A igreja e o mundo em descompasso. Isso é bom?

igrejaFoi-se o tempo em que o descompasso entre a igreja e o mundo era uma coisa boa. “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo”, admoestou o apóstolo João (1Jo 2:15). E a igreja não amava mesmo. É claro que os cristãos entendiam que, como Jesus, precisavam amar as pessoas que há no mundo, enquanto odiavam as práticas pervertidas, injustas, desonestas, imorais e fúteis do mundo. Não amar o mundo era viver uma vida santa, separada, distinta, ao mesmo tempo em que se procurava de todas as formas possíveis levar o “sal” até onde ele precisava agir. Estar no mundo, mas não ser do mundo era a diretriz missionária dos cristãos. Estar para influenciar. Estar para levar Jesus aos outros. A “santidade interior” era notada no exterior – nas palavras, no olhar, na maneira de se comportar, se vestir, negociar, divertir… Como alguém saudável, o santo era santo por ser, sem precisar alardear. Mas era, e isso ficava evidente. O doente é que sente falta da saúde. O saudável nem percebe que tem.

Quando me tornei adventista no começo dos anos 1990, entendi claramente que a salvação é pela fé nos méritos de Cristo, ou seja, é pela graça. Compreendi também que o mínimo que eu podia fazer para agradecer tão grande amor era, agora liberto e perdoado, perguntar: “Senhor, que queres que eu faça?” Com a ajuda dEle comecei, sempre guiado pela noção de que precisava fazer coisas que me aproximassem de Deus e me mantivessem junto dEle; e deixar coisas que tivessem justamente o efeito contrário. Assim, passei a guardar os dez mandamentos, pois ficou claro para mim que eles são o padrão mínimo de conduta dos salvos – o máximo é, por exemplo, em lugar de não matar dar a vida (bem, basta ler o sermão da montanha para ver como Jesus ampliou e destacou os princípios por trás de cada mandamento). Guardar o sábado se tornou uma alegria e uma bênção em minha vida corrida de universitário recém-convertido. Era bom demais poder deixar os livros de lado por 24 horas a fim de descansar a mente e o corpo e manter comunhão mais íntima com meu Criador. O sábado era como dar um passo atrás para tomar impulso para a semana. Mas meu aprendizado de deixar o mundo para abraçar o reino de Deus não parou aí.

Recebi forças de Deus para deixar também entretenimentos que não me edificavam e, na verdade, apenas roubavam tempo que, dali para frente, eu deveria devotar a práticas, hábitos e passatempos que me fizessem alguém melhor, fossem úteis e me aproximassem do Céu. Por isso, parei de tomar café e beber “socialmente”, afinal, o álcool (está provado) prejudica a mente e o corpo, em qualquer quantidade, e a cafeína não contribuiria em nada para uma disposição mental e emocional sadia. Aliás, no voto batismal prometi não mais usar essas substâncias.

Também parei de ouvir música profana e ir ao cinema (coisas de que eu gostava muito), afinal, queria manter meus pensamentos o mais alinhados com o Céu quanto fosse possível. Filmes só em casa, com o controle na mão e muito bem escolhidos. Músicas só as sacras e aquelas que exaltam as boas e nobres coisas da vida, com melodias distintas daquelas que eu curtia ouvir no rádio e que também eram tocadas nas discotecas (como chamávamos as baladas naquele tempo). O ídolo que mais doeu abandonar foi minha coleção de mais de duas mil histórias em quadrinhos de super-heróis. Aquilo competia com a leitura da Bíblia e de bons livros – e eu tinha muito que ler para compensar os anos em que vivera sem conhecer a verdade. Precisava remir o tempo.

Deus me mostrou igualmente que namoro é coisa séria e que “ficar” é para os hedonistas irresponsáveis que pensam nas outras pessoas como objeto e se preocupam apenas com o prazer, ignorando que certas atitudes podem deixar marcas permanentes, pois envolvem emoções profundas. Pedi a Deus uma namorada cristã, missionária (e bonita, claro), e Ele atendeu à minha súplica. Estou casado com ela há mais de duas décadas.

Aliás, nestes vinte anos parece que muita coisa mudou…

Se tomar como base a qualidade de alguns crentes que vêm para a igreja hoje, eu teria que voltar no tempo e pedir perdão ao Renato Russo e ao Stan Lee. Quem mais se importa com coisas como café, cinema, música “mundana”, vestuário cristão, “ficar”? Será que a diferença entre os cristãos e os descrentes hoje é perceptível, já que ambos os grupos frequentam os mesmos lugares e têm os mesmos hábitos?

Dia desses fiquei pensando nas ironias das “marchas e contramarchas” da história. Enquanto no mundo é possível perceber uma guinada à direita, rumo ao conservadorismo, na igreja parece estar havendo um fenômeno contrário. O abuso dos de comportamento liberal, com sua licenciosidade, suas ideologias anti-família tradicional, seu multiculturalismo e seu preconceito localizado contra o cristianismo chegou a tal ponto que originou uma reação em sentido contrário (olha o movimento pendular aí…). Cansadas disso tudo, as pessoas estão colocando no poder governantes alinhados com as religiões hegemônicas, num fenômeno que a princípio pode parecer bom para as pessoas de fé, mas que poderá trazer riscos no futuro para as minorias que procuram se pautar unicamente pela Bíblia. É como eu disse a um amigo recentemente: “A esquerda é nociva; a direita, perigosa. Nossa esperança está no Alto.” Mas e na igreja, o que aconteceu?

