Família: famílias de fé

familyDe maneira consciente ou não, todos somos influenciados pela cultura do local em que vivemos. Sabendo disso, as famílias cristãs devem ter tal discernimento da Palavra que não permitam que a cultura ou os costumes locais as levem a transgredir a vontade de Deus. Ao contrário da cultura e acima dela, os princípios bíblicos são eternos, independentes de tempo e local.

Perguntas para discussão e aplicação

Em sua opinião, qual é a diferença entre cultura local e princípios bíblicos?

Leia João 4:7-9 e Atos 10:28, 34. O que levou Jesus e Pedro a agirem de modo contrário à cultura ou ao costume local?

Leia 1 Tessalonicenses 5:21, 22. Até que ponto podemos (e devemos) viver conforme a cultura em que estamos inseridos? Em que situações é desaconselhável agir contra a cultura?

Como podemos adaptar nossa fé à cultura sem comprometer as verdades bíblicas?

Leia Atos 15:19, 20, 28, 29. Por que apenas quatro itens foram enfatizados para os gentios que quisessem ser batizados? Por que eles não precisavam receber toda a tradição e os costumes judaicos antes?

Quando uma família cristã passa por alguma grande mudança (doença, morte, etc.), como a fé a mantém? Por que os cristãos que são apenas culturalmente condicionados à religião não suportam as grandes mudanças sem comprometer a fé?

Por que a fé dos pioneiros geralmente diminui na segunda geração e quase se perde na terceira? Como podemos transmitir não só o conhecimento da verdade aos nossos filhos, mas também estimulá-los para que desenvolvam sua própria fé em Deus?

Em sua opinião, se os seus filhos cristãos fossem morar sozinhos em outra cidade onde não conhecessem ninguém, eles ainda se manteriam fiéis, estudando as Escrituras, indo à igreja, observando a Lei de Deus? Por quê? Como podemos nos certificar de que nossos filhos não receberam apenas uma tradição ou “cultura” cristã, mas uma fé genuína?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Santo Antônio, a afronta da emissora e o caso Rhuan

santo-antonioNo dia 13 de junho, os católicos celebram o dia de Santo Antônio, o famoso “santo casamenteiro”. A emissora de TV Bandeirantes veiculou um pequeno vídeo em que faz menção a isso e pede a bênção do santo a todos os casais. Em seguida, aparecem um casal hetero e dois “casais” homossexuais. Ao mesmo tempo em que o STF transforma homofobia em crime comparável ao racismo, não há qualquer tipo de regulação que puna uma emissora por desrespeitar a fé alheia. Por que relacionar “casamento” gay com o símbolo de uma religião que desaprova a união entre pessoas do mesmo sexo? Não se trata isso de um tipo de afronta? Exige-se (e com razão) respeito aos homossexuais, mas não são tratadas com o mesmo respeito pessoas, religiões e instituições que não concordam com as práticas homossexuais. Dois pesos, duas medidas.

Aproveito para trazer à tona a triste notícia envolvendo Rhuan, o garoto de nove anos de idade que teve o pênis cortado um ano antes de ter sido assassinado e esquartejado por um “casal” de lésbicas. Esse fato horrendo mostra como a cobertura midiática é, sim, seletiva. Como diz o Felipe Moura Brasil, no vídeo abaixo, fica a impressão de que gays só morrem, não matam. Assista e tire suas conclusões.

O feminismo invadiu Star Wars

reyNão precisei ver muita coisa do novo “Star Wars: O Despertar da Força” para perceber que o feminismo tomou conta da franquia. A cena que me chamou a atenção logo de início é a que mostra o personagem Finn, o stormtrooper desertor vivido por John Boyega, pegando a mão da moça protagonista Rey, interpretada pela inglesa Daisy Ridley, de 23 anos. Numa cena de perseguição, Finn simplesmente deseja proteger a moça, ajudando-a a fugir, mas ela rejeita a ajuda e manda que ele solte a mão dela. Parece um simples detalhe, e pode ter passado despercebido de muita gente. Só que revela uma triste tendência do nosso tempo: a do feminismo militante e do “desempoderamento” masculino. E há mais evidências de que essa filosofia invadiu a franquia: além de Rey, as outras personagens femininas do filme são a General Leia Organa (Carrie Fisher, que volta anos depois para interpretar a mesma personagem que a tornou célebre), a pirata Maz Kanata e a Capitã Phasma (sim, a chefona dos stormtroopers é uma mulher nesse novo filme da série).

