Confeiteiro que se recusou a fazer bolo para “casal” gay vence na justiça

masterpiece-cake-shopA Suprema Corte dos Estados Unidos deu parecer favorável a um confeiteiro que em 2012 se negou a preparar um bolo de casamento para um casal [sic] homossexual porque isso ia contra suas crenças religiosas. O caso confronta o casal [sic] Dave Mullins e Charlie Craig com o chef confeiteiro Jack Phillips, que se recusou a preparar-lhes o bolo para a celebração de seu casamento, em 19 de julho de 2012. A decisão foi favorável a Phillips por 7 votos a 2. Na decisão há críticas ao tratamento dado pelo estado do Colorado às objeções religiosas de Jack Phillips ao casamento [sic] gay em 2012, ainda anos antes de a prática ser legalizada em todo o país. Os juízes consideraram que uma comissão estadual de direitos civis foi hostil a ele, enquanto permitia que outros padeiros se recusassem a criar bolos que fossem contra os gays e os casamentos [sic] entre pessoas do mesmo sexo.

A esperada decisão desta segunda, no entanto, não resolveu se outros profissionais que se opõem ao casamento [sic] entre pessoas do mesmo sexo, incluindo padeiros, floristas, fotógrafos e cinegrafistas, podem recusar serviços de casamento a casais [sic] gays. A vitória de Phillips, disse o tribunal, limitou-se aos fatos do caso do Colorado.

O juiz Anthony Kennedy foi quem escreveu a decisão do tribunal contra o casal [sic] Charlie Craig e Dave Mullins, desviando de sua longa história de opiniões a favor dos direitos gays, incluindo a decisão do tribunal de 2015 legalizando o casamento [sic] gay em todos os EUA.

(G1 Notícias)

Nota: Trata-se de uma pequena vitória do bom senso, já que os direitos de um grupo não podem se sobrepor aos de outro grupo ou mesmo de uma pessoa. Se o confeiteiro entende que, como ensina a Bíblia, casal é formado por um homem e uma mulher e casamento é a união entre um homem e uma mulher sob os sagrados laços do matrimônio criado por Deus no Éden, por que se deveria permitir que a consciência desse homem fosse violada? A atitude dele não se trata de homofobia. Ele não estava promovendo o ódio contra homossexuais nem os hostilizou. Estava apenas agindo de acordo com os ditames de sua consciência. A propósito, Israel permite, por exemplo, que se realize lá a Parada Gay, assim como acontece em todos os países de origem cristã. Já os países islâmicos mais radicais assassinam os homossexuais. Onde realmente existe homofobia? Curiosamente, os militantes esquerdistas vivem criticando Israel e o cristianismo, enquanto fazem vista grossa para as barbaridades cometidas por regimes ou pessoas ligadas ao islamismo radical. Paradoxos… Mas, voltando ao caso do confeiteiro norte-americano, creio que não será possível comemorar por muito tempo a decisão da Suprema Corte, por se tratar de um tipo de caso cada vez mais isolado, uma vez que os direitos de uns têm, sim, se sobreposto aos de outros. E assim caminha a humanidade – para um tipo de nova ditadura que vai lançar no “gueto” aqueles que assumem uma posição conservadora judaico-cristã-criacionista cada vez mais considerada anacrônica. [MB]

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