Cansados do tradicionalismo (que também traz muitos problemas), alguns cristãos estão exagerando na dose da “atualização”. Estão consumindo conteúdos midiáticos sem critérios e ainda tentam se justificar dizendo que estão a caça de elementos religiosos que possam ser usados como “gancho” evangelístico. Alimentam o vício com a desculpa de que estão contextualizando. Outros ouvem qualquer tipo de música, enquanto entornam um copinho de café ou taça de vinho, afinal, “de vez em quando não faz mal”. Sexo? Ah, todo mundo faz… Cinema? Nada a ver! Sendo o “nada a ver” a resposta mais comum que tiram logo da manga quando alguém (ainda) questiona certos usos e costumes. Vestuário, então? Nem toque no assunto, ou, do contrário, você ainda pode ser mal interpretado e sair de mau na história.

Os mais espiritualizados, cansados da briga entre a aparência e a essência, buscam alternativas religiosas que beiram o misticismo ou o paganismo. Olham para o “adventismo nutela” e, desencantados, buscam outras pastagens. Ah, se conhecessem o “adventismo raiz”, cujo verdadeiro fundamento é Cristo! Laodiceia está raquítica e pensa que ainda pode alimentar alguém.

Enquanto a igreja se seculariza, se “nuteliza”, o mundo se “converte”. Nada mais profético! Como escreveu Ellen White, a igreja parecerá afundar; contar-se-ão nos dedos aqueles que negam a si mesmos enquanto marcham para o Céu e desejam acima de tudo a volta de Jesus. Vai ser com esse remanescente fiel que Deus trabalhará. No mundo, o alinhamento Estado-igreja criará o cenário para a assinatura do famigerado decreto dominical. Quem sabe nesse momento alguns descuidados “acordem para a vida” e vejam que aquelas coisas que tanto amavam eram bobagem. Aí perceberão, finalmente, que os conselhos de Deus sempre foram para o seu bem.

A mensagem de Deus a Laodiceia deixa claro que Ele ama essa igreja e está fazendo de tudo para prepará-la para o encontro com Ele. Vamos corresponder?

Michelson Borges

Livros que todo cristão deveria ler antes de ir para a universidade

girl-readingDe vez em quando alguém me pergunta que livros eu li para solidificar minha visão de mundo teísta/criacionista e que livros recomendo para quem queira ter contato com esse universo por meio de bons autores. Felizmente, existem ótimos livros em língua portuguesa para aqueles que querem aprofundar seus conhecimentos sobre teísmo, criacionismo, ciência e religião. A lista a seguir é especialmente útil para os universitários e pré-universitários cristãos interessados em se preparar devidamente para enfrentar os desafios intelectuais da vida acadêmica, à luz de 1 Pedro 3:15. Alguns dos títulos são de minha autoria e outros são bem mais recentes do que os que eu li quando ainda estava “migrando” do evolucionismo para o criacionismo (conheça essa história aqui). Faça planos de ir adquirindo um por vez e montando, assim, sua biblioteca de apologética cristã/criacionista. Depois disso, vá à luta! – Michelson Borges

a_descobertaA DESCOBERTA – O subtítulo deste livro é “A experiência que revolucionou a vida de um cientista ateu”. Por que comecei a lista com ele? Por se tratar de uma leitura fácil, envolvente e bastante instrutiva. Escrito pelo advogado Denis Cruz e pelo jornalista Michelson Borges, o livro é uma ficção científica, por assim dizer. Descreve a jornada de um físico nuclear ateu em busca de respostas, enquanto lida com grandes dramas em sua vida. Tenho certeza de que você só vai conseguir parar de ler quando chegar à última página. Clique aqui e adquira o seu.

alexONZE DE GÊNESIS – O Criador teria deixado a assinatura de Sua intervenção na natureza? Existem evidências de uma criação sobrenatural? É possível mudar uma visão de mundo graças ao simples contato com essas evidências? A fé deve aceitar tudo sem verificação, ou ela deve estar amparada em fatos e na razão? Até onde vai a criatividade de um pai a fim de revelar-se a um filho por meio de vestígios de sua atuação? Essas e outras questões são respondidas em Onze de Gênesis: De pai para filho, uma obra na qual ficção e realidade se alternam a ponto de deixar o leitor atento do início ao fim da leitura. Escrito pelo criador do ministério 11 de Gênesis, Alexandre Kretzschmar. Clique aqui e adquira o seu.

logicaA LÓGICA DA FÉ – Subtítulo: Respostas inteligentes para perguntas difíceis sobre nossas crenças. Ao longo da era cristã, especialmente após o Iluminismo, muitos céticos têm duvidado da confiabilidade da Bíblia. Com o surgimento do pós-modernismo, isso se intensificou, e veio à tona uma nova rodada de questionamentos a respeito de vários pontos básicos para a cosmovisão bíblica. A Lógica da Fé, organizado por Humberto Rasi e Nancy Vyhmeister, contém vinte capítulos que pretendem responder a questões como: O que significa dizer que a Bíblia é inspirada? Fé e razão são compatíveis? Milagres são possíveis? Se Deus é bom e todo-poderoso, como pode permitir o sofrimento? Realmente importa o que eu creio, contanto que eu seja sincero? Escritos por alguns dos mais respeitados eruditos adventistas, os temas escolhidos giram em torno de importantes e profundas perguntas da fé cristã, que foram respondidas de forma inteligente, consistente e agradável. Clique aqui e adquira o seu.

