Tragédias de uma geração doente

suzanoUma amiga me disse que uma menina de dez anos, conhecida de uma conhecida dela, quebrou o próprio braço. Para quê? Faltar à aula e chamar a atenção da mãe! Hoje pela manhã, por volta das 9h30, dois adolescentes encapuzados mataram oito pessoas (um desbravador, inclusive), feriram ao menos 17 e cometeram suicídio em seguida, em uma escola na cidade de Suzano, interior de São Paulo (que Deus tenha misericórdia dessas famílias). Se esses não são sintomas de um mundo doente, o que mais será? Se isso não é evidência de que o amor está esfriando, como predisse a Bíblia, o que mais será? Esta é uma geração doente, para a qual a vida perdeu o valor e a realidade é como se fosse um simples jogo de videogame. Estão anestesiados, entorpecidos em um mundo sem sentido do qual o Espírito Santo vai Se retirando paulatinamente.

Há poucos meses foi a tragédia inimaginável de Brumadinho que ceifou a vida de centenas de pessoas inocentes. Há poucos dias foi a súbita inundação em São Paulo, que matou 12 pessoas. Aviões caem, trens se chocam, crime, tráfico e violência aumentam. Será que ainda não deu para perceber que nosso lar não é aqui e que este é um planeta perigoso? Esconder a cabeça em um buraco e esperar a nuvem negra passar não vai adiantar nada. Com o aumento dessas mazelas sociais e ecológicas, aumentam também os casos de depressão, ansiedade e suicídios. Consequências de se viver em um mundo para o qual não fomos feitos. Não fomos feitos para viver embalados por músicas pervertidas. Não fomos feitos para virar noites assistindo a filmes e séries que banalizam a violência e o sexo, como se essas coisas não nos afetassem. Não fomos feitos para gastar horas intermináveis com os olhos grudados em uma tela consumindo lixo inútil que não eleva a alma e não edifica o caráter. Não fomos feitos para passar a maior parte do tempo entre quatro paredes, longe das pessoas, longe da natureza, longe da vida de verdade. Enfim, não fomos feitos para viver sem Deus. Nosso estilo de vida é tóxico, e estamos colhendo as consequências dessa toxicidade.

Não é Deus quem causa as tragédias, evidentemente. Ele sempre quer o nosso bem. Mas, como comparou C. S. Lewis, as catástrofes não causadas pelo Criador são, muitas vezes, Seu megafone a gritar que este mundo está com os dias contados e que só somos realmente felizes quando conectados com a fonte da vida. É como o remédio terrível que se usa como último recurso para tentar salvar o moribundo. Deus está chamando nossa atenção! Quando vamos acordar e deixar de lado o que não é prioridade? Quando vamos abandonar as picuinhas que nos dividem e concentrar forças no que realmente vale a pena?

Temos que clamar mais pelo poder do Espírito Santo a fim de concluir a obra de advertir o mundo da iminência da volta de Jesus, para que Ele efetivamente volte e acabe com esta miséria em que estamos atolados. Seis mil anos de história humana já foram suficientes para provar que não damos conta do recado. A solução virá do alto. E que venha logo!

Michelson Borges