O estuprador que se declarou transgênero, foi preso com mulheres e abusou delas

karenwhiteKaren White, de 52 anos, estava presa [sic] preventivamente pelo estupro de duas mulheres e já havia sido condenada [sic] por pedofilia. Os crimes foram cometidos quando ela [sic] se declarava homem e era identificada [sic] como Stephen Wood. E agora, sob a nova identidade, ela [sic] está sendo acusado de ter abusado sexualmente de quatro detentas em uma prisão feminina na Inglaterra para onde foi transferida [sic] por ter se declarado transgênero – ou seja, uma pessoa que nasceu homem, mas que não se identificava como um e passou a se expressar como mulher. White ganhou o direito de ir para a ala feminina com base em diretrizes que autoridades do sistema penitenciário do Reino Unido adotam recomendando que, em geral, o local onde a pessoa é presa deve corresponder ao gênero que ela expressa. Mas ela [sic] não havia feito cirurgia de mudança de sexo. E é acusada [sic] de ter aproveitado a proximidade com as presas com quem passou a dividir a cela para assediá-las sexualmente poucos dias após a transferência.

O caso levantou críticas pelo fato de o histórico da presa [vou parar de usar “sic” daqui para a frente, pois você já percebeu minha intenção] ter sido desconsiderado em seu processo de transferência e fez ressurgir o debate sobre onde encarcerar mulheres trans com antecedentes de crimes sexuais praticados quando eram homens.

Karen havia cumprido um ano e meio de prisão numa ala masculina, quando ainda se identificava como Stephen, por ter atacado sexualmente uma criança. Agora, estava respondendo por ter estuprado uma mulher em 2003 e uma outra em 2016 – nesse caso, ele teria cometido o crime contra a mesma pessoa duas vezes. Durante o julgamento desses crimes, ela admitiu que, já na nova prisão, agrediu sexualmente duas das quatro detentas que a acusam de abusos. Os crimes teriam ocorrido entre setembro e novembro do ano passado e incluído desde assédio sexual e toque indevido até exibição de genitais e comentários impróprios sobre sexo oral.

O debate agora está centrado em se a autodeclaração de gênero é suficiente para que uma pessoa transgênero seja mantida em presídios femininos ou em celas com outras mulheres.

Os grupos que se opõem a essa autodefinição como critério para definir o local de reclusão alegam que ela traz o risco de homens – que eventualmente se passem por mulheres trans – terem acesso a mulheres vulneráveis. Ativistas defensores dos direitos das pessoas transgênero, no entanto, afirmam que os presos dessa comunidade já estão entre os mais vulneráveis e são humilhados pelo sistema prisional.

Para Janice Turner, colunista dos jornais britânicos The Times e The Guardian, no caso de White, os antecedentes eram visíveis e poderiam ter sido usados para evitar que ele fosse transferido para a prisão feminina. A colunista afirma que a segurança das mulheres parece ser menos importante que a “expressão de gênero”.

Frances Crook, gerente-executiva da organização Howard League para a Reforma Penal, argumenta que mulheres em situação de vulnerabilidade estão sendo colocadas em risco por um pequeno número de homens cujo principal interesse é fazer-lhes mal. “É um debate muito tóxico, mas acho que o sistema prisional tem sido influenciado por conversas extremas e se viu forçado a tomar decisões que têm feito mal às mulheres, tendo colocado os funcionários em uma situação extremamente difícil”, disse ela em um artigo publicado no Guardian.

Em julho, quando Karen White se viu diante de juízes no tribunal de Leeds, na Inglaterra, declarou que não havia assediado as detentas já que não se sentia atraída por mulheres. Afirmou ainda que sofria de disfunção erétil. No entanto, um dos casos pelo qual foi condenada aconteceu justamente quando estava na fase de transição para deixar de ser Stephen e passar a ser Karen. Frances Crook considera que qualquer um que tenha cometido crimes sexuais ou violentos contra mulheres, que queira ser transferido, mas não tenha concluído a mudança de sexo, ou seja, que “ainda tenha o pênis e hormônios masculinos”, não deveria ser colocado junto às detentas.

Segundo uma investigação da BBC, dos 125 presos transgênero em prisões britânicas, 60 estão encarcerados em razão de crimes sexuais. Estima-se que 25 deles estejam em prisões femininas e outros 34 que nasceram homens e vivem como mulheres estejam em alas especiais para homens que cometeram crimes sexuais. De acordo com autoridades carcerárias, muitos pediram transferência para prisões femininas.