feNÃO TENHO FÉ SUFICIENTE PARA SER ATEU – Escrito por Norman Geisler e Frank Turek, o livro reúne os principais argumentos teístas, numa apologética simples, resumida e convincente. Duas ressalvas: os autores defendem o mito do inferno eterno e mencionam o domingo como dia de guarda. Clique aqui e adquira o seu.

historia_vida_capaA HISTÓRIA DA VIDA – Depois de dez anos da publicação de A História da Vida, o livro passou por uma atualização e esta nova edição revista reúne o que há de mais atual com respeito à controvérsia entre criacionismo e evolucionismo – sem perder a característica que identifica a obra desde o início: a linguagem é simples e o conteúdo, acessível. O autor procura responder perguntas como estas: Deus existe? Qual a origem do Universo e da vida? A teoria da evolução é coerente? O criacionismo é científico? Podemos confiar na Bíblia? O dilúvio de Gênesis é lenda ou fato histórico? De onde vieram e para onde foram os dinossauros? O que dizer dos métodos de datação? Clique aqui e adquira o seu.

defesaEM DEFESA DA FÉ – O jornalista ex-ateu Lee Strobel se propôs mostrar as “incoerências e contradições” do cristianismo. Depois de anos de investigação e pesquisa, abandonou o ateísmo e se tornou um dos grandes apologetas cristãos contemporâneos. No livro Em Defesa de Cristo, Strobel expõe diversos argumentos favoráveis e contrários à pessoa de Jesus. No Em Defesa da Fé, ele trata de um dos fundamentos do cristianismo: a fé. Strobel lida com objeções como: (1) Uma vez que o mal e o sofrimento existem, não pode haver um Deus amoroso. (2) Uma vez que os milagres contradizem a ciência eles não podem ser verdadeiros. (3) A evolução explica a origem da vida, de modo que Deus não é necessário. (4) Se Deus mata crianças inocentes, Ele não é digno de adoração. Etc. Clique aqui e adquira o seu.

morte razaoA MORTE DA RAZÃO – A Morte da Razão: Uma Resposta aos Neoateus é uma resposta ao livro Carta a Uma Nação Cristã, do ateu militante Sam Harris, mas bem pode ser lido como uma resposta breve ao neoateísmo de modo geral, defendido por figuras como Dawkins, Hitchens, Dennett e outros. O indiano Ravi Zacharias sabe muito bem do que está falando, pois foi ateu e, no tempo em que cursava filosofia em Nova Délhi, por sugestão das ideias de Albert Camus, tentou o suicídio. Não foi bem-sucedido e acabou no hospital. Ali ganhou uma Bíblia e sua vida deu uma guinada. O livro tem apenas 110 páginas, mas traz inspiração e lições para uma vida. Clique aqui e adquira o seu.

lennoxPOR QUE A CIÊNCIA NÃO CONSEGUE ENTERRAR DEUS – Escrito pelo matemático britânico John C. Lennox, da Universidade de Oxford, o livro Por Que a Ciência Não Consegue Enterrar Deus defende com argumentos sólidos e linguagem clara a coexistência entre o conhecimento científico e o religioso. Um dos pontos fortes da obra são as citações de pensadores e autores importantes e as comparações e ilustrações (como o “bolo da tia Matilde”), que ajudam na compreensão do conteúdo. Clique aqui e adquira o seu.

descobreA CIÊNCIA DESCOBRE DEUS – Em seu livro A Ciência Descobre Deus, o biólogo Dr. Ariel Roth menciona a ocasião em que visitou a famosa Abadia de Westminster, na Inglaterra. Ali estão sepultados Newton e Darwin. Roth relembra: “Quando visitei os túmulos desses dois ícones do mundo científico, não pude deixar de meditar sobre o legado contrastante sobre Deus que ambos deixaram à humanidade. […] A vida de Newton ilustra claramente como a excelência científica e uma firme fé em Deus podem andar de mãos dadas.” Roth lida de forma competente com perguntas como estas: Será que um Designer criou nosso universo, ou ele evoluiu de maneira espontânea? Pode a ciência ser objetiva e, ao mesmo tempo, admitir a possibilidade de que Deus existe? Isso faz diferença? Deus existe? Segundo Roth, a própria ciência está oferecendo as respostas. Clique aqui e adquira o seu.

everton1REVISITANDO AS ORIGENS – O livro Revisitando as Origens, do mestre em imunogenética Everton Fernando Alves, convida-nos a conhecer e explorar assuntos atualizados sobre as origens, organizados em dois núcleos temáticos que se complementam, a saber: História Geológica da Terra e História da Vida na Terra. Esses temas têm gerado muita controvérsia, até mesmo dentro da própria comunidade criacionista. O autor incorporou no livro uma pesquisa sistemática que vinha fazendo ao longo de vários anos a fim de construir um referencial bibliográfico de peso, no fim de cada capítulo. O objetivo da obra é fazer com que mais pessoas tenham acesso a essas evidências científicas difíceis de ser encontradas, e que amparam o relato bíblico em várias áreas do conhecimento humano. Clique aqui e adquira o seu.

