Vídeos sobre a Reforma Protestante

No dia 31 de outubro de 1517, Lutero afixou 95 teses na porta do castelo de Wittenberg, na Alemanha. Esse ato mudou a história do mundo religioso para sempre. Seu gesto era um convite ao debate, mas suas perguntas nunca foram respondidas com base na Bíblia, pois os líderes da igreja de então sabiam que não tinham resposta.

Muitos afirmam que o protesto de 500 anos atrás já acabou, mas para aqueles que querem seguir a Palavra de Deus o protesto continua, pois muitas práticas no mundo religioso hoje estão fundamentadas unicamente na tradição (sem amparo da Palavra de Deus). Paulo afirmou que ainda que um anjo nos mostrasse um evangelho diferente do apresentado na Bíblia jamais deveríamos aceitar. Só que hoje multidões seguem cegamente práticas sem sentido e sem apoio bíblico.

Viajemos agora 500 anos no passado, e leiamos algumas palavras do homem que Deus usou para mudar o mundo:

“Não façais violência à minha consciência, que está ligada às Escrituras Sagradas.”

“Não orem por mim, orem pela Palavra.”

“O evangelho não pode ser pregado sem dano.”

“Mesmo que houvesse tantos demônios em Worms como telhas no telhado eu ali entraria.”

“Não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; queira Deus ajudar-me. Amém.”

“Nossa responsabilidade é maior do que foi a de nossos antepassados. Somos responsáveis pela luz que receberam e que nos foi entregue como herança. Somos também responsáveis pela luz adicional que hoje, pela Palavra de Deus, está a brilhar sobre nós” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 164).

(Pastor Jetro Castro Ortega é professor e capelão do ensino superior no Unasp, campus Hortolândia)

Os fãs da cultura pop (2)

Depois de ter postado o texto “Os fãs da cultura pop”, recebi vários comentários e críticas. Como aquele post foi bem resumido, quero aqui ampliar algumas ideias e deixar claro que respeito todos os que me escreveram e que creio que o diálogo nos ajuda a crescer e a melhorar nossos pontos de vista.

Primeiramente, quero explicar por que não mantenho habilitada a função de comentários em meu blog e em meu canal no YouTube. Não sou o único que age dessa forma. E meu motivo é simples: falta de tempo. Entendo que, se habilitasse essa função, teria que moderar os comentários e, óbvio, interagir com as pessoas. O que faço em meu blog e em meu canal é um trabalho voluntário que consome muito do meu tempo de “folga”. Tenho esposa e três filhos, e não acho justo dedicar mais tempo do que já tenho dedicado a esse trabalho, repito, voluntário. Já tenho grandes dificuldades para responder aos muitos e-mails que me chegam e mensagens via WhatsApp, Messenger, etc. Assim, tive que tomar essa decisão que, para muitos, soa como arbitrariedade ou falta de abertura para o diálogo. Só que não se trata absolutamente disso.

maranata1.0Com respeito ao que escrevi em relação à cultura pop, acho que minha crítica não está sendo compreendida. Nunca me opus ao uso de recursos como filmes e mesmo histórias em quadrinhos. Já na década de 1990 eu publicava histórias em quadrinhos com conteúdo religioso (um exemplo ao lado). Poucos anos atrás, criei personagens que passaram a fazer parte de tirinhas apologéticas que eu publicava regularmente nas redes sociais (confira). Repito: nunca me opus ao uso das mídias, me oponho é à mistura de conteúdos seculares claramente anticristãos para entreter o público cristão, tentando extrair dali alguma eventual lição espiritual (conforme destaquei neste vídeo). É simplesmente a isso que me oponho. Eu mesmo costumo sugerir bons filmes, de vez em quando (confira). Não podemos é absorver indiscriminadamente todo e qualquer conteúdo da cultura pop, e creio ter deixado isso bem claro em minha postagem anterior.

Nunca disse que considero minha experiência religiosa exemplo para qualquer pessoa, mas me sinto no direito de, assim como outros, testemunhar do que vivi, do que experimentei (confira aqui e aqui). Entendo que a conversão nos faz repensar um bocado de coisas, entre elas os conteúdos que não combinam com o cristianismo. Reconheço os esforços sinceros de muitos cristãos que procuram contextualizar a mensagem, mas isso não significa que não possa discordar das metodologias adotadas. Se vejo que certa tendência parece crescer entre nós e tenho motivos para discordar (respeitosamente) dela, me sinto na liberdade e no dever de fazê-lo.

Eu poderia ter usado dezenas de outros textos bíblicos na postagem anterior para defender a importância de (1) aproveitarmos bem nosso tempo precioso, (2) mantermos a mente pura, (3) não termos contato com conteúdos relacionados com ocultismo, magia, nudismo, pornografia e outros. Entendo que os três textos que citei sejam suficientes para justificar essa minha postura.

