“A Chegada”: os aliens chegam e levam o ecumenismo ao ápice

a chegada“A Chegada” (“The Arrival”) é um filme de ficção científica baseado em um conto do escritor Ted Chiang intitulado História da Sua Vida. A produção dirigida por Denis Villeneuve trata do primeiro contato da humanidade com seres extraterrestres, mostra o senso desconfortante de nossa pequenez diante de uma raça superior, evidencia o poder que um evento grandioso tem de unir a humanidade e trabalha também o conceito de tempo (não linear para os recém-chegados). “A Chegada” inevitavelmente nos faz lembrar do clássico de Steven Spielberg “Contatos Imediatos”, de 1978 (assim como também lembra “2001, Uma Odisseia no Espaço” e outros). Desde que Spielberg levou às telas o problema da comunicação com uma raça alienígena que eventualmente aportasse por aqui, várias outras produções com temática semelhante foram sucesso de bilheteria. Desde “E.T.”, do mesmo produtor, passando por “Contato”, “Independence Day”, “O Predador”, “Guerra dos Mundos” e outros. Via de regra, os ETs são hostis e os terráqueos têm que se unir para salvar a Terra. Mas há também os filmes em que os alienígenas não têm pretensões colonizadoras e desejam apenas estabelecer contato ou até mesmo ajudar a humanidade, como é o caso do recente “A Chegada”.

Faz tempo que Hollywood tem dado sua contribuição para alimentar a ideia de que em algum momento faremos contato com seres que chegarão aqui em naves espaciais ou de alguma outra forma. No meio ufológico cresce a ideia de que os “ETs” possam até se tratar de seres espirituais que dispensariam aparatos tecnológicos e nos ajudariam em nossa “evolução espiritual”, numa interessante junção de enganos criados e orquestrados pela mesma mente.

A despeito das interessantes discussões sobre linguística que “A Chegada” propõe, o que fica mesmo evidente para quem estuda as profecias bíblicas é a ideia de que ETs poderiam salvar a humanidade de si mesma promovendo a união dos povos. Sim, a Bíblia antecipa a chegada de falsos Cristos e a operação de milagres e sinais impressionantes, sobrenaturais. Não é à toa que Jesus nos tenha advertido de que esses enganos seriam tão poderosos que, se possível, enganariam até mesmo o povo de Deus. Afinal, pense bem: No momento em que você vir um ser majestoso se dirigindo à humanidade com palavras mansas e cheias de sabedoria, você dará mais atenção aos seus sentidos ou à Palavra de Deus? Se unirá à maioria estupefata e inebriada ou permanecerá fiel a Jesus Cristo, a despeito do fato de que você será visto como louco, cego e inimigo da paz?

Em um artigo para a Folha de S. Paulo, o físico Marcelo Gleiser escreveu algumas coisas interessantes sobre o filme “A Chegada”: “O contato com alienígenas inteligentes seria, talvez, a experiência coletiva mais profundamente transformadora para nossa espécie. Especialmente o contato direto, se viessem aqui usando meios misteriosos, com objetivo desconhecido.” Gleiser tem razão. Um evento dessa natureza teria um tremendo poder de transformação social e de convencimento ideológico. Imagine que ideias poderiam ser facilmente aceitas pelas pessoas, caso os tais “ETs” trouxessem, digamos, revelações teológicas e filosóficas. Até mesmo ateus se convenceriam da existência de um deus, caso extraterrestres superiores declarassem isso. Gleiser, que é ateu, chega a dizer que “os alienígenas seriam como deuses. E, como todos os deuses, seriam adorados ou temidos”. E não é verdade?

Gleiser prossegue: “Os extraterrestres vieram dividir sua tecnologia conosco, […] vieram elevar nosso nível moral, criar uma aliança cósmica, demonstrando uma generosidade que ilustra a futilidade dos nossos conflitos e comportamento destrutivos. O que é necessário é um jogo de ‘soma maior do que zero’, onde ambas as partes ganhem na interação.”

Atualmente, grandes esforços vêm sendo feitos para unir os povos. O Vaticano (que também tem interesse na busca do chamado “irmão extraterrestre”) liderado pelo papa Francisco, vem promovendo o ECOmenismo, a salvação da família, etc. São bandeiras que têm o poder de unir as pessoas. Mas um evento como a chegada dos “extraterrestres” ou mesmo uma grande crise motivada por alguma catástrofe ambiental, um superterremoto, a queda de um meteorito, uma forte tempestade solar ou fome e epidemias – ou tudo isso junto – sem dúvida catalisaria a união da humanidade e os eventos finais.

Quase todas as pessoas aguardam a chegada de alguém ou algo que nos salvará, nos ajudará. E é justamente essa esperança e esse anseio que serão usados para manipular e enganar. Aquele que prometeu voltar, aquele que protagonizará a verdadeira e grande chegada nos advertiu claramente quanto aos enganos dos últimos dias. Você já leu sua Bíblia hoje?

