Guerra Finita: spoiler dos heróis normais

Captura de Tela 2018-04-30 às 08.17.04As bilheterias atingiram cinco bilhões de dólares ganhos apenas com as produções cinematográficas sobre eles em 2017. Desde a última década, quando a Marvel migrou para as grandes telas, seu faturamento ultrapassou cifras estratosféricas. Não é para menos que, após muitas franquias de personagens isolados, finalmente, surgisse uma explosão demográfica de super-heróis se apinhando no ultimo lançamento hollywoodiano: o filme Guerra Infinita.

Na verdade, e em algum momento da vida, todos já nos deparamos com nossa imaginação voando solta – literalmente voando. Quem nunca se viu numa capa vermelha, ou em um carro supersónico, ou com poderes extraordinários? Atire a primeira pedra. Porque o ser humano se fascina com o impossível, encanta-se com o imponderável e paga para ser sabatinado pelo sobrenatural.

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A maior alegria de um pai pastor

maNão existe maior alegria para um pastor do que entregar uma pessoa a Jesus por meio do santo batismo, símbolo da morte para a velha vida de pecado e renascimento para a nova vida com Jesus. E não existe maior alegria para um pai pastor do que realizar o batismo da própria filha. Esse foi o presente que Deus me deu ontem, na igreja adventista central de Criciúma, em Santa Catarina, ocasião em que batizei minha filha Marcella e minha sobrinha Letícia. Foi um momento muito especial e emocionante, afinal, naquele mesmo tanque batismal fui batizado no fim de 1991; cerca de um ano depois, minha mãe e minha irmã mais nova, para quem eu dei estudos bíblicos (minhas primeiras alunas de Bíblia), também foram batizadas ali. Em 2008, minha avó igualmente foi batizada nessa igreja. E em 2015, minha irmã “do meio” entregou a vida a Jesus sendo batizada no mesmo tanque. No batismo dela e da minha avó eu tive o privilégio de estar presente, dentro da água. Mas ontem foi diferente… Foi a primeira vez que entrei naquele lugar especial na condição de pastor ordenado. Que bênção! Posso dizer que o tanque batismal da igreja adventista central de Criciúma é, para mim, um dos lugares mais significativos do Universo! Obrigado, Senhor, pelo privilégio! E que, por Tua graça, todos os meus queridos que passaram por aquele lugar especial se mantenham firmes na fé até o dia do encontro pessoal contigo. Amém!

Missão Índia (2): Uma menina corajosa

indiaTudo é tão novo, a cultura, comida, língua e costumes, e assim também são novos sentimentos. Dia desses fui tomado por um sentimento de impotência ante uma realidade tão miraculosa e ao mesmo tempo avassaladora. Era um dia normal até chegar à sala e ver meu companheiro de missão, um indiano que me acompanha, conversando com uma menina, coisa incomum já que meninas solteiras dificilmente conversam com homens, mas aquela não era uma menina comum. Outras duas irmãs estavam atentamente ouvindo a conversa e eu era o único que não entendia nada, já que estavam conversando em hindi. O tempo da conversa foi longo e assim que acabou a menina foi embora atravessando um longo campo para chegar à vila vizinha. A situação era tão incomum que perguntei ao meu amigo o que realmente estava acontecendo. E é ai que vi um milagre.

A menina era praticamente a única cristã da vila e foi com muita coragem que ela, após saber que existiam cristãos na vila vizinha, veio realmente saber se de fato éramos cristãos e quais os dias de culto. Que coisa maravilhosa! Ela já sabia sobre o amor de Deus, esse que transcende fronteiras e culturas. Precisávamos conhecê-la e saber como Deus a havia alcançado. O que descobri me fez questionar o que realmente entendo por fé e como é fácil ser cristão quando tudo vai bem. Aquela menina, sua mãe e irmãs eram as únicas cristãs da vila. Elas conheceram Cristo por meio de uma igreja tradicional em outra cidade, e quando voltaram para a vila delas decidiram que Cristo seria o Deus delas para sempre.

Foi então que tomei conhecimento de uma noticia delicada: a mãe dela tem câncer e foram-lhe dados apenas três dias de vida, mas, milagrosamente, ela está viva até agora e já faz um mês que recebeu essa notícia. O marido continua querendo levá-la aos templos hindus, mas ela disse que está viva graça ao Seu Deus: Cristo. Deus continua a fazer milagres, nas sutilezas da vida e nas ações extraordinárias.