Não sou o único a advogar as ideias que defendo. Estou em consonância com obras publicadas pela editora na qual trabalho há duas décadas. Creio também que tenho o endosso da Bíblia e dos livros de Ellen White, afinal, ela defende o uso dos meios de comunicação e denuncia conteúdos nocivos.

Não sou um ermitão midiático. Assisto a bons filmes de vez em quando e utilizo critérios os mais seguros possíveis para fazer essa seleção. Sempre ensinei que devemos fazer escolhas (em todas as áreas) com base em princípios bíblicos. Quanto aos conteúdos que não me convêm, não é difícil saber alguma coisa sobre eles. Por exemplo, pesquisei bastante sobre “Game of Thrones”, sobre os roteiristas, sobre os livros que inspiraram a série, sobre o enredo, etc. Nunca assisti a um episódio sequer e quanto mais pesquisava mais me convencia de que realmente não precisava nem deveria assistir. Tem muita gente interpretando errado o “analisai tudo” de Paulo, como se esse texto fosse um salvo-conduto para consumir qualquer tipo de conteúdo. Se for assim, a contradição com vários outros textos bíblicos estará criada, e creio que nem preciso citá-los aqui.

Será que Jesus usaria “GOT” e “50 Tons”, por exemplo, para atrair os “de fora”? E não me refiro à simples menção dessas produções. Refiro-me a assistir junto com as pessoas, mostrar cenas, descrever em detalhes, se demorar no assunto a ponto de até deixar curiosos aqueles que talvez nunca fossem assistir. Outra coisa: todo esse meu posicionamento está descrito e apresentado em meu livro Nos Bastidores da Mídia, da Casa Publicadora Brasileira, editora mantida pela Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Fiz uma atualização recente no meu livro, refinei argumentos, retirei alguns exageros (próprios da época em que a primeira edição foi escrita), mas os princípios centrais estão lá, e vêm sendo defendidos pela igreja há muito tempo.

Preciso repetir para deixar claro: nunca ataquei nem vou atacar pessoas. Isso é rasteiro. É argumento ad hominem. Falo sobre ideias e métodos dos quais discordo e creio que tenho meu direito de fazê-lo. Além de produzir HQs e tirinhas e ter um canal no YouTube há dez anos, mantenho blogs (fui um dos primeiros blogueiros adventistas), páginas no Facebook e uma conta no Twitter (desde 2009), pois isso é lícito e a Revelação nos incentiva a usar essas ferramentas. Só que a mesma Revelação nos orienta a ter cuidado com conteúdos midiáticos e a nos lembrar de que não pode haver comunhão entre a luz e as trevas.

Sou entusiasta da contextualização da mensagem e do evangelismo, mas entendo que isso, também, deve ser feito com critérios bem claros e sob a supervisão do Espírito Santo. E não pode ser desculpa para se “batizar” conteúdos com os quais os fãs ainda insistem em flertar. Entendo que devemos evitar a postura fanática de satanizar todo e qualquer tipo de conteúdo e toda e qualquer manifestação cultural. Mas também não podemos ser ingênuos a ponto de achar que Satanás não mais existe.

Falando em contextualização… Jesus usou uma “lenda” pagã, sim [parábola do rico e Lázaro]. Assim como Deus Se valeu de uma estátua pagã para falar com Nabucodonosor em sonho. Isso, obviamente, é legítimo. Mas nenhum deles (assim como Paulo no Areópago) se demorou na ilustração, exaltando seus aspectos literários, pictóricos, históricos, etc. Usaram esse recurso apenas como “ponte” para despertar a atenção de uma “plateia” familiarizada com a coisa. O que não se pode fazer é usar “recursos pagãos” para entreter cristãos.

Faz bem refletir sobre estes textos: 1 João 5:19; Efésios 6:12; Romanos 12:2. Ignorar a realidade do grande conflito e de que há uma disputa pela nossa mente, pela nossa razão e pelos nossos sentimentos é ou ingenuidade ou manifestação de prepotência – a mesma prepotência que fez com que Eva pensasse ser capaz de vencer sozinha a batalha contra o inimigo. Não podemos cair nessa onda de “dessatanização” e relativização do mal. Não podemos supervalorizar nosso livre-arbítrio, ainda mais quando sabemos que, diferentemente de Eva, nosso cérebro tem a desvantagem de cerca de seis mil anos de decadência.

Reflita também nos seguintes textos inspirados:

“Vocês devem se tornar fiéis sentinelas de seus olhos, de seus ouvidos e de todos os sentidos, se querem controlar sua mente e evitar pensamentos vãos e corruptos que mancham a alma. Só o poder da graça pode realizar essa obra desejável” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 401).