Michelson Borges

Um novo coração, uma nova data de nascimento

coraçãoGostaria de falar sobre o Daniel. Daniel (nome fictício) é um paciente real que está internado desde julho no Instituto do Coração. Tem os seus 40 e poucos anos. Aparentemente, quem o conhece de primeira vez, até leva um tempo para entender o que está acontecendo. Daniel não parece doente. Fala muito bem. Tem boa aparência. É empresário. Mas Daniel nasceu com uma doença incurável no coração, a despeito de todos os remédios humanos. Os médicos chegaram à conclusão de que a única saída para Daniel seria um transplante de coração. Senão ele estaria fatalmente condenado e morreria. Durante estes quase cinco meses Daniel ficou em um leito de hospital, recebendo dia e noite medicamentos para manter sua pressão e bombeamento do coração. Em alguns momentos pensamos que ele não suportaria, fosse por alguma infecção oportunista, fosse pelo desânimo ou pela depressão.

Nesta madrugada, de todos os 132 dias, tive a honra de avisá-lo de que ele vai finalmente ter um novo coração, neste caso, o de um jovem de 24 anos. Esse coração virá de outro estado. Daniel terá substituído seu antigo e doente coração, com o qual a morte seria certa, por um novo coração. E é nesse ponto que eu gostaria de traçar um paralelo com a lição da Escola Sabatina de hoje.

Para Daniel receber o tão almejado coração, para que ele tenha uma nova vida, alguém morreu. Jesus também morreu pelos nossos pecados para que tenhamos novidade de vida. Daniel passará por uma cirurgia para receber seu novo coração. Costumamos dizer que o transplantado do coração tem duas datas de nascimento: a natural e a da cirurgia.  Da mesma forma, o batismo simboliza morte para o pecado e novidade de vida, em uma nova caminhada na vida cristã.

O transplantado do coração tem uma caminhada a seguir para que não haja rejeição do transplante. É uma nova rotina de vida, que inclui tanto remédios quanto não fumar nem beber, ou se abster de coisas que sejam prejudiciais para o corpo. Na caminhada cristã, devemos confirmar nossa decisão e escolha de que temos um novo coração. Deus nos deu a graça de nos resgatar da condenação do pecado. Por meio da novidade de propósito devemos demonstrar que Jesus é o Senhor da nossa vida.

Dei um abraço no Daniel e na esposa dele, e em seguida saí do hospital. Estávamos todos emocionados e conscientes de que a maior libertação estava diante dele. Mas esse é apenas o começo de sua caminhada.

(Everton Padilha Gomes é médico cardiologista e diretor do Estudo Advento)

A escolha mais importante da sua vida, de acordo com um neurocientista

De acordo com o neurocientista Moran Cerf, da Universidade Northwestern (EUA), a maneira mais fácil de maximizar a sua felicidade não tem nada a ver com experiências, bens materiais ou filosofia pessoal. Cerf estuda o processo de tomada de decisões há mais de uma década. De acordo com o pesquisador, a chave para fazer boas escolhas, e consequentemente ser feliz, é eleger com sabedoria com quem você passa mais tempo. Existem duas premissas que levam Cerf a acreditar que esse é o fator mais importante para a satisfação a longo prazo. A primeira é que a tomada de decisões é muito cansativa. Diversas pesquisas descobriram, por exemplo, que os seres humanos têm uma quantidade limitada de energia mental para dedicar ao ato de fazer escolhas.

Todos os dias precisamos fazer diversas deliberações: que roupa vestir, onde comer, o que comer quando chegamos lá, que música ouvir, entre milhões de outras coisas simples ou complexas que precisamos ponderar. Sim, é exaustivo.

A segunda premissa é que os humanos acreditam falsamente que estão no controle de sua felicidade ao fazer essas escolhas. Em outras palavras, nós pensamos que, se fizermos as escolhas corretas, ficaremos bem. Cerf não crê nisso. A verdade é que a tomada de decisões é repleta de preconceitos que atrapalham nosso julgamento. As pessoas confundem experiências ruins como boas, e vice-versa. Elas também deixam suas emoções transformarem uma escolha racional em uma irracional. Por fim, usam pistas sociais, mesmo inconscientemente, para fazer escolhas que de outra forma evitariam. Como escapar de todos esses obstáculos, e fazer boas escolhas inconscientemente?

A pesquisa de Cerf revelou que, quando duas pessoas estão na companhia uma da outra, suas ondas cerebrais começam a parecer quase idênticas. Um estudo em particular, com espectadores de cinema, mostrou que os trailers mais envolventes produziram padrões semelhantes no cérebro das pessoas. Ou seja, apenas estar ao lado de certas pessoas, realizando alguma atividade juntos, já pode alinhar seu cérebro com os delas. “Isso significa que as pessoas com quem você anda realmente têm um impacto no seu envolvimento com o cotidiano além do que você pode explicar”, afirma Cerf.

Você pode reparar nesse efeito por conta própria: quando um mal-humorado chega em um ambiente, o humor de todas as pessoas em volta piora; quando alguém que fala rápido entra em uma conversa, o ritmo da conversa aumenta; um comediante consegue fazer com que as pessoas ao seu redor se sintam mais leves ou engraçadas, e etc.