O Ministério da Justiça pediu desculpas por não ter levado em conta o histórico de crimes de White em seu processo de transferência de prisão e que está revisando agora seus processos de avaliação.

Um porta-voz do Serviço Prisional disse que “embora tenhamos o cuidado de lidar com todos os prisioneiros, incluindo transgêneros, com tato e de acordo com a lei, estamos certos de que a segurança de todos os presos deve ser nossa prioridade absoluta”.

(BBC Brasil)

Leia também: “Homens são homens, mulheres são mulheres, e o esporte está mostrando isso” e outros posts sobre ideologia de gênero.

Como devemos votar

votacaoPor ocasião das celebrações dos 196 anos de Independência do Brasil neste mês de setembro e da proximidade das eleições de 2018, em que os brasileiros escolherão deputados estaduais e federais, senadores e governadores de seus estados, bem como a autoridade principal da nação, o presidente da República, para os próximos quatro anos, os pastores e líderes cristãos abaixo-assinados conclamam para que a Igreja de Cristo no Brasil coloque-se em intercessão constante pelo País nas próximas semanas, até o fim dos pleitos em segundo turno, em jejum e oração, pedindo para que a Santíssima Trindade, por misericórdia, ouça as nossas preces e venha atender os seguintes pedidos:

1. Que o SENHOR, o Deus Triúno, conduza em suas campanhas os candidatos honestos, bem-intencionados, comprometidos com a transparência e a moralidade, com princípios virtuosos de vida em sociedade e com uma visão cristã de mundo, a fim de que estes consigam ser eleitos aos cargos a que concorrem.

2. Que o SENHOR, o Deus Triúno, mude o coração daqueles que estão dispostos a votar em candidatos envolvidos em casos de corrupção, nem permita que estes sejam eleitos.

3. Que o SENHOR, o Deus Triúno, refreie a representação de ideologias anticristãs em nossos parlamentos estaduais e no Congresso Nacional.

4. Que o SENHOR, o Deus Triúno, frustre toda a tentativa de fraude no sistema eleitoral.

5. Que o Senhor, o Deus Triúno, não permita mais confusão e outros atos de violência, a fim de que essas eleições sejam concluídas pacificamente.

6. Que o Senhor, o Deus Triúno, por meio da obra santificadora do Espírito Santo, traga um verdadeiro avivamento à sua Igreja no Brasil, provocando um grande e duradouro impacto cultural, moral e social, por meio de homens e mulheres que produzam frutos dignos de arrependimento.

Algumas recomendações:

a) Para a escolha de candidato, recomenda-se conhecer bem seu caráter, ideias e a ideologia do partido.

b) Apoie propostas que defendam a dignidade do ser humano e a vida em qualquer circunstância, desde sua concepção no ventre materno.

c)Rejeite candidatos com ênfases intervencionistas na esfera familiar, educacional, eclesiástica e artística.

d)Repudie qualquer ideologia que se oponha aos princípios do Reino de Deus, isto é, com a mensagem bíblica.

e)Apoie candidatos que expressam compreender a função primordial do Estado em prover e promover justiça e segurança para seus cidadãos.

f)Por fim, ao indicar um candidato para amigos e familiares, faça-o com respeito às opiniões diferentes da sua, lembrando que, apesar de você acreditar na pessoa para quem está dando e pedindo voto, como cristãos, nossa esperança última de sociedade perfeita deve estar na consumação dos séculos, quando Jesus voltará para reinar com cetro de justiça.

Após as eleições, ore em favor dos candidatos eleitos, para que cumpram seus mandatos com sabedoria e pelo bem da nação, lembrando-nos, oportunamente, das palavras do apóstolo Paulo a Timóteo: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Timóteo 2:1, 2).

(Tu porém)

 

Reflexões sobre uma facada

Papa insiste na importância do descanso dominical

papaO papa Francisco defendeu o repouso aos domingos, que permite aos cristãos “fazer as pazes” com a própria vida, mas criticou a sociedade de “diversão” e “evasão”. O domingo permite “fazer as pazes com a vida”, disse Francisco diante de milhares de fiéis reunidos na praça São Pedro do Vaticano para a tradicional audiência de quarta-feira. “A verdadeira paz não é mudar a própria história, e sim acolhê-la e valorizá-la”, disse o pontífice. “O homem nunca descansou tanto como hoje e, no entanto, nunca sentiu tanto vazio como hoje.” Francisco fez um apelo por uma distinção entre o verdadeiro repouso e o falso descanso em um mundo que estabelece a sociedade como “um grande parque de diversões”. “O conceito de vida que domina atualmente não se baseia na atividade, e sim na evasão. Essa mentalidade leva a uma vida anestesiada pela diversão, que não é repouso”, advertiu.

