Cientista sueco defende canibalismo para combater aquecimento global

Magnus-SoderlundO mais novo método para salvar o mundo foi anunciado no dia 3 de setembro, na TV4, da Suécia.[1] Enquanto alguns já se alimentam exclusivamente de luz,[2] ou de plantas, ou mesmo de insetos[3] para salvar o mundo (sem se importar se vão condenar a humanidade defendendo os “benefícios” de sua escolha), o cientista sueco Magnus Söderlund chegou a um novo patamar de bizarrice: ele defende o canibalismo para combater o aquecimento global. Falando sobre a “gastronomia do futuro”, o cientista defendeu para o progresso do nosso cotidiano um hábito que soa mais como um regresso para práticas desesperadas neanderthais[4] ou mesmo animais.[5] E ele não se importa em parecer advogar pelos interesses de zumbis quando parte para o ataque: “O principal obstáculo para essa proposta é o tabu sobre o consumo de restos humanos.” Ele continua dizendo que a maior parte das pessoas é “bem conservadora” quando o assunto é consumir comida a que eles não estão acostumados, como carne humana.[6]

Várias perguntas foram feitas na matéria para induzir o telespectador a pensar mais sobre o assunto. “Os humanos são egoístas demais para conseguir viver de forma sustentável? O canibalismo é a solução para a sustentabilidade alimentícia do futuro? A Geração Z tem respostas para os nossos desafios alimentares? Os consumidores podem ser levados a fazer a escolha certa?” E Söderlund responde: “Eu fico meio hesitante. Mas tenho que confessar […] [que] eu estaria aberto a pelo menos experimentar.”[7] Falando assim, tenho certeza que os vendedores de “coxinha humana” de Garanhuns[8] não estariam presos, mas, sim, ricos, se dependessem dele.

Söderlund, no entanto, não é o primeiro cientista a defender a tese. Dois psicólogos disseram no site da Newsweek, em 20/8/2019, que o canibalismo é um preconceito que existe por falta de “adaptação ao desconhecido”.[9] Richard Dawkins, o famoso biólogo e defensor do ateísmo, publicou um tweet em 3/8/2018 sugerindo o canibalismo de carne humana criada em laboratório.[10] No Brasil, a tese de que o nojo sobre o canibalismo foi um mero preconceito para justificar o imperialismo europeu sobre os indígenas já começou a ganhar espaço.[11] É de cair o queixo, mas é verdade. Eu coloquei várias referências e leituras adicionais nas fontes para o leitor checar. A mania de culpar a pecuária pelo suposto aquecimento global passou de todos os limites do tolerável.

Já que o cientista sueco defende tacitamente que perguntar não machuca, eu também tenho algumas perguntas para quem estiver tão chocado quanto eu. Será que tem alguém muito interessado em minar a economia vinda da nossa pecuária? Será que tem alguém muito interessado em diminuir as capacidades musculares de nossa gente, limitando nosso acesso à proteína? Seria o aquecimento global uma fachada para uma agenda que visa à nossa fraqueza? Seria o aquecimento global um consenso científico tão forte que justificasse até mesmo a violação de cadáveres? Será que os defensores do canibalismo entregariam seus próprios membros em defesa da causa?

Por enquanto, não podemos responder a nenhuma dessas questões. Mas que o país inteiro comece a parar de especular e comece a procurar os nomes dos reais interessados nessa loucura para nos ajudar a esclarecer esse caso de uma forma verdadeiramente científica. Num futuro não muito distante, poderemos ser obrigados a viver de mascar pessoas, insetos, ou mesmo de fazer a “dieta da luz” por força de lei, já que essa propaganda se encaixa perfeitamente na descrição da tática do uso de “poder suave”,[12] por motivos que ainda desconhecemos.

Infelizmente, para nós, a era da pseudociência e do ceticismo seletivo ainda está longe de acabar. “Dicentes enim se esse sapientes stulti facti sunt…”

(Renato Rabelo é pesquisador independente de inteligência militar e tradutor; Terça Livre)

canibalismoFontes:

[1] Vídeo original da entrevista (em sueco): https://www.tv4.se/efter-fem/klipp/forskaren-unders%C3%B6ker-m%C3%B6jligheten-att-%C3%A4ta-m%C3%A4nniskok%C3%B6tt-finns-m%C3%A5nga-tabun-12496854

[2] Matéria sobre pessoas que supostamente “vivem de luz”: https://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/comportamento/viver-de-luz-como-e-sobreviver-apenas-de-oxigenio-e-luz-solar/

[3] “Para combater aquecimento global, Brasil estuda incluir insetos na dieta do povo”: https://super.abril.com.br/blog/planeta/para-combater-aquecimento-global-brasil-estuda-incluir-insetos-na-dieta-do-povo/

[4] Artigo sobre como Neanderthais praticavam canibalismo supostamente por causa do aquecimento global (em inglês): https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0305440318304680?

[5] Matéria sobre o canibalismo entre ursos polares supostamente causado pelo aquecimento global: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/flagrante-de-canibalismo-de-ursos-polares-alerta-sobre-aquecimento-3418035

[6] Matéria com trechos de sua fala (em inglês): https://voiceofeurope.com/2019/09/eating-human-flesh-could-save-the-planet-swedish-university-professor-says/ Outra matéria, ainda mais detalhada, pode ser encontrada aqui: https://www.standard.co.uk/news/world/scientist-suggests-eating-human-meat-to-tackle-climate-change-a4230561.html

[7] Perguntas da matéria sobre canibalismo (em inglês): https://www.washingtontimes.com/news/2019/sep/6/cannibalism-whacked-scientist-says-eating-humans-c/

[8] Matéria sobre os cozinheiros de salgados humanos: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/04/em-pe-suspeitos-de-mortes-vendiam-salgados-de-carne-humana-diz-policia.html

[9] Matéria da Newsweek dos psicólogos em defesa do canibalismo: https://www.newsweek.com/cannibalism-animal-kingdom-ultimate-taboo-humans-1455287

[10] O biólogo Richard Dawkings defende o canibalismo (em inglês): https://twitter.com/RichardDawkins/status/969939225180364805?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E969939225180364805

[11] A estranha tese de “preconceito imperialista” do canibalismo no Brasil: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-canibalismo-antropologia.phtml

[12] Ver o livro Poder Suave, de Franthiesco Ballerini.

Nota do amigo Marco Dourado: Velho método dos engenheiros psicossociais a serviço dos globalistas:

1) Divulga-se a proposta para que ela seja inicialmente recebida pelo senso comum com indignação, incredulidade e deboche.

2) Depois, amplia-se o debate sobre o tema no meio acadêmico.

3) A seguir banaliza-se o assunto através da divulgação progressiva na mídia até ser incorporado ao cotidiano como um assunto qualquer.

4) Então publicam-se estudos considerados sérios por entidades tidas como respeitáveis.

5) Dá-se início a experimentos pilotos apresentando suas supostas vantagens e viabilidade.

6) Por fim acusam-se os críticos de intolerantes – posteriormente fóbicos –, até que a opinião pública, intoxicada pela discussão do tema e temendo o estigma por refutá-lo, acaba aceitando e assimilando passivamente, talvez até endossando-o com convicção.

Esse check-list leva geralmente no máximo uma geração para ter seu ciclo completado com sucesso.

Lembre-se: a aberração civilizicida de ontem será o direito inalienável de amanhã.

