A verdadeira joia do infinito

thanosO último filme dos Vingadores (da Marvel) bateu todos os recordes de bilheteria, superando até mesmo o até então imbatível “Avatar”, de James Cameron. “Ultimato” levou milhões de pessoas aos cinemas no dia da estreia. Nas últimas semanas não se falava de outra coisa entre os cinéfilos e fãs de quadrinhos. Thanos e suas joias do infinito estiveram na boca do povo. O arqui-inimigo da equipe de super-heróis é inspirado no Thanatos da mitologia grega, personagem que é a personificação da morte. Com um estalo de dedos, Thanos matou a metade da população do Universo. Como isso foi possível? O titã teve grande trabalho para reunir as chamadas joias do infinito e colocá-las em uma manopla. As joias cósmicas são: poder, tempo, mente, espaço, realidade e alma. Com elas, ele se tornou praticamente invencível. Ao ler sobre isso, pensei em outra joia do infinito…

Em sua primeira carta, Pedro escreveu: “Deixando, pois, toda a malícia, e todo o engano, e fingimentos, e invejas, e todas as murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo; se é que já provastes que o Senhor é benigno; e, chegando-vos para Ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso também na Escritura se contém: eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina, e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (2:1-9).

A pedra preciosa Jesus é poder, afinal, Ele é o Criador do Universo. Ele é onipotente e, por isso, podemos crer que fará tudo o que prometeu na Bíblia: recriar a Terra, ressuscitar os mortos com um “estalo de dedos” (1Co 15) e conceder-nos vida eterna.

A pedra preciosa Jesus é o Senhor do tempo. Segundo a Bíblia, Jesus existe desde toda a eternidade, assim como o Pai e o Espírito Santo. Em Isaías, Ele é identificado como o “Pai da eternidade”. Em Apocalipse, Ele é o alfa e o ômega, ou seja, o primeiro e o último, portanto, eterno. Em Miqueias é dito que Ele existe “desde os dias da eternidade”. Em João 8:58, Ele é o grande “Eu Sou”. Ellen White diz que nEle há vida não derivada, ou seja, Ele existe por Si mesmo desde sempre. Jesus, o Pai e o Espírito Santo são os únicos seres eternos e aqueles que podem conceder vida para sempre aos que creem e aceitam Seu plano de salvação.

A pedra preciosa Jesus conhece sua mente. O Senhor é onisciente e sabe o que vai no mais profundo do nosso ser. Ele conhece nossas intenções, nossos desejos e sonhos. Ele sabe o que é melhor para nós e deseja que, pela comunhão com Ele, possamos desenvolver uma forma de pensar bíblica, ou seja, ter a “mente de Cristo” (1Co 2:16). Como Jesus conhece seus pensamentos, seja honesto e transparente com Ele. Lembre-se disso todas as vezes que for orar.

A pedra preciosa Jesus é o Senhor do espaço. Deus é onipresente e pode estar em qualquer lugar do espaço que Ele mesmo criou. Não existem limites para o Criador nem barreiras que possam separá-Lo daqueles que desejam Seu presença. Por outro lado, Ele também não força presença em um espaço para onde não é convidado (Ap 3:20). Ele é cavalheiro e respeita nossa liberdade de escolha. Por isso, convide-O para entrar no espaço da sua vida, da sua casa, da sua mente, do seu coração.

A pedra preciosa Jesus é a única realidade que faz sentido. Viver sem tempo para Deus é viver perdendo tempo. Pior ainda: viver sem o Criador da realidade é viver uma ilusão. Dar as costas para Aquele que criou o tempo, o espaço e a matéria e que nos fez para Si mesmo é a maior das autoilusões. As coisas somente se encaixam em nossa vida quando damos espaço para a “pedra angular”, aquela que dá sustentação a todo o edifício. Jesus é a pedra preciosa da realidade e somente viveremos a verdadeira realidade eterna se O aceitarmos como nosso salvador e senhor.