“Se houver um meio qualquer pelo qual Satanás possa alcançar acesso à mente, ele semeará seu joio e o fará crescer até que redunde em farta colheita. Em caso algum pode Satanás obter domínio sobre os pensamentos, palavras e ações, a menos que voluntariamente lhe abramos a porta e o convidemos a entrar. Ele entrará então, lançando fora a boa semente semeada no coração e tornando de nenhum efeito a verdade” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 402).

“Todos os que proferem o nome de Cristo necessitam vigiar e orar, e guardar as entradas da alma; pois Satanás está em atividade para corromper e destruir, uma vez que lhe seja dada a mínima vantagem” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 1, p. 402, 403).

“Nossa única segurança é abrigarmo-nos na graça de Deus cada momento, não confiando em nossa própria visão espiritual, para que não chamemos ao mal bem, e ao bem chamemos mal. Sem hesitação ou discussão precisamos fechar e guardar as entradas da alma contra o mal” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 324).

“Devemos ter sempre em mente que há em operação seres invisíveis, tanto do mal quanto do bem, procurando ganhar o controle da mente. […] Anjos bons são espíritos ministradores, a exercer celestial influência sobre o coração e a mente; ao passo que o grande adversário das almas, o diabo, e seus anjos, estão continuamente trabalhando para efetuar nossa destruição” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 405).

E, para encerrar, um diagnóstico preciso de Allan Bloom:

“Se o nosso jovem conseguir recuar – o que é muito difícil e raro –, ganhar distância crítica em relação àquilo a que aderiu, duvidar do significado final daquilo que ama, então já terá dado o primeiro passo, o mais difícil, no sentido da conversão filosófica. A indignação é a defesa da alma contra a ferida da dúvida sobre o que lhe é próprio: reordena o cosmo para apoiar a justiça de sua causa” (O Declínio da Cultura Ocidental, p. 90).

Michelson Borges

Adventistas são sectários e exclusivistas?

adventistas“Os adventistas são sectários, exclusivistas e não acreditam que as pessoas de outras denominações religiosas evangélicas sejam cristãs.” Palavras dos críticos do Adventismo. Infelizmente, dez em cada dez críticos do adventismo afirmam tal coisa. Agora leia estas três citações de documentos OFICIAIS da Igreja Adventista do Sétimo Dia:

“Não cremos que somente nós constituímos os verdadeiros filhos de Deus – que somos os únicos e autênticos cristãos que atualmente existem sobre a terra. Cremos que Deus possui um grande número de seguidores fervorosos, leais e sinceros em todas as comunidades cristãs que […] são testemunhas verdadeiras do Deus vivo […]. Os adventistas do sétimo dia creem firmemente que Deus possui um precioso remanescente, uma multidão de crentes fervorosos e sinceros, em todas as igrejas (não excetuando a comunidade católica-romana)” (Questões Sobre Doutrinas, p. 162, 165).

“Reconhecemos aquelas agências [igrejas evangélicas ou católicas] que exaltam a Cristo diante das pessoas como parte do plano divino para a evangelização do mundo e temos em alta estima os homens e mulheres cristãos de outras denominações que estão empenhados em ganhar almas para Cristo […]. Se a mudança de convicção levar um membro de nossa igreja a não se sentir mais em harmonia com a fé e a prática adventistas, reconhecemos não somente o seu direito mas também a sua RESPONSABILIDADE de mudar, SEM OPRÓBRIO, sua filiação religiosa, conforme suas crenças. Esperamos que outros organismos religiosos atuem no mesmo espírito de liberdade religiosa” (Declarações da Igreja, p. 152. Grifos meus).

“A igreja universal é composta por todos os que acreditam verdadeiramente em Cristo […] Deus tem filhos em todas as igrejas” (Nisto Cremos, p. 204, 223).

Diante dessas três citações, uma pessoa intelectualmente honesta, cristã, estudiosa e sincera só tem duas opções:

1. Ou ela ama a verdade mais do que seu orgulho e reconhece que as crenças oficiais dos adventistas do sétimo dia reconhecem que os não adventistas são tão cristãos quanto os adventistas. Logo, os adventistas não são sectários, nem exclusivistas.

2. Ou ela ama seu orgulho mais do que a verdade, fecha os olhos para essas declarações oficiais, claríssimas, tenta dar uma “desculpa” para essas citações fortes (“isso é uma forma de nos enganar”… bah! Já escutei esse tipo de coisa) e continua a fazer duas das sete coisas que o Senhor detesta em Provérbios 6: “…estemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos” (v. 19).