Tem sido sempre assim nos últimos 60 anos.

Folha de S. Paulo entrevistou Michelson Borges sobre criacionismo e aquecimento global

GlobalWarmingNo dia 4 de março de 2010, Reinaldo José Lopes, então repórter do jornal Folha de S. Paulo, procurou o jornalista Michelson Borges, propondo uma entrevista sobre criacionismo, ambientalismo e mudanças climáticas. A matéria (clique aqui para lê-la) e a entrevista foram publicadas no caderno Mais! da Folha do dia 7 de março. Leia aqui na íntegra a entrevista concedida por Michelson há nove anos e que, neste momento, se mostra mais atual do que nunca:

Reinaldo: Você me disse que concordava que havia uma aproximação entre as duas posições – a favor do criacionismo e contra a tese da mudança climática antropogênica. Por que você acha que essa convergência está ocorrendo?

Michelson: A convergência se dá simplesmente pelo fato de que os criacionistas, no esforço por se pautarem por pesquisas fidedignas e dados concretos, se deram conta, já há algum tempo, de que estava havendo certo exagero na questão do aquecimento antropogenicamente causado. Na verdade, entendo ser esse o exercício do bom ceticismo: não aceitar certos consensos até que haja evidências seguras. No entanto, é bom que fique claro que os criacionistas não negam a mudança climática, tampouco a parcela de contribuição humana nisso. Contudo, os que têm estudado o assunto perceberam que o aquecimento global não é totalmente provocado pelo ser humano. Trata-se de um fenômeno natural para o qual a ciência ainda não tem um modelo que possa ser corroborado pelas evidências ou não. Recentemente, parece que certos veículos da grande imprensa também estão se dando conta disso.

O fato de que essas posições estão ganhando voz é um sintoma de uma crise de confiança generalizada em relação à ciência, em sua opinião?

Não creio que isso conduzirá a uma crise de confiança na ciência. E nem deveria. A ciência avança assim mesmo: com hipóteses, teorias e revisões de dados que podem levar a conclusões totalmente diferentes das hipóteses propostas inicialmente. É preciso haver abertura para essas revoluções científicas (como diria Thomas Kuhn), a fim de que se evitem os “dogmas” e se impeça que certas teorias acabem blindadas e protegidas das discussões. Além disso, não seria justo jogar por terra os benefícios trazidos à humanidade em decorrência do desenvolvimento científico. Mas fica o alerta de que não devemos aceitar qualquer tipo de consenso apenas porque existe certa unanimidade científica, popular ou por parte da mídia.

Uma impressão que eu gostaria de saber se é verdadeira: parece que os meios cristãos (não católicos) brasileiros acompanham muito de perto as tendências e os temas de debate que nascem nos EUA. No caso dos adventistas, talvez isso seja natural porque se trata de uma igreja com raízes nos EUA. De qualquer maneira, se a minha impressão estiver correta, não lhe parece algo problemático que os adventistas e demais cristãos brasileiros aceitem um discurso que talvez tenha a ver com necessidades sociais e econômicas americanas (como o lobby do carvão e do petróleo), e não tanto com realidades religiosas?

No caso específico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, embora ela tenha, de fato, raízes norte-americanas, hoje se trata de uma igreja mundial, presente em praticamente todos os países e tendo como presidente um pastor norueguês [na época]. Por sinal, a maior presença adventista hoje está no Brasil, com cerca de 1,5 milhão de membros.

Os criacionistas do Brasil reconhecem que a controvérsia entre darwinistas e criacionistas nos Estados Unidos tem certo tom político, uma vez que muitos que defendem o criacionismo por lá fazem parte da chamada nova direita cristã, fortemente envolvida na vida política do país. Mas não podemos inferir disso que todos os criacionistas estão preocupados em impor suas ideias por via política e/ou jurídica.

Definitivamente, esse não é o caso no Brasil. Prova disso é a posição da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) com relação ao ensino do criacionismo nas escolas públicas: somos contra. Isso porque a entidade reconhece que vivemos num Estado laico e que o criacionismo bíblico tem um componente religioso, e entende que não há profissionais devidamente qualificados para o ensino do criacionismo, uma vez que esse tema ainda não é devidamente discutido nas faculdades, onde prevalece a visão darwinista naturalista. O que os criacionistas esperam é que se ensine um darwinismo crítico, apontando seus pontos fortes, mas sem deixar de lado suas insuficiências epistêmicas.

Qual a sua opinião, do ponto de vista teológico mesmo, sobre como se concilia a desconfiança que vocês mostram em relação ao ambientalismo e o papel de “jardineiro” da Terra que o homem recebe em Gênesis 1 e 2. Consideremos a hipótese de que os defensores do aquecimento antropocêntrico estejam corretos. Não seria dever de todo cristão mitigar os efeitos dele?

Desconfiar do exagero quanto à culpa humana no aquecimento e das intenções por trás de quem está orquestrando o assunto não tira de nós a responsabilidade de cuidar do meio ambiente. Para comparar: ao afirmarmos que certos interesses políticos foram levados adiante graças aos atentados terroristas do 11 de Setembro, não estamos dizendo, com isso, que o terrorismo não deva ser combatido em todas as suas formas.

De fato, os cristãos entendem que foram incumbidos por Deus de administrar a criação, não por motivações políticas ou movidos por algum tipo de crença pagã de que a Terra seria uma divindade. A motivação ecológica do cristão tem que ver com obediência ao Criador e respeito ao próximo, que passa pelo respeito ao meio ambiente, que é a “casa de todos”.

Se, de fato, órgãos como o Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas da ONU “maquiaram” informações sobre o aquecimento global supervalorizando a responsabilidade humana nesse fenômeno (lembre-se dos e-mails hackeados contendo evidências inequívocas de manipulação e do mea culpa de algumas autoridades em climatologia que recuaram publicamente de suas posições favoráveis ao aquecimento), a pergunta deve ser: Por que fizeram isso? Não quero dar a impressão de que estou lidando com teorias conspiratórias – que geralmente se alimentam não do que se sabe, mas do que apenas se suspeita, se insinua –, mas é sabido que a engenharia social é utilizada há um bom tempo como poderoso recurso de manipulação das massas, criando consensos artificiais e aprovando leis de interesse dos detentores do poder.

Por meio de matérias alarmistas veiculadas com insistência nos meios de comunicação, o medo de que a Terra estaria com seus dias contados foi alimentado. Aos poucos, vimos um fenômeno se desenvolvendo: o ambientalismo se tornando uma religião urbana de alcance mundial, tanto que alguns estudiosos do assunto passaram a chamar isso de ECOmenismo, ou seja, um movimento aglutinador ainda mais poderoso que o ecumenismo religioso promovido especialmente pela Igreja Católica. De uma hora para outra, católicos, evangélicos, espiritualistas, ateus e cientistas estavam empunhando juntos a bandeira verde, pensando em propostas para salvar o planeta da destruição – uma dessas propostas, inclusive, tem que ver com o descanso dominical, endossado até mesmo pelo jornal The Guardian, com a campanha “slow Sunday”. [Nessa época, Greta Thumberg era uma criança de sete anos, a encíclica papal Laudato Si não existia, nem se pensava que pudesse haver um sínodo ecossocialista.]

Fale sobre os aspectos escatológicos que os adventistas enxergam no movimento ambientalista. Em linhas gerais, por que os adventistas propõem um elo entre o ambientalismo e as expectativas escatológicas da igreja?

