SUS libera mais terapias sem base científica

cromoterapiaO Ministério da Saúde anunciou, na manhã desta segunda-feira (12), a inclusão de dez novas Práticas Integrativas e Complementares (PICS) para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Os tratamentos utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para curar e prevenir doenças, como depressão e hipertensão. Com as novas atividades, ao todo, o SUS passa a ofertar 29 procedimentos à população. Segundo o ministro Ricardo Barros, há doze anos o ministério contemplava somente cinco práticas. “É prioridade não deixar que o país adoeça. Agora, o Brasil passa a contar com 29 práticas integrativas pelo SUS. Somos líderes na oferta dessa prática com 9.350 estabelecimentos em 3.173 municípios. Essas práticas são uma prevenção para que pessoas não fiquem doentes, não precisem de internação ou cirurgia, o que custa muito para o SUS. Vamos retomar nossas origens e dar valor à medicina tradicional milenar”, destacou Barros.

A informação foi divulgada durante a abertura do 1º Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Saúde Públic, realizada no Rio de Janeiro, no Riocentro. […]

Confira algumas das novas práticas:

Bioenergética – visão diagnóstica aliada à compreensão do sofrimento/adoecimento, adota a psicoterapia corporal e exercícios terapêuticos. Ajuda a liberar as tensões do corpo e facilita a expressão de sentimentos.

Cromoterapia – utiliza as cores nos tratamentos das doenças com o objetivo de harmonizar o corpo [?].

Hipnoterapia – conjunto de técnicas que pelo relaxamento, concentração induz a pessoa a alcançar um estado de consciência aumentado [?] que permite alterar comportamentos indesejados.

Imposição de mãos – cura pela imposição das mãos próximo ao corpo da pessoa para transferência de energia para o paciente [?]. Promove bem-estar, diminui estresse e ansiedade.

Terapia de Florais – uso de essências florais que modifica certos estados vibratórios [?]. Auxilia no equilíbrio e harmonização [?] do indivíduo.

[…] Em 2006, quando foi criada a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) eram ofertados apenas cinco procedimentos. Após 10 anos, em 2017, foram incorporadas 14 atividades, chegando as 19 práticas disponíveis atualmente à população: ayurveda, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, plantas medicinais/fitoterapia, arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo social/crenoterapia e yoga. […]

(G1 Globo)

Nota 1: E assim verbas públicas estão sendo usadas para financiar terapias que mais se assemelham ao curandeirismo e levam os pacientes a ter contato com filosofias e religiões espiritualistas. No mínimo, trata-se de efeito placebo; no máximo, de poderes que extrapolam o campo científico. [MB]

Nota 2: Não é de hoje que governantes flertam com o espiritualismo. Confira aqui.

Leia mais sobre homeopatia (aqui e aqui), acupuntura e ioga.

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