Claro que não há nada de mais em mulheres assumirem posições de protagonismo e serem líderes, muito pelo contrário. Não há nada de mais em as produções hollywoodianas reservarem papeis de mais destaque e relevância às mulheres, até porque só 12% das protagonistas dos filmes de maior bilheteria nos Estados Unidos em 2014 eram mulheres, representando somente 30% dos personagens com falas.

Outro aspecto elogiável nesse novo filme “Star Wars” é a não sexualização das personagens femininas. As roupas de Rey são soltas e práticas, apropriadas para alguém que ganha a vida catando sucata para vender. Portanto, algo bem diferente do que foi visto no início dos anos 80, quando a princesa Leia foi exibida vestindo um pequeno biquíni dourado, em “O Retorno de Jedi”, numa típica cena de donzela erotizada e em perigo.

leia
A erotizada Leia dos anos 80

De acordo com a agência de notícias Reuters, a intenção da Disney (dona da Lucas Film desde 2012) é estimular a adesão de mulheres à franquia criada por George Lucas, a fim de expandir os lucros e fazer valer o investimento de quatro bilhões de dólares na compra da produtora. Ok, mas não precisava sair do extremo do machismo e da desvalorização da mulher para o outro extremo, o do feminismo exagerado. E aqui eu volto à cena em que Rey recusa a ajuda de Finn.

Para as militantes feministas, o ato cavalheiresco de um homem abrir a porta do carro para uma mulher, por exemplo, já é interpretado como desejo de poder e coisas do tipo. “A mulher não tem condições de abrir a porta por si mesma?”, vociferam as defensoras do “meu corpo minhas regras”. Quando manda Finn largar sua mão, Rey está dizendo para ele abafar seu instinto natural de homem de proteger, cuidar e amar. O homem foi criado assim. Proteção não significa dominação, evidentemente. O que se vê é o surgimento de uma geração de homens feminilizados, confusos quanto ao seu papel social e receosos diante de mulheres indevidamente “empoderadas” – elas também confusas e, no fundo, fragilizadas por ideologias que não as protegem, apenas as usam como peões num tabuleiro.

phasma
A chefona dos Stormtroopers

O cavalheirismo não mais é incentivado, e é comum vermos comportamentos egoístas por parte de homens cada vez mais preocupados consigo mesmos. Esses, ou são afeminados ou veem a mulher apenas como um objeto a ser usado, e não um ser humano para ser amado e protegido. Que tipo de libertação é essa? Ideologias sempre têm seus efeitos colaterais…

O pano de fundo da franquia “Star Wars” é a necessidade de rebelião contra um império opressor. Tomara que essa rebelião não volte as armas contra os homens também, contribuindo, assim, para o processo de enfraquecimento do masculino.

A Bíblia ensina que homens e mulheres são por natureza iguais diante de Deus, mas com papeis e características diferentes que se complementam. O machismo e o feminismo destroem esse equilíbrio e acabam por deformar a humanidade.

Michelson Borges

Convido você a assistir a esta palestra na qual falo sobre as consequências sociais do abandono da cosmovisão criacionista, umas das quais é justamente o advento do feminismo militante inspirado no marxismo, com sua atuação deletéria:

Quando liberais e fanáticos fazem estragos na igreja

igrejaO inimigo realmente está irado com a igreja remanescente do Apocalipse, aquela cujos membros guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho Jesus (Ap 12:17). Se, por um lado, levantam-se alguns relativizando a lei de Deus, afirmando, por exemplo, que tanto faz o dia da semana que a pessoa escolhe santificar e que minimizam importantes (mas não centrais, evidentemente) aspectos comportamentais e até de saúde (como o consumo de cafeína), por outro, grupos dissidentes passam a competir com a igreja organizada. Se a igreja promove o lindo projeto Impacto Esperança, com distribuição massiva de livros que custam aos membros apenas um real a unidade (lá no fim vou contar como esse milagre é possível*), esses dissidentes promovem ao mesmo tempo seus impactos isso ou aquilo. Publicam seus próprios livros e acusam a igreja de distribuir literatura sem valor, negando-se ao diálogo (também vou comentar isso mais adiante**). Liberais e fanáticos remam para lados opostos, mas ambos afundariam o barco, se pudessem.