O movimento ambientalista atual tem “sabor” de neopaganismo, cujo slogan é “salvar a mãe Terra”. A pauta ambiental, ao que tudo indica, deve gerar uma mobilização interdenominacional em torno do domingo como dia de observância religiosa [o que o papa Francisco endossaria anos depois, na Laudato Si], tendo em vista que esse dia é tido como especial ou sagrado para a maioria dos cristãos.

Como lhe disse, os adventistas também têm um compromisso ambiental, mas baseado no amor ao próximo e na missão de, tanto quanto depender de nós, manter a “casa” em ordem até que Jesus venha realizar a remodelação completa do planeta, o que ocorrerá após a segunda vinda dEle. Ao contrário do que alguns possam pensar, ser advenista não significa aguardar o segundo advento de braços cruzados. Muito pelo contrário, seguindo as instruções de Jesus, devemos ser atuantes até o fim, ajudando a minorar o sofrimento das pessoas e as mazelas sociais. Para os adventistas criacionistas, a preservação do meio ambiente está inserida nesse contexto.

O erro tira sua vida da verdade

mask“Satanás tem operado com poder enganador, introduzindo uma multiplicidade de erros que obscurecem a verdade. O erro não pode subsistir por si mesmo, e se extinguiria de pronto, não se apegasse como parasita à árvore da verdade. O erro tira sua vida da verdade de Deus. As tradições dos homens, como germes que pairam no ar, agarram-se à verdade de Deus, e os homens as consideram como parte da verdade. Mediante falsas doutrinas, Satanás consegue terreno onde firmar-se, e cativa a mente dos homens, fazendo com que se apeguem a teorias que não têm fundamento na verdade”(Ellen White, Evangelismo, p. 589).

Há pessoas que depois de descobrir problemas em algo começam a duvidar de tudo. Sabe o motivo? Sua base de entendimento da verdade está enfraquecida; algumas vezes quase nem existindo.

Muitos erros se espalham pelo mundo. Para existir devem estar misturados com pedaços da verdade, pois ficariam mais evidentes os enganos e as loucuras dessas ideias. Ganham espaço na mente das pessoas ao se apropriar da credibilidade que existe nos pedaços de verdade com os quais estão misturados. A melhor maneira de enganar é se parecendo amigo de alguém, pois assim não desconfiarão dessa pessoa.

Somente o estudo adequado da Palavra de Deus e da boa Ciência (que mostra Deus na criação), sob a guia do Espírito Santo, pode nos ajudar a discernir a verdade e o erro.

Pense nisso.

(Josué Cardoso dos Santos é doutor em Física e especialista no estudo do movimento de corpos celestes do Instituto de Tecnologia de Israel)

Imitando a cultura

uzaNum instante, Davi se transformou num assassino, quando Uzá foi fulminado por sua ousadia em tocar a Arca (1 Crônicas 13). E tudo começou com uma aparentemente ingênua ação: colocar a Arca num carro, em vez dos ombros dos levitas. O entusiasmo e o pragmatismo de Davi o levaram ao erro e ao pecado. Mas a ação de Davi não foi original; os filisteus transportaram a Arca num carro (1 Samuel 6:7, 8). Portanto, ao imitar a cultura, Davi fracassou!

Esse episódio nos lembra que a obediência à Palavra é muito mais importante que o entusiasmo, o pragmatismo e a cultura.

“Mas eles estão fazendo assim!” “As igrejas estão fazendo desse jeito.” “As pessoas gostam disso!” “Os estudos mostram que…!”

Esqueçamos a cultura! Esqueçamos as tendências sociológicas e antropológicas! Esqueçamos o pensamento dominante! Esqueçamos o que dizem os especialistas! Se eles disserem e praticarem diferente da Palavra, esqueçamos!

O conselho das pessoas, as pesquisas dos especialistas e os ditames da cultura jamais devem substituir as prescrições da Palavra de Deus.

Pastor Adolfo Suárez

Uma doce complexidade

favoMuito pequenas, com o cérebro menor do que uma semente de gergelim e realizando atividades cotidianas tão bem estruturadas e complexas que deixam qualquer um de boca aberta! Existem mais de 20 mil espécies de abelhas. Abordar a quantidade de atividades realizadas por elas com tamanha precisão obviamente não é possível aqui. Então, vamos nos fixar em uma ação específica: a produção do mel.

O mel contém nutrientes, minerais e vitaminas; além disso, possui antioxidantes – especialmente em suas variedades mais escuras. Ele é uma solução concentrada dos açúcares glicose e frutose, com porcentagens menores de mais de 20 açúcares complexos. Apresenta também vestígios de minerais essenciais.

Em tempos antigos, o mel era usado para curar feridas e infecções. Povos da Birmânia utilizavam-no em cadáveres, para preservar o corpo pelo tempo necessário – até que os custos para o funeral fossem arranjados.

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Duas terraplanistas demonstram em vídeo que a Terra NÃO é plana

luaVi seus comentários no vídeo de duas terraplanistas que alegam ter observado a Lua cheia no Brasil no mesmo momento que ela era observada no Japão. Elas apresentaram essas observações como prova de que a Terra é plana. Eu não entendo a razão de na Terra plana tal ser possível. Além disso, gostaria que o senhor explicasse a razão de ter afirmado nos comentários do vídeo que elas apresentaram evidências sobre a esfericidade da Terra.

A esdrúxula concepção da Terra plana coloca a Lua e o Sol em órbitas paralelas à superfície da Terra e a poucos milhares de quilômetros da superfície (os terra-chatos não conseguiram e não conseguirão determinar a distância que o Sol está da pizza onde imaginam viver pelas razões expostas em Distância ao Sol na mítica Terra Plana: a razão de as diversas estimativas serem conflitantes). Dessa forma, tanto o Sol quanto a Lua nunca atingem o horizonte, estando ambos sempre acima da face do disco, que é a Terra como bem ilustra a histórica figura de 1893, do fundamentalista religioso Orlando Ferguson. (Wikipedia)

Desse modelo decorre singelamente que não pode haver noite na Terra plana. Entretanto, os terra-chatos criam “argumentos” para justificar a noite, exercitando sempre forte dissociação cognitiva para bem de sustentar essa ideia anacrônica. Não é meu objetivo nesta postagem tratar especificamente da impossibilidade de noite nesse estapafúrdio modelo, mas apenas notar que na Terra plana a Lua e o Sol deveriam ser visíveis no mesmo instante de quaisquer dois pontos da “pizza”, em particular aqui e no Japão, e em qualquer momento do mês lunar, e não apenas na Lua cheia.

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Papa convoca reunião mundial e foca nas novas gerações

gretaPrecisamos salvar o planeta? Não. Precisamos salvar as pessoas e cuidar do planeta até que Jesus venha recriá-lo? Sim. Essa é a nossa missão como cristãos bíblicos.