E a menina corajosa ainda tem dificuldades: o pai é hindu e por isso ela e sua mãe e irmãs não podem orar em casa ou mesmo ter uma Bíblia; não há liberdade. O pai agora se inclina ao Islamismo e por isso ficou mais exigente. Nossa pequena guerreira da fé parou de vir às aulas de inglês, mas sabemos que ela permanece firme. Nas palavras de sua mãe: “Não importa o que ele vai fazer comigo, eu nunca vou deixar o meu Deus, Jesus cristo, o único Deus verdadeiro.” Tudo contribui para o contrário; na vila todos são hinduístas e o pai é quase um muçulmano, mas essas mulheres continuam de pé por Cristo, assim como os amigos de Daniel.

A menina com a historia tão impressionante tem 19 anos e já deveria estar casada, visto que aqui as moças se casam muito cedo; os casamentos são arranjados e elas sabem que o marido que o pai escolher será hindu ou islâmico. Quando me deparei com todo esse cenário me senti impotente, mas não seria esse o sentimento constante que deveríamos ter? A vida é uma luta diária e apenas a intervenção divina é que nos sustenta. A menina corajosa me lembrou a menina cativa de 2 Reis 5; a primeira, cativa de costumes, e a segunda cativa de guerra, mas ambas buscando a Deus. Exemplos de fé aqui e para a eternidade.

(Texto de Uálace Costa, escrito a partir dos relatos detalhados de Igo Rocha, missionário na India.)

 Leia também: “Missão Índia – parte 1” e “Viagem missionária ao Camboja”

Cuidado com os youtubers que deseducam!

teenager lay on the floor in the roomBasta assistir a dois ou três minutos de qualquer vídeo desse youtuber, tão querido pelas crianças, para perceber que deixar seu filho na “companhia” dele é um desserviço para a educação que nós, pais, nos esforçamos a dar para eles todos os dias. Você explica que falar palavrão não é legal, que não podemos tratar os outros com diferença, que bullying é errado, mas Felipe Neto está lá, tentando dizer aos nossos filhos que quem grita, humilha e zomba de tudo e de todos é que é descolado. Eu já conhecia a figura porque há alguns anos ele me atacou, de forma grosseira, por causa de um texto aqui do blog onde eu dizia que as músicas da Anitta não são indicadas para criança. Mas Felipe Neto voltou à minha mente (e às manchetes) semana passada, quando alguns veículos divulgaram que ele participou de um painel sobre publicidade infantil para os pequenos chamado “Lugar de criança é no supermercado”. Depois li um post de uma amiga, a jornalista Mariana Kotscho, que contava que havia “dado um basta em casa”, proibindo os três filhos de assistir aos vídeos dele. Ela contava ainda que tinha se arrependido de ter achado que aquilo era “coisa de criança”.

“É danoso! O vídeo ‘o que eu comprei na Disney com 18 mil reais’ é para vomitar. É tudo ruim, valores distorcidos. E sem graça. E ainda tira o sarro do rapaz gordo o tempo todo. Ensinando bullying e preconceito. E cheio de palavrão. Enfim, radicalizei. Vai contra tudo o que prego na educação dos meus filhos. Pais e mães, reflitam! E muita atenção ao que permitimos aos nossos pequenos. São crianças, com caráter em formação. Nada de entregá-los de bandeja aos youtubers, pelo bem do desenvolvimento deles. E pelo bem do futuro da nossa sociedade. Se o seu filho ou filha assiste, assista com ele e veja que de inofensivo não tem nada!”

Fiz parte exercício proposto (mas sem meu filho), e tomei nota. E o que vi é de chorar.

Felipe Neto grita. O tempo todo. Se não gosta de algo editado ou proposto pelo produtor do seu canal, berra e vira os olhinhos. Como não consegue debater com quem o critica, como no caso da publicidade infantil, berra ainda mais alto e faz caretas. Seu argumento é o grito, a cara de desprezo ou de nojo: às vezes usa os três expedientes para tentar convencer a audiência de que está certo e que quem o critica é um completo idiota – ou burro, ou inútil, ou retardado. O que nos leva ao item abaixo.