É interessante notar que relativistas e fanáticos estão nos extremos de uma mesma linha. Se uns (os liberais relativistas) desprezam os escritos de Ellen White, os outros (os fanáticos) os distorcem, descontextualizam e os apresentam sob uma falsa luz, criando até mesmo aversão a eles. Os dois grupos criam problemas e levam as pessoas a menosprezar a instituição e a igreja, o corpo que o senhor Jesus Cristo estabeleceu com Seu ministério e o apóstolo Paulo defendeu com “unhas e dentes”. Relativistas e fanáticos escrevem e agem para enfraquecer o corpo e fortalecer um ministério/negócio pessoal. Não bastassem os desafios inerentes à missão, a igreja ainda tem que lidar com as consequências do trabalho desses “desinfluenciadores” digitais inconsequentes.

A Igreja Adventista não vê com maus olhos o trabalho de ministérios de apoio. Aqui no Brasil há alguns deles, como a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), que há mais de quatro décadas trabalha em consonância e em parceria com a Divisão Sul-Americana da IASD, e a Associação dos Médicos Adventistas (AMA), cuja missão consiste em “integrar, motivar e capacitar profissionais médicos adventistas para promover a divulgação da mensagem bíblica de saúde e a restauração da imagem divina no ser humano, contribuindo com a missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia de abreviar a volta de Cristo”. Esses ministérios não recebem dízimos e somam seus esforços aos da igreja. São orientados pelo desejo de Jesus expresso na oração registrada em João 17. Grupos que afirmam não dialogar com a igreja e que motivam o divisionismo não podem ser considerados de “apoio”.

O White Estate já disponibilizou em sites e aplicativos em várias línguas (incluindo o português) todos os escritos de Ellen White, e a Casa Publicadora Brasileira, unida à igreja na América do Sul, tem feito grandes esforços para levar os livros de Ellen ao público (como a recente campanha de venda em massa de um lindo box contendo os cinco volumes da coleção Grande Conflito por apenas R$ 15,00, ou mesmo este projeto). Mesmo assim, os críticos levantam a voz para disseminar suspeitas e maledicências.

Graças a Deus, conforme escrevi aqui, ainda há esperança para a igreja. A tempestade está forte, querem destruir sua identidade, mas Deus está à frente e a conduzirá até o fim. De igreja militante ela será triunfante, e eu quero triunfar com ela!

Michelson Borges

* Para que os livros missionários possam chegar aos membros da igreja ao preço de um real a unidade, há uma parceria entre instâncias administrativas e a Casa Publicadora Brasileira, que subsidiam a maior parte do custo de produção.

** Fui um dos autores do livro missionários do ano passado, O Poder da Esperança, e tanto eu quanto o Dr. Julián Melgosa doamos inteiramente como oferta os direitos autorais da obra. Posso garantir que o livro foi escrito com muita oração e consagração. Em todo o tempo tive bem claro em minha mente que a verdade distintiva para este tempo deveria estar presente naquelas páginas. Assim, o leitor, por meio de uma obra que o ajuda a ter mais saúde emocional, aprende também sobre a volta de Jesus, o estado do ser humano na morte, a lei de Deus e o sábado, o milênio, a nova Terra e até sobre criacionismo. Quem leu sabe do que estou falando. Quando os dissidentes dizem que os livros missionários são como “água com açúcar”, isso magoa profundamente os que estão envolvidos em todo o sério processo de produção desses materiais que têm levado tantas pessoas a Jesus e aberto muitas portas para o evangelho.

“Não baixa sobre a igreja nenhuma nuvem para a qual Deus não esteja preparado; nenhuma força oponente se tem erguido para opor-se à obra de Deus, que Ele não haja previsto. Tudo tem ocorrido como Ele predisse por meio de Seus profetas. Não tem deixado Sua igreja em trevas, abandonada, mas traçou em declarações proféticas o que havia de acontecer, e mediante Suas providências, agindo no lugar indicado na história do mundo, Ele executou aquilo que Seu Santo Espírito inspirara os profetas a predizerem. Todos os Seus desígnios se cumprirão e serão estabelecidos” (Ellen G. White, Meditação Matinal 1977, p. 16).

“Erguem-se continuamente grupos pequenos que creem que Deus está unicamente com os poucos, os dispersos, e sua influência é derribar e espalhar o que os servos de Deus constroem. Espíritos desassossegados, que desejam ver e crer constantemente alguma coisa nova surgem de contínuo, uns aqui, outros ali, fazendo todos uma obra especial para o inimigo e, todavia, pretendendo possuir a verdade. Eles ficam separados do povo a quem Deus está conduzindo e fazendo prosperar, e por meio de quem há de realizar Sua grande obra” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 1, p. 166).