Apocalipse 11:18 diz que Jesus vem para destruir os que destroem a Terra. Portanto, a degradação ambiental é prevista nas profecias, e o juízo de Deus contra aqueles que destroem o planeta também é certo. No fim da semana da criação, antes ainda da entrada do pecado na história humana, Deus encarregou Adão e Eva de cuidar da natureza que Ele lhes deu de presente. Como criacionistas bíblicos, entendemos que somos mordomos ou administradores da criação, e que, portanto, temos, sim, que cuidar da Terra enquanto Jesus não vem. “Mas a Terra não será destruída?”, perguntam alguns. “Por que cuidar dela, então?” Respondo com outra pergunta: “Nosso corpo mortal não será destruído por ocasião da volta de Jesus, para dar lugar a um corpo imortal, glorioso?” Sim, é o que ensina a Bíblia. No entanto, somos admoestados pela mesma Bíblia a cuidar do nosso corpo mortal e mantê-lo nas melhores condições possíveis, tanto físicas quanto mentais. E por quê? Porque isso é lógico, bom e nos traz inúmeros benefícios, sendo um deles maior clareza mental para nos conectarmos com o Céu e maior utilidade para fazer o bem.

Quando cuidamos da Terra, estamos garantindo por mais tempo um ambiente tanto quanto possível saudável e tranquilo, para que possamos cumprir nossa mais importante missão: levar o evangelho da salvação ao maior número possível de pessoas. Bandeiras como a do estilo de vida saudável, do vegetarianismo, da ecoconsciência e outras são importantes, mas não são um fim em si mesmas. Todas elas têm prazo de validade e devem orbitar a grande comissão dada por Jesus, ou seja, todas elas devem de alguma forma visar ao bem-estar eterno do ser humano e deixar claro que a solução definitiva para a nossa miséria está na volta de Jesus. Enquanto esse dia não vem, todos os nossos esforços para o bem são apenas paliativos.

Não quero nem vou discutir aqui se a temperatura da Terra está aumentando ou não. Na verdade, essa controvérsia não importa tanto quanto os interesses que estão por trás dela. Especialmente os interesses religiosos e de poder. Em 2008, apresentei uma palestra sobre o que passou a ser chamado de “ECOmenismo”, um esforço na direção de unir a todos, religiosos ou não, na luta por salvar o planeta, colocando no ser humano a maior parte da culpa pelo aquecimento global, isto é, um aquecimento global antropogênico (veja aqui, aqui, aqui e aqui).

De lá pra cá o assunto se manteve na mídia, sendo de vez em quando publicadas matérias e pesquisas para manter a pauta em banho-maria e o medo alimentado por uma verdadeira engenharia social. O papa emérito Bento XVI falou várias vezes sobre esse assunto, mas o papa Francisco foi quem levou a causa ecológica bem mais longe, tendo inclusive escrito e publicado em 2015 sua famosa encíclica Laudato Si, na qual fala sobre os desafios ambientais e apresenta o descanso dominical como uma das formas de se combater as “mudanças climáticas”, expressão que passou a ser mais usada que o sempre questionado “aquecimento global”.

Eis que surge nesse cenário a adolescente sueca Greta Thumberg para engrossar o coro ECOmênico com suas falas inflamadas e seu ativismo histérico que tem arrebanhado multidões. Em seu recente discurso na ONU, ela disse com expressão de raiva e indignação: “As pessoas estão sofrendo e estão morrendo. Os nossos ecossistemas estão morrendo. Estamos vivenciando o começo de uma extinção em massa. E tudo o que vocês fazem é falar de dinheiro e de contos de fadas sobre um crescimento econômico eterno. Como vocês se atrevem?”

Quando o discurso vem dos lábios de uma criança e ecoa o que já se tornou senso comum, com certeza tem mais força e capacidade de provocar comoção (com musiquinha e tudo). Num cenário assim, quase qualquer proposta de salvamento será aceita…

Atento a tudo isso, o “campeão da ecologia” Jorge Mario Bergoglio, o papa, convocou para o mês que vem um sínodo com temática ecológica que exalta a cultura animista indígena e com um instrumento de trabalho cujo texto mais parece pagão e panteísta, tratando o planeta como a “mãe Terra”. Veja aqui o vídeo em que discuto os principais tópicos desse instrumento de trabalho ECOmênico e neopagão, que está dando o que falar no meio católico e fora dele.

Depois do Sínodo da Amazônia, o papa deverá publicar um documento oficial sobre o assunto. E como ele não está pra brincadeira, convidou líderes políticos, culturais e religiosos de todo o mundo para uma reunião no Vaticano em maio do ano que vem para acertar um Pacto Global Sobre Educação, que prepare melhor os jovens para os desafios econômicos, sociais e, claro, ambientais (veja aqui o vídeo do convite que ele introduz citando justamente a Laudato Si). O objetivo é educar as novas gerações, que já estão sensibilizadas para a pauta ECOmênica. Como se pode ver, o motor está funcionando a pleno vapor.

Essa reunião no Vaticano será precedida por conferências temáticas que incluirão tópicos como a defesa dos direitos humanos e da paz, o diálogo interreligioso (leia-se ecumenismo), a migração, a cooperação internacional, justiça econômica e proteção ambiental. Imagino que Greta será uma convidada de honra…

O encontro foi agendado para coincidir convenientemente com o quinto aniversário da encíclica Laudato Si. Umas das conferências preparatórias será realizada na muçulmana Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que o papa visitou em fevereiro. As outras ocorrerão na Itália e no Vaticano. Assim, cristãos moderados, muçulmanos moderados e defensores do ambientalismo estarão de mãos dadas por uma causa comum. Ficam de fora os fundamentalistas, extremistas e fanáticos religiosos (de fato ou assim considerados). Não haverá espaço para esses no “novo mundo de paz” que se quer construir.

O que precisamos fazer enquanto ainda temos liberdade para isso? Salvar o planeta? Não. Salvar as pessoas e cuidar do planeta até que Jesus venha recriá-lo.

Michelson Borges

Nota 1: Há quem pergunte por que todo esse interesse nas ações do papa. Bem, aqui neste blog sempre estamos atentos aos grandes temas religiosos e proféticos. O papa é o mais importante líder religioso e suas palavras e atitudes sempre têm grande repercussão. Além disso, a instituição que ele representa é bem descrita nas profecias de Daniel e Apocalipse, sendo, portanto, inevitável falar de vez em quando dessa figura político-religiosa. Alarmismo? Bem, Noé também foi considerado alarmista enquanto construía a arca e anunciava a inundação vindoura. Os mileritas e pioneiros do adventismo também foram tratados como fanáticos alarmistas por viverem falando da volta de Jesus. Se alarmista significa estar atento aos fatos e às Escrituras, que assim seja.

Nota 2: A verdadeira causa dos problemas climáticos: “Satanás também atua por meio dos desastres naturais, a fim de recolher sua colheita de pessoas desprevenidas. Estudou os segredos dos laboratórios da natureza e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto Deus o permite. […] Nos acidentes e nas calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, nas inundações, nos ciclones, nas ressacas e nos terremotos; em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder. […] Essas ocorrências devem tornar-se mais e mais frequentes e desastrosas. A destruição será tanto sobre o ser humano como sobre os animais” (O Grande Conflito, p. 589, 590).

À medida que o poder refreador do Espírito Santo vai sendo retirado da Terra, Satanás terá mais liberdade de ação. Catástrofes aumentarão em quantidade e intensidade, e haverá um clamor por solução. Finalmente, a culpa será jogada na conta dos que não se unirem nessa coalizão. 

Nota 3: Sugiro três livros para que você tenha melhores condições de perceber o cenário atual: O Grande Conflito, Apocalipse 13 e O Império Ecológico.

