Salvo pelo leite

amamentandoQuando nossa filha mais velha teve catapora, sofri tanto que cheguei a dizer que nunca mais iria querer ter outro filho. Ela ficou mais de uma semana com febre e chorava dia e noite. Não tinha parte alguma em seu corpinho em que não tivessem aparecido feridas. Foram dias difíceis e assustadores para uma mãe de primeira viagem, pois ela nunca havia ficado doente e já estava com quase um ano. Mas tudo passou sem maiores sequelas, e o sofrimento ficou para trás.

Alguns anos mais tarde, nas férias de verão, foi a vez da nossa ex-caçulinha, de cinco anos, pegar catapora. Quando vi uma bolhinha na testa dela e sua temperatura mais alta, lembrei do passado e tremi de medo de que meu bebê de três meses também fosse infectado.

Nossa Marcella “galega” (como carinhosamente a chamamos) sempre foi muito forte e mesmo com febre não se deixou abater. Continuou alegre e brincalhona como sempre. Eu temia mais pelo meu bebezinho e comecei a orar para Deus livrá-lo da doença.

O pediatra disse que talvez ele não pegasse, pois seu único alimento era o leite materno, e como eu tive catapora na infância, acabei passando meus anticorpos para ele. Amamentar é mesmo tudo de bom! Ele ficou, sim, com algumas poucas bolhinhas, mas não teve nem febre. Graças a Deus a ao meu abençoado leite!

Na amamentação das meninas, eu sofri por causa de rachaduras nos seios. E quem já passou por isso sabe o quando dói! Mas inventaram uma conchinha de plástico com silicone que mantém o mamilo úmido e ajuda a não rachar. Foi uma bênção descobrir essa invenção. Deixo minha dica para que esse momento tão especial da amamentação se torne ainda mais prazeroso.

Amamentar é um ato de amor e que protege seu bebê. É mais uma evidência do cuidado do nosso Criador.

Débora Borges

Leia mais textos sobre amamentação aqui e aqui.