A pedra preciosa Jesus é o dono das almas. Ezequiel 18:4, registrando palavras ditas por Deus, afirma que “todas as almas são Minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho: a alma que pecar, essa morrerá”. A palavra “alma”, na Bíblia, significa simplesmente “ser vivo”, “pessoa”. E, segundo o texto de Isaías, todas as pessoas são mortais, portanto, carentes da vida eterna que só Jesus pode conceder, pois Ele é a vida (Jo 14:6). Jesus é nosso Senhor porque nos criou, mas quer ser também nosso Senhor pela redenção. Ele quer ser duplamente dono de todas as almas que voluntariamente aceitam Seu plano de amor.

De posse das fictícias joias do infinito, Thanos, o vilão dos quadrinhos inspirado na personificação da morte, destruiu metade da vida no Universo. Jesus, a verdadeira joia do infinito e personificação da vida, morreu para salvar os seres caídos e mostrar Sua bondade ao Universo. Que essa pedra viva e preciosa faça parte da sua vida e seja o fundamento da sua existência.

Michelson Borges

Adventistas apoiam o ecumenismo?

ecumenismo[Texto de Ganoune Diop, diretor do Departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Associação Geral (sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia.]

Os adventistas do sétimo dia me despejam questões quando descobrem que eu representei a Igreja Adventista nas Nações Unidas e em reuniões de organizações ecumênicas cristãs. “Como exatamente os adventistas veem a unidade cristã, as relações e o ecumenismo?”, eles perguntam. “Por que os adventistas escolhem aceitar e manter o estatuto e não os membros entre as organizações ecumênicas cristãs? Por que os adventistas escolhem se misturar com outros cristãos e não cristãos enquanto se abstêm de se tornar membros de entidades cristãs organizadas e religiosas ecumênicas?” Minha resposta é simples: é legítimo que todas as pessoas de boa vontade se unam para salvar vidas, proteger vidas e afirmar a importância e a sacralidade da vida. É ainda urgente que todas as pessoas se associem para tornar este mundo um lugar melhor para todos os seres humanos, contribuindo para uma saúde melhor, educação e trabalho humanitário em toda a dignidade, liberdade, justiça, paz e fraternidade.

Como se relacionar com os outros

A cofundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia Ellen G. White oferece conselhos práticos sobre a arte e a ciência de se relacionar com cristãos de outras denominações. Aqui estão três conselhos:

  1. Não denuncie outras denominações. “Quando alguns que têm falta do Espírito e o poder de Deus entram em um novo campo, começam a denunciar outras denominações, pensando que podem convencer as pessoas acerca da verdade por apresentar as incoerências das igrejas populares. Pode parecer necessário em algumas ocasiões falar dessas coisas, mas em geral cria preconceito contra a nossa obra e fecha os ouvidos de muitos que poderiam de outra maneira ouvir a verdade. Se esses instrutores estivessem intimamente ligados a Cristo, teriam a sabedoria divina para saber como aproximar-se do povo” (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 535).
  1. “Não devemos, ao entrar em um lugar, levantar barreiras desnecessárias entre nós e outras denominações, especialmente os católicos, de modo que eles pensem que somos seus inimigos declarados. Não devemos criar desnecessariamente um preconceito em seu espírito com o fazer-lhes um ataque. Muitos há entre os católicos que vivem incomparavelmente mais segundo a luz que têm do que muitos que professam crer na verdade presente, e Deus os provará tão certamente como nos tem provado a nós” (Manuscrito 14, 1887;Evangelismo, p. 144).
  1. “Alegamos possuir maior soma de verdades do que as outras igrejas; porém, se essa convicção não conduzir a maior consagração de nossa parte e a uma vida mais pura e mais santa, de que proveito será? Melhor seria nesse caso que nunca tivéssemos recebido a luz da verdade do que, professando aceitá-la, não sermos por ela santificados” (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 620).