 

verdade-absolutaVERDADE ABSOLUTA – Subtítulo: Libertando o cristianismo de seu cativeiro intelectual. Nancy Pearcey se converteu em grande parte graças às ideias de Francis Schaeffer (outro autor que vale a pena conhecer). Pós-graduada em teologia e filosofia, ela é catedrática no Instituto de Jornalismo Mundial e professora convidada da Universidade Biola, na Califórnia, e do Discovery Institute. A tese da autora é de que “somente pela recuperação de uma visão holística da verdade total podemos libertar o evangelho para que se torne uma força redentiva que permeie todas as áreas da vida”. Pearcey relata sua jornada pessoal como estudante luterana, sua rejeição da fé e seu retorno a Deus. Ela relata, também (entre outras), a história do filósofo cristão Alvin Plantinga (outro que vale muito a pena ler), que provocou a volta para a comunidade filosófica de acadêmicos comprometidos com uma visão teísta da filosofia analítica. O livro ajuda a mostrar a relevância do cristianismo para uma sociedade pós-moderna que vive numa espécie de vácuo intelectual.

everton2TEORIA DO DESIGN INTELIGENTE – Teoria do Design Inteligente, escrito pelo mestre em imunogenética Everton Fernando Alves, é uma das duas primeiras obras genuinamente brasileiras, relevantes e exclusivas acerca do design inteligente. São 31 capítulos fundamentados em mais de 350 artigos científicos (revisados por pares) que confirmam as teses do design inteligente. Clique aqui e adquira o seu.

por_que_creioPOR QUE CREIO – O livro reúne 12 entrevistas feitas pelo jornalista Michelson Borges com pesquisadores de áreas diversas, como física, bioquímica, matemática, biologia, arqueologia e teologia. Onze deles contam por que são criacionistas e apresentam fortes argumentos a favor do modelo. O último entrevistado é o bioquímico Michael Behe, autor do livro A Caixa Preta de Darwin (leitura que também vale a pena). Behe expõe argumentos que demonstram a insuficiência epistêmica do darwinismo. Clique aqui e adquira o seu.

ceticismoO CETICISMO DA FÉ – Em O Ceticismo da Fé: Deus, uma dúvida, uma certeza, uma distorção, o teólogo e arqueólogo Rodrigo Silva apresenta um estudo profundo sobre a existência de Deus. O objetivo primário da obra, entretanto, não é um convencimento sobre Deus, mas acompanhar crentes e descrentes nessa jornada sem-fim, inerente a todo ser humano em busca da verdade. René Descartes ajudou Rodrigo a ter o insight: “O homem deve desconfiar de tudo para poder acreditar em alguma coisa.” Este livro convida o leitor, seja o ateu ou o religioso mais convicto, a questionar, a pensar, a se comprometer sinceramente com a dúvida, a fim de que sua sistematização o conduza a grandes certezas. Clique aqui e adquira o seu.

misteriosMISTÉRIOS DA CRIAÇÃO – Juntamente com o Dr. Humberto Rasi, o biólogo Dr. James Gibson organizou o livro Mistérios da Criação. A obra reúne um “time de peso” formado por cientistas e pesquisadores, muitos dos quais ligados ao Geoscience Research Institute. Temas como a harmonia entre a ciência e a Bíblia, evidências da existência do Criador, Big Bang e origem da vida, dinossauros e métodos de datação, dilúvio e registro fóssil, entre outros (ao todo, 20 questões científicas), são tratados com clareza e profundidade. Clique aqui e adquira o seu.

origensORIGENS – É possível harmonizar a ciência e a Bíblia? A ciência moderna, por meio da teoria da evolução, conseguiu refutar a narrativa bíblica da origem da vida? Quem aceita a teoria criacionista precisa, necessariamente, rejeitar a ciência? O cientista criacionista Dr. Ariel Roth procura demonstrar que a harmonia entre a ciência e a religião bíblica nos traz uma compreensão mais completa do mundo que nos cerca e do significado da existência humana. Roth é doutor em Zoologia pela Universidade de Michigan, Estados Unidos. Clique aqui e adquira o seu.

escavandoESCAVANDO A VERDADE – Escrito pelo professor de teologia e doutor em Arqueologia Rodrigo Silva, Escavando a Verdade: A Arqueologia e as incríveis histórias da Bíblia “não se trata de um livro técnico, muito menos exaustivo. Aqui vamos tratar das evidências do Antigo Testamento e da vida de Jesus no Novo Testamento”. Rodrigo participou de escavações em várias partes do mundo, além de ser o apresentador do programa “Evidências”, da TV Novo Tempo. Portanto, nas 176 páginas de seu livro, ele fala do que viu e tocou e não apenas do que pesquisou ou leu. Clique aqui e adquira o seu.