Os adventistas do sétimo dia podem estar errados, completamente errados, lamentavelmente errados, redondamente errados, desesperadamente errados… com respeito às suas crenças. Mas o que não pode ser dito é que são sectários ou exclusivistas. Quem diz isso ou desconhece os fatos ou diz uma mentira. Desculpe as palavras fortes, mas, nesse caso, não há opção!

(Bruno Ribeiro Nascimento é professor substituto na UFPB)

“Notícia” urgente para todos os adventistas do sétimo dia!

[Por favor, leia este texto até o fim, não apenas o primeiro parágrafo.]

“O papa está apelando ao presidente Donald Trump para passar a lei dominical a nível [sic] nacional neste mês. O presidente da conferência geral da Igreja Adentista do Sétimo dia, Ted Wilson, apela a todos os membros da Igreja Adventista do Sétimo dia no mundo inteiro para orar e ter uma consagração pessoal e reavivamento, uma reforma verdadeira durante sete dias, quer seja às 7h da manhã ou às 7h da noite, pelo derramamento do Espírito Santo como chuva serôdia. Por favor, envie a todos os membros da igreja Adventista do Sétimo dia. A fé de muitos esfriará.”

A mensagem acima está circulando pela internet e já a recebi por meio de grupos de WhatsApp e em outras redes sociais. Trata-se do mesmo tipo de boato que circulou em 2014, tendo apenas outro personagem no lugar de Trump: Obama. Imagino as gargalhadas que o originador desse fake deve estar dando. Quanto mais se espalha a mentira, mais ele deve rir. E quem acha graça mesmo é o diabo, pois cria alarde e depois gera indiferença.

Quando será que as pessoas vão aprender que uma notícia dessas só deve ser levada em consideração se provir de uma fonte oficial? Quando vão aprender a matar o mal pela raiz (1) desconfiando desse tipo de mensagem e (2) não compartilhando sem saber se se trata de algo verdadeiro ou não? Na era do pós-fato toda desconfiança é bem-vinda.

Leia aqui sobre o boato de 2014 e leve em conta as recomendações dadas então. [MB]

Trump promete retorno a valores religiosos

A evolução do presidente americano, Donald Trump, de dono de cassino divorciado duas vezes visto cautelosamente pelos cristãos para o favorito dos evangélicos que defendem a liberdade religiosa foi exibida completamente [na] sexta-feira, quando ele prometeu aos conservadores um retorno aos valores americanos tradicionais, incluindo restaurar o “Feliz Natal” ao discurso nacional. Trump, o primeiro presidente a discursar na Cúpula Valores Votantes, marcou as promessas que ele cumpriu aos cristãos e outros conservadores, comprometendo-se a voltar ao que ele descreveu como uma nação que se afastou de suas raízes religiosas. “Como os tempos mudaram… Mas agora estão mudando de novo, lembrem disso”, disse Trump à multidão que o ovacionava.

O discurso desta sexta-feira estava longe da recepção cética quando ele falou pela primeira vez ao grupo, como um político iniciante em 2015. Com um turbilhão de perguntas que o pressionavam se ele atrairia evangélicos sobre candidatos conservadores como o senador do Texas, Ted Cruz, e o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, Trump segurou uma Bíblia e declarou: “Eu acredito em Deus, eu acredito na Bíblia, eu sou um cristão.”

Trump apareceu diante do grupo de novo em setembro do ano passado, durante a disputa eleitoral geralmente devotada a conquistar eleitores indecisos, focando seu discurso em direção à base religiosa. Embora tenha evitado algumas perguntas polêmicas sobre casamento homossexual e aborto, ele prometou apoiar Israel, uma questão importante para os evangélicos, e afirmou que era o sonho do Estado Islâmico que sua oponente Hillary Clinton fosse eleita presidente.

Desta vez, ele ganhou a multidão antes de pisar no palco. Trump lamentou o uso da frase “Boas festas” como saudação secular e prometeu um retorno para “Feliz Natal”. O presidente americano observou, como os conservadores cristãos costumam fazer, que há quatro referências ao “Criador” na Declaração de Independência, dizendo que a liberdade religiosa é consagrada nos documentos fundadores da nação. “Eu jurei que no meu governo a herança religiosa da nossa nação seria cuidada, protegida e defendida como vocês nunca viram antes”, disse Trump. “Acima de tudo nos EUA, nós não adoramos o governo. Adoramos a Deus.”