Terra plana: resposta ao Afonso Vasconcelos

afonsoRecentemente, publiquei em meu canal no YouTube um vídeo com o título “Desafio aos terraplanistas”, no qual ofereço uma resposta a um engenheiro que me escreveu em privado questionando o formato redondo (globo) da Terra. Em respeito a esse terraplanista, pedi que meu amigo astrofísico e engenheiro de software Eduardo Lütz escrevesse alguma coisa, e ele se empolgou: redigiu um documento de 118 páginas, disponível aqui. O único terraplanista de destaque que afirma ter lido o artigo do Lütz foi o geofísico Afonso Vasconcelos, cujo canal é citado por onze de cada dez terraplanistas brasileiros. Agradeço-o por ter dedicado tempo para analisar um material que foi preparado com dedicação e de maneira respeitosa. Que outros defensores da Terra plana sigam esse exemplo do Afonso.

Não conheço pessoalmente o geofísico youtuber, mas o respeito como ser humano e só resolvi responder ao vídeo dele porque, em lugar de começar analisando os argumentos técnicos do Lütz, ele tenta descredibilizar tanto a mim quanto ao meu amigo físico, num típico exemplo de argumentação ad hominem, em que se ataca a pessoa, deixando suas ideias em segundo plano. Há vários vídeos sobre Terra plana em meu canal (confira), e em nenhum deles me dirijo a pessoas, tratando unicamente de ideias. Esta será a única vez que abro uma exceção.

Farei a seguir uma breve análise do vídeo de 31 minutos em que ele comenta a introdução do texto do Lütz:

  1. Logo aos 10 segundos de vídeo, ele projeta na tela os dizeres “físico ‘criacionista’ que defende o modelo da bola molhada giratória”. Por que colocar a palavra “criacionista” entre aspas?Aos 7’10”, ele afirma que Lütz “se diz criacionista”, e em seguida sugere que ele seria “criacionista nutella”. Desde os anos 1990, Eduardo Lütz tem defendido o criacionismo bíblico como poucos têm feito. Ele apresentou inúmeras palestras, escreveu vários artigos sobre criacionismo e temas correlatos. Eu sou testemunha pessoal da grande sabedoria e da humildade desse cientista servo de Deus. Não é justo chamá-lo de criacionista entre aspas, quando os que o conhecem sabem que ele é um criacionista com C maiúsculo, que decidiu dedicar a vida a essa causa muitos anos antes de existirem youtubers.
  1. Ao 1’14”, Afonso diz que eu “odeio” a Terra plana. Na verdade, tenho aversão (essa é a melhor palavra) a qualquer tipo de pseudociência, como astrologia, parapsicologia, certas “medicinas alternativas”, e o terraplanismo entra nesse pacote. Assim como tenho aversão por heresias e dogmas antibíblicos que posam de bíblicos. Por quê? Pelo potencial que essas coisas têm de cegar as pessoas e as afastar da verdadeira ciência e da verdadeira teologia. Além disso, atraem o escárnio e o desprezo à Bíblia, que nada tem que ver com essas ideias esdrúxulas. Prova disso é que o YouTube já está restringindo vídeos de desinformação e considerados conspiratórios, como os que tratam da Terra plana (confira). Podemos imaginar que essa restrição acabará sendo estendida aos vídeos criacionistas, por falsa associação. Parabéns, terraplanistas!
  1. Ao 1’29”, Afonso mostra o meu vídeo com o desafio aos terraplanistas, que estava com “apenas” 7,1 mil visualizações. De fato, esse vídeo não está entre os mais visualizados do meu canal, talvez porque as pessoas que me seguem estejam preocupadas com coisas mais importantes. Afonso parece tentar medir a relevância do meu conteúdo pelos views, já que em seguida diz que meus vídeos sobre terraplanismo “não traz[em] conhecimento”, embora depois elogie o vídeo de outra pessoa, com exatamente a mesma quantidade de visualizações…
  1. Aos 4’36”, Afonso começa a falar sobre o currículo do Eduardo Lütz, que há muitos anos trabalha como engenheiro de software e faz tempo que não leciona, não tendo, portanto, o Currículo Lattes. Incensado pelos terraplanistas, o filósofo Olavo de Carvalho também não tem Currículo Lattes. Só pra lembrar…
  1. Aos 5’55”, Afonso reclama que eu não apresentei o e-mail original que deu origem ao texto do Lütz, sugerindo que teríamos inventado a mensagem. Não revelei o nome do engenheiro pelo mesmo motivo que até hoje me levou a nunca divulgar nomes de pessoas que me procuram em privado. Não seria ético revelar a identidade do indivíduo. Em lugar de se ater aos argumentos da resposta do Lütz, Afonso continua se esforçando para lançar dúvidas sobre nosso conhecimento e idoneidade. Isso é lamentável. Ele induz seus seguidores a lerem o material com desconfiança e preconceito.
  1. Aos 7’48”, Afonso considera “top” o autor do e-mail pelo fato de ser engenheiro, mas não pergunta pelo Lattes dele nem sugere que ele seja “nutella” ou coisa parecida. Basta ser terraplanista para o indivíduo já ser respeitado pelo geofísico, independentemente do currículo.
  1. Aos 7’55”, o youtuber terraplanista levanta a primeira cortina de fumaça, detendo-se em um detalhe insignificante: o fato de Lütz ter dito que o engenheiro se converteu ao terraplanismo. E pergunta: “Vocês se converteram ao criacionismo?” De minha parte, respondo sem hesitar: sim, convenci-me e converti-me. Fui evolucionista até minha juventude, até que conheci um modelo das origens muito melhor e mais coerente, que integra a boa ciência e a boa teologia. Abracei o criacionismo no começo dos anos 1990 e desde então tenho feito o que posso para divulgar esse modelo conceitual. Mas Afonso gasta tempo considerável para tentar mostrar que o terraplanismo não é filosofia nem religião, comparando-o a áreas de pesquisa como o desenvolvimento de cristais e a nanotecnologia, para desespero dos que lidam com essas coisas reais. Afonso nos chama de “monstruosamente ignorantes” e mal-intencionados pelo fato de Lütz ter usado a palavra “conversão”, e nos compara a “tartarugas”.
  1. Aos 12’34”, a segunda cortina de fumaça é levantada e vai ocupar o restante do vídeo: Afonso induz seus seguidores a pensar que Lütz afirmou no texto que as escolas só ensinam verdades, quando o que ele disse, em resposta ao engenheiro, foi, obviamente, que ensinam a verdade de que a Terra é um globo. Afirmar algo diferente disso é pior do que nos chamar de tartarugas sem Currículo Lattes.
  1. Aos 13’05”, Afonso vem com a pergunta “O que é a verdade?”, e me desafia a gravar um vídeo explicando o que para mim é a verdade. Ele diz que, para ele, a verdade é a Bíblia (mais especificamente a Torá). E eu respondo que, para mim, obviamente, também é a Bíblia (João 17:17), e, mais específica e especialmente, Aquele de quem as Escrituras dão testemunho e que de Si mesmo disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Se pesquisasse em meu canal, o geofísico descobriria que gravei 26 vídeos de uma série intitulada “O Resgate da Verdade” (confira), na qual exalto a Bíblia Sagrada e suas doutrinas. Depois de me desafiar a fazer o que já fiz, Afonso começa a tergiversar, dizendo que a escola não ensina a Bíblia e, portanto, não ensina a verdade. Que nas escolas se ensina a ideologia de gênero e os alunos são estimulados a ouvir funk. Isso não tem absolutamente nada a ver com o que o Lütz escreveu, já que o assunto do documento “Ajuda a um terraplanista” é o terraplanismo. No entanto, esse passa a ser o tema do vídeo do Afonso até 30’35”. Ou seja, em um vídeo de 31’06”, ele gasta 17’03” para falar de algo que foge totalmente da discussão, desperdiçando quase 55% do tempo do vídeo – e do nosso tempo. Isso se caracteriza como a conhecida “falácia do espantalho”, “argumento em que a pessoa ignora a posição do adversário no debate e a substitui por uma versão distorcida, que representa de forma errada essa posição. A falácia se produz por distorção proposital, com o objetivo de tornar o argumento mais facilmente refutável, ou por distorção acidental, quando o debatedor que a produz não entendeu o argumento que pretende refutar. Nessa falácia, a refutação é feita contra um argumento criado por quem está atacando o argumento original; não é uma refutação do próprio argumento original. Para alguém que não esteja familiarizado com o argumento original [a maioria dos seguidores do Afonso, que certamente não leu o texto do Lütz], a refutação pode parecer válida, como refutação daquele argumento” (fonte).
  1. Aos 17’36”, Afonso mostra rapazes vestidos de saia e meninas usando gravatas em uma escola do México, para então sugerir que os responsáveis por isso são a “bola molhada giratória”, o “darwinismo” e “cia”. O que a Terra redonda (globo) tem que ver com essas questões morais? Por que tentar relacionar uma coisa com a outra? Eu jamais iria sugerir que terraplanistas são imorais por adotarem essa ideia pseudocientífica.
  1. Aos 20’46”, ele sugere que sinônimo de verdade para o Lütz e para mim seria a NASA, e para ele, a Bíblia; e dá uma risada de deboche. Depois pergunta se eu faço vídeos contra o darwinismo “só por causa dos cliques”. Creio que nem vale a pena responder esse tipo de escárnio. Melhor manter mais alto o nível da discussão.
  1. Quando cheguei aos 22’40”, uma curiosidade me veio à mente: Será que Afonso guarda o sábado do quarto mandamento da Torá? Sim, porque ele afirma que toda a Bíblia serve para validar a Torá e que o Messias também veio validar a Torá. Terraplanistas costumam ser tão literalistas (até demais) com respeito às Escrituras, mas nunca os vejo defendendo o memorial da criação, o santo sábado. Bem, foi apenas curiosidade…
  1. Aos 27’28”, Afonso faz outra “pergunta espantalho” que nada tem que ver com o texto do Eduardo Lütz: “Qual o seu objetivo, quando você manda seu filho para a escola?” Então ele cita algumas ideologias típicas da educação comum, como darwinismo, comunismo e feminismo, e diz que o objetivo dele para os próprios filhos é que eles se desenvolvam como pessoas inteligentes, aprendam um ofício para ganhar o sustento e tenham uma família. Já que ele me perguntou, eu respondo: a educação que eu escolhi para meus filhos, embora não seja perfeita, tem exatamente essas qualidades que ele destaca, e se chama educação adventista.