no_principioNO PRINCÍPIO – De onde viemos? Esta é uma das perguntas fundamentais abrigadas no espírito humano. Duas respostas se destacam, entre tantas outras. Muitos creem que somos resultado de milhões de anos de um longo processo evolutivo. Outros acreditam que a vida surgiu de uma criação recente, há poucos milhares de anos. Em diversos contextos, a teoria da evolução tem sido vendida como fato científico, e a criação é rotulada como folclore religioso. Entretanto, a realidade é bem mais complexa. Ao ler esta obra, você encontrará respostas honestas para dilemas cruciais enfrentados por ambos os lados no acalorado debate sobre as origens. Com uma abordagem séria e acadêmica, tanto quanto acessível, este livro renovará sua compreensão sobre esse tema polêmico. Clique aqui e adquira o seu.

ortodoxiaORTODOXIA – Grande pensador do século 19, dono de um estilo bem-humorado, G. K. Chesterton critica com classe e profundidade as incoerências do pensamento ateu. C. S. Lewis, outro ex-ateu famoso, foi profundamente influenciado pelas ideias de Chesterton. Nesse livro, lançado em 1908, Chesterton refaz sua trajetória espiritual e mostra como mudou do agnosticismo à crença. Ele provoca: “Para responder ao cético arrogante, não adianta insistir que deixe de duvidar. É melhor estimulá-lo a continuar a duvidar, para duvidar um pouco mais, para duvidar cada dia mais das coisas novas e loucas do Universo, até que, enfim, por alguma estranha iluminação, ele venha a duvidar de si próprio.” Clique aqui e adquira o seu.

Frases de Ellen WhiteEDUCAÇÃO – A verdadeira educação significa mais do que avançar em determinado programa de estudos. É com isso em mente que Ellen White enfatiza a importância de harmonizar o que é verdadeiro com o desenvolvimento completo das capacidades do ser humano. Não basta conquistar diplomas, ter um corpo perfeito ou ganhar muito dinheiro. Ser educado, no  entendimento da autora, é ter autonomia e autocontrole, é pensar e agir com base em princípios tão poderosos como o amor e a honestidade. Por isso, desde 1903, ano em que foi publicado, este livro tem resistido ao tempo e tem sido uma ferramenta valiosa para sucessivas gerações de educadores, pais e estudantes. Clique aqui e adquira o seu.

TODOS os da Sociedade Criacionista Brasileira. Clique aqui e conheça.

Tem ou não tem doutrinação na universidade?

Recentemente, postei em minha página no Facebook o vídeo “Perdemos nossa filha”. Trata-se do testemunho de uma mãe arrasada pelo fato de a filha ter sido doutrinada por uma professora marxista e por ideologias que a afastaram da família e dos ensinamentos e valores que recebeu ali. Confira:

Se o vídeo é real ou não, se foi produzido ou se tinha motivações políticas, isso não vem ao caso agora (até porque conheço a realidade de pessoas próximas que corrobora o testemunho dessa mãe). Postei o vídeo mais para ver a reação dos seguidores da minha página e das pessoas que teriam contato com esse conteúdo. Dezenas de comentários a favor e contra foram escritos. Quero destacar aqui quatro deles, omitindo os nomes, evidentemente:

“Sou adventista do sétimo dia e estou na Universidade […]. Amo estudar o marxismo, pois desmascara também a hipocrisia das religiões e de muitos líderes. Amo a Palavra de Deus e sou fiel ao Deus que criou todas as coisas. […] O marxismo não doutrina ninguém, se o que lhe foi ensinado em casa o edificou. Amo o marxismo, mas somente Deus é o meu porto seguro.”

“As pessoas não entendem porque têm medo de estudar. Como se algo místico acontecesse quando alguém lê o contraditório.”

“Esse anti-intelectualismo da igreja tem me envergonhado. Como responder quando nos chamam de ‘bitolados’?”

“‘Examinai tudo, retende o bem’ (1Ts 5:21). É simples assim. Deus quer um culto racional. Ele não nos deu a capacidade de pensar, estudar e questionar em vão. Não podemos doutrinar nossos jovens. Devemos ensiná-los a escolher o melhor caminho, e o ensino percorre a estrada do conhecimento. É triste ver muitas pessoas importantes no meio adventista interpretando essa questão de forma tão oposta.”

Depois de ler todos os comentários, postei minha resposta:

Olá, amigos. Gostei dos comentários postados aqui e admito que divulguei esse vídeo em minha página justamente para “medir a febre”.

Bem, primeiramente, como pai de adolescentes, jamais teria coragem de julgar essa mãe. Minha esposa e eu fizemos e temos feito o máximo que podemos para dar a nossos filhos uma boa educação, estimulá-los à leitura e ao aprendizado, bem como ao desenvolvimento de uma visão crítica do mundo. Além disso, procuramos ajudá-los a ter um relacionamento pessoal com Jesus. Mas não é fácil. As ideologias concorrentes sempre estão assediando nossos jovens. Quem é pai/mãe aqui sabe muito bem do que estou falando. E se ainda não é um dia vai compreender…

Falou-se muito em abertura para o contraditório e desenvolvimento de visão crítica, e isso é muito importante, obviamente. Só que na universidade raramente se faz isso. Cursei jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) há mais de vinte anos e praticamente toda a literatura com que tive contato, indicada pelos professores, era de cunho marxista. Somente anos depois de formado é que fui conhecer autores conservadores e críticos do marxismo. Finalmente, estava tendo contato com o contraditório, mas, infelizmente, isso não ocorreu na universidade. Pude assistir ao naufrágio da fé de colegas que iniciaram o curso se declarando cristãos e migraram para o ateísmo, para o materialismo, para o misticismo – e alguns para coisas piores, como comportamentos de risco, sexo casual e vício em drogas que, já naquele tempo, “rolavam soltas” pelo campus. Como dizer para quem abraça o relativismo (outra praga intelectual) que essas coisas são erradas? Às vezes, tudo o que se pode fazer é deixar que o tempo, a maturidade e a perda da saúde falem mais alto.

