A mulher-maravilha e o homem-banana

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“Quando a gente chora, sofre, lamenta o fato ocorrido ontem, parece estar anestesiado ou gostar da anestesia que nos faz esquecer tão logo surja o fato de amanhã, que terá o mesmíssimo tratamento.” Horas antes de morrer tragicamente em um acidente de helicóptero em São Paulo, o jornalista Ricardo Boechat disse essas palavras em seu comentário num programa de rádio. “Anestesia” parece ser uma palavra adequada para descrever uma das imagens que mais me chocaram enquanto lia sobre o triste ocorrido. Uma mulher correu para o caminhão que se chocou contra a aeronave e do qual o motorista tentava sair. Ela subiu ao lado da porta destruída e se esforçou o quanto pode para abri-la. Enquanto a equipe de resgate não chegava, ela lutava, pedia socorro, pedia ajuda. E o que fez um bando de marmanjos? Ficou ali, parado, registrando tudo com o celular para depois postar e entreter os amigos com mais um “ocorrido”. Completamente anestesiados, indiferentes, abobalhados. Palmas para a mulher-maravilha de verdade e uma enorme vaia para os homens-banana.

A foto também me fez pensar em minha missão como cristão. Ao ver pessoas sofrendo, presas às “ferragens” deste mundo de miséria, limito-me a observar ou tenho feito alguma coisa? Tenho procurado arrancar as amarras que imobilizam os pecadores em uma vida de escravidão? Cristãos precisam ser proativos como a mulher da foto e aproveitar toda e qualquer oportunidade para falar às pessoas do amor de Deus e da volta de Jesus. [MB]