Espero que nos próximos vídeos prometidos o Dr. Afonso se atenha estritamente às ideias e aos dados apresentados no texto do Lütz, e abandone os argumentos ad hominem e a falácia do espantalho. Creio que nós e os seguidores dele merecemos isso.

Falando em seguidores, resolvi ler alguns dos inúmeros comentários ao vídeo do Afonso, mas não avancei muito ali, pois estavam me fazendo mal. São muitas palavras desrespeitosas, arrogantes e maldosas. Pessoas que não me conhecem julgando meu caráter pelo fato de eu defender a esfericidade da Terra. Isso é cristianismo? É esse tipo de ética e respeito que o terraplanismo ensina? É por esse e outros motivos que não deixo habilitada em meu canal a função comentários – preciso manter minha saúde emocional, tenho meu trabalho (o canal e as demais redes sociais são uma atividade voluntária) e, principalmente, tenho que me dedicar à minha esposa e aos meus filhos.

Já que Afonso valoriza tanto currículos, vou publicar aqui a análise do meu amigo doutor em Física e especialista no estudo do movimento de corpos celestes do Instituto de Tecnologia de Israel, Josué Cardoso dos Santos. Segundo o Dr. Josué, Afonso usa “uma tática velha de retórica, em que você tenta desqualificar o oponente ao (1) procurar limitações na formação (como se ele fosse menos capaz que Afonso por não possuir o doutorado que ele possui), utilizando o argumento de autoridade de forma conveniente, pois quando possuem menos formação aí são ‘ignorantes’; se possuem melhor formação, aí busca-se desqualificá-los, dizendo que a formação não é importante; ou força-se alguma conexão da pessoa com conspiração; (2) desqualificar a pessoa procurando falhas na vida dela para tentar manchar a reputação, tirando a credibilidade pública dela de maneira que as pessoas já desconfiem a priori do que ela fala e não analisem friamente os argumentos (o que dizer da reputação de tantos personagens da Bíblia, como Abraão, Moisés, Davi, Salomão e Paulo? Suas terríveis falhas passadas não os impediram de dizer grandes verdades. Não é o mensageiro que torna a mensagem verdadeira, mas o conteúdo dela em si. Deus usou até mesmo ímpios para pregar verdades quando o povo de Israel estava de coração endurecido. E o próprio diabo pode dizer verdades. Além disso, lembremos que as contribuições de famosos cientistas com conexão com misticismo, como é o caso de Pitágoras e Tesla, são usadas por todos nós, inclusive terraplanistas, até hoje. Mesmo que muito do que fizeram esteja claramente ligado ao misticismo, ninguém, nem mesmo os terraplanistas, deixa de usar ou nega a validade do teorema de Pitágoras ou dos estudos sobre eletromagnetismo de Tesla); (3) usando a já citada falácia do espantalho, distorcendo as palavras da pessoa para sentidos que não foram os originais (isso é falso testemunho, segundo a Torá), para induzir o público a ter uma opinião específica sobre a pessoa; etc.”.

“Afonso se equivoca na argumentação em diversos momentos, especialmente ignorando conceitos fundamentais e básicos de física, geometria e lógica”, continua o Dr. Josué. “Adicionalmente (e infelizmente) utiliza-se de ataques pessoais que levantam suspeita contra o caráter de outras pessoas a quem não conhece, e de forma gratuita. A verdade se sustenta por si própria e o foco deve ser concentrado nos argumentos (Deus usou uma jumenta para disciplinar Balaão em Números 22). Para além disso, esse comportamento nunca foi o que Jesus apresentou em Seu trato com as pessoas, mesmo quando elas estavam tremendamente equivocadas e até mesmo mal-intencionadas. Mesmo sabendo das intenções delas, Cristo sempre foi respeitoso, buscando discutir a informação de maneira a ajudar na salvação dos outros, mostrando a verdade ensinada na Torá de maneira prática, exemplificando como devem ser e viver os que dizem crer nele. Com essa abordagem não cristã de alguns terraplanistas, desvia-se o foco, fala-se e fala-se muito de outro assunto, e depois conclui-se (dando a falsa impressão para quem não está atento) que o assunto não abordado está correto (no caso, o terraplanismo). Falar verdades sobre algo não valida que tudo o que falamos sobre outro assunto estará correto. Essa é uma falácia lógica. Um matemático cristão não sabe mais e não fará uma cirurgia melhor do que um médico não cristão só pelo fato de ele aceitar mais os ensinamentos de Jesus Cristo que o outro. Pessoas minimamente instruídas e educadas percebem isso.”

