Skol: quando de um extremo se vai ao outro

skolA cerveja Skol iniciou o ano convidando todas as pessoas a saírem do quadrado, da zona de conforto, e abrirem os olhares para novas perspectivas e para a beleza que existe nas diferenças. Agora, a marca cria o movimento “Redondo é sair do seu passado”. O uso da figura feminina nas campanhas, como foi feito no passado, não representa já há algum tempo o posicionamento da marca e esse projeto nasce para legitimar a evolução de Skol. Oito artistas foram convidadas para fazer releituras de pôsteres antigos da marca e mostrar, com sua arte, as mulheres do jeito que a Skol as vê, fortes e independentes. São elas: Eva Uviedo, Elisa Arruda, Carol Rosseti, Camila do Rosário, Manuela Eichner, Tainá Criola, Sirlaney Nogueira e Evelyn Queiroz, a Negahamburguer. Como resultado, surgiram diferentes visões e estilos, mas o mesmo ponto em comum: a mulher empoderada. O processo de criação das novas peças deu origem a um filme para o digital, que entrou no ar ontem à noite, Dia Internacional da Mulher, na página da cerveja no Facebook.

“Toda vez que nos deparamos com peças antigas de Skol, que mostram posicionamentos distantes do que temos hoje, surge uma vontade de redesenhá-las e reescrevê-las. Então, percebemos que é possível fazer isso e o primeiro passo foi assumir o passado para mostrar a nossa evolução. Para legitimar ainda mais este momento, fizemos questão de dar espaço para mulheres dizerem como gostariam de ser representadas, fazendo essa releitura de pôsteres antigos. Queremos cada vez mais dar voz a quem defende o respeito. Amplificando e aprofundando ações que conversem com o posicionamento da marca. Não é apagar a história. Ela aconteceu, mas ficou no passado. E redondo é deixar para trás o que não te representa mais”, comenta Maria Fernanda de Albuquerque, diretora de marketing da Skol.

(Grandes Nomes da Propaganda)

Nota: A matéria publicada no G1 diz também que, “no Dia Internacional da Mulher, a Skol lança um novo comercial em que mulheres ganham vozes em um bar para avisar aos desavisados que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive bebendo e não mais servindo, como historicamente visto em propagandas de cerveja”. Antes que ativistas feministas e feministos venham me atacar, quero lembrar que sempre critiquei em minhas palestras e em meus textos a objetificação da mulher (confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), inclusive destacando a ironia de certas feministas que procuram combater a exploração do corpo feminino protestando nuas! Mas não dá para deixar de perceber que entre as muitas conquistas femininas (entre elas as válidas, evidentemente) estão a de fazer sexo com quem quiser e beber até cair, como fazem muitos homens. Essa nova campanha da Skol é uma boa ilustração dos extremos a que a sociedade vai quando sai de um absurdo para abraçar outro, no caso, do machismo para o feminismo escancarados.

A Skol está pedindo que as pessoas indiquem bares com cartazes machistas ainda pendurados na parede para que seja feita a substituição. Sei não se o pessoal vai querer fazer essa troca… [MB]

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