A partir dessas premissas, a conclusão de Cerf é que, se as pessoas querem maximizar sua felicidade e minimizar o estresse, elas devem fazer menos decisões ao se cercarem de pessoas que possuem as características que elas preferem. Ao longo do tempo, naturalmente, elas passarão a ter atitudes e comportamentos parecidos com os de suas companhias, que são os desejáveis. Ao mesmo tempo, podem evitar decisões triviais que prejudicam a energia necessária para escolhas mais importantes.

Em outras palavras, se você deseja se exercitar mais, aprender um instrumento musical ou tornar-se mais sociável, encontre pessoas que fazem o que você quer fazer e comece a andar com elas.

(Hypescience)

Nota: Em termos humanos, essa pesquisa nos faz pensar na importância da escolha do cônjuge e dos amigos mais chegados, já que essas pessoas próximas têm grande influência sobre nós. Em termos transcendentais, faz pensar na importância da escolha de andar com Jesus diariamente a fim de sermos mais semelhantes a Ele. [MB]

Entre o liberalismo e o perfeccionismo: um desabafo

A tensão entre liberais e conservadores é antiga entre os cristãos em geral e os adventistas, em específico. Por ser uma denominação que valoriza a lei de Deus e que leva a sério a revelação inspirada dEle, ou seja, a Bíblia Sagrada, a Igreja Adventista do Sétimo Dia sempre foi conhecida pelos ideais elevados que cultiva e defende, levando a sério aspectos como alimentação saudável, entretenimentos sadios, vestuário apropriado, discrição em termos de adornos, relacionamentos, e por aí vai. Obviamente que uma ênfase exagerada no que alguns chamam de “usos e costumes” em detrimento da cristocentricidade e do valor da graça salvífica gera distorções objetáveis e, infelizmente, já bem conhecidas, como o legalismo, o perfeccionismo e a aridez religiosa que mais afasta do que atrai as pessoas. Como já disse em outras ocasiões, é comum na história o movimento pendular de ação e reação na mesma intensidade, mas em sentido oposto. E esse fenômeno parece estar sendo reproduzido também nos arraiais cristãos e adventistas.

No afã de deixar para trás todo ranço legalista de certas fases da história, alguns têm movido o pêndulo comportamental para o outro extremo. Com receio de repelir, estão atraindo toda gente com iscas apetecíveis e com “táticas evangelísticas” duvidosas. Na intenção de ganhar o “mundo” (quando essa intenção ainda existe), há quem esteja imergindo no mundo. E para não perder o melhor de dois mundos, numa atitude de pé lá pé cá, tentam “batizar” hábitos, procedimentos, práticas, produtos que não têm qualquer relação com a religião que professam ter.

Recentemente recebi de um amigo líder na igreja (uma pessoa inteligente, cristã e bastante equilibrada) o seguinte desabafo que considero sintomático de uma época em que estão sendo corroídos os valores, os princípios, as normas e o respeito às autoridades eclesiásticas legitimamente constituídas:

“Sinceramente me sinto com medo e coagido. Na medicina existe um pensamento famoso do médico do século XVI, Paracelso, que diz: ‘A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.’ Entendo que no começo dos anos 2000, por conta de grupos extremistas, a igreja necessitava dar uma resposta imediata e efetiva contra diversos pensamentos díspares e espúrios que a ameaçavam. Só que no afã dessa resposta, um efeito colateral aconteceu: o ‘antiperfeccionismo’ está se tornando em exaltação ao imperfeccionismo.

“Em um encontro de anciãos, é o professor de Teologia falando que não tem nada de mais no uso da Coca-Cola. No meu Facebook e WhatsApp, vários dos meus colegas anciãos mandam fotos em família na fila dos cinemas do shopping como algo habitual.  Nem vou falar de usos e costumes (uso de joias, brincos, adereços), pois variam entre regiões.

“Sinceramente, me sinto tenso quando vou falar de saúde ou nutrição em alguma igreja, pelo receio que alguém vá me interromper no meio da minha fala e dizer que sou ‘perfeccionista’ (e quão longe e quanta abjeção essa ideia me causa)…

“Vivemos na era das rotulações. É paradoxal, mas é cada vez mais comum. Homofóbico, racista, facista… perfeccionista. O problema dos rótulos é que bloqueiam automaticamente qualquer tentativa de diálogo. Quem quer dialogar com um homofóbico? Ou um racista? Perfeccionsta? Isso parece que vira lepra. Contamina? Pega?

“Veja bem: existem pessoas extremistas, existem os que distorcem nossa sã doutrina. Mas pelo fato de não haver limites claros, de não se dizer o que não é perfeccionismo, criou-se uma fronteira sem bordas definidas. Antigamente se falava de legalismo, mas com o ‘perfeccionismo’ já são questões completamente diferentes. Ideologicamente, a igreja se permitia promover a lei de Deus, mas sob a égide da graça. Hoje até isso parece que ficou meio fora da ‘agenda’.

“No fim das contas, o que se perde? A meu ver, a identidade. Fica cada vez mais difícil explicar para os meus filhos por que os coleguinhas do Ministério da Criança, filhos de anciãos, vão no sábado à noite ver o novo filme do Pokémon, e nós não vamos. ‘Mas eles não são de Jesus?’, pergunta meu filho mais novo. ‘Sim, são, meu filho’, respondo. ‘E eles estão fazendo algo errado?’ Expliquei que isso é um assunto que cada família decide, mas que o nosso entendimento é que não é adequado. Entendeu a angústia?”