Aliás, terraplanistas não se contentam em lançar dúvidas sobre a inteligência e o caráter de “globalistas” atuais. Eles têm feito isso também com grandes nomes da ciência, como Galileu, Copérnico e Newton. Sim, porque o modelo é mais importante do que tudo, e tem que ser defendido de qualquer ideia ou pessoa que o contrarie.

Em 2014, manuseei um manuscrito original de Isaac Newton guardado no cofre da Universidade Andrews, nos Estados Unidos (foto abaixo). E há pouco mais de um ano estive na Inglaterra pesquisando a vida e obra do cientista. Visitei a Abadia de Westminster (onde ele está sepultado); a fazenda em Woolsthorpe (a 186 km de Londres), onde Newton nasceu, cresceu e viveu alguns anos da vida adulta; e outros lugares históricos. Li biografias sobre o cientista, como o livro Newton, do famoso escritor britânico Peter Ackroyd, e O Profeta Daniel, o Cientista Isaac Newton e o Advento do Messias, do Dr. Ruy Vieira (www.scb.org.br). Mas o livro que mais me impressionou foi escrito pelo próprio Newton e publicado em 1733: As Profecias do Apocalipse e o Livro de Daniel. Newton aplicou sua mente matemática ao estudo das profecias apocalípticas, chegando a conclusões bem interessantes e alinhadas com a interpretação dos grandes nomes da Reforma Protestante e também do adventismo. Vale a pena ler esse livro a fim de perceber que o grande cientista foi também um tremendo teólogo!

manuscrito Newton.JPG

Ackroyd escreveu, na página 52 de seu livro Newton, que o cientista “estava em busca da verdade eterna. Para ele não havia contradição entre ciência e teologia. Ambas eram parte de uma mesma busca. Teologia e ciência eram, igualmente, avenidas para Deus. Eram as verdadeiras chaves para o conhecimento do Universo”. Ackroyd diz que Newton tinha trinta versões e traduções da Bíblia, e estudou hebraico para poder ler os textos bíblicos originais. Portanto, os terraplanistas que o criticam precisam ainda comer muito feijão com arroz.

Em seu livro Tempo Astronômico, Histórico e Profético (www.scb.org.br), o ex-ateu Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira, fundador e por quatro décadas presidente da Sociedade Criacionista Brasileira, uma das mentes mais brilhantes que conheço, escreveu que “a concepção de uma Terra esférica […] era algo incorporado ao conhecimento científico até o segundo século da era cristã e continuou presente até o décimo século. Como, então, veio a se tornar tão divulgado que, na época dos descobrimentos, não se sabia que a Terra era esférica, e se aceitava de maneira generalizada o conceito de uma Terra plana?” Em seu livro, o Dr. Ruy responde à pergunta que ele mesmo faz (e eu resumo a resposta neste vídeo).

Ah, e como já vimos que currículo é muito importante para o Dr. Afonso, vamos lá: um dos maiores criacionistas adventistas do Brasil, o Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira, é engenheiro mecânico e eletricista, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Dedicou-se à carreira docente, lecionando Mecânica dos Fluidos de 1954 a 1956, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Em julho de 1956, foi lecionar Física Técnica (nome italiano dado à cadeira de Mecânica dos Fluidos, Transmissão de Calor e Aplicações Tecnológicas) na Universidade de São Paulo (USP), Campus de São Carlos, onde fez a livre docência e tornou-se catedrático. Em 1970 assumiu a chefia do Departamento de Hidráulica e Saneamento naquela universidade, fundando a pós-graduação que é considerada a melhor na área no Brasil. Foi convidado, em 1972, a integrar a Comissão de Especialistas do Ensino de Engenharia do Ministério da Educação e Cultura, responsável pelas escolas de engenharia, currículos, formação de professores, reconhecimento de cursos, etc. Representou o MEC no Conselho da Agência Espacial Brasileira, participando de suas reuniões periódicas e empreendendo viagens por locais onde se desenvolvem atividades espaciais. Atuou como consultor do Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento, junto à Secretaria de Educação Tecnológica do MEC. Foi também diretor-tesoureiro da Sociedade Bíblica do Brasil, tendo vasto conhecimento das Escrituras Sagradas. Escreveu e traduziu muitos livros.

Evidentemente que currículo e formação acadêmica são coisas importantes, mas ideias e argumentos, independentemente de quem os tenha dito, devem ser analisados à luz da verdade, dos fatos e do bom senso. Por isso quero gastar mais algumas linhas para analisar outros vídeos e outras ideias do Dr. Afonso Vasconcelos, sendo bom, mais uma vez, afirmar que o respeito como ser humano e que reconheço a formação dele. Só que ideias são ideias, e penso ser bom que os seguidores desse importante terraplanista saibam o que ele afirma sobre outros temas.

No vídeo “A Lua: entre a provocação e a ilusão”, Afonso defende o geocentrismo, diz que o Sol tem apenas 50 km de diâmetro e está a 5.000 km de altura (2’42”), que a Lua pode ser um holograma e que, portanto, é impossível pousar nela (o que torna mentirosos os norte-americanos, os russos, os israelenses, os chineses e os indianos) (13’55”); depois ele sugere que a Lua seja um tipo de prato preso no domo sólido que, segundo os terraplanistas, recobre a Terra (14’56”).

De 15’55” a 16’56”, violando a língua hebraica e citando tradições indígenas, ele afirma que o “luminar menor” mencionado em Gênesis 1:14-16 seriam as estrelas e não a Lua. A tradução literal desses versos de Gênesis é: “E disse Deus: que haja luzeiros no firmamento [palavra que também pode ser traduzida como ‘expansão’] dos céus para fazer separação entre o dia e a noite, […] e fez Deus os dois luzeiros grandes; o luzeiro grande para dominar/governar o dia, e o luzeiro [no singular] menor para dominar/governar a noite e as estrelas [no plural].” Portanto, é impossível relacionar o “luzeiro menor” com as estrelas, como faz Afonso (leia também os Salmos 8:3; 104:19; 136:9).

De 17’15” a 17’26”, Afonso menciona os tais “corpos obscuros” invisíveis a olho nu e que seriam responsáveis pelos eclipses lunares, objetos estranhamente nunca detectados nem citados na Bíblia, mas necessários para explicar o que se torna inexplicável no modelo terraplanista: os eclipses. Em 18’45”, ele diz que ninguém garante que a Lua é uma esfera (esse é um bom momento para assistir a este vídeo do meu amigo Alexsander Silva).

Sobre os mágicos e misteriosos “corpos obscuros”, é bom que se saiba que qualquer objeto capaz de ocultar a luz do Sol pode ser facilmente observado ao ocultar também a luz de estrelas. De fato, tem-se um mapeamento detalhado de objetos do sistema solar, e muitos desses objetos podem ser observados dessa maneira, apesar de serem muito menores do que algo capaz de fazer uma sombra visível na Lua. Como geofísico, tenho certeza de que Afonso sabe disso.

