Presidente mundial da IASD fala sobre a teologia da última geração

tedO que você acha da “teologia da última geração”? 

Depende de como você define essa expressão. Eu certamente acredito e quero ter a esperança de que estamos vivendo na última geração antes da breve vinda de Cristo (Mateus 24; Marcos 13; Apocalipse 3:11; Apocalipse 13; Apocalipse 22:7, 12, 20). Quanto mais nos aproximamos de Cristo, mais vemos necessidade dEle – e mais entendemos nossa necessidade da justiça de Cristo, Sua graça, Seu amor e Seu poder para viver a vida cristã. Não creio que precisemos de outra grande discussão sobre a perfeição, como a ocorrida há poucas décadas. O Espírito da Profecia é muito claro ao afirmar que ninguém deve reivindicar a perfeição.

“Ninguém que alegue santidade é de fato santo”, escreveu Ellen White. “Os que se acham registrados como santos nos livros do Céu não estão apercebidos do fato, e são os últimos a gabar-se de sua bondade. Nenhum dos profetas e apóstolos alguma vez professou santidade, nem mesmo Daniel, Paulo ou João. Os justos nunca fazem semelhante alegação. Quanto mais de perto se assemelham a Cristo, tanto mais lamentam sua dessemelhança dEle, pois têm consciência sensível, e consideram o pecado mais como Deus o considera” (Reavivamento e Seus Resultados, p. 36).

Cristo tem o poder de trabalhar em nossa vida para que vivamos a vida cristã (João 1:12). Ele pede que nos humilhemos e nos coloquemos diariamente em Suas mãos, para que Ele possa desenvolver Seu poder salvador em nossa vida (Filipenses 2:12, 13). Isso só é possível ao nos tornarmos um com Ele – ao submetermos nossa vida diariamente à Sua liderança e ao Seu poder (Tiago 4:7-10). Devemos tudo a Ele e ao Seu amor por nós e à vida eterna que Ele promete (Efésios 1:3-17; Atos 17:26-28).

Ele quer que sejamos um povo preparado para os últimos dias da história deste mundo, na defesa da verdade, e seremos convocados a apresentar a Palavra pura aos vizinhos, amigos e até mesmo aos governantes (Mateus 6:25-34; Mateus 10:16-20; Marcos 13:3-13; Lucas 12:8-12). Ao permitir que Cristo controle nossa vida, nos tornamos cada vez mais como Ele. Refletiremos Seu caráter porque Ele está trabalhando em nós e através de nós, conforme aceitamos Suas vestes de justiça a cada dia e permitimos que o Espírito Santo nos santifique todos os dias (Mateus 11:25-30; Mateus 22:2-14; Apocalipse 3:14-22).

Confiando completamente em Cristo e em Sua justiça, precisamos crer que Ele nos dará vitória sobre o pecado através do Seu poder e não por nosso próprio poder (Filipenses 4:13; Romanos 12:1, 2). De outra forma, o cristianismo não tem poder. Filipenses 2:5 nos diz: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.”

No livro O Desejado de Todas as Nações, lemos: “A justiça ensinada por Cristo é conformidade de coração e de vida com a revelada vontade de Deus. Os pecadores só se podem tornar justos à medida que têm fé em Deus e mantêm vital ligação com Ele. Então a verdadeira piedade lhes elevará os pensamentos e enobrecerá a vida. Então, as formas externas da religião se harmonizam com a interior pureza cristã” (p. 212).

À medida que nos consagrarmos a Cristo e permitirmos que Ele trabalhe em nós para nos aproximarmos dEle e de Sua Palavra, poderemos então perceber aquela linda citação de Parábolas de Jesus: “Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus” (p. 29).

O caráter de Cristo só poderá ser reproduzido perfeitamente em nossa vida quando confiarmos completamente apenas em Cristo. Não há poder em nós mesmos para conseguir isso. Devemos permitir diariamente que o Espírito Santo nos transforme cada vez mais à semelhança de Cristo. Esse é o trabalho de toda uma vida. Devemos pedir o caráter de Cristo em nossa vida enquanto aprendemos a obediência prática à Sua Palavra através do Seu poder.

