assisto a bons filmes de vez em quando e utilizo critérios os mais seguros possíveis para fazer essa seleção. Sempre ensinei que devemos fazer escolhas (em todas as áreas) com base em princípios bíblicos. Quanto aos conteúdos que não me convêm, não é difícil saber alguma coisa sobre eles. Por exemplo, pesquisei bastante sobre “Game of Thrones”, sobre os roteiristas, sobre os livros que inspiraram a série, sobre o enredo, etc. Nunca assisti a um episódio sequer e quanto mais pesquisava mais me convencia de que realmente não precisava nem deveria assistir. Tem muita gente interpretando errado o “analisai tudo” de Paulo, como se esse texto fosse um salvo-conduto para consumir qualquer tipo de conteúdo. Se for assim, a contradição com vários outros textos bíblicos estará criada, e creio que nem preciso citá-los aqui.

Será que Jesus usaria “GOT” e “50 Tons”, por exemplo, para atrair os “de fora”? E não me refiro à simples menção dessas produções. Refiro-me a assistir junto com as pessoas, mostrar cenas, descrever em detalhes, se demorar no assunto a ponto de até deixar curiosos aqueles que talvez nunca fossem assistir. Outra coisa: todo esse meu posicionamento está descrito e apresentado em meu livro Nos Bastidores da Mídia, da Casa Publicadora Brasileira, editora mantida pela Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Fiz uma atualização recente no meu livro, refinei argumentos, retirei alguns exageros (próprios da época em que a primeira edição foi escrita), mas os princípios centrais estão lá, e vêm sendo defendidos pela igreja há muito tempo.

Preciso repetir para deixar claro: nunca ataquei nem vou atacar pessoas. Isso é rasteiro. É argumento ad hominem. Falo sobre ideias e métodos dos quais discordo e creio que tenho meu direito de fazê-lo. Além de produzir HQs e tirinhas e ter um canal no YouTube há dez anos, mantenho blogs (fui um dos primeiros blogueiros adventistas), páginas no Facebook e uma conta no Twitter (desde 2009), pois isso é lícito e a Revelação nos incentiva a usar essas ferramentas. Só que a mesma Revelação nos orienta a ter cuidado com conteúdos midiáticos e a nos lembrar de que não pode haver comunhão entre a luz e as trevas.

Sou entusiasta da contextualização da mensagem e do evangelismo, mas entendo que isso, também, deve ser feito com critérios bem claros e sob a supervisão do Espírito Santo. E não pode ser desculpa para se “batizar” conteúdos com os quais os fãs ainda insistem em flertar. Entendo que devemos evitar a postura fanática de satanizar todo e qualquer tipo de conteúdo e toda e qualquer manifestação cultural. Mas também não podemos ser ingênuos a ponto de achar que Satanás não mais existe.

Falando em contextualização… Jesus usou uma “lenda” pagã, sim [parábola do rico e Lázaro]. Assim como Deus Se valeu de uma estátua pagã para falar com Nabucodonosor em sonho. Isso, obviamente, é legítimo. Mas nenhum deles (assim como Paulo no Areópago) se demorou na ilustração, exaltando seus aspectos literários, pictóricos, históricos, etc. Usaram esse recurso apenas como “ponte” para despertar a atenção de uma “plateia” familiarizada com a coisa. O que não se pode fazer é usar “recursos pagãos” para entreter cristãos.

Faz bem refletir sobre estes textos: 1 João 5:19; Efésios 6:12; Romanos 12:2. Ignorar a realidade do grande conflito e de que há uma disputa pela nossa mente, pela nossa razão e pelos nossos sentimentos é ou ingenuidade ou manifestação de prepotência – a mesma prepotência que fez com que Eva pensasse ser capaz de vencer sozinha a batalha contra o inimigo. Não podemos cair nessa onda de “dessatanização” e relativização do mal. Não podemos supervalorizar nosso livre-arbítrio, ainda mais quando sabemos que, diferentemente de Eva, nosso cérebro tem a desvantagem de cerca de seis mil anos de decadência.

