Fumar maconha: um ato de egoísmo

maconhaEm mais um capítulo da novela cannabis e o cérebro, a ciência continua confirmando os malefícios provocados por essa droga, não apenas para o indivíduo que a consome, mas também para suas gerações futuras. Em artigo publicado recentemente na Epigenetics (fator de impacto 4,9), pesquisadores da Duke University comprovaram que ratos e seres humanos expostos à cannabis apresentam alterações no gene DLGAP2, que vem sendo reportado na gênese do autismo e da esquizofrenia. Os autores observaram ação de hipometilação desse gene provocada pela cannabis e que fica registrada em áreas de arquivo dentro do material genético a ser repassado pelos pais à sua prole por várias gerações. É uma evidência inicial de que o autismo pode ser “transmitido” epigeneticamente de forma intergeracional, pré-concepcional. Achado muito importante num momento em que a alarmante prevalência crescente do autismo preocupa a todos, desde pesquisadores e clínicos a jovens casais com planos de aumentar a família.

Não bastassem os efeitos deletérios da cannabis ao portador, como ansiedade, depressão, psicose, adição e déficit cognitivo, a droga parece estar entrando para a lista dos vilões de um dos transtornos mais devastadores do desenvolvimento infantil.

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