Esse textos foram escritos em 1863; nessa época, sabemos que o povo que Deus estava conduzindo eram os adventistas do sétimo dia, e Ellen afirma que é por meio desse povo que Deus irá realizar Sua grande obra. Amém!

A mídia a serviço da desconstrução do casamento original

marie claireTrata-se de uma retroalimentação: a mídia surfa na onda e, por sua vez, ajuda a aumentar a força do tsunami. Em 2017, a boneca Barbie já havia aderido à campanha pró-“casamento” gay, ao aparecer vestida com o slogan que apoia esse tipo de união: “Love Wins” (como se quem discorda fosse um ogro sem sentimentos). Tempos depois, a revista Veja São Paulo estampou na capa um “trisal”, recentemente a Marie Claire publicou a chamada “Casais e trisais de namoradxs [argh!] espalham afeto com as peças-chave do inverno”, e as lojas Americanas divulgaram uma campanha de Dia dos Namorados com um “casal” gay. Obviamente que ninguém tem o direito de interferir nas escolhas dos outros nem na maneira como decidem viver, mas discordar não significa “fobia”. Defender o casamento original (o bíblico, que tem que ver com uma relação heteromonogâmica, ou seja: um homem e uma mulher unidos sob as bênçãos de Deus numa relação de fidelidade) não significa deixar de amar quem vive diferente, assim como defender a guarda do sábado, por exemplo, não implica desprezar quem guarda o domingo (menciono o sábado porque, assim como o casamento, ele vem lá do Éden).

A análise que segue é do meu amigo Marco Dourado:

“No início dos anos 1980, as escuderias de Fórmula 1 desenvolveram um tipo de motor dos mais inovadores: o turbo, retroalimentado pela passagem dos gases resultantes da queima da mistura ar/combustível, força até então desperdiçada. Aproveitando o exemplo, podemos identificar elementos de cooperação dinâmica entre mudanças culturais profundas e a propalação desse processo por meio da publicidade e da indústria de entretenimento:

– Brinquedos (Barbie ostentando o slogan de homonímia sutil misturado com vagueza intencional ‘Love Wins’).
– História em quadrinhos (Mônica adolescente exclamando ‘meu corpo, minhas regras!’).
– Periódicos de alcance nacional (encartes semanais das pós-modernas revistas Veja e Marie Claire apresentando positivamente a coabitação sexual de três pessoas).
– Cadeias do varejo tradicional, como as Lojas Americanas, utilizando temática homossexual em suas campanhas publicitária massivas, e por aí vai.

“Cada um desses exemplos mostra como é frágil e maleável a mente comum ante as inserções sutis de agentes de subversão, mal intencionados ou não.

“Evidentemente que não estamos questionando aqui as liberdades individuais privadas – desde que consensuais e sem danos a terceiros. A questão é como poderosos elementos do cotidiano banalizam o desvirtuamento e a desconstrução de marcos civilizacionais fundantes e mantenedores herdados das diversas sociedades ao longo da existência humana. A preservação de tais marcos muitas vezes se deu não apenas pelo apego às tradições religiosas, mas pela percepção experimental das trágicas consequências de sua violação.

“Sociedade poligâmicas, por exemplo, tendem a privilegiar os mais abastados em prejuízo de jovens machos que, privados da oportunidade de constituir família, competem violentamente entre si, acarretando a supervalorização da mulher apenas como objeto de prazer e procriação, e não como indivíduo dotado de dignidade intrínseca e direitos elementares. E mesmo na aglutinação forçada de diversos núcleos familiares de mães diferentes é natural a rivalidade e a competição dos meio-irmãos pela afeição e pelos recursos materiais do patriarca. Também os adultos, notadamente os homens, quando alijados de uma rotina sexual satisfatória, tendem a molestar os vulneráveis. Prostituição forçada, estupro, rapto, incesto, pederastia (alguns chamam de pedofilia), bestialismo e até a necroerastia acabam proliferando em sociedades nas quais a família tradicional não é protegida nem exaltada.