Sim, meu amigo, entendi perfeitamente sua angústia. Também tenho filhos tentados e assediados por filmes, séries, músicas impróprias… E só não me desespero porque creio que o Deus da minha família e o Deus da minha igreja está cuidando de tudo e vai colocar todas as coisas em ordem, no devido tempo. Este é o barco que vai chegar ao porto final. Até lá, ele vai enfrentar muitos tsunamis, icebergs, vai chacoalhar pra valer, parecerá até afundar enquanto muitos serão lançados às águas da incredulidade, do liberalismo desmedido, do fanatismo louco e da desconsideração pelos Testemunhos.

Parecerá afundar, mas não vai.

Michelson Borges

Novas certidões criam brecha para legalização da poligamia

A partir desta terça-feira (21) começaram a valer as novas regras para as certidões de nascimento, casamento e óbito no Brasil. Entre as novas medidas está a inclusão obrigatória do número de CPF nos documentos e a autorização para o registro de maternidade e paternidade socioafetiva, que antes só era permitido em poucos estados que possuíam normas específicas para isso ou por meio de decisões judiciais. As mudanças constam no Provimento nº 63/2017, editado pela Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Outra alteração é que os documentos não deverão conter quadros preestabelecidos para o preenchimento dos genitores. Ou seja, isso permite que um recém-nascido tenha duas mães, dois pais ou até mesmo uma filiação entre três pessoas, como dois pais e uma mãe.

Já os casais que tiveram um filho por meio de técnicas de reprodução assistida, como é o caso da barriga de aluguel e da doação de material genético, o oficial de registro civil não poderá exigir a identificação do doador. No entanto, será indispensável a declaração do diretor técnico da clínica onde o procedimento foi realizado. […]

(MSN Notícias)

Nota: As novas certidões de nascimento, casamento e óbito adotaram configurações que, na prática, tornam-se um reconhecimento oficial do governo ao “casamento” gay e à poligamia, que era proibida por lei. Em lugar dos campos “pai” e “mãe” haverá espaços para a colocação de nomes, independentemente do sexo de quem esteja assinando ou de quantos estejam assinando.

Na visão criacionista bíblica, Deus criou homem e mulher para uma relação monogâmica de fidelidade matrimonial. Infelizmente, com o tempo, esses princípios estão sendo destruídos e as pessoas estão sendo convencidas pela mídia e por um intenso marketing antifamília tradicional. Na base de tudo isso está a destruição da crença criacionista segundo a qual é literal o relato da criação no Gênesis.

Esse processo passou a ganhar força no século 19, com o fortalecimento da cosmovisão evolucionista a partir da publicação de A Origem das Espécies. Paradoxalmente, a Igreja Católica e algumas protestantes ajudaram a pavimentar o caminho para o que estamos vendo hoje, justamente ao adotarem a sincrética visão evolucionista-teísta, que igualmente relativiza o relato da criação. Se a origem bíblica do ser humano é metafórica, que argumento resta para defender a santidade do casamento heteromonogâmico? O inimigo de Deus nem precisou mais tentar queimar e destruir a Bíblia (já que esse método não deu certo mesmo). Tudo o que ele precisou fazer foi lançar dúvidas sobre os primeiros capítulos da Bíblia. Assim, ele conseguiu derrubar todo o edifício, lançando por terra instituições sagradas como o casamento e o sábado. E o pior: com a anuência não apenas dos evolucionistas, dos marxistas, dos militantes LGBT e outros, mas das próprias igrejas ditas liberais e dos cristãos relativistas.

Agora que aguentem as consequências! Uma vez aberta a porta, sabe-se lá o que passará por ela. [MB]

Como entender a palavra “impecaminosidade” no comentário da lição da Escola Sabatina desta semana

liçãoNos Comentários de Ellen White sobre a Lição da Escola Sabatina desta semana (neste trimestre focalizando o livro de Romanos), há a seguinte citação: “Todo aquele que, pela fé, obedece aos mandamentos, alcançará o estado de impecaminosidade no qual Adão viveu antes de sua transgressão” (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 148).

O texto não diz quando será esse estado de “impecaminosidade”. E ainda que dissesse, “impecaminosidade” é diferente de “impecabilidade”. O primeiro se refere a um estado não absoluto de falta de pecado; o segundo se refere à não possibilidade de pecar. Além disso, a passagem deve ser comparada com outras da Bíblia e de Ellen White sobre o tema (veja dois desses textos no fim desta postagem). A ênfase está no tema da santificação. Ellen White enfatizou essa necessidade com uma figura de linguagem, algo como uma hipérbole.

