Ioga, meditação transcendental e cristais são compatíveis com a fé cristã?

ioga“No panteísmo, o grande dilema da existência humana não é o pecado. […] O dilema humano é que não sabemos que fazemos parte de deus. Pensamos que somos indivíduos, com existência e identidade distintas. É o que gera a ganância e o egoísmo, conflitos e guerras. […] A meta dos exercícios espirituais é livrar a mente da ilusão da individualidade. A meta dos exercícios religiosos é nossa reunião ao deus que está dentro de nós, a fim de recuperarmos o senso de que todos somos deus. Com esta análise entendemos a razão da proliferação desnorteante de técnicas do movimento Nova Era: ioga, meditação transcendental, cristais, centralização, tarô, dietas, visualização e todo o resto. Apesar da grande variedade, o propósito de todas essas técnicas é dissolver os limites do eu e recuperar um senso de unidade universal” (Nancy Pearcey, Verdade Absoluta, p. 166),

Quando não se compreende que ser cristão é permitir que a Bíblia afete toda a vida (religiosa, social, política, econômica, estética, afetiva, emocional, profissional, física, etc.), a identidade cristã torna-se fluída e passa a ser moldada pelos modismos de cada época. Cuidado! “Não vos conformeis com este mundo” (Rm 12:2).

Jefferson Araujo

Nota: Antes de me tornar adventista, por ter lido muitos livros científicos e ter desenvolvido uma mentalidade relativamente cética (algo que ainda procuro cultivar), pseudociências como a astrologia (horóscopo) e as tais terapias alternativas (como a iridologia e a homeopatia, por exemplo) já me deixavam desconfiado. Depois que estudei a fundo a Bíblia Sagrada, tornei-me adventista e procurei desenvolver uma sólida cosmovisão cristã, pude perceber que minha desconfiança anterior era realmente válida. Antes da minha conversão, cheguei a me interessar pela parapsicologia, pois me pareceu “científica”. Ledo engano. Graças a Deus, a verdade me libertou (João 8:32) e a mensagem bíblico-adventista me satisfez plenamente. Faz vinte anos que medito, mas não para esvaziar a mente e buscar algo dentro de mim. Faço isso para, ao contrário, encher minha mente com as verdades bíblicas. A oração do tipo abrir o coração a Deus como se faz com um amigo é terapêutica e libertadora. E me traz uma satisfação indescritível o serviço pelo semelhante, ajudando as pessoas em suas necessidades e, principalmente, compartilhando com elas a mensagem do meu amigo Jesus – só entende quem faz isso.

Hoje percebo que algumas pessoas têm feito uma espécie de caminho contrário. Talvez por terem nascido em um contexto adventista tenham se acostumado com uma mensagem que é impactante e transformadora para os que a encontram ou são encontrados por ela. Alguns acabam buscando no “canto da serpente” algum tipo de satisfação que não conseguem encontrar naquilo que veem como banal e comum devido à familiaridade. Partem em peregrinações, em “buscas interiores”, tentam sincretizar a fé com ideias e ideologias perigosas. Embora sejam “aqui de dentro”, como muitos lá fora poderão descobrir que essas “alternativas” de fato não satisfazem, pois os afastam de Deus e os aproximam do nada. Que o Espírito Santo os liberte e faça com que sintam a verdadeira paz e satisfação que vêm da comunhão com o Criador. [MB]

Recomendo o livro Medicina Alternativa: A armadilha dourada, da CPB.

Leia também: “Buscando a paz no lugar errado”, “Ioga é destaque na imprensa” e “SUS libera mais terapias sem base científica”

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