“Por fim, não há como não perceber que a flexibilização jurídica do conceito clássico de matrimônio (heterossexual, monogâmico e privilegiando a formação de famílias bem estruturadas com ambiente acolhedor e de proteção aos filhos) abre as porteiras para todo tipo de bizarrice e experimentalismo. Se o casamento nada mais é que aquilo que queremos que ele seja, então ele pode ser qualquer coisa. Transpostas as barreiras da heterossexualidade, não há mais lógica em reprimir as da cardinalidade (um para um, um para vários, vários para vários). Ambas violadas, caem as restrições de parentesco, pois tudo seria baseado em ‘afetividade’, e esse vago e sentimental conceito acabará por derrubar as regras de interdição a outras espécies (transespecismo). Finalmente, o laxismo, agora sem nenhuma rédea lógica ou moral, facultará o casamento entre seres vivos e não vivos – objetos e até cadáveres.

“Marcos, limites, regras, códigos, leis – quais forem os princípios de ordenação, são como jabutis nos galhos mais altos das árvores; não subiram sozinhos. Não estão lá por acaso nem servem para tiro ao alvo para engenheiros sociais.”

Pobre janela de Overton: nunca a deixam em paz…

Policial feminina adventista tem a fé provada e é abençoada por Deus

policialMeu nome é Kellen Maia, sou policial militar do Distrito Federal há 17 anos, profissão que abracei e da qual tenho grande orgulho. Sou adventista do sétimo dia de berço e durante toda minha vida tenho enfrentado provas a testar minha confiança e fidelidade em Deus. Quando passei no concurso de soldado da Polícia Militar, já de imediato fiquei um tanto quanto abalada quando marcaram o teste físico para um sábado à tarde. Eu precisava muito desse emprego e me negar a fazer o teste físico no sábado me causou grande preocupação, se eles autorizariam outra data para o meu teste ou me reprovariam de imediato. Decidi entregar nas mãos de Deus e solicitar outra data para o teste, o que foi deferido. Fiquei muitíssimo alegre pela providência divina, mas alguns “amigos” intervieram dizendo que não me alegrasse muito pois na nova data para realização do teste haveria uma banca completa para examinar apenas a mim, e que eu seria alvo de retaliação. No dia do teste, uma banca de avaliação física da Polícia Militar foi montada para avaliar apenas a mim e mais dois adventistas, contudo, os policiais que aplicaram o teste foram impessoais e altamente técnicos, e nós três fomos aprovados no teste e ingressamos no curso.

Durante o curso de formação de soldados, enfrentamos novos obstáculos. Grande parte das atividades avaliativas eram marcadas para o sábado pela manhã. Então, solicitei ao comandante que respeitasse minha convicção religiosa e me desse uma alternativa para realização das provas que não fosse nas horas sagradas do sábado. O diálogo foi tenso e sem muitas esperanças, mas, por fim, fui autorizada a permanecer em uma capela dentro do quartel no período que ia desde a entrada de todos os recrutas para a realização das provas (por volta das 7h), até findarem as horas do sábado, para então realizar minha avaliação (por volta das 19h). Eram 12 longas horas, porém muito edificantes, pois conheci outros dez irmãos adventistas que se encontravam na mesma situação que eu, e compartilhávamos experiências e fazíamos culto em louvor a Deus, ali mesmo, na capela do quartel.

Durante dez longos meses de curso fomos pressionados a desistir da fé. Escutei várias vezes que não tinha perfil para essa profissão e que não seria uma boa policial em razão da minha fé; que deveria desistir. Infelizmente, alguns dos 11 irmãos do meu curso de formação cederam às pressões e se juntaram ao grande grupo de policiais que não guardavam a lei de Deus.

No fim do curso, próximo à formatura, nosso grupo de policiais adventistas foi lembrado em um discurso do comandante. Recordo-me disso como se fosse hoje – e me causou grande reflexão, imaginando a cena quando da volta de nosso Senhor Jesus. Ele elogiou os policiais que se mantiveram firmes em seus propósitos e fé em Deus, mesmo enfrentando provações, e disse que se éramos fiéis a Deus seríamos fiéis à Pátria. Como era possível? O mesmo Comando que nos pressionou a desistir, naquele momento nos elogiava e engrandecia diante de toda a tropa! Imagino que os colegas que desistiram no meio da jornada tenham sido tomados de arrependimento e vergonha.