Todos os serviços e atividades da Igreja Adventista do Sétimo Dia procuram promover vida – e vida em abundância. No cumprimento da missão da igreja, os adventistas se misturam com outras organizações cristãs. Em referência à sua posição em organizações cristãs mundiais, a Igreja Adventista tem mantido o estatuto de observador em reuniões e tem estado aberta a ser parceira de outras igrejas em áreas que não comprometem sua identidade, missão e mensagem. A regra de ouro é não segurar a condição de membros em qualquer entidade ecumênica que erradique ou apague a voz adventista distintiva em referência à soberania de Deus, o Criador, o sábado e a segunda vinda de Jesus.

Em princípio, os adventistas escolhem não estar envolvidos em alianças doutrinais com outras igrejas por causa da adesão adventista com uma abordagem holística e integrada com as doutrinas bíblicas que os adventistas consideram ter sido marginalizadas, alteradas ou esquecidas no curso da história da igreja.

Dito isso, a unidade não é uma palavra ruim. Os adventistas valorizam a unidade assim como Deus valoriza. A unidade é fundamentada na existência de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Os adventistas promovem a unidade para o bem da missão, para que Cristo seja conhecido por todos os grupos étnicos, línguas, tribos e nações. Os cristãos também podem se unir para tornar o mundo um lugar melhor por meio da promoção de saúde, educação, trabalho humanitário e a promoção e proteção dos direitos humanos.

[Continue lendo esse artigo esclarecedor.]

Família: como lidar com a solidão

SolidãoDeus não nos criou para viver sozinhos. No entanto, há situações em que temos que experimentar a solidão, e devemos saber como enfrentá-las com base em nossa fé e maneira de encarar a vida. A lição desta semana considera especialmente quatro situações de solidão: a vida de solteiro, o divórcio, a viuvez e a situação do(a) “espiritualmente solteiro(a)”, que é aquele(a) cujo cônjuge não compartilha de sua fé.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Leia Eclesiastes 4:9-12. Do que esse texto está falando? Por que a afirmação de Gênesis 2:18 é muito mais do que apenas uma referência ao casamento?

A vida de solteiro

2. 1 Coríntios 7:8, 9, 27, 28, 32-35. Com base nessas palavras, quais são as vantagens e desvantagens de ser solteiro(a)?

3. Onde está o equívoco da expressão “minha cara metade”? Por que temos a tendência (errônea) de achar que todo cristão necessariamente tem que se casar para “se completar” e alcançar a plena felicidade? De que maneira uma pessoa solteira pode experimentar uma vida completa, plena e feliz em Cristo e com relacionamentos saudáveis?

4. No caso de alguém ao nosso redor estar sofrendo por ser solteiro(a), como podemos ajudá-lo(a)?

O divórcio

5. Deus diz em Malaquias 2:16 que “odeia” o divórcio. Por que o divórcio é tão negativo para o Criador?

6. Que princípios básicos a respeito do divórcio encontramos em Mateus 5:32; 19:8 e 1 Coríntios 7:11-13?

7. Como podemos efetivamente ajudar alguém que esteja sofrendo ao passar por uma situação de divórcio?

A viuvez

8. Em sua opinião, qual dos dois tipos de solidão é o pior: o que é causado pelo divórcio ou o causado pela viuvez? Por quê? De que forma a Palavra de Deus conforta os que sofrem solidão em qualquer uma de suas formas?

9. Como o conhecimento da morte certa afeta nossa maneira de viver como família? Como os seguintes versículos podem trazer esperança para vivermos psicologicamente bem com nossa família, a despeito da morte vindoura? Mateus 5:4; 1 Tessalonicenses 4:17, 18; Apocalipse 21:4?