(IstoÉ)

Nota: O site Vatican News traz mais detalhes sobre essa notícia e transcreve a fala do papa, segundo o qual “o dia do repouso” de que fala o livro do Êxodo “parece um mandamento fácil de ser cumprido, mas é uma impressão errada”, pois “existe o repouso falso e o repouso verdadeiro”. O falso, segundo ele, é mera diversão; o verdadeiro é o conceito bíblico de repouso.

No sétimo dia, disse o papa, “inicia o dia do repouso, que é a alegria de Deus por aquilo que criou. É o dia da contemplação e da bênção. […] Decálogo opõe o repouso como bênção da realidade”. Embora Francisco mencione o sétimo dia e o Decálogo (Dez Mandamentos), na fala seguinte ele reafirma qual é o sétimo dia para o catolicismo e as igrejas que lhe seguem o exemplo: “Para nós, cristãos, o centro do Dia do Senhor, o domingo, é a Eucaristia, que significa ‘ação de graças’. É o dia para dizer a Deus: obrigado, obrigado Senhor, obrigado pela vida, pela sua misericórdia, por todos os seus dons. O domingo não é o dia para esquecer os outros dias, mas para recordá-los, abençoá-los e fazer as pazes com a vida, fazer as pazes com a vida.”

Respeitosa e firmemente discordo do papa. O dia de repouso dos cristãos nunca foi o domingo, por mais que Francisco insista nisso. O dos católicos, sim. Uma leitura atenta da Bíblia revela que em nenhuma linha de suas páginas há qualquer sugestão de que Jesus teria substituído o sábado pelo domingo. (Assista ao vídeo abaixo e clique aqui para ter mais informações.) O dia de descanso no Êxodo (assim como em Gênesis, nos profetas, nos Salmos, nos Evangelhos, nas cartas de Paulo e no Apocalipse) é o sábado do sétimo dia. E nada nem ninguém nunca mudou isso.

Não é de hoje que o papa atual e o anterior vêm usando argumentos ecológicos e pró-família para defender a importância do descanso dominical. Estão preparando o caminho para a aceitação quase geral de uma ideia apresentada como possível solução para muitos problemas humanos, de forma que, quando os Estados Unidos impuserem uma lei dominical, a maioria das pessoas estará preparada para não rejeitá-la. Aí veremos quem realmente é fiel a Deus e a Seus mandamentos ou seguirá a contrafação e obedecerá a mandamentos meramente humanos. Anote aí: quem viver verá isso acontecer. Na verdade, nem precisa anotar, pois já está anunciado na Bíblia e em livros como O Grande Conflito, os quais você precisa muito ler e estudar. [MB]

Fósseis do Araripe: Que história eles nos contam?

Incêndio no Museu Nacional destruiu parte da nossa “alma”

museuNo fim do ano de 2015, fomos visitar uma família amiga no Rio de Janeiro e aproveitamos para conhecer alguns pontos turísticos, com destaque para o Museu Nacional de História Natural, localizado Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão. Ficamos impressionados com tudo o que vimos ali naquele prédio criado por D. João VI, e minha filha Giovanna até escreveu na época um texto sobre nosso passeio e sobre essa visita (confira aqui). Deu orgulho ver tantas e relevantes peças preservadas nessa primeira instituição científica do País e um dos maiores museus do mundo. Por isso, quando tomei conhecimento do incêndio que destruiu duzentos anos da história do Brasil, transformando em cinzas milhões de peças e documentos de valor incalculável, senti um aperto no coração. É como se parte da “alma” do nosso país tenha sido transformada em fumaça em questão de horas.

De tudo o que li por aí a respeito dessa tragédia que repercutiu mundialmente, creio que o texto da jornalista Cláudia Geigher, publicado em sua página no Facebook, é um dos que melhor expressam o sentimento de revolta que arde no peito de muitas pessoas que conheciam o real valor do Museu Nacional:

“Vinte e um milhões de reais! Apenas isso! Era o que o Instituto de Patrimônio Historio e Artístico Nacional pedia ao governo federal, ao BNDS para reformar a Quinta da Boa Vista e conservar digna e responsavelmente o prédio e o acervo do Museu Nacional. No mesmo Brasil onde roubaram bilhões de reais com a corrupção política e empresarial, essa tragédia arde diante dos nossos olhos. O quinto maior museu do mundo em volume de peças catalogadas não tinha sistema de combate à incêndio efetivo! Tivemos duzentos anos para cuidar de tudo isso e agora o choque de ver tudo pegando fogo. Combater incêndio em museu com água apenas? Meu Deus! Isso destroi ainda mais o que poderia ser salvo! Perdemos dez mil anos [sic] de itens arqueológicos… Perdemos uma referência. Fruto de pesquisas, de coleções particulares, de documentos, acervos e presentes recebidos ou trazidos pela Família Real Brasileira… Ali estava uma das maiores coleções de ciências naturais, com quase 500 mil volumes, mais de 2.500 obras raras dessas coleções… Foram tantas expedições ao longo de mais de duzentos anos, e tudo registrado e disponível para a posteridade… Tudo se perdeu pro fogo.

“A maior coleção paleontológica de fósseis e registros de pesquisas iniciadas no século 18 na América Latina. Os fósseis dos gigantes pré-históricos que ocupavam o nosso território estavam ali. Maior coleção de meteoritos do Brasil. Ali estava também o crânio de Luzia, o mais antigo fóssil de um ser humano das Américas. Na Arqueologia: milhares e peças arqueológicas das Américas, do Egito e de diversas regiões do mundo. Coleção egípcia que começou ainda com D. Pedro I e ampliada pelo filho D. Pedro II. Teresa Cristina, quando veio se casar com D. Pedro II, trouxe sua coleção pessoal de peças arqueológicas egípcias, romanas, etruscas e as colocou em exposição no Museu Nacional; até afrescos da antiga Pompeia, devastada pelas cinzas do vulcão Vesúvio, estavam aqui no Brasil, no nosso Museu.

“Da pré-história e da época pré-colonial das Américas, o museu guardava mais de noventa mil itens dos povos nativos do Brasil, e também dos nossos vizinhos maias, astecas, incas… Tanta coisa… Cerâmica, escultura, artefatos…

IMG_8282a“O que D. João diria? O que nossos imperadores, as famílias que apoiavam a cultura e a pesquisa, diriam? D. João, que ao vir com a Corte para o Brasil colônia, trouxe coleções e artefatos justamente para que aquele então Brasil ignorante começasse a escrever uma nova história ao ter acesso às coleções… D. João, que criou o Museu e trouxe com ele da Europa a necessidade de investir em educação, cultura, história, memória, patrimônio. Uma visão europeia de desenvolvimento que infelizmente não vingou por aqui..

“Os naturalistas, cientistas, antropólogos, paleontólogos, arqueólogos, etnólogos, linguistas, historiadores, todos os pesquisadores deixaram ali suas preciosidades… Ali tínhamos um resumo do mundo. Algumas das coleções mais raras e importantes do planeta.

“Eu sinto um vazio… Mais de vinte milhões de itens viraram cinzas. Que dor no coração! Ali trabalham e trabalhavam pessoas apaixonadas por aprender, por conservar, por ajudar a entender nossa história… uns guerreiros que dedicavam a vida sem receber recurso direito, sem ter condições técnicas, e ainda assim não desistiam..

“Como nosso país permitiu que a nossa história chegasse a esse estado de abandono? Sem manutenção, sem dinheiro para conservar nosso acervo, o Museu Nacional foi a primeira instituição de ensino e pesquisa do Brasil. A História do Brasil em chamas… devastador!

“Não consigo aceitar… Visitei esse museu algumas vezes e me encantei com o que vi, e sempre saía com vontade de ficar, descobrir mais, ver mais, aprender mais… Desde 1892 o Museu Nacional estava na Quinta da Boa Vista. Era para ser um lugar onde os brasileiros conseguiriam redescobrir e aprender mais sobre a nossa história, a formação do nosso país e sobre a história do mundo. Ao ver esse incêndio ao vivo pela TV meu sentimento, além de tristeza, passa pela indignação, pelo inconformismo e pela desesperança.

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“O que o fogo destruiu não será jamais recuperado. O que o povo deixou de conhecer jamais será resgatado. É o retrato do que a nossa nação se transformou: um país destruído. Um país que não valoriza sua história; um país que não investe de verdade e sistematicamente em conservação, restauração dos nossos museus; não investe de verdade na educação e muito menos no enriquecimento cultural do Brasil.

“Só posso pensar: QUE VERGONHA! Só posso sentir: QUE RAIVA! Só posso dizer: CANSEI DE DEFENDER ESTE PAÍS!”