Ele xinga: “retardado”, “burro”, “inútil”, “idiota” foram adjetivos recorrentes nos três vídeos a que eu assisti. Lembra que você sempre ressalta com o seu filho que o diálogo e a escuta são importantes para resolver as questões do dia a dia? Felipe Neto não reconhece nenhum desses instrumentos. Também acha que “gordo” ou “macumbeiro” são xingamentos, ressaltando subliminarmente, claro, que quem está acima do peso ou é praticante de umbanda ou candomblé não merece respeito. A gente fala de respeito com as crianças sempre, né? Então.

Ele tenta vender produtos o tempo todo – a cada cinco minutos, Felipe Neto anuncia alguma coisa àqueles que o assistem. O livro dele é oferecido várias vezes durante seus vídeos que têm, em média, de dez a vinte minutos. Se não é o livro, são ingressos para seu show que, pelo que entendi, roda o Brasil, ou seja, seu filho está sendo exposto à publicidade infantil, que é proibida a crianças menores de 12 anos pela Constituição, Código de Defesa do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente e por uma resolução do Conanda, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Felipe argumenta, primeiro, que seus telespectadores têm mais de 13 anos e que sempre diz a eles para que peçam aos pais que comprem os produtos. Torturar os fatos até que eles pareçam favoráveis é especialidade dele. (Gregório Duvivier fez um programa ótimo sobre publicidade infantil, citando Felipe Neto. Está imperdível.)

Ele fala palavrões. O vocabulário é chulo e há palavrões aos borbotões. Em uma das publicações ele garante que mudou, não faz mais piadas com minorias. Em vez de aplaudir, lembro de um cartaz que viralizou nas redes sociais, tempos atrás, mostrando os pais de um garoto recém-formado que diziam que, ao conseguir o diploma, o guri não tinha feito “nada mais que a obrigação”. É isso, Felipe Neto. Aproveito para lembrar que racismo é crime. Homofobia ainda não é (!), mas chegaremos lá.

Quando Felipe Neto deixa de berrar e tenta soltar algumas frases em sua defesa, diz que não cabe ao entretenimento, mas sim aos pais, a tarefa de “educar” os filhos. Inclusive ele disse isso no tal vídeo em que me ofendeu. Poxa vida, nisso concordamos. E é exatamente o que eu e muitas mães estamos fazendo quando decidimos não deixar que você entre mais em nossas casas. Aliás, por aqui, você nunca foi bem-vindo.

(Rita Lisauskas, Estadão)

Nota: No passado, a preocupação dos pais era com o baixo nível da programação das TVs abertas. As crianças eram “obrigadas” a assistir a tudo o que os profissionais de TV encaixavam nas grades de programação. Novelas em horário nobre, inclusive. Com o passar do tempo e a emergência da internet, do YouTube e da Netflix, o cenário mudou. O repertório aumentou e o poder de escolha idem. A princípio, isso parece uma coisa boa, afinal, é bom poder escolher e é compensador ver as poderosas emissoras de TV manipuladoras da opinião pública paulatinamente perdendo poder. Mas o que surgiu no lugar daquilo? Muita coisa boa, é verdade, mas também uma infinidade de “produtores de conteúdo” que criam e distribuem verdadeiro lixo. Se os filhos não forem orientados e acompanhados, em lugar de ficar com o rosto na tela consumindo o que as TVs em anos idos empurravam goela abaixo, estarão diante de um self-service com comida estragada, escolhendo entre o duvidoso e o mais duvidoso ainda. Nossos filhos precisam de leitura, de diálogo, de desenvolver o senso crítico para saber escolher e viver nestes novos tempo. Obrigado, Rita, por esse texto necessário! [MB]

Fazer atividades físicas mais que dobra nível de felicidade

Sabe-se há muito tempo que a atividade física reduz a depressão e a ansiedade, e os exercícios físicos são comumente prescritos para prevenir ou curar condições negativas de saúde mental. Mas será que os exercícios físicos podem melhorar a saúde mental positiva da mesma forma que amenizam os aspectos negativos da saúde mental. Essa foi a questão a que Weiyun Chen e Zhanjia Zhang, da Universidade de Michigan (EUA), se propuseram responder. Especificamente, os pesquisadores examinaram quais aspectos da atividade física estavam associados à felicidade e ao contentamento e que parcelas da população poderiam se beneficiar dos efeitos. Para isso, eles revisaram 23 estudos científicos que incluíram aspectos da felicidade e da atividade física. O balanço geral incluiu informações sobre a saúde de milhares de adultos, idosos, adolescentes, crianças e até sobreviventes de câncer – todos de vários países.