Trump enfatizou sua mudança para enfraquecer a Emenda Johnson, que limitou a atividade política ou avais de grupos religiosos que receberam isenções fiscais, assim como os direitos dos empregadores para negar a cobertura de seguro das mulheres para o controle de natalidade. A Casa Branca também emitiu uma ampla orientação sobre a liberdade religiosa que os críticos disseram que poderia erradicar as proteções dos direitos civis para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. […]

(O Globo)

Nota: Ao mesmo tempo em que uma grande crise econômica vem sendo anunciada e o espectro de uma guerra nuclear ronda nossa cabeça, esse recrudescimento da religiosidade no governo Trump é bastante interessante e pode facilitar a prometida e profética aproximação entre o Estado e a igreja. [MB]

Os fãs da cultura pop

Coleção gibis

Fui nerd na adolescência. Tive uma coleção de milhares de HQs de super-heróis, era cinéfilo, adorava filmes de ficção científica e até produzia minhas próprias histórias em quadrinhos (texto e desenhos). Sou fruto da cultura pop e sei dos estragos que ela fez em mim, na minha mente, nas minhas emoções, durante a minha adolescência (isso que há 30 anos essa cultura era bem menos decadente). Quando me converti, entendi que precisava abandonar os filmes a que eu assistia, os quadrinhos de super-heróis que eu lia e as músicas tipo rock que eu ouvia. Precisei, com a ajuda de Deus, refinar meus gostos, minhas preferências, e adotar critérios bem definidos para o consumo da mídia. Hoje estamos passando a mão na cabeça dos jovens e dizendo que eles podem assistir a tudo o que quiserem, desde que extraiam dali conteúdos espirituais. Para essas pessoas mais fãs e geeks do que cristãos parece que o diabo não mais existe. Nada é ruim se te faz feliz! O que dizer de textos como Romanos 12:2, Filipenses 4:8 e Efésios 5:8 (para citar apenas três)? Deixe pra lá ou interprete-os ao seu bel-prazer. Aliás, assistindo a tantas séries e lendo tantos gibis, que tempo haverá para estudar a Bíblia, não é mesmo? E aí está a armadilha: sem tempo para a Bíblia, não se desenvolve uma cosmovisão bíblica; sem essa cosmovisão, fica fácil chamar ao mal de bem e ao bem de mal (Isaías 5:20). Antes, o que nos preocupava era termos uma geração meramente fã de Jesus, sem compromisso com Ele. Mas como tudo neste mundo sempre pode piorar, hoje estamos vendo surgir uma geração fá da cultura pop e meramente admiradora do “super-herói” Jesus. Uma geração que parece confundir o uso dos meios com a imersão nos conteúdos. Uma geração que adora pão e circo e se alimenta (quando o faz) de migalhas do Pão da Vida. Fala-se em “contextualização”, mas deixa-se de perceber que Jesus e os apóstolos, quando utilizaram esse recurso, estavam lutando por alcançar os incrédulos a partir da cultura deles e sem se demorar nos aspectos culturais que lhes eram familiares. Os pregadores usavam certos conteúdos apenas como “gancho” para atrair a atenção e levar a audiência à verdade que salva. Usar esse recurso para atrair a atenção de jovens cristãos e se demorar mais nos conteúdos da cultura pop do que na mensagem divina é, no mínimo, um contrassenso. Em lugar de tentar sacralizar conteúdos fúteis, ocultistas e/ou imorais, seria preferível admitir de uma vez que se é fã dessas coisas e assisti-las somente em casa, no escurinho da sala de estar, sem escancarar a aparência do mal. Algo feito apenas entre você e os anjos – sabe-se lá que anjos…

Michelson Borges

A segunda vinda de Cristo será em 2018, pelo menos no cinema

a-segunda-vinda-de-cristoMisturando porções bíblicas com relatos ficcionais, ao estilo de “Deixados para Trás”, o filme “A Segunda Vinda de Cristo” deseja despertar o interessante das pessoas sobre as profecias dos fins dos tempos. Misturando presente, passado e futuro, semelhantemente ao Livro de Apocalipse, o longa fala sobre desastres naturais que vão se desenrolando sobre a Terra, resultando em um “efeito dominó” que mostra os animais e as pessoas morrendo, a fome e a peste se alastrando pelo planeta, quando um “salvador” surge no cenário político. A sobrevivência dos que ficaram na Terra é o ponto central da trama, que mostra como a fé em Deus separou os justos dos injustos. A personagem principal é a cientista Beatrix Cera (interpretada por Diana Angelson) que tem dificuldades em discernir as mensagens bíblicas apesar de ver o cumprimento diante de seus próprios olhos. O filme deveria ter estrear no Natal de 2017, mas por problemas de distribuição só chegará às telas nos EUA em março de 2018. Até o momento não há previsão de lançamento no Brasil.