Reflita também nos seguintes textos inspirados:

“Vocês devem se tornar fiéis sentinelas de seus olhos, de seus ouvidos e de todos os sentidos, se querem controlar sua mente e evitar pensamentos vãos e corruptos que mancham a alma. Só o poder da graça pode realizar essa obra desejável” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 401).

“Se houver um meio qualquer pelo qual Satanás possa alcançar acesso à mente, ele semeará seu joio e o fará crescer até que redunde em farta colheita. Em caso algum pode Satanás obter domínio sobre os pensamentos, palavras e ações, a menos que voluntariamente lhe abramos a porta e o convidemos a entrar. Ele entrará então, lançando fora a boa semente semeada no coração e tornando de nenhum efeito a verdade” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 402).

“Todos os que proferem o nome de Cristo necessitam vigiar e orar, e guardar as entradas da alma; pois Satanás está em atividade para corromper e destruir, uma vez que lhe seja dada a mínima vantagem” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 1, p. 402, 403).

“Nossa única segurança é abrigarmo-nos na graça de Deus cada momento, não confiando em nossa própria visão espiritual, para que não chamemos ao mal bem, e ao bem chamemos mal. Sem hesitação ou discussão precisamos fechar e guardar as entradas da alma contra o mal” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 324).

“Devemos ter sempre em mente que há em operação seres invisíveis, tanto do mal quanto do bem, procurando ganhar o controle da mente. […] Anjos bons são espíritos ministradores, a exercer celestial influência sobre o coração e a mente; ao passo que o grande adversário das almas, o diabo, e seus anjos, estão continuamente trabalhando para efetuar nossa destruição” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 405).

E, para encerrar, um diagnóstico preciso de Allan Bloom:

“Se o nosso jovem conseguir recuar – o que é muito difícil e raro –, ganhar distância crítica em relação àquilo a que aderiu, duvidar do significado final daquilo que ama, então já terá dado o primeiro passo, o mais difícil, no sentido da conversão filosófica. A indignação é a defesa da alma contra a ferida da dúvida sobre o que lhe é próprio: reordena o cosmo para apoiar a justiça de sua causa” (O Declínio da Cultura Ocidental, p. 90).

Michelson Borges

Adventistas são sectários e exclusivistas?

adventistas“Os adventistas são sectários, exclusivistas e não acreditam que as pessoas de outras denominações religiosas evangélicas sejam cristãs.” Palavras dos críticos do Adventismo. Infelizmente, dez em cada dez críticos do adventismo afirmam tal coisa. Agora leia estas três citações de documentos OFICIAIS da Igreja Adventista do Sétimo Dia:

“Não cremos que somente nós constituímos os verdadeiros filhos de Deus – que somos os únicos e autênticos cristãos que atualmente existem sobre a terra. Cremos que Deus possui um grande número de seguidores fervorosos, leais e sinceros em todas as comunidades cristãs que […] são testemunhas verdadeiras do Deus vivo […]. Os adventistas do sétimo dia creem firmemente que Deus possui um precioso remanescente, uma multidão de crentes fervorosos e sinceros, em todas as igrejas (não excetuando a comunidade católica-romana)” (Questões Sobre Doutrinas, p. 162, 165).

“Reconhecemos aquelas agências [igrejas evangélicas ou católicas] que exaltam a Cristo diante das pessoas como parte do plano divino para a evangelização do mundo e temos em alta estima os homens e mulheres cristãos de outras denominações que estão empenhados em ganhar almas para Cristo […]. Se a mudança de convicção levar um membro de nossa igreja a não se sentir mais em harmonia com a fé e a prática adventistas, reconhecemos não somente o seu direito mas também a sua RESPONSABILIDADE de mudar, SEM OPRÓBRIO, sua filiação religiosa, conforme suas crenças. Esperamos que outros organismos religiosos atuem no mesmo espírito de liberdade religiosa” (Declarações da Igreja, p. 152. Grifos meus).

“A igreja universal é composta por todos os que acreditam verdadeiramente em Cristo […] Deus tem filhos em todas as igrejas” (Nisto Cremos, p. 204, 223).