Os 15 estudos observacionais incluídos na amostra revelaram uma associação positiva direta ou indireta entre felicidade e exercícios físicos. Em comparação com pessoas inativas, a probabilidade de se sentir feliz é de 20% para pessoas que estão insuficientemente ativas, 29% para aquelas que se consideram suficientemente ativas e de 52% para as muito ativas.

“Nossos resultados sugerem que a frequência e o volume de atividade física são fatores essenciais na relação entre atividade física e felicidade”, disse Chen. “Mais importante ainda, até mesmo uma pequena mudança na atividade física faz diferença na felicidade.”

A revisão de estudos observacionais indica que há um efeito de limiar para a relação entre felicidade e atividade física – vários estudos revelaram dois níveis de felicidade similares, um para as pessoas que se exercitavam de 150 a 300 minutos por semana, e outro, mais elevado, para as pessoas que se exercitavam mais de 300 minutos por semana. Os oito estudos de intervenção mostraram resultados inconsistentes.

Os resultados foram publicados no Journal of Happiness Studies.

(Diário da Saúde)

Leia também: “Adeus, sedentarismo!”

Proteínas da carne aumentam risco cardiovascular

carne-vermelhaPesquisadores norte-americanos e franceses confirmaram que a proteína da carne – e não apenas a gordura – está associada a um aumento acentuado no risco de doenças cardíacas, enquanto a proteína das nozes, castanhas e sementes é benéfica para o coração humano. Pessoas que consumiram grandes quantidades de proteína da carne apresentaram um aumento de 60% nas doenças cardiovasculares, enquanto as pessoas que consumiram grandes quantidades de proteína de nozes, castanhas e sementes tiveram uma redução de 40% nas mesmas doenças cardiovasculares. Incluindo dados de mais de 81 mil participantes, este foi um dos maiores trabalhos a examinar em detalhes não apenas as fontes de gordura, mas também as proteínas animais e vegetais em relação às doenças cardíacas e coronarianas.

“Embora as gorduras alimentares sejam parte do risco das doenças cardiovasculares, as proteínas também podem ter efeitos independentes importantes e largamente negligenciados sobre esse risco”, disse o Dr. Gary Fraser, da Universidade Loma Linda (EUA), que trabalhou com a equipe do Dr. François Mariotti, do Instituto Nacional de Pesquisas Agronômicas (França). Segundo o Dr. Fraser, os nutricionistas tradicionalmente olham para o que ele chamou de “gorduras ruins” nas carnes e “gorduras úteis” nas nozes, castanhas e sementes como agentes causais de diversas condições de saúde. No entanto, os novos resultados sugerem mais. “Esta nova evidência sugere que o quadro completo provavelmente envolva também os efeitos biológicos das proteínas nesses alimentos”, disse ele.

O pesquisador afirma que o trabalho diferiu de maneira significativa das pesquisas anteriores. Embora estudos anteriores tenham examinado as diferenças entre as proteínas animais e vegetais, este estudo não parou em apenas duas categorias, mas optou por especificar as proteínas da carne e as proteínas das nozes, castanhas e sementes juntamente com outras fontes alimentares importantes – as gorduras.

“Esta pesquisa está sugerindo que há mais heterogeneidade do que apenas a categorização binária de proteína vegetal ou proteína animal”, afirmou.

O estudo deixa outras questões em aberto para uma investigação mais aprofundada, como quais aminoácidos específicos das proteínas da carne contribuem para as doenças cardiovasculares e se as proteínas de fontes específicas afetam fatores de risco cardíaco conhecidos, como os lipídios sanguíneos, a pressão arterial e o excesso de peso, que estão associados às doenças cardiovasculares.

O estudo foi publicado no International Journal of Epidemiology.