Ocorre que, na verdade, a palavra traduzida por “impecaminosidade” (sinlessness) pode ser traduzida também como “inocência”. De fato, na edição de 1968 da Meditação estava assim. O dicionário Webster, do tempo de Ellen White, define o termo como “liberdade do pecado e da culpa”. Isso tem que ver com o aspecto prático do pecado, ou seja, o pecado como atos, e não como natureza. Não é tão difícil entender a declaração de Ellen White: quem obedece aos mandamentos não os está transgredindo, portanto não está vivendo em pecado. Isso não significa, porém, que o indivíduo deixou de ser pecador, de ter a natureza pecaminosa, a qual virá à tona se ele não vigiar e será eliminada por ocasião da glorificação na volta de Jesus. Seria menos problemático se a palavra tivesse sido traduzida como “inocência”. A palavra inocência remete a pureza e até ingenuidade, como de uma criança. Uma criança é inocente, porém não deixa de ser pecadora por natureza.

Agora analisemos detalhadamente o texto no original em inglês:

Título: “Freedom Through Christ” [Seja qual for a mensagem e o que vai acontecer na vida do cristão, isso será realizado por Cristo e em Cristo. Isso já indica que, sem a ligação com Cristo, continuamos sob o controle da natureza pecaminosa. Possivelmente ênfase da autora seja o controle sobre a natureza pecaminosa enquanto o cristão permanece justificado. Outro ponto: aparentemente o contexto não tem a ver com condição do pecador após o fechamento da porta da graça.]

“Stand fast therefore in the liberty wherewith Christ hath made us free, and be not entangled again with the yoke of bondage (Galatians 5:1)” (HP 146.1). [Ênfase em permanecer na Liberdade em Cristo.]

“In the beginning God placed man under law as an indispensable condition of his very existence. He was a subject of the divine government, and there can be no government without law…” (HP 146.2). [Ênfase no fato de que o governo divino tem uma lei; essa lei é condição para a existência; portanto, Cristo nos liberta para a vida, ou seja, para viver de acordo com a lei da liberdade; mas só podemos ser aprovados pela lei em Cristo, pois o nosso passado e a nossa natureza nos colocam em desarmonia com a lei.]

“God is omnipotent, omniscient, immutable. He always pursues a straightforward course. His law is truth – immutable, eternal truth. His precepts are consistent with His attributes. But Satan makes them appear in a false light. By perverting them, he seeks to give human beings an unfavorable impression of the Lawgiver. Throughout his rebellion he has sought to represent God as an unjust, tyrannical being…” (HP 146.3).

“As a result of Adam’s disobedience every human being is a transgressor of the law, sold under sin. Unless he repents and is converted, he is under bondage to the law, serving Satan, falling into the deceptions of the enemy, and bearing witness against the precepts of Jehovah. But by perfect obedience to the requirements of the law, man is justified.” [Talvez a mensagem aqui seja que a justificação em Cristo se torna evidente pela atitude de obediência à lei; outra possibilidade seria incluir a obediência de Cristo, creditada a nós, o que nos torna justos; talvez esses dois aspectos estejam implícitos aqui.] “Only through faith in Christ is such obedience possible.” [Obediência só é possível em Cristo, por meio do perdão e por meio da justiça comunicada.] “Men may comprehend the spirituality of the law, they may realize its power as a detector of sin, but they are helpless to withstand Satan’s power and deceptions, unless they accept the atonement provided for them in the remedial sacrifice of Christ, who is our Atonement – our At-one-ment – with God” (HP 146.4). [Ênfase na expiação provida em Cristo.]

“Those who believe on Christ and obey His commandments are not under bondage to God’s law; for to those who believe and obey, His law is not a law of bondage, but of liberty.” [Ênfase em crer primeiro, e depois obedecer.] “Everyone who believes on Christ, everyone who relies on the keeping power of a risen Saviour that has suffered the penalty pronounced upon the transgressor, everyone who resists temptation and in the midst of evil copies the pattern given in the Christ life, will through faith in the atoning sacrifice of Christ become a partaker of the divine nature, having escaped the corruption that is in the world through lust. Everyone who by faith obeys God’s commandments will reach the condition of sinlessness in which Adam lived before his transgression” (HP 146.5). [Ênfase clara na santificação: obedecer e crer; lei da liberdade; Salvador crucificado, penalizado por nossas transgressões; resistir às tentações e imitar o exemplo de Cristo; participar da natureza de Cristo mesmo sem perder a natureza pecaminosa, o que só ocorrerá por ocasião da volta de Cristo. A condição de impecaminosidade, em Cristo, antes da volta de Cristo, tem o sentido apenas de justificação e santificação. Portanto é uma vitória sobre o pecado enquanto se convive com a natureza pecaminosa. Agora, impecabilidade absoluta, apenas quando Cristo libertar os salvos da presença do pecado, na Sua volta.]

Dois textos para equalizar a questão:

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus. Mas deixou de fazê-lo e, devido ao seu pecado, nossa natureza se acha decaída, e não podemos tornar-nos justos. Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado” (Ellen White, Caminho a Cristo, p. 62).

“Os serviços religiosos, as orações, o louvor, a penitente confissão do pecado, sobem dos crentes fiéis, qual incenso ao santuário celestial, mas passando através dos corruptos canais da humanidade, ficam tão maculados que, a menos que sejam purificados por sangue, jamais podem ser de valor perante Deus. Não ascendem em imaculada pureza, e a menos que o Intercessor, que está à mão direita de Deus, apresente e purifique tudo por Sua justiça, não será aceitável a Deus. Todo o incenso dos tabernáculos terrestres tem de umedecer-se com as purificadoras gotas do sangue de Cristo. Ele segura perante o Pai o incensário de Seus próprios méritos, nos quais não há mancha de corrupção terrestre. Nesse incensário reúne Ele as orações, o louvor e as confissões de Seu povo, juntando-lhes Sua própria justiça imaculada. Então, perfumado com os méritos da propiciação de Cristo, o incenso ascende perante Deus completa e inteiramente aceitável” (Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 344).