O fato é que os jovens cristãos não são adequadamente preparados para enfrentar esse mundo, essa doutrinação anticristã. E quando chegam à universidade se encantam, ficam deslumbrados com o que consideram finalmente o saber, o verdadeiro conhecimento. Acham que estão descobrindo a roda e ignoram o fato de que existe muita literatura apologética boa com a qual deveriam ter entrado em contato antes mesmo do vestibular. Se tivessem desenvolvido uma sólida cosmovisão cristã, aí, sim, poderiam “dialogar” com as teorias que lhes são apresentadas. Aí, sim, poderiam colocar à prova seus conhecimentos e suas convicções. Mas chegam ao ambiente acadêmico incapazes de responder ao desafio de 1 Pedro 3:15. Chegam ao campus imaturos e sem as balizas morais e intelectuais necessárias nas quais se apoiar quando são postos à prova.

Culpa deles? Não totalmente. O problema começa em casa e passa pela igreja. Os pais têm que fazer a parte deles desde bem cedo. Se decidiram ter filhos, têm que assumir essa responsabilidade – a mais elevada na vida de um ser humano. Na igreja, os líderes precisam parar de tratar ideias como o darwinismo e o marxismo como se fossem “bobagens” com as quais nem se deve perder tempo. Quando as crianças crescerem e forem para a universidade, perceberão que seus líderes espirituais estavam errados. Aquelas ideias não eram bobagem. Elas têm algum embasamento teórico. E agora? Com quem ficar? Com o ancião da igreja ou com meu professor PhD?

A igreja tem que promover mais encontros de universitários e pré-universitários com conteúdo sólido e verdadeiro incentivo ao pensamento crítico. Eventos que não sejam mero entretenimento, mas espaços para o desenvolvimento intelectual, para forçar os “músculos mentais” da nossa moçada. E, sobretudo, é preciso levar os jovens a se encantar com Jesus, o Mestre dos mestres, e com Sua Palavra inspirada. Somente assim nossos estudantes poderão ser representantes da verdade em ambientes nos quais ela não mais é valorizada. Somente assim poderão ser Daniéis e Danielas em Babilônia.

(Só mais um detalhe: o “analisar tudo” de Paulo não se refere a “tudo”, como se precisássemos ler sobre bruxaria e pornografia, por exemplo, para saber que essas coisas não prestam; leia-se o contexto e será possível perceber a que “tudo” o apóstolo se refere.)

Um abraço a todos.

Michelson Borges

Ministério 11G indica livro Terra de Gigantes

Controvérsia no Twitter: um laboratório para a perseguição

hatersOntem um dos assuntos que mais “bombaram” no Twitter foi Levítico 18, especificamente o verso 22, que diz: “Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante.” Foi uma enxurrada de comentários, a maioria dos quais negativos, condenatórios e/ou jocosos. Ateus criticando a Bíblia e dizendo que os que levam esse verso a sério deveriam também evitar roupas com dois tipos de tecidos e não aparar a barba, conforme orientam outros textos do mesmo livro bíblico. Outros ainda chamaram atenção para o fato de que a maioria dos cristãos que usam o verso 22 não se preocupam com as recomendações dietéticas de Levítico 11 e comem de tudo – e nisso estão certos os críticos.

Como sempre, o contexto é importante para se avaliar um texto. Muitas ordens contidas no Pentateuco eram direcionadas para um povo que vivia cercado pela idolatria e que havia pouco tempo tinha sido libertado de uma nação pagã com costumes idolátricos e ocultistas. É nesse cenário que os livros de Moisés devem ser analisados e seus princípios permanentes identificados. Por isso, pergunto: No que diz respeito à alimentação, o que mudou? O porco, por exemplo, deixou de ser porco? O corpo humano e seu sistema digestório mudaram também? E no quesito sexualidade, o que mudou? O verso 23 de Levítico também condena o sexo com animais? Isso mudou? Agora pode? O incesto igualmente é condenado na Bíblia? Um dia será aceitável? É bom lembrar que as práticas homossexuais também são reprovadas no Novo Testamento e que a Bíblia sempre faz separação entre pecado e pecador, pois Deus odeia o primeiro e ama o segundo.