(Diário da Saúde)

Jesus: nosso divino exemplo inigualável

Um comentário da Lição da Escola Sabatina desta semana, se mal compreendido, pode gerar conclusões equivocadas. Ele diz o seguinte: “Cristo veio a este mundo para nos mostrar o que Deus pode fazer e o que nós podemos fazer em cooperação com Deus [1]. Em carne humana, Ele foi ao deserto para ser tentado pelo inimigo. Ele sabe o que é ter fome e sede. Conhece as fraquezas e enfermidades da carne [2]. Foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança [3]. Nosso resgate foi pago por nosso Salvador. Ninguém precisa ser escravizado por Satanás. Cristo Se encontra diante de nós como nosso divino exemplo [4], nosso todo-poderoso ajudador [5].”

Vou comentar brevemente os pontos que numerei no texto:

[1] Podemos vencer em cooperação com Deus. Isso é ponto pacífico. Ainda que mantenhamos a natureza pecaminosa até a glorificação por ocasião da volta de Jesus, a promessa é de que podemos ser “crucificados com Cristo” e guiados por Ele. Isso não faz de nós seres impecáveis e isentos da possibilidade de pecar. Isso faz de nós pessoas santas, enquanto andamos de mãos dadas com Jesus, aquele que nos santifica.

[2] Jesus conhece as fraquezas e enfermidades da carne: sentiu, fome, cansaço, frio… Foi afetado pelo pecado, mas não infectado por ele. Ele foi o único ser humano que nasceu sem pecado e foi perfeito/puro desde o nascimento. Se Jesus morresse como bebezinho, não precisaria de um redentor. Outro ser humano, se morresse como bebezinho, mesmo sem ter cometido um ato pecaminoso, precisaria de um redentor? Claro que sim, e isso deixa clara nossa diferença essencial em relação ao Salvador. Ele veio com a natureza humana afetada por quatro milênios de decadência, mas moralmente como Adão antes do pecado. Ele veio para vencer onde Adão caiu. Quando se diz que Jesus veio com a natureza humana o sentido é de que não veio com a natureza dos anjos nem de seres não caídos, veio com a natureza dos seres humanos deste planeta.

[3] Foi tentado à nossa semelhança, não exatamente como nós. Afinal, algum ser humano poderia ser tentado a transformar pedras em pães ou a descer da cruz tendo o poder de fazê-lo? Jamais compreenderemos o nível de tentação a que Jesus foi submetido. Seremos tentados à semelhança dEle, mas não de maneira igual.

[4] Ele é nosso divino exemplo. Ele é DIVINO, nós não. Ele não tinha tendência para o pecado (o inimigo nada tinha nEle), nós temos. Podemos e devemos imitar esse Exemplo, mas nunca igualá-Lo, conforme explica Ellen White.

[5] Graças a Deus temos um todo-poderoso ajudador que nos auxilia na luta contra o pecado e nos ajuda a subjugar a natureza pecaminosa que Ele, como Adão antes do pecado, não tinha. Em Jesus somos mais que vencedores! [MB]

Trinta mil suicídios por ano: riqueza, tecnologia e vazio na alma

Uma análise do período compreendido entre 1998 e 2010 apontou que mais de 30 mil pessoas se suicidaram no Japão em cada ano desse intervalo, taxa que, aproximadamente, continua se aplicando até o presente. Cerca de 20% dos suicídios se devem a motivos econômicos e 60% a motivos relacionados com a saúde física e a depressão, conforme recente pesquisa do governo. O assunto é abordado pelo bispo [católico] japonês dom Isao Kikuchi em artigo divulgado pela agência AsiaNews. Ele observa que o drama se tornou mais visível a partir de 1998, “quando diversos bancos japoneses se declararam falidos, a economia do país entrou em recessão e o tradicional ‘sistema de emprego definitivo’ começou a colapsar”. Durante os 12 anos seguintes, uma média superior a 30 mil pessoas por ano tirou a própria vida num país rico e avançado. O número, alarmante, é cinco vezes maior que o de mortes provocadas anualmente por acidentes nas rodovias. Rodeados por riquezas materiais de todo tipo, os japoneses têm tido graves dificuldades em encontrar esperança no próprio futuro: perderam esperança para continuar vivendo, avalia o bispo.