(Gospel Prime)

Nota 1: A intenção pode até ser boa, mas se trata de mais um filme que mais confunde do que esclarece, reforçando a ideia de que as pessoas poderiam ter uma segunda chance após a volta de Jesus. Resumindo, trata-se de mais um filme para (1) distorcer os fatos e/ou (2) ridicularizar O FATO. [MB]

Nota 2: Sandra Bullock foi escalada para o papel principal de “Bird Box”, filme pós-apocalíptico da Netflix. A informação é do The Hollywood Reporter. O filme será baseado em um livro de Josh Malerman, passado em um futuro próximo, onde uma mãe (Bullock) e seus dois filhos tentam sobreviver a uma invasão alienígena letal. Ainda não há previsão para o lançamento. Como se pode ver, o clima apocalíptico e a ufologia continuam garantidos nas telonas e nas telinhas. E as pessoas cada vez mais dessensibilizadas para o verdadeiro fim. [MB]

França adota lei antiterrorista que facilita fechamento de locais de culto

O Parlamento francês aprovou definitivamente nesta quarta-feira um polêmico projeto de lei antiterrorista que facilita as operações de busca e o fechamento de locais de culto. O dispositivo legislativo visa a transpor para o Direito comum certas medidas do estado de emergência, estabelecido pelo antigo governo de François Hollande após os ataques de 13 de novembro de 2015 em Paris (130 mortes). O estado de emergência, que confere às autoridades poderes excepcionais, deveria ser temporário, mas foi estendido seis vezes, em razão dos ataques e das ameaças. Entre as disposições mais polêmicas, a lei prevê prisão domiciliar sem o controle prévio de um juiz, mas impõe a necessidade de um mandado judicial para realizar “buscas domiciliares”, que substituem formalmente as contestadas “buscas administrativas”. As possibilidades para as verificações de identidade também são ampliadas: são autorizadas “nos arredores das estações ferroviárias” (e não mais apenas dentro), bem como “dentro de um raio máximo de 20 quilômetros em torno de portos e aeroportos internacionais” mais sensíveis.

Os deputados já haviam aprovado na semana passada esse texto, que passará a ser válido a partir de 1º de novembro. Conforme as novas disposições, a autoridade administrativa, principalmente o prefeito, terá seus poderes ampliados em detrimento daquelas de um juiz.

De acordo com uma pesquisa publicada na semana passada pelo jornal Le Figaro, 57% dos franceses são a favor do projeto de lei.

A votação do texto nesta quarta-feira coincide com um discurso do presidente Emmanuel Macron sobre sua política de segurança diante de representantes das forças de ordem, durante o qual ele evocou os esforços que pretende fazer em termos de efetivos policiais e de inteligência.

Diante da ameaça terrorista, que “é prioridade absoluta, daremos os meios para que vocês sejam mais eficazes”, assegurou o mandatário às forças de ordem. O presidente também anunciou para dezembro um novo plano para a luta contra a radicalização, que incluirá uma “lista de terroristas” que serão alvos de uma vigilância específica. Macron detalhou ainda a criação de uma polícia local de segurança diária, uma de suas principais promessas de campanha na área da segurança.

De acordo com opositores à lei, especialmente a esquerda, o texto atenta contra a presunção de inocência e contra o respeito à privacidade. “Trata-se de uma regressão sem precedentes das nossas liberdades civis e das nossas liberdades individuais”, disse à AFP o advogado criminal Maître Emmanuel Daoud, membro da Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH).

Já a direita e a extrema-direita criticam uma lei muito “suave”, de acordo com a presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, que julga o texto “prejudicial” e “um subestado de emergência”. A ex-ministra da Justiça Rachida Dati (direita) denunciou um texto “muito incompleto”, principalmente sobre a prevenção da radicalização.

Diante das críticas, o ministro do Interior Gérard Collomb defendeu “uma resposta duradoura a uma ameaça que se tornou durável”, promovendo um compromisso entre a necessidade de “sair de um estado de emergência por natureza privativo de uma série de liberdades” e a necessidade de “retornar à situação de antes do estado de emergência”.

O ex-primeiro-ministro socialista Manuel Valls, que se uniu à maioria presidencial, considerou o projeto de lei “equilibrado”, denunciando novamente o “discurso islâmico-esquerdista” da esquerda radical.