Diante dessas três citações, uma pessoa intelectualmente honesta, cristã, estudiosa e sincera só tem duas opções:

1. Ou ela ama a verdade mais do que seu orgulho e reconhece que as crenças oficiais dos adventistas do sétimo dia reconhecem que os não adventistas são tão cristãos quanto os adventistas. Logo, os adventistas não são sectários, nem exclusivistas.

2. Ou ela ama seu orgulho mais do que a verdade, fecha os olhos para essas declarações oficiais, claríssimas, tenta dar uma “desculpa” para essas citações fortes (“isso é uma forma de nos enganar”… bah! Já escutei esse tipo de coisa) e continua a fazer duas das sete coisas que o Senhor detesta em Provérbios 6: “…estemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos” (v. 19).

Os adventistas do sétimo dia podem estar errados, completamente errados, lamentavelmente errados, redondamente errados, desesperadamente errados… com respeito às suas crenças. Mas o que não pode ser dito é que são sectários ou exclusivistas. Quem diz isso ou desconhece os fatos ou diz uma mentira. Desculpe as palavras fortes, mas, nesse caso, não há opção!

(Bruno Ribeiro Nascimento é professor substituto na UFPB)

Ela foi abusada na infância

Disney Channel terá primeiro romance gay em série infantojuvenil

andiO Disney Channel exibirá a primeira história de um personagem gay em um seriado infanto-juvenil. O canal anunciou que um dos protagonistas da produção americana “Andi Mack”, voltada para o público de 6 a 14 anos, vai descobrir que sente atração por outro menino na estreia da segunda temporada, que será exibida nesta sexta-feira, nos Estados Unidos. A trama, criada por Terri Minsky (Lizzie McGuire), conta a história da garota Andi Mack (Peyton Elizabeth Lee), sua relação com a família e os dois melhores amigos, um menino, Cyrus (Joshua Rush), e uma menina, Buffy (Sofia Wylie). De acordo com a revista americana The Hollywood Reporter, no novo episódio, Andi e Cyrus descobrirão que estão apaixonados pelo mesmo colega da escola, Jonah (Asher Angel).

Cyrus, de 13 anos, começa a ter dificuldade para entender os próprios sentimentos e conversa com a amiga Buffy sobre o assunto. A reação da menina deverá servir como um modelo positivo para crianças e adultos sobre aceitar as diferenças. “Terri Minsky, o elenco e todos os envolvidos no programa tomam cuidado para garantir que o conteúdo seja apropriado para o público e para que seja uma forte mensagem sobre inclusão e respeito pela humanidade”, afirmou um porta-voz da Disney em uma declaração.

O canal já apresentou personagens gays em séries como “Boa Sorte Charlie” e na animação “Doutora Brinquedos”, mas em episódios isolados. Essa será a primeira vez que a narrativa seguirá a história do personagem, no processo de descoberta da sexualidade e de autoaceitação.

No Brasil, a primeira temporada de “Andi Mack” foi exibida pela primeira vez entre os dias 10 de setembro e 22 de outubro, mas a segunda temporada ainda não ganhou data de estreia.

(Veja.com)

Nota: Um artigo científico deixou claro que personagens transgêneros são apresentados na TV para mudar a opinião pública. A mesma coisa vem sendo feita em relação a temas como beijo gay (inicialmente rejeitado em uma novela brasileira, depois tolerado e finalmente ovacionado) e com os romances homossexuais. E a melhor maneira de fazer a cabeça de uma sociedade é bombardear suas crianças com esses e outros conteúdos. A Disney sabe bem como fazer isso, afinal, já deu certo com magia, bruxaria e espiritismo. No fim das contas, o ataque é contra a visão bíblico-criacionista da criação, da natureza humana e da família original. [MB]

“Notícia” urgente para todos os adventistas do sétimo dia!

megafone[Por favor, leia este texto até o fim, não apenas o primeiro parágrafo.] “O papa está apelando ao presidente Donald Trump para passar a lei dominical a nível [sic] nacional neste mês. O presidente da conferência geral da Igreja Adentista do Sétimo dia, Ted Wilson, apela a todos os membros da Igreja Adventista do Sétimo dia no mundo inteiro para orar e ter uma consagração pessoal e reavivamento, uma reforma verdadeira durante sete dias, quer seja às 7h da manhã ou às 7h da noite, pelo derramamento do Espírito Santo como chuva serôdia. Por favor, envie a todos os membros da igreja Adventista do Sétimo dia. A fé de muitos esfriará.”