Dito isto, a controvérsia de ontem serviu de laboratório para o que vem por aí. Pessoas que levam a Bíblia a sério e procuram se pautar por seus ensinos são facilmente hostilizadas e tachadas de fundamentalistas, retrógradas e preconceituosas. O espírito do tempo é que determina como a Bíblia deve ser lida e interpretada, e não o contrário. O cúmulo da contradição foram algumas pessoas que se disseram cristãs, mas que desprezam abertamente a Palavra de Deus. Esquecem-se de que só são cristãs porque a Bíblia existe…

Num futuro próximo, o sábado será o ponto de controvérsia. O assunto estará na boca do povo e nas redes sociais. Estaremos prontos para responder no espírito de 1 Pedro 3:15? “Na peleja a ser travada nos últimos dias estarão unidos, em oposição ao povo de Deus, todos os poderes corruptos que apostataram da lealdade à lei de Jeová. Nessa peleja, o sábado do quarto mandamento será o grande ponto em litígio, pois no mandamento do sábado o grande Legislador Se identifica como o Criador dos céus e da Terra” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 392). “Como o sábado se tornou o ponto especial de controvérsia por toda a cristandade, e as autoridades religiosas e seculares se combinaram para impor a observância do domingo, a recusa persistente de uma pequena minoria em ceder à exigência popular, fará com que essa minoria seja objeto de ódio universal” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 615).

Aliás, recentemente experimentei uma amostra grátis disso no Facebook (confira aqui).

Deus nos ajude a estar preparados para os tsunamis de oposição reais e virtuais que vêm por aí, afinal, o dragão está irado contra a mulher (quem lê entenda)!

Michelson Borges

É obrigatório ir aos cultos no sábado?

A diverse church congregation worshipping together - Buy creditsTereza, do Rio de Janeiro, perguntou:

– Olá, pastor! Estou com uma dúvida e penso que o senhor poderá me ajudar. É preciso ir à igreja todo sábado? Não tenho conseguido ir, e minha mãe fala que é errado; porém, eu penso que não adianta ir todos os sábados se não estiver bem para receber a Palavra de Deus. Gostaria de uma resposta, pois isso tem me intrigado muito. Um abraço e que Deus o abençoe.

O pastor respondeu:

– Tereza, se você entende que ir aos cultos todos os sábados é uma obrigação, não vá. Se você entende que ir aos cultos todos os sábados é bobagem, não vá. Se você entende que ir aos cultos todos os sábados é muito chato, não vá. Se você entende que ir aos cultos todos os sábados é perda de tempo, não vá. Se você entende que não ir aos cultos todos os sábados é pecado, não vá. Vá aos cultos, Tereza, somente nas circunstâncias a seguir: quando você entender que ir aos cultos é uma resposta de amor a Deus por todo o amor que você recebe dEle constantemente; quando você entender que é preciso alimentar sua fé com a Palavra de Deus e com o Pão da Vida que é Jesus; quando você entender que você participa de uma grande família e que, quando você não vai, seu lugar fica vazio na igreja e também na mesa de Jesus; quando você entender que não basta ter fé, é preciso viver a sua fé; quando você entender que o sábado é o santo dia do Senhor, de “curtir” a família, os amigos, a vida – principalmente é dia de “curtir” o Deus maravilhoso que a ama de todo o coração. Sabe, Tereza, certamente você já deve ter experimentado aquela sensação de que o culto não muda. É tudo igual, tudo repetitivo, etc. Lembre-se, porém, de que sua família não muda e você a ama; sua escola é a mesma, e você a frequenta; seus amigos são os mesmos e você não enjoa deles. Você vai ouvir também de muita gente que ir aos cultos só vale quando a gente tem vontade. Eu também acho. Mas também acho, querida, que devemos educar nossa vontade para querer coisas boas que nos fazem crescer, que nos fazem felizes.

Apocalipse – “Digno é o Cordeiro”

cordeiro-de-deusOs capítulos 4 e 5 do Apocalipse apresentam a entronização de Jesus ao ser recebido no Céu logo após Sua ascensão e a garantia de que Ele nos dará um destino feliz e eterno. O capítulo 4 é ambientado ao redor do trono do Universo, onde milhões de anjos e criaturas redimidas adoram a Deus e ao Cordeiro por causa da criação e da redenção. Esse ambiente prepara o cenário para o capítulo 5, no qual se dá a cena do Cordeiro sendo destacado como o único digno de abrir um livro simbólico que diz respeito ao futuro dos seres humanos.

Notas importantes

 Os números referentes aos “24 anciãos” ou aos “quatro seres viventes” devem ser considerados apenas simbolicamente, pois no Apocalipse muito raramente os números são literais (ex.: sete Espíritos, sete olhos, 144 mil, etc.). Portanto, não sabemos quantas pessoas foram ressuscitadas e estão no Céu com Jesus, ou qual é o número real dos poderosos seres angelicais que estão na presença imediata de Deus. Esses números podem ser exatos, como também podem ser mais ou até menos. O importante é a mensagem que eles transmitem.

Sobre as misteriosas criaturas chamadas “seres viventes”, esses quatro são os seres angelicais mais próximos do trono de Deus e mais magníficos em poder. Os detalhes da descrição desses anjos não devem ser considerados de modo literal. Uma evidência disso é o fato de que em Ezequiel 1:6 e 10 cada um dos quatro seres tem quatro rostos (um de humano, um de leão, outro de boi e outro de águia), ao passo que em Apocalipse 4 cada um deles tem apenas um rosto (ou de homem, ou leão, ou boi ou águia). Isso é uma evidência de que não se trata de uma descrição literal, mas que os símbolos são importantes para transmitir uma mesma mensagem (talvez a de que esses anjos especiais possuem as principais características dos seres representados pelos “rostos” ou “caras”).

