O ano termina marcado por mais loucuras humanas

aiQuando pessoas começam a adorar máquinas, o governo a “confiscar” crianças e indivíduos a casar consigo mesmos podemos ter certeza de que algo está muito errado com o mundo.

Anthony Levandowski, antigo executivo da Google e da Uber para projetos de carros autônomos, afirmou uma entrevista à Wired que quer começar uma igreja para louvar a inteligência artificial. O engenheiro mecânico registrou-se como líder da igreja em maio, ou seja, na época em que a Uber o despediu por ter usado propriedade intelectual da Google. Esse episódio levou a que fosse aberto um processo judicial entre as duas empresas. Apelidada com as siglas WOTF, a Way of the Future (em português, “O caminho do futuro”) é uma igreja que quer “criar uma transição pacífica e suave entre o momento em que as pessoas mandam sozinhas no planeta e o momento em que mandam juntamente com máquinas”, segundo o site oficial da instituição. A WOTF acredita que um dia a inteligência artificial vai criar máquinas mais avançadas do que os humanos e que, por isso, estas vão se tornar um deus que merece reverência.

Segundo Levandowski, para se fazer parte da igreja não é preciso doar dinheiro, apenas “passar a palavra” sobre a inevitável criação de uma superinteligência que poderá mandar nos humanos. (Observador)

canadaJá no Canadá a loucura é outra: o governo “confiscará” crianças de famílias que se recusam a aceitar a ideologia de gênero. A província de Ontário aprovou uma nova lei que permite ao governo retirar as crianças de famílias que se recusam a aceitar a opção dos filhos por determinada “identidade de gênero” ou “expressão de gênero”. O que foi chamado de “Ato de Apoio a Crianças, Jovens e Famílias”, ou Lei 89/2017, acabou aprovada em votação de 63 favoráveis a 23 contrários, registra o The Christian Times.

Ele exige que os serviços de proteção a crianças, serviços de adoção e juízes levem em consideração e respeitem a “raça, ancestralidade, local de nascimento, cor, origem étnica, cidadania, diversidade familiar, deficiência, crença religiosa, sexo, orientação sexual, identidade de gênero e expressão de gênero”. […]

A Lei 28 [anterior] garantia que o pai ou a mãe da criança possuía o direito de “direcionar a educação e a formação religiosa dela. Já a nova lei diz que isso pode ser feito “desde que siga a crença da criança ou do jovem, sua identidade comunitária e identidade cultural”. Ou seja, não são mais os pais que determinam como a criança será criada e sim ela mesma. […]

Jack Fonseca, estrategista político da Campaign Life Coalition, [disse]: “Com a passagem da Lei 89, adentramos em uma era de poder totalitário do Estado, algo nunca antes testemunhado no Canadá. Não se engane, a Lei 89 é uma grave ameaça para os cristãos e todas as pessoas religiosas que têm filhos ou que desejam criar uma família através da adoção.”

Em abril, um casal cristão apresentou uma ação judicial contra Hamilton Children’s Aid Society por ter retirado de sua casa duas crianças adotivas porque eles se recusaram a mentir para as meninas, dizendo que o coelhinho da Páscoa era real. “Nós temos uma política de não mentir”, justificou Derek Baars, um dos pais adotivos, denunciando que uma pessoa que trabalhava no serviço de apoio à criança insistiu que ele e sua esposa, Frances Baars, dissessem para as meninas, de 3 e 4 anos, que o coelhinho da Páscoa era de verdade. “Nós explicamos à agência que não estamos preparados para dizer às crianças uma mentira. Se as crianças pedissem, não mentiríamos para elas, mas nós não a levantaríamos.”

Os Baars, que são membros da Igreja Presbiteriana Reformada, perderam a guarda das crianças. O argumento da agência governamental de cuidado infantil é que o coelhinho da Páscoa era uma “parte importante da cultura canadense” e por isso os pais tinham de admitir sua existência. (Visão Cristã)

sologamiaE por último, a nova insanidade: o casamento consigo mesmo. No verão de 2000, a artista Gabrielle Penabaz, de Nova York, decidiu dar uma festa de casamento para si mesma enquanto tentava se recuperar de uma desilusão amorosa. Ela cuidadosamente escolheu o local, as flores, a aliança, o vestido de noiva e escreveu os seus votos. Ela até vestiu “uma coisa emprestada e uma coisa azul” no dia, uma das simpatias que algumas noivas fazem, mesmo que o evento fosse meramente simbólico e sem um componente essencial: o noivo. Mesmo assim, seus amigos e sua família participaram, e Gabrielle diz que ela teve “o melhor casamento” de todos os tempos. Desde então ela tem “oficializado” o casamento de outras pessoas consigo mesmas, como uma forma de performance – um serviço que ela cobra. Seus clientes são normalmente mulheres solteiras, apesar de pessoas de todos os gêneros e de diferentes estados conjugais terem participado. Ela diz ter “casado” mais de 1.500 pessoas em cerimônias normalmente como a dela própria, com altares erguidos, roupas específicas, bolo e votos.

Bem-vindos ao mundo do autocasamento ou “sologamia”, que vem atraindo muita atenção nos últimos anos. […] Não há dados oficiais sobre o número de pessoas que se decidiram pelo autocasamento, mas o interesse ocorre em um momento no qual o número de pessoas não casadas atingiu recordes em economias avançadas, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). (G1 Notícias)

Nota 1: Essas são apenas três entre muitas loucuras que estão sendo praticadas por aí. Elas servem de amostra de como as pessoas tem encarado a Palavra de Deus e as leis do Criador. Quando Deus é abandonado, a sociedade, a humanidade fica desnorteada e passa a amar e idolatrar a criatura e as coisas que ela mesma fez. Quando os princípios bíblicos são deixados de lado, instituições sagradas como o casamento são pisadas e tratadas como piada. É bem como previu Jesus: “Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lucas 18:8). [MB]

Nota 2: Desejo-lhe um ano novo abençoado e pautado pela Bíblia Sagrada, independentemente das distorções criadas pelo ser humano. [MB]

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