Deus fez de tudo para trazê-las de volta

1 (51)Ontem tive a grande alegria de batizar as jovens Cígredy Neves e Ohana Berger, em Ceilândia, Distrito Federal. A Cígredy é jornalista e a Ohana estuda Engenharia Aeroespacial na Rússia. Ambas são primas e nasceram em lar adventista. Infelizmente, durante algum tempo estiveram fora da igreja, mas Deus, em reposta à oração de muitas pessoas, moveu as circunstâncias de modo impressionante para que as duas voltassem para Jesus e para a igreja. Tive o privilégio de estudar a Bíblia com elas via WhatsApp e me sinto muito feliz em ser testemunha de tudo o que Deus fez na vida delas. Leia abaixo o testemunho delas e depois assista ao vídeo:

História de Cígredy Neves:

Cresci em um lar adventista e minha família toda é adventista. Estudei na Faculdade Adventista da Bahia, no Unasp e trabalhei na CPB. Então sempre foi fácil, conveniente e uma tradição familiar ser cristã.

Tudo começou a mudar em 2012, quando meu marido na época quis sair da igreja e queria que eu saísse para festas com ele também. Como eu não quis e a esposa do meu primo estava com as mesmas ideias que meu marido, eles acabaram tendo um caso. Os dois divórcios foram bem conturbados e eu perdi as estruturas.

De lá pra cá eu vivi no mundo, frequentava festas, bebia, mas vez ou outra ainda ia à igreja. Em muitas vezes só chegava na porta da igreja e voltava pra casa por vergonha, por não entender que Deus me aceitaria de volta do jeito que eu estava.

Então comecei a orar muito, pedindo perdão a Deus e clamando por misericórdia. Era a época do acampamento de carnaval deste ano e passei pelo Instagram da igreja da Ceilândia Sul, onde tinha alguns amigos. Comecei a acompanhar os posts todos os dias e decidi que no sábado seguinte estaria na igreja e largaria tudo pra trás.

E cá estou eu. Hoje não estou na igreja por conveniência, mas por convicção. Não consigo mais enxergar a minha vida sem Jesus.

Hoje faço parte do coral da igreja, dos Doutores da Esperança (palhaços de hospital) e estudo para ser uma médica missionária muito em breve.

História de Ohana Berger:

Mesmo tendo nascido na igreja, me afastei na adolescência e acabei seguindo um caminho que ia contra os princípios que aprendi desde o berço.

Apesar de não frequentar a igreja, sempre senti a presença de Deus e do Espírito Santo, dizendo ao meu coração que não era aquele o destino preparado pra mim. Orava diariamente, algumas vezes lia a Bíblia e sentia vontade de voltar 100% àquilo que me foi ensinado, mas o mundo já havia me envolto de uma forma que seria necessária uma força grande pra que eu saísse dali, força que até então eu não tinha.

Em 2016, em uma decisão súbita, resolvi me mudar para a Rússia, a fim de seguir meu sonho de estudar Engenharia Aeroespacial. Como sempre fiz, apesar de tudo, orei muito e pedi pra que Deus impedisse a viagem caso eu não devesse ir. Ocorreu tudo milagrosamente bem. No final do ano de 2016, poucos dias antes da viagem, frequentei um programa de 12 dias de oração, cada dia abençoando um mês do ano de 2017.

Viajei e ocorreu tudo absurdamente bem. Cumpri todos os meus objetivos, alcancei todas as metas e fui abençoada de uma forma tão tremenda que eu sentia no meu coração que eu não merecia.

O amor de Deus por mim me constrangeu de uma maneira tão intensa, que me empurrou pra perto dEle e pra longe do mundo. Comecei a frequentar igrejas protestantes e até mesmo minha forma de falar e de me vestir mudou.

Em 2018 aconteceu algo que não acontecia há pelo menos 4 anos: descobri que teria uma prova no sábado e aquilo me incomodou. Eu não guardava o sábado há muito tempo e infelizmente algumas vezes sequer notava que o sábado havia chegado. Mas mesmo já tendo feito provas no sábado antes, aquela em específico me incomodou. Conversei com minha avó sobre o que senti e ela me disse que havia chegado a hora pela qual ela havia orado tantos anos: a hora de eu voltar para a igreja.

Foi difícil, principalmente porque o número de adventistas na Rússia é muito pequeno. Não existe a “liberdade religiosa” como existe no Brasil, ou seja, eu não posso faltar uma aula ao sábado simplesmente porque minha religião guarda esse dia.

Orei durante dois dias e falei com a diretora do meu curso. Ela aceitou, disse que eu poderia fazer a prova em outro momento. A partir disso eu fiquei conhecida entre os colegas de turma como uma pessoa religiosa. Me agradei muito e senti, pela primeira vez, que estava passando a imagem que Deus queria que eu transmitisse.

Desde então tem sido uma luta diária, com altos e baixos, que culminaram na decisão pelo meu batismo. Mesmo com muitas falhas e dúvidas, sinto que essa aliança com Deus é o restante da força que eu preciso pra seguir na minha caminhada e sou muito grata a Deus por ter me permitido chegar a este dia.

Anúncios