10. Como sua igreja pode efetivamente ajudar aqueles que estão sofrendo de solidão pela morte de um ente querido?

Os “espiritualmente solteiros”

11. Leia 1 Coríntios 7:33 ,34 e 2 Coríntios 6:14, 15. Por que é muito mais difícil servir a Deus quando o cônjuge não partilha da mesma fé? No caso de quem se converteu depois de casado(a) e o cônjuge não, como deve ser sua vida? 1 Pedro 3:1, 2

12. Leia esta recomendação de Deus aos “solteiros espirituais” (aqueles que vivem a fé sozinhos, sem o apoio do cônjuge): 1 Coríntios 7:13-17. Em resumo, qual é a essência desse texto para você?

13. Como podemos ser mais proativos em favor daqueles que estão sofrendo em sua igreja por ser “espiritualmente solteiros”?

Notas importantes para contextualização

Sobre o divórcio legítimo. Biblicamente, o divórcio só pode ser legítimo se acontecer antes a desgraça do adultério ou a profanação do casamento através de práticas sexuais pervertidas. Mas, ainda assim, Deus só permite o divórcio por causa da “dureza do coração” do ser humano (Mt 19:8; Mc 10:5), tendo em vista o bem-estar psicológico de quem foi traído(a) e que, mesmo perdoando o(a) culpado(a), terá muita dificuldade e infelicidade para continuar dividindo seu corpo e sua vida em paz. O ideal (para os que têm um coração menos “duro”), seria perdoar e continuar normalmente a vida marital, com as devidas lições aprendidas. Caso isso não seja possível, essa é a única condição em que Deus permite que haja um legítimo divórcio: nesse caso a parte inocente (traída) pode até se casar com outra pessoa. Porém, quando um casal se divorcia sem ter acontecido a tragédia do adultério ou a profanação do casamento, eles continuam casados aos olhos de Deus, e portanto qualquer uma das partes que se casar com outra pessoa entra em uma relação adúltera (Mt 5:32; 19:9). Foi difícil até para os discípulos aceitar isso (19:10), pois estavam infectados pela interpretação dos fariseus de que bastava assinar um documento humano para se divorciar e se casar de novo.

É óbvio que existem casamentos cuja preservação se torna praticamente impossível quando atingem níveis de abuso e violência. Porém, nesses casos em que não há a traição pelo adultério ou perversões sexuais, a simples separação ou mesmo o divórcio em cartório não trará a permissão de Deus para um novo casamento. O(a) cristão(ã) fiel, em caso de uma irremediável separação sem traição, deve viver limpo(a) e casto(a) até Jesus voltar – ou até que o(a) ex-cônjuge entre em uma relação adúltera, anulando, assim, o casamento diante dos olhos de Deus e do tribunal celestial. Nem todos podem compreender isso (Mt 19:10, 11), mas enquanto isso não acontecer é muito melhor se tornar “eunuco(a) espiritual” pelo Reino de Deus do que viver em pecado (v. 12). Por isso é muito importante orar quatro vezes mais antes de dar o passo do casamento (Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 460). Além de ser uma instituição extremamente sagrada para Deus, o casamento pode tanto beneficiar quanto, também, destruir e arruinar definitivamente todo o futuro de uma pessoa.

Sobre a “carta de divórcio”. Conforme Deuteronômio 24:1 (que é aludido em Mateus 5:31; 19:7, 8 e Marcos 10:4), se um homem achasse algo “indecente” em sua esposa, ele poderia legalmente se divorciar dela por meio de um documento oficial. Há estudiosos que sugerem que a mulher também tinha esse direito (ex.: Paul Copan, Deus é um Monstro Moral?: Entendendo Deus no Contexto do Antigo Testamento, Maceió: Editora Sal Cultural, 2016). Os judeus fizeram uma falsa interpretação desse texto para poder se divorciar de suas esposas por qualquer motivo. Porém, a palavra “indecente”, do hebraico ‘ervah, se traduz literalmente como “nudez”, mas de forma figurada significa “vergonha” ou “desonra”. Não se trata do adultério propriamente dito, pois este era punido com a morte (Dt 22:22). Essa “indecência” tinha que ver com qualquer comportamento sexual imoral, que no grego do Novo Testamento é chamado de porneia – palavra traduzida descuidadamente em várias versões da Bíblia como “fornicação” ou “prostituição”. Contudo, a tradução mais adequada de porneia é feita pelas versões NVI (Nova Versão Internacional) e NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje), as quais vertem a palavra como “imoralidade sexual”. É essa mesma palavra (porneia) que Jesus usa em Mateus 5:32 e 19:9, quando explica para os discípulos e fariseus o verdadeiro significado de “indecente” em Deuteronômio 24:1.