“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Apocalipse 5:12). Só Ele é digno!

Estado Islâmico volta a ameaçar o Vaticano

vaticanoO Natal voltou a ser usado pelo Estado Islâmico como cenário de ameaça aos cristãos mundo afora. Após ter sido expulso do Iraque e da Síria por forças de coalizão internacionais, lideradas por Estados Unidos e Rússia, em frentes distintas, os extremistas muçulmanos agora querem espalhar o terror na data simbólica para a cristandade. Na última quinta-feira, 16 de novembro, circulou um cartaz do Estado Islâmico com a ameaça de um “Natal sangrento”. Os terroristas usaram uma imagem simbólica: um homem ao volante em uma das ruas que dão acesso à Basílica de São Pedro, no Vaticano. A ameaça traz ainda um aviso: “Aguardem.”

Em frente à Basílica – que é reconhecida mundialmente como um dos principais templos do catolicismo – fica a Praça de São Pedro, local que recebe milhares de fiéis a cada missa realizada pelo papa Francisco, semanalmente, e também durante a celebração do Natal.

Os extremistas muçulmanos militantes do Estado Islâmico já ameaçaram os cristãos com atentados em outro Natal. Em 2 de dezembro de 2015, os terroristas perpetraram um atentado em San Bernardino, nos Estados Unidos, deixando 14 mortos e outros 21 feridos. No ano passado, os terroristas usaram um caminhão para atacar Berlim, capital da Alemanha, deixando 12 pessoas mortas e 26 feridas.

De acordo com informações do portal The Blaze, agências de segurança internacionais acreditam que daqui em diante, sem o território de Síria e Iraque, chamado de califado, o Estado Islâmico irá intensificar os ataques do tipo “lobo solitário”, o que dificulta a prevenção por parte das autoridades.

Antes do novo cartaz, o Estado Islâmico havia divulgado um vídeo, em 14 de agosto, afirmando que fariam um ataque a Roma, cidade que abriga o Estado do Vaticano e considerada um dos símbolos do cristianismo nos últimos séculos.

“Lembrem-se disso, infiéis, nós vamos estar em Roma, se Alá quiser”, diz um dos jihadistas, que se apresenta como Abu Jindal, antes de atear fogo a uma igreja da cidade de Marawi, região de população predominantemente muçulmana nas Filipinas. “Depois de todos os esforços, a religião dos cruzados é que será destruída”, acrescenta o narrador do vídeo, referindo-se aos cristãos.

Essa promessa de ataque ao Vaticano e ao papa veio à tona no mesmo dia em que o aplicativo de troca de mensagens Telegram foi usado por extremistas simpatizantes do Estado Islâmico para pedir aos muçulmanos da Europa que realizem atentados na Itália. O país entrou na mira dos terroristas de forma mais intensa devido à participação das forças armadas italianas na coalizão liderada pelos Estados Unidos que combate no Iraque e na Síria.

Em novembro de 2015, após o ataque realizado em Paris que tirou a vida de 130 pessoas, os terroristas usaram a revista Dabiq para dizer que já planejavam um atentado no Vaticano, com a decapitação do papa em praça pública e transmissão ao vivo para todo o mundo. [Confira aqui.]

Como forma de reforçar a guerra psicológica, os terroristas lançaram, em dezembro do mesmo ano, um vídeo em que diziam que Roma seria o último campo de batalha “antes do dia do juízo”. Essa ameaça já fazia parte dos planos dos terroristas antes de ser tornada pública. O escritor Robert Spencer, um pesquisador e estudioso do islamismo, apresentou em seu livro Infidel’s Guide to ISIS (Guia do infiel para entender o Estado Islâmico, em tradução livre), os detalhes dos planos dos extremistas.

Spencer revelou na publicação que o grupo pretende decapitar o papa e dar início ao Armagedom até 2025. Esse plano foi construído a pretexto de se fazer cumprir profecias de Maomé e promover a “batalha final” entre os muçulmanos e os “infiéis” judeus e cristãos.

(Gospel Mais)

Nota: Não é de hoje que os terroristas muçulmanos do Estado Islâmico ameaçam matar o papa. Se conseguirem fazer isso, pense na comoção que será causada, na simpatia despertada e no poder de coalizão que um evento desses terá. A união dos “moderados” será acelerada e a perseguição aos extremistas e fundamentalistas, acirrada. [MB]

Mais amor ou mais ódio?

ufba2Nunca me esqueço do que li certa vez em um livro de apologética sobre a experiência do jovem expulso de um grupo autointitulado “livres pensadores”. Por que ele foi expulso? Por ter exercido sua liberdade de pensar e se tornado cristão. Talvez você esteja pensando que a intolerância não chegue a tanto, mas algo parecido vem acontecendo em nossa sociedade dita civilizada, e essa doença tem acometido tanto os defensores do pensamento de direita quanto os de esquerda. Vejamos.