(O Globo)

Nota: Mais uma vez vemos a população de um país concordando com medidas autoritárias que podem até ameaçar suas liberdades individuais. Vimos algo semelhante nos Estados Unidos após os atentados do 11 de setembro. Quando a segurança está em jogo, o povo entrega até sua liberdade ao governo. O que vai acontecer na França é apenas um ensaio para algo maior que virá, dependendo apenas de algum grande evento como o prometido atentado terrorista no Vaticano, por exemplo. Aí a perseguição contra (todos) os “fundamentalistas” terá início. [MB]

Novela prega que transexualidade é evolução humana

vejaNo capítulo de sábado (14) de “A Força do Querer”, uma conversa entre Eugênio (Dan Stulbach) e Joyce (Maria Fernanda Cândido) lançou uma teoria a respeito da transexualidade. “Talvez faça parte da evolução humana”, diz o advogado. “Evolução?”, contesta a socialite. “É. A humanidade sempre destruiu barreiras para poder avançar. A gente venceu as barreiras impostas pela natureza. Quem sabe agora a gente não esteja vencendo as barreiras impostas pelo gênero?” O casal vive um dilema: aceitar ou não que o filho trans, Ivan (Carol Duarte), faça a retirada dos seios. Conservadora e preocupada com o status social do clã, Joyce não cede. Ela define a cirurgia pretendida por sua “ex-bonequinha Ivana” como “aberração”.

A trama da transexualidade ajudou “A Força do Querer” a atrair em certas noites quase dez milhões de telespectadores somente na região metropolitana de São Paulo, principal área de aferição de audiência da Kantar Ibope. O folhetim de Gloria Perez está com média de 35 pontos, a maior em quatro anos na faixa das 21h. Trata-se de um sucesso de público e crítica que há muito tempo não se via na teledramaturgia da Globo.

Tal êxito fez a revista Veja, que circula com 1,2 milhão de exemplares toda semana, dedicar a matéria de capa da edição [de semana passada] ao tema lançado por Ivan/Ivana. O texto cita o enredo bem-sucedido do trans da novela, comenta as questões médicas relacionadas à transexualidade (condição que atinge 0,5% da população; cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil) e apresenta várias histórias de famílias com filhos transexuais.

Mais uma vez, a telenovela – gênero de entretenimento tão desprezado pela intelectualidade – prova seu poder de colaborar com a transformação social ao esclarecer um assunto polêmico por meio de um personagem popular. […]

(Terra)

Nota: As novelas vêm prestando um grande (des)serviço ao longo dos anos no sentido de promover valores anticristãos e conduzir o “rebanho” a costumes e ideologias antibíblicos. No episódio mencionado acima parecem ter chegado à quintessência da mentira: a ideologia de gênero e a transexualidade constituem evolução humana, o que contraria frontalmente duas verdades bíblicas – o criacionismo e o casal heterossexual originalmente criado. Outro aspecto interessante dessa onda impositora de uma cultura esquerdista e imoral é o efeito contrário: uma forte ação moralizante e um clamor por mudança. O bispo de Apucarana, dom Celso Antônio Marchiori, conclamou católicos e evangélicos a se unirem contra a rede Globo, que ele define como “um demônio dentro de casa” (confira). A revista Veja da semana passada (capa acima) se uniu ao coro midiático, ajudando ainda mais a promover a polarização. De qualquer forma e por todos os ângulos pode-se ver uma tendência que está de acordo com a descrição profética bíblica dos últimos dias: moral decadente, por um lado, e despertamento religioso ecumênico, por outro. [MB]

Os adventistas, os romeiros de Aparecida e a contextualização

adventistasQuando eu era católico, uma das experiências mais marcantes e significativas que tive foi representar Jesus em uma encenação da paixão de Cristo, durante a Semana Santa de 1990. Fazia pouco mais de um ano que eu estava estudando a Bíblia com um jovem adventista chamado Vanderlei. Eu ainda tinha o coração dividido, e aquela foi a minha última participação em um evento da Igreja Católica. Conto essa história com mais detalhes no vídeo “Minha História Eterna”, em meu canal no YouTube. O que quero destacar aqui, no entanto, é a atitude daquele jovem adventista quando lhe pedi que fotografasse a encenação, pois se tratava de um momento muito especial para mim. O Vanderlei aceitou meu pedido e a decisão dele me deixou positivamente impressionado. Em outras ocasiões ele também aceitou meu convite para participar de reuniões do grupo de jovens que eu liderava. O Vanderlei quebrou meus preconceitos e ajudou a preparar o caminho para a decisão que eu tomaria meses depois.

Por que conto essa história? Para mostrar como é importante construir pontes em lugar de erigir muros entre nós e as pessoas com quem queremos partilhar as boas-novas do evangelho. Desde que, nesse processo, princípios não sejam comprometidos, devemos sempre nos aproximar do nosso semelhante (na condição de pecadores somos mais semelhantes do que imaginamos) e procurar maneiras novas, às vezes diferentes, contextualizadas de cumprir a antiga comissão de Jesus.