Quando Deus deu essa ordem por meio de Moisés, o povo havia acabado de sair do Egito, mas o Egito não havia saído de muitos deles; portanto, era possível que muitos estivessem contaminados com as perversões sexuais do mundo pagão. Assim, mesmo sem a consumação de um adultério, uma das partes poderia profanar o casamento por meio de perversões do ato sexual ou do próprio corpo, e isso era passível de divórcio.

Para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, conforme exposto em seu manual de práticas, esses princípios não mudaram: “Portanto, perversões sexuais, incluindo incesto, abuso sexual de criança e práticas homossexuais, são também reconhecidas como um abuso das faculdades sexuais e uma violação do plano divino no casamento. Como tais, essas práticas são uma causa justa para separação e divórcio”; neste caso, “o cônjuge que permaneceu fiel ao consorte que violou o voto matrimonial tem o direito bíblico de obter o divórcio e também de se casar novamente” (Manual da Igreja 2015, ps.162, 163 – grifos meus).

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Jesus é realmente Deus eterno?

Jesus“E a vida eterna é esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3

Que o Jesus histórico realmente existiu é praticamente indiscutível (confira aqui), já a divindade e eternidade dEle é tema de debates inclusive no meio cristão. Na verdade, a doutrina bíblica da Trindade tem sido atacada há muito tempo. Satanás usa duas frentes principais em seu ataque à Divindade: (1) como não pode negar a personalidade de Jesus, ele desqualifica a divindade dEle; (2) como não pode negar a divindade do Espírito Santo, ele desqualifica a personalidade dEle (mas este ponto dois ficará para outra ocasião). As pessoas que negam a Trindade dizem que Jesus não é Deus eterno, que veio à existência em algum momento; e o Espírito Santo é apenas a força de Deus, o poder de Deus. Alguns dizem que o Espírito Santo é o próprio Pai, outros que é Jesus, outros ainda sustentam que o Espírito Santo é o Espírito compartilhado pelo Pai e pelo Filho.

Em sua tentativa de provar que Cristo não é Deus em Sua plenitude, alguns dizem que Jesus é Deus por geração. Na verdade, esse é um termo que usam para dizer que Cristo não foi criado, mas gerado. A questão é: a palavra pode até ser diferente, mas o conceito é o mesmo – Cristo veio à existência de alguma forma e houve um momento na eternidade em que Ele não existia. O Pai O trouxe à existência, seja por geração ou criação, não importa. Aqui está o primeiro grande erro: Deus não é um ser que pode ser criado ou gerado. Esse é o conceito grego, quando falavam de suas divindades. A Bíblia nega o conceito de uma divindade que não possui a eternidade. Ser Deus implica necessariamente ser eterno, tanto para frente quanto para trás. Se foi criado, não é Deus. Se foi gerado (no sentido de vir à existência e não no sentido bíblico de entronização), não é Deus. Deus é eterno.

Quando a Bíblia diz “Tu és meu filho, Eu hoje Te gerei”, em Hebreus, está fazendo alusão ao Salmo 2:7, onde se fala da entronização de Davi. Davi não foi gerado naquele dia em que escreveu o Salmo 2 (no sentido de ter nascido ou vindo à existência), assim como Jesus, em Hebreus. Portanto, o verbo “gerar” não pode implicar em vir à existência, mas o contexto é claro em mostrar que se trata da entronização.

