A nova maneira de vir ao mundo

man pregnant“Criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Aí veio o ser humano e complicou.

Duas matérias publicadas recentemente mostram o nível da confusão em que nossa espécie se meteu. A primeira conta a história de uma professora de academia que conheceu há seis anos outra mulher que frequentava o local. Na época, a aluna usava cabelão e saia. As duas começaram uma relação lésbica, mas após dois anos de relacionamento, a “aluna” (vou chamá-la assim) começou um tratamento hormonal, chegou a marcar a mastectomia, mas desistiu por medo da cirurgia. Passado um tempo, o “casal” entrou na fila de adoção, mas desistiu, com receio de que um dia o filho quisesse conhecer os pais biológicos.

Depois de meses de pesquisas sobre inseminação caseira, a ideia era que a “professora” passasse pelo procedimento, mas não deu certo, foi incômodo e ela desistiu. Então a “aluna” (repaginada como “homem”) decidiu passar pelo processo em casa, depois de alguns meses sem tomar testosterona. O doador ia à residência da dupla, ejaculava em um frasco e a “aluna” injetava o conteúdo na vagina com a ajuda de uma seringa. Depois de onze tentativas ela finalmente engravidou. A “aluna”, que diz não se sentir confortável com a aparência (que geralmente deixa as mulheres orgulhosas), não se olhar no espelho nem sair de casa, afirmou que, depois de amamentar, voltará a tomar hormônios masculinos. Na empresa em que a “aluna” trabalha ela está sendo chamada de “papai do ano”. Na certidão, o bebê terá o nome das duas mulheres, até a “aluna” mudar seus documentos, e será amamentada pela “mãe” e pelo “pai”.

A outra história é parecida. Duas mulheres “casadas” queriam ter um filho. A “esposa” não conseguia engravidar com o sêmen doado por um colega de classe casado (que concordou com a doação, com a condição de que a esposa não ficasse sabendo de nada). Então o “marido” decidiu que engravidaria, e o sêmen foi doado pelo namorado de um amigo das duas. A matéria conta que no dia combinado o doador foi para o banheiro da casa delas assistir a vídeos pornográficos a fim de ejacular em um potinho. A “esposa” colocou o material em uma seringa, fez um carinho para acalmar o “marido” e injetou o conteúdo na vagina “dele”. Deu certo. “Ele” engravidou. O doador disse que não gosta de crianças e prometeu não interferir na vida delas.

Veja que coisa (e espero que a epigenética não tenha tanto efeito assim): o pai verdadeiro de um dos bebês não gosta de crianças e a gerou assistindo a filmes pornográficos; o “pai artificial” da outra ficou desgostoso com o corpo grávido e sequer quis sair à rua para exibir uma condição que, em condições normais, gera orgulho e satisfação. Minha única pergunta é: Que futuro aguarda essas crianças oriundas desse tipo de configuração familiar e vindas ao mundo de um jeito tão diferente do normal? O tempo dirá.