Foi o que grupos de adventistas procuraram fazer no último feriado de 12 de outubro, data reservada para homenagear a santa católica Nossa Senhora de Aparecida. Como acontece todos os anos, milhares de romeiros se dirigem para o santuário localizado na cidade de Aparecida do Norte, em São Paulo. Alguns caminham a duras penas por muitos e muitos quilômetros numa peregrinação que pode durar vários dias. Há quem chegue à basílica em condições lastimáveis, até. O que fizeram os adventistas, afinal? Montaram tendas e ali ofereceram abrigo do sol, água aos romeiros sedentos e até massagem relaxante. Graças a essa atitude misericordiosa, puderam fazer contato com quase três mil pessoas, conversar com elas sobre saúde e outros assuntos e, depois, entregar um livro missionário para cada uma delas. Livros que foram invariavelmente aceitos de todo o coração e com muita gratidão.

O vídeo na página do Facebook oficial da Igreja Adventista no estado de São Paulo teve mais de três milhões de visualizações e as reportagens veiculadas pela TV Canção Nova e emissoras seculares tiveram grande repercussão.

Milhares de pessoas deixaram comentários elogiosos no Facebook da igreja, entre elas muitos católicos, espíritas e umbandistas. Segundo os organizadores da iniciativa, uma força-tarefa foi criada para dar prosseguimento a esses contatos e manter um diálogo com essas pessoas.

Infelizmente, houve também críticas farisaicas – não de pessoas “de fora”… Gente que parece ter se esquecido do conselho de Ellen White: “Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-Me.’” (A Ciência do Bom Viver, p. 143).

Como se a solidariedade por si só não fosse uma grande ação destruidora de preconceitos e um exemplo de amor desinteressado como o de Jesus, é bom que fique claro que o “segue-me” não foi esquecido. A diferença é que, por ter sido precedida de misericórdia, a mensagem encontrou terreno mais receptivo.

Obviamente que aqueles romeiros sabem (ou pelo menos a maioria deve saber) que os adventistas não concordam com a adoração de imagens e que, portanto, não estavam ali na rodovia para apoiar a romaria. Estavam ali simplesmente porque queriam fazer o bem. Mais ou menos como os adventistas fazem em projetos como aquele que ficou conhecido como “Bálsamo”, que consiste em organizar grupos de irmãos para visitar os cemitérios no Dia de Finados a fim de distribuir folhetos e revistas que tratam da esperança da ressurreição. É claro que, com esse tipo de ação, os adventistas não estão apoiando a veneração aos mortos, as preces pelos falecidos, nem coisa semelhante (clique aqui e saiba por que). Estão apenas, mais uma vez, expressando solidariedade aos que sofrem e partilhando verdades bíblicas que trazem consolo.

Um último exemplo de oportunidade evangelística contextualizada que quero citar são as campanhas realizadas durante a chamada Semana Santa. Os adventistas não celebram essa data, mas levam em conta a predisposição natural das pessoas para a religiosidade, nessa época, e falam de Jesus, do plano da salvação e das promessas bíblicas quanto ao retorno do Mestre. Curiosamente, décadas atrás, quando esse projeto começou a ser posto em prática, críticos de plantão igualmente levantaram objeções. Hoje ninguém duvida de que se trate de um plano abençoado.

Contextualização e excessos

Já que falei em “contextualização”, é bom que se diga que, apesar de necessário e bem-vindo, esse esforço deve ter limites. Deus utilizou uma estátua para tornar Sua mensagem conhecida ao rei Nabucodonosor. Jesus contou uma parábola antibíblica (do rico e Lázaro) a fim de ilustrar um assunto mais profundo e importante. Paulo, no areópago em Atenas, citou pequenos trechos da literatura grega a fim de captar e manter o interesse dos que o ouviam. Mas note que em todos esses e em outros exemplos que poderiam ser aqui mencionados os pregadores e mesmo Deus não se demoram no elemento secular da história. O propósito sempre é conduzir as pessoas à salvação e a uma maior compreensão dos planos divinos.

Acredito que os adventistas que fizeram contato com os romeiros de certa forma imitaram a conduta evangelística de Paulo diante dos altares pagãos de Atenas, o que é bem diferente, por exemplo, de incentivar cristãos a assistirem séries de TV para tentar extrair dali eventuais e esparsos conteúdos cristãos. Eu sei, esse assunto dá “pano pra manga”. Por isso voltarei a ele oportunamente.

Oremos por aquelas milhares de pessoas que receberam livros missionários e o carinho dos adventistas, e oremos também para que cada vez mais nossa igreja se torne relevante e atuante, deixando na comunidade uma marca positiva que facilitará o processo de compartilharmos as verdades que nos são tão caras. Conteúdos que nos fizeram tão bem que não nos contentamos em guardar só para nós. Exatamente como o Vanderlei fez comigo há mais de duas décadas.

Michelson Borges