Cristo é Deus? É eterno? Sim, a Bíblia diz que sim:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1).

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os Seus ombros, e Se chamará o Seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).

Como o Pai da Eternidade, aquele que cria a eternidade, não seria eterno?

Vejamos a seguir alguns textos de Ellen White sobre a divindade e eternidade de Cristo:

“Ao falar de Sua preexistência, Cristo faz o pensamento remontar aos séculos eternos. Ele nos assegura que nunca houve um tempo em que não estivesse em íntima ligação com o Deus eterno. Aquele cuja voz os judeus estavam então ouvindo estivera com Deus como Alguém que Se achava em Sua presença” (Signs of the Times, 29 de agosto de 1900).

“Antes de serem criados homens ou anjos, a Palavra [ou Verbo] estava com Deus, e era Deus. O mundo foi feito por Ele, ‘e sem Ele nada do que foi feito se fez’ (João 1:3). Se Cristo fez todas as coisas, existiu Ele antes de todas as coisas. As palavras faladas com respeito a isso são tão positivas que ninguém precisa deixar-se ficar em dúvida. Cristo era, essencialmente e no mais alto sentido, Deus. Estava Ele com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, bendito para todo o sempre. O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade, como pessoa distinta, mas um com o Pai. Era Ele a excelente glória do Céu. Era o Comandante dos seres celestes, e a homenagem e adoração dos anjos era por Ele recebida como de direito. Isto não era usurpação em relação a Deus” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 247, 248).

O que significa toda eternidade? Toda é toda! Ou seja, precisamos aceitar que:

  1. Nunca houve um tempo em que Cristo não estivesse com o Pai. E nunca é nunca mesmo.
  2. Ele é Deus no mais alto sentido, portanto não pode ter vindo à existência de alguma forma, porque Deus não nasce, Deus é.
  3. Estava com o Pai desde toda eternidade. Toda é toda. Se você pudesse viajar a qualquer ponto da eternidade, lá estaria Jesus. Se Ele não estivesse, Ellen White seria mentirosa, pois ela disse toda eternidade.

A Bíblia diz que Deus existe de eternidade a eternidade. Claramente o texto está falando de eternidade pretérita e eternidade futura. Veja: “Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus” (Salmo 90:2). De quem esse texto está falando? Quem é esse ser eterno para frente e para trás? Veja o que diz Ellen White:

“‘Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus’ (Salmo 90:2). ‘O povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou’ (Mateus 4:16). Aqui se apresentam a preexistência de Cristo e o propósito de Sua manifestação ao mundo, como raios vivos de luz do trono eterno. ‘Agora ajunta-te em esquadrões, ó filha de esquadrões; pôr-se-á cerco contra nós: ferirão com a vara no queixo ao juiz de Israel. E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade’ (Miqueias 5:1, 2)” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 248).

Portanto, qualquer tentativa de mostrar que Cristo não é Deus eterno, que Ele foi gerado e que não existia desde sempre com o Pai é apenas um esforço maligno para distorcer essa verdade tão bela da plena divindade e eternidade de Jesus. Ele é Deus, sempre existiu, sempre foi um com o Pai, sempre esteve com Ele. Ele é o YHWH do Antigo Testamento. Como disse a serva do Senhor falando de Jeová, aquele que aparece no Antigo Testamento: “Jeová é o nome dado a Cristo” (Signs of the Times, 3/5/1899).