Esta é uma questão de se humilhar diante dAquele que pode mudar nossa vida, nossos pensamentos, motivos e influências, para evidenciar o que Ele pode fazer em uma vida reavivada, reformada, transformada e restaurada – tudo isso através de nossa humilde submissão a Ele e de Seu poder para nos renovar (2 Coríntios 5:17; 1 Pedro 5:6-11).

Não devemos agir na direção daquilo que pode ser chamado de “perfeccionismo”, preocupados com uma lista legalista de itens ou nos exaltando por nosso próprio poder. Que ninguém na Igreja Adventista do Sétimo dia se considere melhor do que qualquer outra pessoa ou venha a acusar os outros de não serem santos ou perfeitos. Todos somos pecadores ao pé da cruz, precisando de um Salvador que nos ofereça a Sua justiça em justificação e santificação.

Devemos ser unidos em Cristo em palavras e ações. “O segredo da unidade encontra-se na igualdade entre os crentes em Cristo. A razão de todas as divisões, discórdias e diferenças encontra-se na separação de Cristo. Cristo é o centro para o qual todos devem ser atraídos; pois quanto mais nos aproximamos do centro, tanto mais nos aproximaremos uns dos outros em sentimento, em simpatia, em amor, crescendo no caráter e imagem de Jesus” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 259).

Acredito que não temos muito tempo. Sei que nossos pais e talvez nossos avós pensaram que estivéssemos perto da vinda do Senhor, mas eu realmente acredito que estamos chegando ao fim do tempo, especialmente por ver o que tem ocorrido atualmente ao redor do mundo.

Basta ver o que aconteceu no fim de setembro de 2015, em Washington, no edifício do Capitólio, nas Nações Unidas, em Nova York, e na cidade de Filadélfia – e a forma como a imprensa e todos ficaram tão fascinados e positivos com os eventos em torno de um líder religioso. Se isso não é um cumprimento de Apocalipse 13, não sei o que é. O Senhor nos deu muitas informações para sabermos que estamos vivendo no fim dos tempos.

Que privilégio é viver nestes últimos dias da história da Terra; viver para Jesus e permitir que Ele demonstre em cada um de nós o poder oferecido para ter uma vida vitoriosa nEle – demonstrando ao mundo que Ele é todo-poderoso e que é amor.

Através da Sua graça, Seu amor e intervenção celestial pelo Espírito Santo, podemos ter poder divino e Seu caráter, conforme somos transformados mais e mais à Sua semelhança. Cristo veio a este mundo. Ele viveu uma vida sem pecado, morreu por nós, ressuscitou por nós, intercede agora por nós no santíssimo do santuário celestial como nosso Sumo Sacerdote, e logo retornará em Sua segunda vinda como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Lucas 2; João 20; Atos 1:9-11; Hebreus 4:14-16; Apocalipse 22:12-14).

Em Reavivamento Verdadeiro, lemos: “Não há desculpa para o pecado ou para a indolência. Jesus vai à frente e quer que sigamos os Seus passos. Ele sofreu, Ele Se sacrificou como nenhum de nós pode fazê-lo, para que pudesse colocar a salvação ao nosso alcance. Não precisamos ficar desalentados. Jesus veio ao nosso mundo trazer poder divino à humanidade, para que por meio de Sua graça possamos ser transformados à Sua semelhança” (p. 36).

Exaltemos Cristo e Sua justiça e permitamos que Ele demonstre ao mundo Seu poder para mudar nossa vida e a vida daqueles que se submetem completamente a Ele.

Para mais informações sobre este assunto muito importante, encorajo você a ler um conselho maravilhoso no Espírito de Profecia, especificamente em Caminho a Cristo, capítulos 7 e 8.

(Perspectives; tradução de Levi de Paula Tavares)

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