A foto que é o cúmulo da nerdice

nasa3aEm 2015, fui convidado a apresentar palestras criacionistas em Zurique e Genebra, na Suíça. Na segunda cidade, aproveitei para conhecer a famosa Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em inglês), onde fica o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, do inglês Large Hadron Collider (Grande Colisor de Hádrons), com seus 27 km de circunferência (parte da estrutura está em território francês). Fiz uma visita guiada juntamente com um grupo de turistas de vários países (confira o vídeo aqui). Depois de conversar um pouco mais com o guia, fui até uma pequena loja e comprei algumas lembranças, entre as quais uma camiseta azul com uma ilustração que representa uma colisão de partículas. Conhecer o CERN foi algo muito significativo para mim, já que na minha adolescência acompanhei com muito interesse a construção desse laboratório que tem trazido muito conhecimento na área de física de partículas. Lia tudo o que podia sobre isso na época.

Dois anos depois, fui convidado a dirigir uma série de palestras em Orlando, na Flórida. Como estava a pouco mais de uma hora de Cabo Canaveral, onde fica o Kennedy Space Center, local de lançamento de foguetes da NASA, não perdi a chance de visitar o complexo (veja o vídeo aqui). Além do simulador de decolagem e das fantásticas exibições em vídeos (alguns em 3D), com documentários bem-feitos a respeito das conquistas espaciais da agência, há ali também foguetes e naves originais, como o Saturno V e o ônibus espacial Atlantis. Nem preciso dizer que desde a minha infância acompanho tudo o que posso sobre a exploração do espaço (aliás, como muitas crianças, também quis ser astronauta; meu filho é ainda mais ambicioso: quer ser o primeiro pastor adventista a pisar na Lua).

Quando eu nasci, fazia apenas três anos que os astronautas norte-americanos haviam pousado em nosso satélite natural (sim, pousaram). Lá no complexo da Nasa em Cabo Canaveral tem até um pedaço de rocha lunar em que se pode tocar. Ver de perto a Atlantis foi especialmente emocionante. E adivinhe com que camiseta eu fui… Sim, com aquela azul, do CERN. Cúmulo da nerdice, diriam meus amigos nerds lá da infância (amigos que, como eu, não perdiam um episódio de Star Trek e nos divertíamos desenhando e montando maquetes de naves espaciais). Tirei várias fotos lá no Kennedy Space Center (assim como no CERN), e uma delas, em que o Saturno V aparece ao fundo, estampa o cabeçalho da minha página no Facebook e do meu Twitter. Uma grata recordação com “sabor” de infância e com “cheiro” de futuro. Futuro?

Sim, visitar o CERN e a NASA me fez pensar no futuro. Não me tornei astronauta nem trabalho em um laboratório de pesquisas nucleares, mas ainda amo a boa ciência e aguardo dia em que poderei contemplar de perto as maravilhas do Universo, tanto as micro quanto as macroscópicas. Toda vez que me deparo com algum aspecto impressionante da pesquisa científica e dos avanços tecnológicos da humanidade me lembro do quarto último parágrafo do livro O Grande Conflito, de Ellen White:

“Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes – mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.”

Aguardo ansiosamente o dia em que terei acesso a esses tesouros e estarei diante do Criador de todos eles! O melhor de tudo é que não precisarei de nave espacial para isso; e, com a graça de Deus, em lugar de uma camiseta azul estarei usando roupas brancas reluzentes!

Michelson Borges

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