(Eleazar Domini, além de bacharel em Teologia, é mestre em Teologia na área de Interpretação e Ensino da Bíblia com ênfase na língua hebraica e criador do blog Adventistas Trinitarianos. Atualmente é pastor distrital em Aracaju)

Veja também: Mitos e fatos sobre a Trindade na Igreja Adventista” e Os adventistas e a Trindade”

Os cristãos são hoje o grupo religioso mais perseguido

sri lankaNesta quarta-feira (24/4), na Oitava da Páscoa, o papa Francisco lançou um novo tuíte em sua conta @Pontifex em nove línguas: “Os mártires de todos os tempos, com a sua fidelidade a Cristo, mostram-nos que a injustiça não tem a última palavra: no Senhor ressuscitado podemos continuar a ter esperança.” O papa Francisco elevou muitíssimas vezes sua voz contra as perseguições cristãs: “Pode parecer difícil acreditar – afirmou numa recente mensagem vídeo –, mas hoje há mais mártires do que nos primeiros séculos.” Segundo numerosas pesquisas internacionais, os cristãos são hoje o grupo mais perseguido no mundo, com mais de 200 milhões de pessoas submetidas a discriminações, violações dos direitos humanos, agressões e atentados. Muitos perdem a vida por permanecer fiéis a Jesus.

Francisco usou palavras fortes: “Pensamos em nossos irmãos degolados na praia da Líbia; pensamos naquele garoto queimado vivo pelos companheiros porque cristão; pensamos naqueles migrantes que em alto-mar foram lançados ao mar pelos outros, porque cristãos; pensamos […] naqueles etíopes, assassinados porque cristãos… e tantos outros. E tantos outros que não sabemos, que sofrem nos cárceres, porque cristãos… Hoje a Igreja é Igreja de mártires: eles sofrem, dão a vida e nós recebemos a bênção de Deus pelo testemunho deles” (Missa na Santa Marta, 21 de abril de 2015).

O papa repetiu que “não há cristianismo sem perseguição”. Convidou a recordar a última das bem-aventuranças: “Quando vos levarão às sinagogas, vos perseguirão, vos insultarão: este é o destino do cristão.” E denunciou: “Hoje, diante deste fato que ocorre no mundo, com o silêncio cúmplice de muitas potências que poderiam impedi-lo, encontramo-nos diante deste destino cristão: trilhar pelo mesmo caminho de Jesus” (Missa na Santa Marta, 7 de setembro de 2015).

O papa fala de dois tipos de perseguição contra os cristãos: a perseguição explícita, violenta, brutal; e a perseguição “educada, travestida de cultura, modernidade e progresso”. É “a perseguição que tira a liberdade do homem, inclusive a da objeção de consciência! Deus nos fez livres, mas essa perseguição tira a sua liberdade! E se tu não fazes isso, tu serás punido: perderás o trabalho e muitas outras coisas ou serás colocado de lado”. “Esta é a perseguição do mundo” – ressalta Francisco – “quando as potências querem impor atitudes, leis contra a dignidade dos filhos de Deus, os perseguem e vão contra o Deus Criador: é a grande apostasia” (Missa na Santa Marta, 12 de abril de 2016).

Diante da eclosão do fenômeno dos atentados, em particular de matriz islâmica, o papa Francisco seguiu a linha de seus predecessores, João Paulo II e Bento XVI, que em sua condenação aos ataques terroristas pronunciaram palavras duríssimas contra a instrumentalização da religião e do uso da violência em nome de Deus, mas sem jamais dar uma conotação religiosa àqueles atos.

Em primeiro lugar, porque a grande maioria dos muçulmanos ou de seguidores de outras confissões religiosas não se reconhecem naquelas violências, ademais, para não dar lugar a instrumentalizações e porque continuar dialogando é decisivo para a convivência e a paz no mundo. […]

Doze dias após os atentados, em 23 de setembro, o Papa lançou no Angelus um apelo durante sua visita ao Cazaquistão, país de maioria muçulmana, a fim de que os seguidores de todas as religiões cooperem para edificar um mundo sem violência: “Não podemos permitir que o que aconteceu leve a uma exasperação das divisões. A religião jamais deve ser utilizada como motivo de conflito.”

Portanto, exortara “tanto cristãos quanto muçulmanos a rezar intensamente ao Deus único Todo-Poderoso, que nos criou a todos, a fim de que o bem fundamental da paz possa reinar no mundo. Que as pessoas de todos os lugares, reforçadas pela sabedoria divina, trabalhem por uma civilização do amor, na qual não haja espaço para o ódio, a discriminação e a violência”.