No vídeo “Item fundamental para o fim dos tempos”, Afonso diz, aos 36 segundos, que é fundamental comer carne no fim dos tempos, e reforça isso aos 6’27”, afirmando ainda que os demônios têm mais facilidade de acessar a mente dos que não comem carne. Dá para levar a sério uma coisa dessas?! Inúmeras pesquisas científicas têm mostrado as vantagens de uma dieta vegetariana, tanto para o corpo quanto para a mente. Até o diabo sabe que a alimentação recomendada por Deus desde o Éden desobstrui os pensamentos e, portanto, favorece a comunhão com Deus (mas claro que o inimigo usa esse conhecimento para ajudar seus servos a serem mais saudáveis e inteligentes que os servos de Deus, pois há uma guerra em curso; assim, os primeiros ficam mais receptivos e perspicazes para usar o engano, como a serpente fez no Éden, inclusive distorcendo declarações da própria Bíblia).

Aos 3’58”, valendo-se de uma má interpretação de 1 Timóteo 4:1-3, Afonso afirma que a Bíblia manda comer carne. Nesse texto aparece a palavra grega “bromaton”, traduzida por “alimento” em praticamente todos os manuscritos antigos. A palavra é traduzida como “alimento” (e não carne) em outros textos bíblicos, como Gênesis 6:21 e 44:1; Deuteronômio 23:19; 2 Crônicas 11:11; Provérbios 23:6. A King James pode ter interpretado como “carne” um termo grego que frequentemente é traduzido como “alimento”. Afonso opta por essa interpretação e defende uma ideia que vai contra as claras orientações dietéticas originais de Deus (Gênesis 1:29).

Voltando ao vídeo do Afonso em que ele critica a introdução do documento do Lütz, aos 52 segundos ele diz que “muitos adventistas” lhe pediram para comentar o texto escrito por meu amigo físico. De fato, entre as pessoas que escreveram comentários elogiosos ao vídeo do Afonso estão algumas (não muitas) que se identificam como adventistas e terraplanistas, o que me causa muita estranheza e também tristeza.

Adventistas do Sétimo Dia “raiz” (para usar uma expressão utilizada pelo Afonso) creem que Deus usou de maneira especial Ellen White para trazer mensagens importantes para Sua igreja. Ela escreveu centenas de milhares de páginas nas quais fala sobre temas variados, como educação, psicologia, medicina, teologia e ciência. No século 19, ela (que não era física, geofísica nem astrônoma) escreveu os seguintes textos, que nos interessam especialmente neste momento:

“Deus fez o Seu sábado para um mundo esférico; e quando o sétimo dia chega para nós nesse mundo arredondado, controlado pelo Sol que governa o dia, em todos os países e regiões é o tempo para observar o sábado. Nos países em que não há pôr do sol durante meses, e em que também não há nascer do Sol durante meses, o período será calculado pelos registros mantidos” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 317; grifo meu). Gravei um vídeo comentando esse texto (confira).

“A mesma energia criadora que trouxe o mundo à existência exerce-se ainda na manutenção do Universo e continuação das operações da natureza. A mão de Deus guia os planetas em sua marcha ordenada através dos céus. Não é por causa de uma força inerente que a Terra, ano após ano, continua seu movimento ao redor do Sol, e produz suas bênçãos. A Palavra de Deus governa os elementos” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 185; grifo meu). Mais claro impossível: a Terra gira em torno do Sol e não o contrário.

Assim, para a escritora inspirada Ellen White, umas das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia e uma das escritoras norte-americanas mais respeitadas (confira), a Terra não apenas é um globo, como gira ao redor do Sol, exatamente como ensinaram as grandes mentes da ciência e da teologia ao longo dos séculos. Alguns adventistas seguidores do Afonso escreveram que eu não os represento (nunca tive essa pretensão). Ellen White também não os representa?

(Permita-me abrir um pequeno parêntesis: já que estou falando sobre um dos mais famosos terraplanistas do Brasil, creio que seja útil mencionar também outra figura que costumava – assim como o Dr. Afonso no início de seu canal – postar vídeos interessantes sobre criacionismo e design inteligente. Refiro-me agora ao físico Douglas Aleodin, que em tempos mais recentes tem deixado de lado a Teoria do Design Inteligente para falar que o homem não pisou na Lua, não deve receber vacinas e que a Terra é plana. Douglas participará em novembro do primeiro encontro de terraplanistas no Brasil, motivo que levou o fundador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente e presidente emérito da Sociedade Brasileira de Design Inteligente, o mestre em História da Ciência Enézio Eugênio de Almeida Filho, a postar em seu blog que “Douglas Aleodin não reflete a posição do Design Inteligente sobre essa questão absurda” [ou seja, o terraplanismo; confira]. Fecha parêntesis.)

Gostaria de concluir apelando aos seguidores do Dr. Afonso (na verdade, a todas as pessoas que lerem este texto) que tenham a mesma postura dos cristãos bereanos, elogiados pelo apóstolo Paulo, que escreveu: “Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram mesmo assim” (Atos 17:11). Conselho mais atual do que nunca, ainda mais neste mar de informações e desinformações em que estamos navegando hoje em dia. Não baseie suas opiniões e convicções unicamente em vídeos de internet e nas opiniões e convicções de terceiros. Saiba das coisas por si mesmo. Vá sempre à fonte e desenvolva a visão crítica.

Sabe qual seria um bom começo? Ler por si mesmo o documento escrito pelo físico Eduardo Lütz, que começou a ser tão mal analisado pelo Afonso Vasconcelos.

Bons estudos, e que o Deus da verdade conduza você à plena verdade.

Michelson Borges é jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo, pós-graduando em Biologia Molecular pela Universidade Cândido Mendes e autor de dezenas de livros sobre criacionismo, mídia e História (tendo um de seus livros sido traduzido para mais de dez idiomas)

Salvo pelo leite

amamentandoQuando nossa filha mais velha teve catapora, sofri tanto que cheguei a dizer que nunca mais iria querer ter outro filho. Ela ficou mais de uma semana com febre e chorava dia e noite. Não tinha parte alguma em seu corpinho em que não tivessem aparecido feridas. Foram dias difíceis e assustadores para uma mãe de primeira viagem, pois ela nunca havia ficado doente e já estava com quase um ano. Mas tudo passou sem maiores sequelas, e o sofrimento ficou para trás.

Alguns anos mais tarde, nas férias de verão, foi a vez da nossa ex-caçulinha, de cinco anos, pegar catapora. Quando vi uma bolhinha na testa dela e sua temperatura mais alta, lembrei do passado e tremi de medo de que meu bebê de três meses também fosse infectado.

Nossa Marcella “galega” (como carinhosamente a chamamos) sempre foi muito forte e mesmo com febre não se deixou abater. Continuou alegre e brincalhona como sempre. Eu temia mais pelo meu bebezinho e comecei a orar para Deus livrá-lo da doença.

O pediatra disse que talvez ele não pegasse, pois seu único alimento era o leite materno, e como eu tive catapora na infância, acabei passando meus anticorpos para ele. Amamentar é mesmo tudo de bom! Ele ficou, sim, com algumas poucas bolhinhas, mas não teve nem febre. Graças a Deus a ao meu abençoado leite!

Na amamentação das meninas, eu sofri por causa de rachaduras nos seios. E quem já passou por isso sabe o quando dói! Mas inventaram uma conchinha de plástico com silicone que mantém o mamilo úmido e ajuda a não rachar. Foi uma bênção descobrir essa invenção. Deixo minha dica para que esse momento tão especial da amamentação se torne ainda mais prazeroso.

Amamentar é um ato de amor e que protege seu bebê. É mais uma evidência do cuidado do nosso Criador.

Débora Borges

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Pastor presbiteriano afirma que guardar o sábado bíblico é pecado