Um sinal de mudança, embora pequeno, foi registrado por ocasião do trágico terremoto seguido de tsunami que causou enorme destruição em áreas do Japão no mês de março de 2011: a partir daquele desastre, que despertou grande solidariedade e união no país, o número de suicídios, de modo aparentemente paradoxal, começou a diminuir. Em 2010 tinham sido 31.690. Em 2011, foram 30.651. Em 2012, 27.858. Em 2013, 27.283. A razão da diminuição não é clara, mas estima-se que uma das causas esteja ligada à reflexão sobre o sentido da vida que se percebeu entre os japoneses depois daquela colossal calamidade.

Dom Isao recorda a recente pesquisa do governo que atrela 20% dos suicídios a motivos econômicos, enquanto atribui 60% a fatores de saúde física e depressão. Para o bispo, os estopins do suicídio são complexos demais para se apontar uma causa geral. No entanto, ele considera razoável e verificável afirmar que uma das razões do fenômeno é a falta de sentido espiritual na vida cotidiana dos japoneses.

O prelado observa que a abundância de riquezas materiais e o acesso aos frutos de um desenvolvimento tecnológico extraordinário são insuficientes para levar ao enriquecimento da alma. A sociedade japonesa focou no desenvolvimento material e relegou a espiritualidade e a religiosidade a um plano periférico da vida cotidiana, levando as pessoas a se isolarem e se sentirem vazias, sem significado existencial. E é sabido que o isolamento e o vazio de alma estão entre as principais causas do desespero que, no extremo, leva a dar fim à própria vida. […]

(Aleteia)

Nota: Em 2016, realizei uma série de palestras e pregações em duas cidades da Suíça: Genebra e Zurique. Pense em um país perfeito! A pontualidade é respeitada, não há pedintes nas ruas que, por sinal, são impecavelmente limpas. Crimes são tão raros que, quando ocorrem, surpreendem a todos. A educação pública é nota mil e dinheiro não falta no país, afinal, a Suíça é o banco do mundo. Para completar o quadro, as paisagens são de tirar o fôlego! Um paraíso na Terra? Infelizmente, não é bem assim…

Quando saio em viagens missionárias a outros estados e países, gosto de ficar em casas de amigos e irmãos e de conviver com a população local. Assim a gente fica sabendo de coisas que o turismo não revela. E algo me deixou triste lá: o país é um dos campeões no ranking de suicídios entre jovens. A pergunta é instantânea: Por quê? Eles têm tudo o que nós aqui no Brasil consideraríamos sinônimo de felicidade e bem-estar: saúde, educação, segurança, estabilidade financeira. O que falta, então?

IMG_8803Quando visitei a Universidade de Zurique (onde estudaram famosos como Einstein) e o Museu da Reforma Protestante, em Genebra, pude ter um vislumbre do motivo por que a Suíça apresenta esse contraste. A religião naquele país – como em outros da Europa – hoje é assunto de museu. A Reforma Protestante é uma lembrança de tempos quase esquecidos. As igrejas estão vazias. O povo, secularizado. A visão de mundo evolucionista/materialista faz com que as pessoas se vejam como meros animais racionais guiados por instintos. Mais ou menos o mesmo cenário do Japão e de outros países economicamente desenvolvidos e espiritualmente subdesenvolvidos. Quando falta Deus, falta tudo. Perde-se o sentido de viver.

O Poder da Esperança capa (1)Neste ano a Igreja Adventista do Sétimo Dia em vários países está distribuindo um livro que trata de saúde emocional e da esperança apresentada na Bíblia Sagrada. É tudo o que as pessoas mais precisam – e muitas talvez nem saibam disso. O livro, cujo título é O Poder da Esperança, já foi traduzido para o inglês, espanhol, francês e romeno. A tiragem só no Brasil ultrapassou a marca de 16 milhões de exemplares. Mas é preciso que muitas mãos se disponham a distribuir esse livro que certamente vai ajudar muitas pessoas que enfrentam o drama da depressão, da ansiedade, do estresse e dos vícios, e, inclusive, dos pensamentos suicidas. O Impacto Esperança será daqui a pouco mais de um mês. Participe! [MB]

Portugal distribui livro missionário O Poder da Esperança

Casal de judeus distribui livro missionário