Na semana passada, a norte-americana Judith Butler, que é considerada a criadora da ideologia de gênero, esteve no Brasil, mais precisamente em São Paulo, onde participou de um seminário sob protestos de uma multidão. Um abaixo-assinado com mais de 300 mil assinaturas pedia o cancelamento da palestra, o que não aconteceu. Até aí tudo bem. Protestar faz parte da democracia e as pessoas têm o direito de se expressar. Ocorre que alguns manifestantes exageraram na dose. Ostentando Bíblias e crucifixos, queimaram um boneco que representava a filósofa e gritaram “queima, bruxa”. Um dos cartazes dizia: “Vá para o inferno.” É verdade que a própria Butler já assinou uma carta aberta contra a participação de certo filósofo de extrema direita em uma conferência nos Estados Unidos, mas chamá-la de bruxa e mandá-la para o inferno já é demais. Empunhar a Bíblia com esse sentimento é uma tremenda contradição, afinal, Deus nos dá liberdade de escolha e, se for para aplicar um juízo, Ele mesmo Se encarrega disso, afinal, somente o Criador conhece as reais intenções do coração.

Ok. Em São Paulo o que se viu foi uma manifestação desmedida de extremistas de direita. A esquerda não seria capaz de tal coisa… Pense bem. Você acha mesmo que não? Vejamos. No último dia 13 de novembro, em pleno campus da Universidade Federal da Bahia, um protesto organizado pela extrema esquerda contra a exibição do filme “O Jardim das Aflições” conseguiu o que os organizadores queriam: o filme foi cancelado pela universidade. Mas não se tratou de um simples protesto. Entre gritos, um dos participantes carregava um cartaz com os dizeres “Morte aos cristãos”, algo estranhamente ignorado pela grande imprensa, diferentemente do que aconteceu com Butler. Veja por si mesmo:

Onde está o discurso do amor? Onde está o clamor por tolerância e a promoção do pensamento crítico e plural que deve caracterizar uma universidade? Eu estudei em uma federal e me lembro de que o campus abria as portas para quase todo tipo de programações e de discurso. Hoje em dia teatros e museus expõem conteúdos pornográficos, violentos e de apologia à pedofilia, e muitas vozes se levantam em favor da liberdade de expressão. Então por que em uma universidade pública não se pode exibir o filme de um filósofo conservador?

Apesar de tudo, o mais triste é perceber que essas manifestações de ódio ocorrem também entre os cristãos e até mesmo entre adventistas, pessoas que deveriam se pautar pela Bíblia, respeitar o semelhante, orar pelos inimigos e dialogar com educação. Em reação a um vídeo do programa “Está Escrito”, da TV Novo Tempo, algumas pessoas promoveram um verdadeiro ataque ao pastor Ivan Saraiva, apelando mais para o argumento ad hominem, ou seja, focado na pessoa e não nas ideias dela.

O pastor Saraiva falou sobre o aspecto diabólico da ideologia de gênero. Não disse nenhuma inverdade e utilizou a Bíblia para fundamentar seu ponto de vista. Obviamente que o assunto não foi tratado em profundidade, pois, além de se tratar de um programa de TV de pouco mais de 20 minutos, o objetivo da Novo Tempo é alcançar todas as classes sociais e pessoas das mais variadas formações acadêmicas e ideológicas. Como qualquer cristão criacionista, o pastor Saraiva se posicionou em favor do casamento heteromonogâmico sem, no entanto, ofender pessoas que pensam e vivem de modo diferente do prescrito pelas Escrituras Sagradas. Pessoas que não foram ofendidas se sentiram ofendidas com o que a Bíblia estabelece. O fato de a cultura ter mudado não significa que Deus tenha mudado. Seus ditames ainda são válidos em pleno século 21. Então por que se indignar quando um pastor abre a Bíblia e prega o que está ali? Isso não significa que nem Deus, nem a Igreja Adventista, nem Saraiva deixem de amar pessoas que optam por viver em desacordo com a Bíblia ou que sofram de algum tipo de distúrbio. Elas merecem tanto amor quanto qualquer outro pecador, incluindo o apresentador do “Está Escrito” e o ser humano que escreve este texto.

O pastor Ivan não está sozinho em seu questionamento dessa ideologia cuja base está enraizada no marxismo, com sua raiva visceral da família patriarcal. Vou citar apenas um exemplo. Em 2011 um documentário transmitido em rede nacional na Noruega abalou a credibilidade dos defensores da ideologia de gênero nos países da Escandinávia (os setes episódios podem ser vistos aqui). O Conselho Nórdico de Ministros, que inclui autoridades da Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia, determinou a suspensão dos financiamentos até então concedidos ao Instituto Nórdico de Gênero, entidade promotora de ideias ligadas às chamadas “teorias de gênero”. A conclusão das autoridades, com base em pesquisas científicas sérias, foi a de que realmente não existe fundamentação científica para a tal teoria ou ideologia de gênero. Aliás, um programa esclarecedor sobre esse assunto e que contou com a presença do respeitado psiquiatra César Vasconcelos de Souza é o “Conversa Sobre Identidade de Gênero”. Vasconcelos deixa claro que os portadores da chamada disforia de gênero são minoria absoluta, o que não justifica tratar do assunto como se o problema fosse algo tão generalizado. Fica óbvio que há bandeiras ideológicas por trás da promoção do debate.