(Vatican News)

Nota 1: É realmente triste a situação desses cristãos que estão perdendo a vida pelo simples fato de serem adoradores de Jesus Cristo. E lamentável a atitude partidária de boa parte da mídia ocidental que sempre emprega “numa boa” o termo “islamofobia”, mas ignora a realidade cruel e evidente da “cristianofobia”.

Nota 2: Os crescentes atentados terroristas perpetrados por religiosos radicais vão aumentar cada vez mais o clamor por paz e união. As pessoas não suportam mais tanta violência. Os “moderados” e os ecumênicos terão cada vez mais força e todos aqueles que forem vistos como promotores da desunião (com razão ou não) perderão espaço e liberdade na nova sociedade que se deseja. [MB]

80 anos da mais antiga revista de saúde do Brasil

05_MAI19A Vida e Saúde está há 80 anos no mercado, o que faz dela a mais antiga revista de saúde publicada ininterruptamente no Brasil. Nossa filosofia editorial é pautada nos chamados “oito remédios naturais”, também conhecidos como “oito atitudes saudáveis” – orientações milenares que nos ajudam a não embarcar em modismos dietéticos e comportamentais. Além dos dois supervisores médicos, temos um time de mais de 15 colaboradores com formação sólida em áreas como medicina, nutrição, enfermagem e educação física. Portanto, todos os textos que publicamos mensalmente têm o respaldo técnico desses profissionais, cujo e-mail é disponibilizado na revista para consulta dos leitores.

A cada edição preparamos infográficos que tornam a leitura mais agradável e as informações mais fáceis de ser compreendidas. Aliamos texto e arte para uma melhor experiência de leitura e aquisição de conhecimento útil em saúde.

Desde 1939, a preocupação dos editores da Vida e Saúde tem sido a de levar saúde e bem-estar para o ser humano com um todo. Por isso a estrutura da revista está organizada em três grandes blocos: corpo, mente e espírito. Assim, o leitor pode ter a certeza de que, lendo a Vida e Saúde, ele encontrará recursos seguros para uma melhor saúde física, mental e espiritual. Não é à toa que nosso slogan é “Boas ideias para você viver bem”.

Como não dependemos de verba publicitária, não temos compromisso com indústrias e interesses comerciais. Ou seja, temos total liberdade editorial para tratar dos temas que escolhemos para cada edição.

Há oito décadas Vida e Saúde divulga a ciência com foco na saúde preventiva e promove a reeducação dos hábitos. Durante todo esse tempo, tivemos o privilégio de fazer parte da história de milhares de pessoas.

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(Michelson Borges é jornalista, pós-graduando em Biologia Molecular e editor da revista Vida e Saúde)

Portugueses pedem o fim do comércio aos domingos

mercadoUma petição dirigida ao presidente da República [de Portugal], Marcelo Rebelo de Sousa, pelo fechamento dos centros comerciais e supermercados conta já com mais de 40 mil assinaturas. A discussão, já antiga, voltou a ganhar folgo após as declarações do bispo do Porto, D. Manuel Linda, que defende o fechamento desses estabelecimentos comerciais a favor da família. O bispo criticou a abertura dos supermercados e centros comerciais aos domingos por considerar uma “expressão de um certo subdesenvolvimento humano e mesmo econômico”. “Os países mais ricos não abrem supermercados ao domingo”, advertiu ainda. Na petição, a argumentação é semelhante à de D. Manuel Linda: “São milhares e milhões de pessoas que aos domingos se enfiam dentro dos shoppings para ‘passear’, esquecendo-se de que passear é um conceito diferente. O tempo em família é cada vez mais escasso e o único dia que está destinado para ela acaba por ser passado de forma pouco saudável, de forma fechada.”

(CM Jornal)

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