Jesus: nosso divino exemplo inigualável

Jesús y el PanUm comentário da Lição da Escola Sabatina desta semana, se mal compreendido, pode gerar conclusões equivocadas. Ele diz o seguinte: “Cristo veio a este mundo para nos mostrar o que Deus pode fazer e o que nós podemos fazer em cooperação com Deus [1]. Em carne humana, Ele foi ao deserto para ser tentado pelo inimigo. Ele sabe o que é ter fome e sede. Conhece as fraquezas e enfermidades da carne [2]. Foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança [3]. Nosso resgate foi pago por nosso Salvador. Ninguém precisa ser escravizado por Satanás. Cristo Se encontra diante de nós como nosso divino exemplo [4], nosso todo-poderoso ajudador [5].”

Vou comentar brevemente os pontos que numerei no texto:

[1] Podemos vencer em cooperação com Deus. Isso é ponto pacífico. Ainda que mantenhamos a natureza pecaminosa até a glorificação por ocasião da volta de Jesus, a promessa é de que podemos ser “crucificados com Cristo” e guiados por Ele. Isso não faz de nós seres impecáveis e isentos da possibilidade de pecar. Isso faz de nós pessoas santas, enquanto andamos de mãos dadas com Jesus, aquele que nos santifica.

[2] Jesus conhece as fraquezas e enfermidades da carne: sentiu, fome, cansaço, frio… Foi afetado pelo pecado, mas não infectado por ele. Ele foi o único ser humano que nasceu sem pecado e foi perfeito/puro desde o nascimento. Se Jesus morresse como bebezinho, não precisaria de um redentor. Outro ser humano, se morresse como bebezinho, mesmo sem ter cometido um ato pecaminoso, precisaria de um redentor? Claro que sim, e isso deixa clara nossa diferença essencial em relação ao Salvador. Ele veio com a natureza humana afetada por quatro milênios de decadência, mas moralmente como Adão antes do pecado. Ele veio para vencer onde Adão caiu. Quando se diz que Jesus veio com a natureza humana o sentido é de que não veio com a natureza dos anjos nem de seres não caídos, veio com a natureza dos seres humanos deste planeta.

[3] Foi tentado à nossa semelhança, não exatamente como nós. Afinal, algum ser humano poderia ser tentado a transformar pedras em pães ou a descer da cruz tendo o poder de fazê-lo? Jamais compreenderemos o nível de tentação a que Jesus foi submetido. Seremos tentados à semelhança dEle, mas não de maneira igual.

[4] Ele é nosso divino exemplo. Ele é DIVINO, nós não. Ele não tinha tendência para o pecado (o inimigo nada tinha nEle), nós temos. Podemos e devemos imitar esse Exemplo, mas nunca igualá-Lo, conforme explica Ellen White.

[5] Graças a Deus temos um todo-poderoso ajudador que nos auxilia na luta contra o pecado e nos ajuda a subjugar a natureza pecaminosa que Ele, como Adão antes do pecado, não tinha. Em Jesus somos mais que vencedores! [MB]

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