Reportagem recentemente publicada pelo jornal Gazeta do Povo com o título “A verdade desagradável sobre a redesignação sexual que o lobby transgênero não quer que você saiba” deixou claro que tem aumentado os casos de cirurgias de “reversão” de pessoas que querem a genitália de volta. A matéria destaca ainda que pode haver um interesse econômico nessa história toda e um verdadeiro lobby transgênero. Mas é melhor que você leia o texto por si mesmo.

A missão dos cristãos em geral e dos adventistas, em especial, é a de levar a mensagem de salvação a todo o mundo. Faz parte da nossa missão denunciar erros ideológicos e teológicos justamente porque eles podem se colocar entre as pessoas e a verdade que liberta (João 8:32), mas isso não nos dá o direito de atacar de maneira injusta pessoas que estão pregando o evangelho e levando muita gente a Jesus. Aliás, não nos dá o direito de atacar ninguém.

Mais amor ou mais ódio? Depende de quem controla nosso coração, nossa mente. Jesus amava todas as pessoas, e mesmo quando denunciava o pecado fazia isso com voz embargada e lágrimas nos olhos. Quando vamos aprender a ser como Ele?

Michelson Borges

Pensando bem…

inspiraçãoTenho a alegria de apresentar a Inspiração Juvenil 2018 da Casa Publicadora Brasileira. Embora ela seja primariamente dirigida a juvenis, adolescentes e jovens, o conteúdo de Pensando Bem… falará a todas as idades. “Mensagens aos Jovens da Bíblia”, foi assim que um colega se referiu, muito adequadamente, ao livro dos Provérbios de Salomão. Nele encontramos muita sabedoria divina que, se aplicada ao nosso cotidiano, nos fará muito mais felizes e nos ajudará a enfrentar menos problemas na vida.

Na Inspiração Juvenil 2018 Pensando bem… você encontrará 365 reflexões baseadas no livro de Provérbios. Serão doses diárias de sabedoria divina que lhe ajudarão nas mais simples e nas mais complicadas situações do dia a dia. Os textos abrangem desde o primeiro versículo do livro mais conhecido de Salomão até o último, retirando pérolas de sabedoria que irão enriquecer sua vida.

Refletindo em cada texto de Pensando Bem…, você aprenderá, por exemplo, o que Salomão queria dizer com a famosa frase: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Provérbios 1:7). Você encontrará ainda conselhos divinos sobre amizade, relacionamentos amorosos, finanças e todos os outros assuntos contidos em Provérbios. Isso tudo o ajudará a “pensar bem” sobre suas decisões diárias e eternas.

Que em cada texto desse livro você cresça um pouco mais na confiança e na intimidade com Deus. Pensando Bem… não dá para perder uma oportunidade dessas. Aproveite cada aspecto da sabedoria divina que está à sua disposição.

Adquira aqui o seu.

Blasfêmia sem limites: Porta dos Fundos apresenta “Jesus pornô”

O grupo humorístico Porta dos Fundos já foi apontado como uma das grandes revelações da internet brasileira. Seus vídeos costumam ter milhões de visualizações e também colecionam polêmicas. Contudo, o episódio “Ele está no meio de nós” publicado no sábado (11), atesta que eles não conhecem limites para a blasfêmia. No esquete de pouco mais de dois minutos, um casal (Rafael Portugal e Tathi Lopes) está mantendo relações sexuais quando Jesus (Gregorio Duvivier) aparece no quarto. Diante da reclamação do casal, ele tenta justificar dizendo que está em todos os lugares. A mulher se sente incomodada com a “plateia” e o homem pede que Jesus vá embora. Quando eles desistem de ter relação, Jesus se apresenta nu e pede para participar.

Os comentários dos internautas mostram que a maioria das pessoas não gostou do vídeo e acredita que o grupo passou dos limites. Uma mostra disso é a grande quantidade de pessoas que o avaliaram com o botão de “não gostei”. Um dos comentários mais populares diz: “Nossa, mano, que desrespeito.” Outro simplesmente afirma: “O vídeo mais sem graça que já vi… se era para ser engraçado não funcionou.” Um terceiro questiona: “Por que não zoa a religião islâmica? Só quero ver.”

A análise do internauta Filipe Sarturi foi um dos mais comentados. Ele escreveu: “Você percebe que este canal está falindo quando tem quase 100 vídeos escarnecendo o cristianismo, mesmo tendo vários comentários dizendo que não acharam graça nenhuma em vídeos assim, além do número de dislikes ser considerativo em vídeos do tipo.”

No passado, o Porta dos Fundos já fez piadas consideradas ofensivas aos cristãos, sendo inclusive alvo de uma representação criminal do deputado Marco Feliciano (PSC/SP). Mais recentemente, foram processados em 5 milhões de reais por incorrerem no crime de “vilipêndio à fé”,  previsto no Art. 208 do Código Penal.

(Gospel Prime)