Enfim, Deus me abençoou grandemente em minha carreira profissional. Passei no primeiro concurso interno para progressão na carreira e, graças ao bom Deus, hoje sou primeiro-sargento. No Curso de Altos Estudos para Praças, recebi a Medalha Duque de Caxias por ter sido a primeira colocada. Tenho orgulho de ser uma serva do Deus vivo e primeiro-sargento desta Corporação que amo servir.

(Sargento Kellen Maia; Policiais Adventistas)

Atriz de série revela que câncer anal foi causado por DST

marcia crossMarcia Cross lutou e derrotou um câncer anal menos de um ano atrás, e agora revelou que sua doença veio provavelmente da mesma doença sexualmente transmissível (DST) que causou um câncer na garganta do marido anos antes. A atriz de 57 anos está agora em fase de remissão e decidiu se abrir sobre os perigos da DST. A ex-estrela de “Desperate Housewives” apareceu no programa “This Morning”, do canal americano CBS, para promover a prevenção precoce contra HPV e incentivar as pessoas a obter a vacina. “Eu sei que há pessoas que ficam envergonhadas. Mas você tem câncer! Você também tem que se sentir envergonhado? Como se tivesse feito algo ruim porque [o vírus] se instalou no seu ânus? Quero dizer, vamos lá, realmente”, disse, segundo o portal Radar Online. “Mesmo para mim, demorou um pouco. Ânus, ânus, ânus! Há! Você só precisa se acostumar com isso.”

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o HPV causa mais de 90% dos cânceres anais e pode ser transmitido de uma pessoa para outra através do sexo ou apenas pelo contato pele a pele [o HPV também causa câncer de colo de útero e nos genitais]. Em 2009, o marido de Marcia, Tom Mahoney, foi diagnosticado com câncer de garganta e foi submetido a tratamento. Mal sabia o casal que os cânceres estariam relacionados.

Em setembro de 2018, depois de uma exaustiva batalha, incluindo seis semanas de radiação e duas semanas de quimioterapia, Marcia Cross finalmente revelou que estava livre do câncer. “Eu estou pós-câncer. Tá tudo bem agora. Jornada difícil, mas estou saudável, feliz e mais presente e grata do que nunca”, ela compartilhou no Instagram. “Obrigada do fundo do meu coração por todo o seu amor”, completou.

Agora Marcia Cross recomenda a imunização precoce. Ela disse que suas filhas estão dispostas a tomar sua primeira dose da vacina no final do ano letivo. “Estou me sentindo normal, apesar de ser um novo normal”, disse ela. “Não vou dar como certo. Eu sou a garota que vai ao banheiro agora e digo ‘Sim!’ É ótimo o que meu corpo pode fazer! Eu estou tão grata.”

(Monet)

Nota: Que bom que a atriz se recuperou com o tratamento. Queira Deus que seja definitivo. O que tem preocupado as autoridades é que, a despeito da vacina, os casos de câncer causados pelo vírus HPV vêm aumentando (especialmente no Brasil, onde menos de 50% das meninas são imunizadas). Sem querer entrar no mérito (ou demérito) do assunto envolvendo o casal norte-americano, uma coisa parece certa: um infectou o outro. A maior parte das infecções por HPV se dá pelo contato sexual, e como as pessoas têm iniciado a vida sexual cada vez mais cedo e com múltiplos parceiros, as chances de chegarem ao casamento contaminadas são muito altas (ainda mais se levarmos em conta que cerca de 25% dos adolescentes hoje têm algum tipo de DST). A incidência de câncer de garganta também tem aumentado, por conta do sexo oral (confira aqui, aqui, aqui e aqui). Assim, práticas e carícias sexuais que não ofereceriam perigo para casados que se mantiveram virgens antes do matrimônio acabam sendo arriscadas devido à “liberdade sexual” promovida nas últimas décadas. Sem querer ser moralista, apenas analisando uma questão de causa e efeito, as orientações de Deus dadas nas páginas da Bíblia Sagrada sempre visam ao nosso bem-estar físico, mental e espiritual. Pesquisas mostram que os abstinentes sexuais têm vida sexual muito mais satisfatória no casamento, sem contar o fato de que não precisam ter medo do passado físico (comportamental) e emocional do parceiro. Num casamento segundo os planos de Deus (baseado na fidelidade anterior e posterior ao enlace matrimonial) não haverá riscos de comparações nem contaminações. Como sempre, a escolha é do ser humano, mas as consequências também são. [MB]

Leia também: “Sexo: a verdade nua e crua”