A mensagem acima está circulando pela internet e já a recebi por meio de grupos de WhatsApp e em outras redes sociais. Trata-se do mesmo tipo de boato que circulou em 2014, tendo apenas outro personagem no lugar de Trump: Obama. Imagino as gargalhadas que o originador desse fake deve estar dando. Quanto mais se espalha a mentira, mais ele deve rir. E quem acha graça mesmo é o diabo, pois cria alarde e depois gera indiferença.

Quando será que as pessoas vão aprender que uma notícia dessas só deve ser levada em consideração se provir de uma fonte oficial? Quando vão aprender a matar o mal pela raiz (1) desconfiando desse tipo de mensagem e (2) não compartilhando sem saber se se trata de algo verdadeiro ou não? Na era do pós-fato toda desconfiança é bem-vinda.

Leia aqui sobre o boato de 2014 e leve em conta as recomendações dadas então. [MB]

Trump promete retorno a valores religiosos

trumpA evolução do presidente americano, Donald Trump, de dono de cassino divorciado duas vezes visto cautelosamente pelos cristãos para o favorito dos evangélicos que defendem a liberdade religiosa foi exibida completamente [na] sexta-feira, quando ele prometeu aos conservadores um retorno aos valores americanos tradicionais, incluindo restaurar o “Feliz Natal” ao discurso nacional. Trump, o primeiro presidente a discursar na Cúpula Valores Votantes, marcou as promessas que ele cumpriu aos cristãos e outros conservadores, comprometendo-se a voltar ao que ele descreveu como uma nação que se afastou de suas raízes religiosas. “Como os tempos mudaram… Mas agora estão mudando de novo, lembrem disso”, disse Trump à multidão que o ovacionava.

O discurso desta sexta-feira estava longe da recepção cética quando ele falou pela primeira vez ao grupo, como um político iniciante em 2015. Com um turbilhão de perguntas que o pressionavam se ele atrairia evangélicos sobre candidatos conservadores como o senador do Texas, Ted Cruz, e o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, Trump segurou uma Bíblia e declarou: “Eu acredito em Deus, eu acredito na Bíblia, eu sou um cristão.”

Trump apareceu diante do grupo de novo em setembro do ano passado, durante a disputa eleitoral geralmente devotada a conquistar eleitores indecisos, focando seu discurso em direção à base religiosa. Embora tenha evitado algumas perguntas polêmicas sobre casamento homossexual e aborto, ele prometou apoiar Israel, uma questão importante para os evangélicos, e afirmou que era o sonho do Estado Islâmico que sua oponente Hillary Clinton fosse eleita presidente.

Desta vez, ele ganhou a multidão antes de pisar no palco. Trump lamentou o uso da frase “Boas festas” como saudação secular e prometeu um retorno para “Feliz Natal”. O presidente americano observou, como os conservadores cristãos costumam fazer, que há quatro referências ao “Criador” na Declaração de Independência, dizendo que a liberdade religiosa é consagrada nos documentos fundadores da nação. “Eu jurei que no meu governo a herança religiosa da nossa nação seria cuidada, protegida e defendida como vocês nunca viram antes”, disse Trump. “Acima de tudo nos EUA, nós não adoramos o governo. Adoramos a Deus.”

Trump enfatizou sua mudança para enfraquecer a Emenda Johnson, que limitou a atividade política ou avais de grupos religiosos que receberam isenções fiscais, assim como os direitos dos empregadores para negar a cobertura de seguro das mulheres para o controle de natalidade. A Casa Branca também emitiu uma ampla orientação sobre a liberdade religiosa que os críticos disseram que poderia erradicar as proteções dos direitos civis para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. […]

(O Globo)

Nota: Ao mesmo tempo em que uma grande crise econômica vem sendo anunciada e o espectro de uma guerra nuclear ronda nossa cabeça, esse recrudescimento da religiosidade no governo Trump é bastante interessante e pode facilitar a prometida e profética aproximação entre o Estado e a igreja. [MB]