As mulheres ignoradas

janainaDuas mulheres tiveram votação tremendamente expressiva para a Câmara dos Deputados: a jornalista Joice Hasselmann (demitida da revista Veja por pressão do ex-presidente Lula), que recebeu mais de um milhão de votos, e sua correligionária, a jurista Janaína Paschoal [foto ao lado], autora do impeachment contra Dilma. Janaína recebeu mais de dois milhões de votos. Curiosamente, nenhuma delas ganhou sequer um parabéns dos movimentos feministas. Será que é por que ambas se alinham à direita no espectro político e defendem uma posição mais conservadora? Acho que não, né? Deve ter sido esquecimento por parte das feministas de enaltecer a eleição dessas duas empoderadas. A propósito, quem ficou no lugar do juiz Sérgio Moro (escolhido para ministro da Defesa do novo governo) à frente da Operação Lava-Jato é também uma mulher: a juíza federal Gabriela Hardt, que mandou prender José Dirceu. Novamente pergunto: Cadê as feministas para comemorar o fato de que outra empoderada assume grande protagonismo em nosso país, em uma função-chave, para a execução da qual é preciso muito pulso? Onde estão as feministas para comemorar a imposição de autoridade da juíza sobre um famoso presidiário que tentou intimidá-la recentemente em uma audiência? Que grande exemplo e motivação Gabriela dá às mulheres e aos homens do nosso país. Mas novamente a resposta é o silêncio daquelas que acham que lutar pelas mulheres significa levantar cartazes por aí e ficar brigando com homens no Facebook…

Será que movimentos feministas estão contaminados por alguma ideologia específica? Acho que não… Deve ser coisa da minha cabeça.

Quero aproveitar este post para falar de outras mulheres injustamente esquecidas. Mulheres cuja missão é infinitamente mais importante que a de uma senadora ou juíza, mas que, por atuar nos bastidores, são ainda mais invisíveis. Vou deixar que a Carla Carolina fale delas:

Quando fomos criadas, Deus concedeu a nós a tarefa mais importante, de maior valor e mais significativa que pode haver sobre a Terra. Foi-nos dada a missão de moldar o caráter da humanidade. Nas palavras de Ellen G. White: “No moldar devidamente o espírito de seus filhos, é confiada às mães a maior missão dada a mortais” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 252).

Só existem grandes líderes, pessoas que realmente fizeram a diferença e marcaram a História, porque antes existiram grandes mães e esposas. Mulheres que conduziram seus filhos em caminhos honrados, que ensinaram valores como altruísmo e bondade. Mulheres que apoiaram seus maridos e cumpriram o papel de equilibrar o instinto, muitas vezes irrefreável e ansioso, masculino.

“Foi Joquebede, a hebreia que, fervorosa na fé, não temeu “o mandamento do rei” (Hebreus 11:23), a mãe de Moisés, libertador de Israel. Foi Ana, a mulher de oração e espírito abnegado, inspirada pelo Céu, que deu à luz Samuel, a criança divinamente instruída, juiz incorruptível, fundador das escolas sagradas de Israel. Foi Isabel, a parenta e especial amiga de Maria de Nazaré, que gerou o precursor do Messias (A Ciência do Bom Viver, p. 372).

Nós nunca precisamos de empoderamento. Somos naturalmente poderosas, capazes de mudanças gigantescas. Anjos dariam suas asas para poder desempenhar um papel tão digno quanto o nosso. Sabendo da importância do papel da mulher, Satanás levanta contra nós artimanhas como o feminismo que nada faz além de nos tornar cada vez mais vítimas do desejo sexual masculino, nada faz além de nos sobrecarregar com cada vez mais responsabilidades, nada faz além de nos colocar constantemente no limite emocional e físico, nos levando ao esgotamento.

O feminismo nos tirou da segurança de nossos lares e nos colocou vulneráveis no mercado de trabalho (que não, não é ruim, mas hoje gira para satisfazer o egoísmo e a ganância), nos tirou o amor dos homens e nos transformou em meros objetos que permanecem no desejo masculino por apenas uma noite; nos tirou do foco e de nossa tão maravilhosa missão. E agora exige que sejamos “supermulheres”, que consigamos ser boas profissionais, boas mães e boas esposas e, quando não damos conta de tudo isso, o feminismo diz-nos que escolher ser boa mãe e esposa é indigno.

O feminismo nos fatigou. O feminismo ignora tudo aquilo que somos e nos obriga a ser aquilo que eles querem que sejamos. Nós fomos criadas para ser a beleza e a doçura em um mundo tão cheio de amargura e feiura. Fomos criadas para ser amadas, mas, mais do que isso, fomos criadas para completar uma obra que ecoa na eternidade.

Mulheres, não troquem isso por empregos, altos salários ou notoriedade no mundo dos homens. Nada disso será levado conosco para o túmulo.

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