Entrevista com terraplanistas no programa “The Noite”

the noiteNa noite do dia 29 de outubro, quatro terraplanistas (pessoas que acreditam que a Terra é como uma pizza com uma cobertura sólida abobadada dentro da qual estariam o Sol a Lua e as estrelas) foram entrevistados pelo apresentador Danilo Gentili, em seu programa “The Noite”, no canal de TV aberta SBT. O “gancho” é a realização da primeira FlatCon (conferência terraplanista) no Brasil, cujo novo local em São Paulo ainda é mantido em segredo, para evitar o que aconteceu com o primeiro: a administração do colégio católico que havia alugado um auditório para os participantes, quando soube do que se tratava o evento, decidiu cancelar a locação.

Gentili começa perguntando se as pessoas poderão usar o Sistema de Posicionamento Global (GPS) para chegar ao local, quando no dia anterior ao evento ele for revelado. Os entrevistados se limitaram a responder que sim, deixando a piada de lado. Bem, melhor do que comentar o programa é deixar que você veja com os próprios olhos e ouça com os próprios ouvidos. É uma amostragem interessante das principais ideias sustentadas e defendidas pelos terraplanistas.

Note especialmente o que é dito a partir dos 16 minutos e entenda por que a Sociedade Criacionista Brasileira decidiu emitir uma nota de repúdio ao terraplanismo (leia a nota aqui).

Tentando contribuir com essa discussão, alguns meses atrás pedi ao meu amigo físico Eduardo Lütz que escrevesse um material elucidativo (leia aqui) e desafiei os terraplanistas a estudar e refutar os argumentos. O único que parece ter encarado o desafio foi o geofísico terraplanista Afonso Vasconcelos, que passou a gravar uma série de vídeos sobre o documento, intercalados com outros cheios de críticas e ataques à Igreja Adventista do Sétimo Dia, atitude totalmente desnecessária, já que em nenhum momento o Lütz e eu fizemos qualquer crítica à pessoa do Afonso, a quem respeitamos – bem como respeitamos todos aqueles que discordam de nós nesse e em outros assuntos.

Embora os ataques feitos a nós e à igreja à qual pertencemos estejam cheios de distorções e inverdades, decidimos nos ater aos fatos da discussão original: terraplanismo. Por isso o Lütz resolveu gravar uma série de vídeos reagindo aos do Afonso, sempre com educação e foco nas ideias. O primeiro vídeo da série é este aqui:

Sínodo da Amazônia: papa Francisco vai combater “pecado ecológico”

papaTerminou neste sábado 26 o Sínodo da Amazônia, um encontro promovido pela Igreja Católica para debater as questões ambientais e sociais da região da floresta. O evento teve início em 6/10 e reuniu bispos, padres, freiras, acadêmicos e membros de organizações internacionais representando os nove países da região amazônica. As discussões do Sínodo aconteceram na Cidade do Vaticano, em Roma. […] O papa Francisco é o pontífice que mais deu atenção às causas ambientais – e à importância dessas pautas para as populações mais vulneráveis. A encíclica Laudato Si [aquela que trata do descanso dominical como proposta para minimizar as agressões ao meio ambiente], de 2015, por exemplo, responsabiliza os bilionários pela devastação do meio ambiente.

No mesmo ano, em encontro com movimentos sociais em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, o papa Francisco declarou que é preciso apoiar os mais pobres com os três “Ts”: terra, trabalho e teto. […]

O documento final do encontro, publicado no sábado 26/10, denunciou as “ameaças à vida” na Amazônia e afirmou que a verdadeira defesa da floresta depende do combate ao “pecado ecológico”: “Propomos definir o pecado ecológico como uma ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o meio ambiente. É um pecado contra as gerações futuras e se manifesta em atos e hábitos de contaminação e destruição da harmonia do ambiente, transgressões contra os princípios da interdependência e a ruptura das redes de solidariedade entre criaturas e contra a virtude da justiça.”

mae terra

“Todos os participantes expressaram uma grande consciência da dramática situação de destruição que afeta a Amazônia. Isso significa o desaparecimento do território e dos seus habitantes, especialmente os povos indígenas”, diz o documento. “A floresta amazônica é um ‘coração biológico’ para a Terra cada vez mais ameaçada. Ela está em uma corrida desenfreada rumo à morte. Requer mudanças radicais com grande urgência, uma nova direção que permita salvá-la. Está cientificamente comprovado que o desaparecimento do bioma da Amazônia terá um impacto catastrófico para todo o planeta.”

O texto também ataca a “apropriação e privatização dos bens da natureza”, como a ação de madeireiros, a caça desenfreada, a contaminação causada pela indústria e as mudanças climáticas.

Leia o texto completo do documento final do Sínodo da Amazônia no site Vatican News.

(Conversa Afiada)

“Ensinava-se-lhe ser o papa seu mediador terrestre, e que ninguém poderia aproximar-se de Deus senão por seu intermédio; e mais ainda, que ele ficava para eles em lugar de Deus [único que pode dizer o que é pecado] e deveria, portanto, ser implicitamente obedecido” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 55).

Você precisa ver Daniel e Apocalipse

Daniel & RevelationDe acordo com David Ausubel (1918-2008), conhecido pela Teoria da Aprendizagem Significativa, quanto mais sabemos, mais temos desejo de buscar aprendizado, e quanto maior o domínio das informações da aprendizagem, maior o desejo de caminhar adiante. Ou seja, a aprendizagem precisa ser significativa. Significativo para mim sempre foi “ver” o que eu aprendia e o que eu ensinava. Exemplo: ao ensinar Gramática, partia do todo, como de uma poesia sobre primavera, e, pinçando frases como “O girassol volta-se para o Sol”, escolhia meu objeto: substantivos simples e compostos. Percebeu que na frase destacada temos o Sol nas duas categorias? De substantivo simples e composto!

Outro exemplo: para ensinar o conteúdo Bairro ou Comunidade, partia do globo, dividido em duas grandes partes: Mares e Continentes, fragmentando as partes até chegar ao meu centro de interesse: o Bairro ou a Comunidade. Metodologia partindo do todo para as partes.

Então fui ser professora de Ensino Religioso. A ideia continuava na minha cabeça: Haveria um método de Aprendizagem Significativa para as aulas? As profecias bíblicas, que sempre me fascinaram, por exemplo, estariam sobre alguma plataforma que nos permitisse vê-las do todo para as partes? Certo professor de Teologia costumava dizer que as doutrinas bíblicas orbitam o Santuário. De novo me perguntava se daria pra gente “ver” isso.

Algumas citações de Ellen White me inquietavam e pareciam confirmar minhas pressuposiões: “Os livros de Daniel e Apocalipse devem ser encadernados juntos” (Obreiros Evangélicos, p. 117). E outra: “O livro do Apocalipse, em conexão com o de Daniel, exige especial estudo. Todo professor temente a Deus considere da maneira mais clara compreender e apresentar o evangelho que nosso Salvador veio em pessoa tornar conhecido a Seu servo João (Educação, p. 191). Ela parecia dizer para mim que eu precisava “ver” os livros, do todo para as partes. E era isso mesmo! Fomos montando um grande quadro de palavras-chave retiradas dos vários capítulos de Daniel e Apocalipse, com colunas (na vertical) que podem ser divididas em 2, 5 ou 7 episódios,
em LINHAS (na horizontal). Cada palavra-chave, seguindo a sequência do texto bíblico e da História, formou aquele que intitulei “Quadro Mosaico”, porque foi mesmo como montar um grande quebra-cabeças.

Descobri que eu podia, sim, “ver” as profecias do todo para as partes. E isso tornava tudo muito significativo; e, sendo significativo, favorece a aprendizagem! Então, vamos olhar panoramicamente para o Quadro Mosaico e pinçar algumas informações? Observe que a última linha representa a volta de Jesus, que vamos chamar de Linha Tabernáculos. Note também que a linha 6 está em destaque, e vamos chamá-la Linha da Expiação. Então, vamos começar por ela, analisando um dos temas mais controversos do adventismo: o Juízo Investigativo Pré-Advento.

