Crer em Deus e viver com Ele também é uma questão de lógica


PrayingLógico que eu não creio em Deus apenas por uma questão de lógica ou porque a aposta de Pascal realmente faz sentido. Deus escreveu o Universo em linguagem matemática, como disse Galileu, mas meu relacionamento com Ele tem mais de intuição, inclinação e atração do que de dedução. Creio nEle e me relaciono com Ele porque vejo a atuação dEle em minha vida e na de outros. Sinto-O em diversas situações. Mas admito que isso é um tanto subjetivo e bem pessoal. Portanto, deixe essas ideias de lado por enquanto e me acompanhe noutra direção.

1. Deus existe. Há várias vias e vários argumentos que evidenciam isso (e não vou tratar deles aqui por falta de tempo e espaço; pesquise). Creio ser muito mais difícil provar o contrário. Talvez justamente por isso cerca de 90% da população mundial creia em algo ou alguém. Tentaram matar Deus durante vários anos, mas não conseguiram enterrá-Lo. Deus e a religião estão firmes na mente e na vida das pessoas. Na verdade, segundo pesquisas recentes, a fé cresce no mundo. Não é possível que tanta gente (nesse caso, quase todo mundo) esteja errada e que o 0,0000 alguma coisa dos descrentes estejam certos.

2. Neste mundo de pecado, há uma luta entre o que chamamos de “natureza espiritual” e a “natureza carnal” (ou, para ser redundante, “natureza natural”). Claro que essa dicotomia é, na verdade, artificial, pois, para quem crê em Deus, tudo é “espiritual”. Se essa batalha é real (e creio que é), o lado vencedor será aquele que for mais alimentado. Assim, se eu passo a maior parte do tempo assistindo a séries de conteúdo secular e até anticristão; se só leio livros que nada têm que ver com Deus e religião; se gasto horas e horas do meu tempo com esportes e outros passatempos; se apenas escuto músicas sem “conteúdo espiritual” algum; e se, em contrapartida, nunca tenho tempo para ler a Bíblia e livros religiosos, e não tomo tempo para conversar com meu Criador (oração), que lado será o vencedor nessa batalha?

3. A oração e o estudo devocional da Bíblia são dois dos meios apontados por Deus para mantermos comunhão com Ele e alimentarmos nossa “natureza espiritual”. Existem inúmeros relatos de situações aparentemente inexplicáveis e milagrosas envolvendo a oração. Há, inclusive, pesquisas nesse sentido. Também há inúmeras evidências de que a Bíblia Sagrada é um documento histórico confiável (novamente não terei tempo nem espaço para tratar disso aqui; pesquise). Portanto, no mínimo, eu deveria conceder a esses recursos o benefício da dúvida e experimentá-los.

4. Se Deus existe, a oração é eficaz e a Bíblia é confiável, a atitude mais sensata e lógica de qualquer ser humano seria buscá-Lo pelos caminhos que Ele apontou e, assim, fortalecer a “natureza espiritual” (de novo uso aqui a expressão para fins didáticos). Deixar de fazer isso não é uma atitude sábia nem lógica. Não tomar tempo para estar com Deus e, ainda por cima, alimentar a “natureza carnal” o tempo todo é um tipo de cegueira autoimposta, um suicídio espiritual consciente. Resumindo: uma péssima forma de exercer o livre-arbítrio. Afinal, se estou convencido de que Deus existe e conheço as formas de me manter em comunhão com Ele e, mesmo assim, dou as costas para esse conhecimento, que tipo de pessoa eu sou? No mínimo, um insensato. No máximo, um louco que tem coragem de dispensar o Todo-poderoso enquanto vive em um mundo perigoso, em total degradação e com a eternidade logo ali.

5. “Quero viver a minha vida, seguir o meu caminho. Por que Deus não deixa? Se eu não aceitar o plano dEle, minha única opção é morrer?” A resposta a essa ultima pergunta é “sim”, afinal, Deus não vai criar um planeta só para pecadores e manter vivo o câncer do pecado no Universo. Isso vai contra o caráter dEle e contra a própria natureza das coisas, afinal, vida só existe quando conectada com a fonte de vida. Que pai financiaria a destruição de um filho? Deus sabe que o mal nos destrói, que na beira do abismo às vezes só resta a quem ama jogar pedra em quem está quase caindo. Pode até machucar, mas vai salvar. É mentira de Satanás a ideia de que o Senhor nos esteja privando da felicidade. E essa mentira é antiga; começou no Céu, com a acusação de que Deus seria arbitrário. Deu no que deu.

Por favor, pense em tudo isso e tome a sua decisão o mais rápido possível. Mas decida com sabedoria e lógica.

Michelson Borges

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