Há outras semelhanças e diferenças interessantes a respeito desses seres angelicais vistos por Ezequiel, Isaías e João. Em Ezequiel, os quatro seres viventes vistos no capítulo 1 são depois chamados de “querubins” (Ez 10:15, 20), mas em Isaías 6:2 eles são “serafins”. Em Apocalipse 4:8 e Isaías 6:2 esses seres são representados com “seis asas”, mas em Ezequiel 1:6 com apenas “quatro asas”. Portanto, é um equívoco fazer diferenciações entre querubins e serafins, ou considerar como literal apenas um ou outro aspecto das descrições e ignorar as outras. Por exemplo, quando alguém afirma que querubins ou serafins têm seis asas e usam literalmente duas delas para cobrir os pés, duas para cobrir o rosto e duas para voar, é porque não leu os outros textos, pois nesse caso eles também teriam que ter, necessariamente, “dois pés direitos” (Ez 1:7), com “solas como de bezerra” (Ez 1:7), teriam que ser “cheios de olhos, por dentro e por fora” (Ap 4:6, 8) e cada um deles teria “quatro rostos”, sendo um de humano, outro de leão, outro de águia e outro de touro (Ez 1:6, 10)! Ou seria cada um com apenas um desses quatro rostos (Ap 4:7)? Assim vemos que se trata de símbolos e não de uma descrição literal.

Portanto, diferentemente do pensamento religioso popular, as palavras “querubim” e “serafim” não descrevem dois tipos diferentes de anjos, mas, sim, duas características dos mesmos seres. No hebraico, “querub” significa “cobrir” (por estarem mais próximos da glória de Deus, “cobrindo-a”); e “seraf” significa “[fogo] ardente” (uma provável referência à sua radiante luz). O “im” no final das palavras em hebraico é a marca do plural, assim como o nosso “s” em português. Assim, a palavra “querubim” descreve a função desses anjos específicos (“cobridores”), e “serafim” descreve a aparência deles (de fogo).

Perguntas para discussão e aplicação

1. Os eventos dos capítulos 4 e 5 do Apocalipse acontecem na “sala do trono” de Deus. Baseando-se nos detalhes da Bíblia, como você imagina esse lugar e o que acontece ali? O que mais impressiona você ao imaginar esse lugar e por quê? Em sua opinião, o que será diferente lá após a segunda vinda de Jesus?

2. Leia Apocalipse 4:11 e 5:12. Por que os temas da criação e da redenção são motivos suficientes para todas as criaturas adorarem a Deus com tanta alegria e devoção? Para você, por que a redenção dos seres humanos causa tanta admiração nos seres angelicais, os quais mencionam isso em sua adoração?

3. Na adoração das criaturas no Céu, os atos da criação e da redenção de Deus são narrados e celebrados. Por que isso deve acontecer na verdadeira adoração?

4. Os “24 anciãos” são uma figura simbólica para se referir aos seres humanos que foram ressuscitados e subiram ao Céu junto com Jesus (Mt 27:50-53; 1Co 15:22, 23). Em sua opinião, de que forma Jesus transmite ao Universo a ideia de imparcialidade e justiça ao ter seres humanos junto a Ele participando do tribunal celestial? Por que é tão importante saber que já há pessoas no Céu (as “primícias”) representando todos os que estarão lá um dia?

5. Os “quatro seres viventes” representam anjos do mais alto “escalão” – os querubins ou serafins (não existe a categoria de “arcanjos”). A descrição desses anjos no Apocalipse (bem como em Ezequiel 1 e Isaías 6) é obviamente simbólica, pois, caso contrário, eles seriam uma incrível aberração! Contudo, quais lições poderosas são transmitidas ao eles serem representados como “cheios de olhos, na frente e atrás” e “por fora e por dentro” (Ap 4:6, 8), ou com “dois pés direitos” (Ez 1:7), e ainda com características de humanos, touros, leões e águias (Ez 1:10; Ap 4:7)?

6. O capítulo 4 descreve o cenário (o salão do trono de Deus) para o que ocorre no capítulo 5: a abertura do misterioso rolo/livrinho que contém o destino de toda a humanidade ou seu veredito. Leia Apocalipse 5:9. Por que somente Jesus foi “digno” de abrir esse misterioso rolo? Como você reage em gratidão a Jesus e ao Pai pelo preço que Ele pagou para nos resgatar? Como podemos viver naturalmente em gratidão e adoração, como os seres angelicais no salão do trono, “de dia e de noite, sem descanso” (Ap 4:8)?

7. Em resumo, que lições podemos aprender sobre a verdadeira adoração em Apocalipse 4 e 5? Como nosso estilo de vida revela “a quem” adoramos ou “se” adoramos?

8. De que forma a guarda do sábado traz à memória os dois principais motivos para a adoração a Deus (criação e redenção)? Tendo isso em mente, como podemos aproveitar melhor as horas sagradas do sábado para comunhão e adoração?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR