Por trás da promessa de uma “nação cristã”

trumpHá pouco tempo, uma nota no influente jornal The Washington Post perguntava: Como é possível que o presidente Trump, mesmo em meio a numerosas acusações de comportamento imoral, incluindo trair a esposa com uma atriz pornô, poucos dias antes do nascimento de seu filho, continue desfrutando de elevados níveis de aprovação entre os cristãos evangélicos dos Estados Unidos? Embora um tanto tendenciosa, a pergunta é muito interessante porque sua resposta aponta a um dos pilares da liberdade religiosa: a separação da Igreja e do Estado. Ou, dito de outra forma, a relação adequada entre a religião e a política.

Por que muitos cristãos apoiam Trump? [Continue lendo.]

Do que o Brasil precisa?

Projeto de lei torna ilegal a visão tradicional sobre sexualidade

silencioA AB (sigla para Assembly Bill) 2.943 alteraria a seção do Código Civil da Califórnia que protege o consumidor ao proibir práticas desleais e enganosas. A ideia é adicionar os chamados “esforços de mudança de orientação sexual” a uma lista de atividades proibidas. Na prática, vetaria todas as ações que o Estado considerar que podem ter como objetivo a “reorientação” sexual de uma pessoa – incluindo atos indiretos, como a publicação de materiais sobre o assunto. Essa lei expansiva ocasionaria uma censura generalizada e poderia atingir autores, palestrantes, conselheiros, universidades e até mesmo líderes religiosos que buscam lidar com relatos de pessoas com atração indesejada pelo mesmo sexo ou confusas quanto a sua identidade de gênero.

O projeto de lei define os esforços de mudança sexual como “quaisquer práticas que busquem mudar a orientação sexual de um indivíduo. Isso inclui esforços para mudar comportamentos ou expressões de gênero, ou para eliminar ou reduzir atrações sexuais românticas ou sentimentos por indivíduos do mesmo sexo”.

Essa terminologia ampla do texto tem drásticas implicações. A proposta poderia recair sobre a liberdade de expressão – direito protegido constitucionalmente – de inúmeras pessoas. Se o projeto se tornar, de fato, lei, poderá punir o discurso de líderes religiosos que pregam a castidade e também, de acordo com os ensinamentos de sua religião, sustentam que relações sexuais devem se limitar ao casamento, entre um homem e uma mulher.

Ainda, poderia punir serviços de aconselhamento ligados a instituições religiosas, que atendem pessoas que não querem dar vazão a sua atração sexual por indivíduos do mesmo sexo, por razões particulares legítimas – alguém, por exemplo, que queira viver de acordo com os preceitos de sua crença ou se manter fiel a seu cônjuge.

Estudiosos como Ryan T. Anderson, da Heritage Foundation, também poderiam ser punidos ao realizar palestras onde defendem a visão tradicional do casamento e da sexualidade humana. A lei atingiria livrarias, inclusive as online, como a Amazon, que vende livros recém-publicados que desafiam teóricos da chamada “ideologia de gênero”. E também universidades que mantêm, em seus códigos de conduta, a regra de que seus estudantes devem viver de acordo com a visão bíblica acerca da sexualidade.

A lei poderá ser acionada assim que for detectada uma transação que envolva dinheiro – o pagamento a um terapeuta, a fabricação de um livro, a taxa da palestra de um pastor. Qualquer um que se sinta ofendido por uma declaração, aula ou prática relacionada à orientação sexual ou à identidade de gênero pode entrar com uma ação judicial contra um conselheiro, loja, autor ou instituição sexual que tenha cometido a agressão. Um processo judicial poderia acabar com essas pessoas ou instituições.

Primeiramente, o acusado ficaria à mercê de um juiz, que determinaria se a AB 2943 poderia ser aplicada ao caso. Indivíduos e instituições estariam vulneráveis a multas exorbitantes simplesmente por difundir uma visão milenar acerca da sexualidade humana.

Mesmo que magistrados pudessem poupar os acusados de alegações frívolas, a AB 2943 ainda teria um efeito inibidor, à medida que indivíduos e instituições começariam a censurar seu próprio discurso, a fim de evitar ações judiciais onerosas.

A liberdade religiosa também seria colocada em risco. Se indivíduos ou organizações não puderem realizar pregações com base na resposta da fé sobre atração a indivíduos do mesmo sexo e identidade de gênero, eles não poderão praticar livremente sua religião.

Por fim, o projeto trata os aconselhamentos orientados pela fé, que pregam a castidade, como fraudulentos e enganosos. Esse ponto viola diretamente o entendimento do juiz Anthony Kennedy, da Suprema Corte, no julgamento Obergefell v. Hodges, de 2015. Na ocasião, o magistrado afirmou que “indivíduos e organizações religiosas têm proteção especial ao procurar ensinar os princípios que são satisfatórios e centrais para suas vidas e para a sua fé”.

Tal agressão na liberdade prejudica a todos. As liberdades civis caminham juntas e, quando se estabelece um precedente para que o governo possa silenciar certos pontos de vista em um contexto, é de se esperar que a censura surja também em outras áreas. 

A natureza ampla da AB 2943 não leva em consideração os indivíduos LGBT que podem querer buscar ajuda para se abster de agir de certo modo. A essas pessoas seria proibida qualquer tipo de ajuda pessoal ou profissional.

A política também afetaria transexuais que, no futuro, desejassem reverter a cirurgia de redesignação sexual. Com a lei em vigor, qualquer tipo de ajuda a esses indivíduos ou apoio desejado seriam categoricamente negados.

A AB 2943 representa uma ameaça iminente às liberdades civis na Califórnia. O projeto avança muito pouco na proteção da população LGBT, limitando o número de perspectivas e de assistência a que eles têm acesso, caso desejem. Ao mesmo tempo, estabelece um perigoso precedente Orwelliano (referente à George Orwell, autor de 1984) para a censura ordenada pelo governo.

(Monica Burke é pesquisadora assistente na The Heritage Foundation, Gazeta do Povo)

Nota: E assim certas minorias vão forçando seus direitos contra os direitos de outros grupos. Os cristãos ditos “fundamentalistas” aos poucos vão sendo jogados de lado, tendo seus direitos violados. A liberdade religiosa corre perigo e os que estudam as profecias bíblicas sabem aonde tudo isso vai dar… [MB]

Meu vídeo foi alvo do “ministério das fake news”

trump papaÉ impressionante como há pessoas que se divertem com a mentira, promovendo um verdadeiro “ministério das fake news”. Neste texto (confira) eu falo um pouco sobre essas notícias mentirosas e relembro aos esquecidos quem é o pai da mentira. Esses imitadores do inimigo já fizeram o Dr. Rodrigo Silva parecer terraplanista, já espalharam mentiras sobre pastores e líderes, e em tempos de crise se deleitam em criar alarde.

Anda circulando pelo WhatsApp uma versão editada de um vídeo que postei no dia 26/10/2017, no qual uso de humor para ironizar um boato espalhado na época (assista ao vídeo abaixo para saber do que se trata). Ocorre que um “ministro” da inverdade cortou meu vídeo e o está espalhando por aí, dando a impressão de que eu disse exatamente aquilo que tentei desmentir. Simplesmente lamentável.

Se você se deparar com essa versão editada/cortada do meu vídeo, por favor, não a encaminhe e avise a pessoa que lhe enviou que se trata de uma brincadeira de muito mau gosto. Seja um defensor da verdade. Antes de compartilhar qualquer conteúdo, seja foto, áudio ou vídeo, tenha certeza de que se trata de algo verdadeiro.

Michelson Borges

Uma Pedrinha Branca: um convite à renovação espiritual

pedrinhaQuero apresentar a você o livro Uma Pedrinha Branca, de Vanderlei Ricken, bibliotecário do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (IACS). Dois anos atrás, o Vanderlei perdeu o pai e essa perda fez com que ele pensasse na fragilidade da vida e que poderia morrer e não ter o privilégio de passar seus conhecimentos para os filhos pequenos. Como ele lida muito com jovens no internato, percebeu que havia a necessidade de preparar os adolescentes para o tempo do fim com uma literatura que fosse agradável para essa faixa etária. Ele desenvolveu uma espécie de “manual de sobrevivência para o tempo do fim”, com o objetivo de instruir os filhos pequenos, mas que serve para todos, adolescentes, jovens e adultos.

São muitos os relatos de leitores que têm sido grandemente abençoados com a leitura desse livro. Quero citar um que encontrei na internet, do Cyrlon Gomes: “Quer ler um livro com emoção, desafios, romance, histórias das mais variadas, suspense, profecias, milagres, verdades em cima de verdades, mensagens de fé e esperança, e muito mais? Recomendo-lhe Uma Pedrinha Branca.”

E esse livro é tudo isso mesmo. Tive o privilégio de lê-lo antes de ser publicado. O Vanderlei é um grande amigo e foi a pessoa que Deus usou para me mostrar o adventismo e o criacionismo, no começo dos anos 1990 (confira). Um grande estudioso da Bíblia com paixão pela missão.

O livro começa com o relato de um dos remidos que está visitando um planeta sem pecado. Ele foi até lá para contar a experiência de uma família que enfrentou os desafios do tempo do fim. Cada um dos integrantes dessa família está num contexto geográfico e religioso diferente. Os eventos finais são abordados na perspectiva deles. São várias histórias em uma só, e o final surpreende e emociona. O livro é um convite à renovação espiritual e ao preparo para a volta de Jesus. Recomendo!

Michelson Borges

Para adquirir, acesse o site www.umapedrinhabranca.com

Cenas do Impacto: a igreja se levanta!

7fa020e8-4a21-4a70-8a23-55600b5fc613Foi bonito de ver! Mais uma vez, milhões de adventistas do sétimo dia tomaram as ruas das cidades sul-americanas para conversar com as pessoas, distribuir abraços, fazer orações e presentear o livro missionário, que neste ano trata de saúde emocional. O livro O Poder da Esperança apresenta recursos importantes para prevenir e enfrentar males como ansiedade, depressão, estresse, vícios, traumas e outros. A obra está fundamentada em dois pilares: a psicologia e a teologia. Fala de saúde mental, mas também apresenta importantes doutrinas bíblicas e a grande esperança da volta de Jesus. As fotos abaixo dão uma pequena ideia do que foi o memorável dia 26 de maio, o dia do Impacto Esperança. Irmãos felizes por cumprir a missão de levar esperança às pessoas. Irmãos movidos pelo Espírito Santo, usando a criatividade para promover ações como feiras de saúde e outras, de modo que o livro se tornou parte de algo maior que apenas panfletagem. É a igreja que se levanta! É a igreja dos sonhos de Deus cumprindo a missão de oferecer bem-estar, conhecimento útil e, acima de tudo, pregando o evangelho eterno de Jesus. Dá orgulho pertencer a essa família, a esse povo que ama a missão e pensa no próximo! Uma igreja débil e defeituosa, é verdade, mas sensível ao chamado divino. Uma igreja formada por seres humanos imperfeitos e carentes, mas que conhecem o caminho da salvação e querem convidar outros para caminhar ali, rumo ao Céu. Enquanto os críticos nada fazem a não ser vociferar e apontar o dedo, essa igreja militante segue em frente, orando a Deus para ser digna de empunhar a tocha da verdade e cumprir a missão para a qual foi estabelecida neste mundo. Parabéns a todos e que venha o próximo Impacto! [MB]

P.S.: A greve dos caminhoneiros já teve pelo menos um efeito positivo: as pessoas que receberam ontem o livro O Poder da Esperança estão em casa, sem combustível, com tempo para ler e precisando de tranquilidade e esperança. Deus cuide do nosso país e do nosso povo. Oremos por isso.

Bate-papo com os autores do livro missionário 2018 O Poder da Esperança

LIVRO O PODER DA ESPERANÇA

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A greve dos caminhoneiros e a fragilidade das estruturas humanas

greveReivindicando seus direitos, os caminhoneiros do Brasil estão parados há cinco dias. Em tão pouco tempo essa greve ajudou a revelar uma faceta pouco percebida pelas pessoas, da qual apenas se dão conta quando ocorrem guerras ou tragédias naturais: nossas estruturas e nossos sistemas são extremamente frágeis. Os combustíveis simplesmente acabaram nos postos. Voos estão sendo cancelados por falta de querosene para os aviões. Nos supermercados já se notam os efeitos do desabastecimento. Algumas cidades poderão ficar sem água tratada, pois os produtos químicos usados no processo não estão chegando às estações de tratamento. Dezenas de navios estão impedidos de descarregar seus contêineres nos portos. Mesmo a polícia está sendo afetada com a falta de combustível para as viaturas, o que aumenta a apreensão com a falta de segurança. Em apenas cinco dias nossa vida virou de pernas para o ar. Em apenas cinco dias nos demos conta uma vez mais de quão frágeis são nossas estruturas e nossos sistemas. Da noite para o dia tudo aquilo em que muita gente coloca a confiança – o dinheiro, a tecnologia, os modernos meios de transporte – pode simplesmente acabar. Percebemos que o mundo carece de uma esperança real, com fundamentos sólidos.

No Salmo 121, versos 1 e 2, o salmista faz uma pergunta e ele mesmo a responde: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.” De fato, nosso socorro não vem dos montes, não vem da nossa conta bancária, não vem da nossa saúde que tem prazo de validade, não vem da força das nossas mãos e das obras que elas podem realizar. Nosso socorro não vem das coisas que inventamos. Elas até ajudam, mas são frágeis, transitórias e podem desabar como um castelo de cartas no curto período de cinco dias ou menos.

Pior que a perda das estruturas é a perda da vida. Quando morre uma pessoa querida, aí, sim, é que nos damos conta da fragilidade da existência humana. E isso pode acontecer a qualquer momento, num piscar de olhos. Quando o ser humano altivo, orgulhoso de seus feitos se dará conta de tudo isso? Quando vamos perceber que não somos nada sem Deus, sem aquele que fez os céus e a Terra? Nosso planeta é menos que um grão de areia neste vasto Universo. Nós somos menos que bactérias neste grão de areia. Sem Deus não temos esperança alguma, e uma simples greve de caminhoneiros nos faz perceber isso no curto intervalo de tempo de cinco dias…

Mas a esperança existe, ela é real e tem nome: Jesus Cristo. Ele morreu por nós e isso reajusta nosso pensamento com respeito ao valor da vida humana. Sim, somos bactérias no Universo, mas temos valor infinito – o valor da vida de Deus. Somos minúsculos e nossos problemas, aparentemente insignificantes. Mas o Eterno atenta para esses detalhes da nossa vida. Ele sabe que neste mundo de pecado teremos tribulações, lutas e sofrimentos – e até nos advertiu quanto a isso –, mas garantiu que não nos deixaria órfãos; que voltaria para nos buscar, e logo cumprirá essa promessa.

As pessoas precisam parar de olhar para os “montes” como se de lá lhes viesse o socorro. Precisam parar de confiar tanto nas obras de suas mãos, nas estruturas que construíram e que lhes parecem tão sólidas. Essas coisas são apenas paliativos para um problema maior. Não temos condições de salvar a nós mesmos. Precisamos do poder da esperança; precisamos do Deus da esperança, o Criador do Universo.

Conte isso para as pessoas. Seja um portador de boas-novas. Diga para elas que Deus existe e que Jesus em breve voltará para nos tirar deste mundo que se consome, que se autodestrói. Seja um missionário da esperança!

Michelson Borges

P.S.: “Quando os justos florescem, o povo se alegra; quando os ímpios governam, o povo geme. […] O rei que exerce a justiça dá estabilidade ao país, mas o que gosta de subornos o leva à ruína.” (Provérbios 29:2, 4).

O poder da esperança e o sentido da vida

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Universitários distribuem livro missionário na UFMT

IMG-20180509-WA0026Nos últimos anos houve um acréscimo acentuado nas taxas de suicídios entre estudantes universitários na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). No fim do ano de 2017, a mídia local apresentou dados alarmantes que foram publicados na Revista Latino-Americana de Enfermagem (RLAE), em um artigo baseado nos estudos que embasaram a dissertação de mestrado de um estudante da UFMT e enfermeiro do Hospital Universitário Júlio Muller, intitulado “Fatores associados à presença de ideação suicida entre universitários”. Os estudos do mestre e enfermeiro mostraram que aproximadamente dez por cento dos estudantes da UFMT tiveram ideias suicidas nos últimos 30 dias, sendo que o Relatório de Gestão de 2016 da UFMT revela que só no Campus de Cuiabá a instituição possui aproximadamente 10.500 alunos regularmente matriculados nos cursos de graduação. Quando se extrapolam e analisam os números da comunidade acadêmica como um todo (alunos de graduação, especialização, mestrado e doutorado, professores, servidores administrativos e servidores terceirizados), esse número ultrapassa a casa dos 15.000.

Partindo das interações com alunos que continuamente estão no convívio acadêmico, chega-se à conclusão de que a maioria deles enfrenta problemas emocionais como estresse e ansiedade. A promiscuidade, o uso e abuso desenfreado de tabaco, cigarro e drogas ilícitas, consumidas em todos os locais abertos da instituição, revela o tamanho do problema que os universitários enfrentam. Andando pela universidade e conversando com os membros da comunidade acadêmica, é possível notar que muitos deles são do interior do estado, ou mesmo de outros estados. Jovens que estão longe da família e que na maioria das vezes não possuem o devido suporte financeiro e emocional, o que os têm levado a buscar uma “válvula de escape” para o ambiente hostil que a universidade às vezes aparenta ser. Com uma central de atendimento psicológico de grande porte – Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) –, a instituição encontra dificuldades em atender à demanda da comunidade acadêmica.

Os três casos de suicídios de alunos da UFMT que vieram a público, somente no período de recesso de fim de ano, foram mais do que suficientes para que o Pequeno Grupo JUMTA+ (Jovens Universitários Matogrossenses Adventistas) decidisse por realizar o Impacto Esperança dentro da universidade. Com o tema sendo amplamente debatido dentro da instituição, a proposta do projeto foi primeiramente apresentada aos pequenos grupos organizados por outras denominações, juntamente com o livro; sendo a causa também abraçada pelo pequeno grupo MEUC (Movimento Evangelístico Universitário de Cuiabá), um PG interdenominacional liderado pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

O Impacto foi planejado para ocorrer no dia 9 de maio, uma quarta-feira, por ser o dia de maior movimentação na instituição. Os PGs planejaram a entrega de pelo menos 3.000 livros O Poder da Esperança, mas quase duas semanas antes os estudantes da universidade começaram a se mobilizar para deflagrar uma greve estudantil, por um problema institucional que eles estão enfrentando; e um dia antes eles deflagraram a greve. Mas os missionários não desanimaram! Com o campus bastante esvaziado, os jovens que encamparam o projeto passaram o dia dialogando com aqueles que permaneceram em suas atividades, e entregaram aproximadamente 1.200 livros.

O projeto foi conduzido, do início ao fim, pelo Espírito Santo. Logo no início do expediente, a psicóloga Roseny Machado, especialista em terapia cognitivo-comportamental, apresentou uma palestra com o título “Depressão: Existe Esperança?” Em seguida, deu início à formação de duplas que se espalharam pelos blocos para dialogar com estudantes e servidores sobre os temas abordados no livro, sobre as experiências que temos vivenciado na UFMT, e fazer a entrega do livro, como um presente para aqueles que aceitassem.

As experiências que tivemos foram chocantes. Por exemplo, houve um aluno que, ao ouvir um dos nossos colegas e receber o livro, disse que estava indo tirar a vida, e estava pedindo ajuda. Outros alunos agradeceram a iniciativa e falaram da importância que se faz discutir de forma aberta e clara o tema da saúde mental dentro da universidade. Foram inúmeros os casos de estudantes que afirmaram ter sintomas de ansiedade, depressão, estresse, vícios, traumas e outros transtornos; professores solicitaram vários exemplares para presentear a alunos que sofrem de alguns dos problemas. Fomos convidados para levar o projeto para outros locais, como um centro de oncologia pediátrica, por exemplo.

Podemos concluir, então, que unimos o útil ao agradável, ou seja, encontramos uma forma de atender uma necessidade da comunidade de forma relevante, e pretendemos realizar outras atividades correlatas ao tema e ao Impacto Esperança ao longo do ano. Como cristãos devemos impactar positivamente onde quer que estejamos. Não fomos chamados de sal à toa; fomos comissionados pelo próprio Cristo para levar as boas-novas do Seu reino a toda nação, e tribo, e língua, e povo (Apocalipse 14:6). No Impacto Esperança, a boa-nova que levamos foi esta: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (João 16:33, NVI); e que haverá um dia em que “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Apocalipse 21:4, NVI).

Sim, existe esperança, e ela está assegurada em Cristo Jesus, nosso Criador e Redentor, que prometeu pôr fim a tudo aquilo que nos tem impedido de desfrutar da felicidade plena e eterna.

(Walter Aguiar é diretor do JUMTA+)