Cristãos são doentes mentais?

penceO mundo em que vivemos tem paradoxos tão marcantes que, apesar de nos espantarem, também ajudam a perceber o estado em que nos encontramos. Na semana passada, Omarosa Manigault, escritora e atriz americana que trabalhou na Casa Branca com a administração Trump, disse que o vice-presidente norte-americano Mike Pence (foto ao lado) é “extremista” e que ele acha que Jesus fala com ele. Na opinião de Omarosa, que também é uma pastora ordenada por uma igreja batista na Califórnia, Jesus não fala com ninguém. Após essas declarações, Joy Behar, comediante e atriz com vários programas na TV americana, disse que Pence sofre de “doença mental”, alargando esse diagnóstico à sua condição de cristão. Nessa ocasião, não nos debruçaremos sobre o que realmente é falar com Deus ou Deus falar conosco. Faremos apenas um contraponto com uma notícia surgida alguns dias antes.

Gwyneth Paltrow, atriz famosa, organizou em janeiro um retiro espiritual que contou com cerca de 600 convidados, entre os quais médiuns, leitores de cartas de tarô e curandeiros, num evento que permitiu aos participantes ter acesso a terapias espirituais e até mesmo falar com os mortos (confira aqui). Ao que consta, nem a senhora Omarosa, nem a senhora Behar, nem qualquer outra destacada figura da sociedade veio a público classificar a iniciativa como configurando algum tipo de problema de saúde mental.

Portanto, a conclusão parece ser simples: de acordo com a opinião mainstream veiculada (ou impingida) às pessoas, falar com Jesus (que está vivo) é uma insanidade; por outro lado, falar com os mortos (aqueles que já não existem) não merece reparo algum. Este é um pequeno exemplo de como as mentes são formatadas para acreditar em uma mentira:

“Disse o anjo: ‘Não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?’ Hão de os vivos recorrer aos mortos em busca de informações? Os mortos nada sabem. Para saber acerca do Deus vivo, vocês vão aos mortos? Afastaram-se do Deus vivo para falar com os mortos que nada sabem” (Ellen White, Primeiros Escritos, p. 59).

Perceba agora como é que foi possível chegar até este ponto: “Deus não deu a Satanás o poder de ressuscitar mortos. Mas os anjos de Satanás assumem a forma de amigos mortos, e falam e agem como eles a fim de, mediante supostos amigos mortos, poder melhor levar avante sua obra de engano. […] Satanás virá de maneira muito plausível àqueles a quem possa enganar, e se insinuará em seu favor, e quase sem o perceberem os afastará de Deus. Pô-los-á sob o seu controle, cautelosamente a princípio, até que sua capacidade de percepção se torne embotada. Fará então sugestões mais ousadas, até que possa conduzi-los a cometer qualquer espécie de crime. Quando os tem totalmente em sua armadilha, deseja que vejam onde estão, e alegra-se na confusão deles” (Ellen White, Vidas que Falam, p. 170).

E, assim, o mundo quase todo está (e estará) enganado.

(O Tempo Final)

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