França: milhares de igrejas serão demolidas e terrenos ocupados por mesquitas

GERMANY-ENERGY/Segundo um relatório do Senado francês, 2.800 templos serão demolidos na França, muitos deles com séculos de idade. A decisão foi tomada porque os custos de restauração são maiores que os custos de demolições.[1] Em 2013, por exemplo, a Igreja de São Jacques, em Abbeville, edificada em 1868, foi demolida a um custo total de 350 mil euros. Esse valor é menor que orçamento da reforma. Como o número de fiéis diminuiu muito nas últimas décadas, ela estava praticamente abandonada. Para muitas cidades na França, a falta de interesse e o alto valor dos terrenos onde os templos foram edificados simplesmente não justificam o investimento em restauração. Desde 2007, quando a decisão foi tomada, várias igrejas foram substituídas por shoppings, lojas, prédios de apartamentos ou estacionamentos.

A recente invasão da igreja de Santa Rita, em Paris, que culminou na expulsão do padre e dos fiéis que estavam realizando uma missa no local, reascendeu o debate.[2] O terreno fora vendido e os novos donos precisavam do prédio no chão. A deputada Marine Le Pen comprou a briga, afirmando que ao invés de destruir uma igreja, o governo deveria “demolir as mesquitas dos radicais”. Ela agiu como porta-voz de um fator que não é levado em conta pela maior parte da mídia. Parte dos terrenos está sendo vendida para grupos islâmicos, que construirão mesquitas no local.

De fato, centenas de novas mesquitas são construídas a cada ano na Europa.[3] Elas acomodam centenas de milhares de novos muçulmanos, sejam eles nascidos em solo europeu ou imigrantes recém-chegados. Dependendo da legislação do país, muitas vezes as edificações recebem dinheiro do governo.

A situação é a mesma em outros países

A Igreja da Inglaterra, conhecida como episcopal anglicana no resto do mundo, possui 16 mil igrejas no Reino Unido. Com o cristianismo entrando em declínio, a exemplo da maior parte da Europa, a opção administrativa foi fechar pelo menos dois mil templos.[4] Nesses locais, reúnem-se regularmente menos de dez fiéis. A maioria é idosa e as ofertas são poucas e esparsas. Isso inviabiliza os custos de manutenção. A opção é transformá-las em “igrejas de feriado”, que só abrem nas semanas do Natal e da Páscoa, quando muitos cristãos nominais procuram alguma igreja por hábito.

Um programa de financiamento do governo, através do England Arts Council, está querendo dar outros destinos aos prédios que pertencem à igreja oficial do país. Os espaços podem ser alugados para uma ampla gama de eventos e atividades, incluindo conferências, recepções de casamento, eventos de caridade, filmagens e feiras de emprego.

O jornal The Guardian relata que 394 templos cristãos estão “disponíveis” para ser remodelados, reformados e usados para outros fins. Em alguns casos, foram remodelados e transformados em mesquitas.[5]

Nas duas últimas décadas, na Alemanha, mais de 350 igrejas foram fechadas. Agora o projeto do conhecido político esquerdista Joaquim Reinig pretende “integrar mais rapidamente” os milhares de imigrantes islâmicos que chegam à Europa todas as semanas. Segundo a proposta, as igrejas cristãs deveriam ser demolidas, para que mesquitas sejam construídas nos mesmos espaços.[6]

O discurso de Reinig, pautado pela ideia de multiculturalismo, é baseado em um relatório de 2013 que ele ajudou a preparar, que identificava uma “necessidade urgente” de construção de mesquitas na região.

Segundo o senado de Hamburgo, que também produziu um relatório sobre o tema, o ideal seria uma “mesquita em cada bairro”. A principal justificativa para isso é o importante “trabalho comunitário” promovido por elas.

Referências:

[1] While Muslims Are Getting Brand New Taxpayer Funded Mosques, These Same Governments Are Destroying Ancient Churches In The Name Of “Saving Money”

[2] Polícia francesa invade igreja, prendendo padre e fiéis – local será demolido para dar lugar a estacionamento.

[3] Europe’s supercessionism: islam replaces christianity.

[4] Crise de fé: 2.000 igrejas serão fechadas na Inglaterra – decisão é para cortar gastos.

[5] Igrejas na Inglaterra podem virar circos e feiras – projeto quer “otimizar” uso dos templos.

[6] Proposta para integrar islâmicos pede mesquitas no lugar de igrejas na Alemanha – proposta de arquiteto reflete o pensamento multiculturalista.

(Raciocínio Cristão, via Gospel Prime)

Nota: Em julho deste ano, fui convidado a apresentar palestras e pregar em duas igrejas de Paris. Foi a primeira vez que estive na charmosa capital francesa. Obviamente que fiquei encantado ao visitar seus principais pontos turísticos, especialmente o Museu do Louvre e – numa “esticadinha” estratégica até Versalhes – o famoso palácio homônimo. De fato, Paris é linda, mas é impossível deixar de notar os efeitos da presença de milhares de pessoas oriundas de países em crise, o mal cheiro dos metrôs, a sujeira em alguns bairros e a crescente falta de liberdade religiosa. Sim, o simples ato de carregar uma Bíblia em público pode causar problemas. O pastor de lá me explicou que a polícia estava tendo problemas com mulheres muçulmanas ao volante. Como usam burca, emprestavam a carteira de habilitação para amigas e os oficiais não podiam fazer nada a esse respeito. Pois “baixaram” uma lei proibindo que condutoras de veículos usem burca, e, para ser “justos”, proibiram que qualquer símbolo religioso seja exibido em público. Assim, Bíblias só na bolsa; e orações só nas igrejas, em casa ou em pensamento. O Ocidente cristão se curva aos novos costumes e se vê invadido por pessoas que até poderiam conhecer Jesus, se Ele fosse conhecido dos cristãos nominais de hoje… A Europa e a França, particularmente, vivem um momento complicado. É preciso que aconteça um verdadeiro milagre para mudar o rumo do Velho Mundo, onde as palavras de Cristo em Lucas 18:8 estão se cumprindo ao pé da letra. [MB]

Leia também: “Incêndio em Notre-Dame: o despertar do catolicismo na França?”

Uma das palestras que apresentei na França, na cidade de Mantes-la-Jolie. Acredito que a pregação apologética é mais do que necessária para despertar o cristianismo na Europa que nos legou a Reforma Protestante.