  1. A Expiação ou Julgamento Pré-Advento está na coluna de Daniel 7. Lemos ali que os impérios do Leão (Babilônia), do Urso (Medo-Pérsia), do Leopardo (Grécia), do Terrível e Espantoso (Roma) e do Chifre Pequeno (Roma Papal) iriam passar; e a História confirma cada uma das datas. Em seguida, veja na Bíblia que a cena mudou. Deus mostra para Daniel uma cena de julgamento: “E foram postos uns tronos […] e se abriram os livros” (Ap 7:9, 10). Encerrando a sequência, lemos que “os santos do Altíssimo receberão o reino” (Dn 7:18). Olhe novamente a coluna de Daniel 7. Há um julgamento pré-advento, quando aparecem tronos e livros abertos na sala do tribunal. Em seguida, na sétima linha, a volta de Jesus. Isso até criança entende, porque pode “ver”!
  1. Leia toda a coluna de Daniel 8. Esse capítulo também é desafiador. A sequência é: Carneiro, Bode, Ventos, Chifre Pequeno e 2.300 Tardes e Manhãs. Veja na linha 4 que Ferro, Terrível e Espantoso e Ventos representam a mesma coisa: Roma. Sim! “Ventos” é um lugar, um ponto cardeal. Significa dizer que em algum lugar da terra ou de um dos pontos cardeais saiu um Chifre Pequeno. Olhe a linha 5. O Chifre Pequeno aparece em Daniel 7 e 8. Ambos aparecem na linha 5, depois de Roma, porque o Chifre Pequeno sai de Roma e não da Grécia.
  1. Vamos procurar a China nesse Quadro Mosaico? Olhe a coluna de Daniel 7. Assim como passou Babilônia em 539, Medo-Pérsia em 331, Grécia em 168, passou Roma Ocidental em 476 d.C., Roma Papal em 1798, vai passar a China também! Porque a China cresce, sim, como império emergente, mas ela não ocupa espaço nas profecias; então, em algum momento, vai passar. Digo isso porque algo semelhante já aconteceu. Cruze a linha 6 com a coluna das Trombetas. Encontrou o Islamismo? Pois bem. Deus nos avisou, por meio das profecias, sobre a duração e o declínio do Império Otomano. Surgiu como fumaça que escurece o sol e o ar (Ap 9:2); e como gafanhotos e escorpiões (Ap 9:3) atormentando os homens por “cinco meses” (Ap 9:10), ou 150 anos. Mas seu declínio ocorreria em “a hora, o dia, o mês, o ano” (Ap 9:15), precisamente. Bem, a História nos diz que Otman (1259-1326) declarou-se sultão em 1299 e seu territótio passou a ser reconhecido como Império Otomano (Maometano). Por 150 anos cresceu fazendo sombra para o Império Romano Oriental. Mas o tempo do império estava profetizado e seria por exatos “a hora” ou 15 dias; “o dia” ou 1 ano; “o mês” ou 30 anos; “o ano” ou 360 anos; que totaliza 391 anos finais. Somando 150 anos da quinta Trombeta com 391 anos da sexta Trombeta, partindo de 1299, chegamos a 1840. E você sabia que nessa data aí o império se desfez como fumaça? Assim como começou, declinou. Feito fumaça! Voltando à China, não é possível saber o que ocorrerá nos próximos anos, mas ela não aparece na profecia, e, portanto, também passará. Não acha interessante? E tem mais.
  1. Veja no Quadro Mosaico a coluna de Daniel 7 e 12. Na sexta LINHA de Daniel 7, o Filho do homem assentou-Se no tribunal e abriram-se os livros (olhe o quadro da direita). O juízo começou depois das 2.300 tardes e manhãs. E na coluna de Daniel 12 você encontra Miguel, que breve Se levantará, porque o juízo vai terminar, e
    acontecerá o fechamento da porta da graça, o tempo de angústia, a ressurreição que é simultânea à volta de Jesus.
  1. Observe toda a linha 6. Ela representa a sexta festa israelita: a Expiação, que era a festa da purificação do Santuário israelita, o dia do Juízo. No Quadro Mosaico, a Expiação aparece antes de Tabernáculos. Já vimos isso. Agora vamos montar um texto com as palavras-chave da linha 6 (em Daniel): a linha 6 é do julgamento pré-advento, que começou no fim das 2.300 tardes e manhãs; que iniciou com as 70 semanas e terminará quando Miguel Se levanta.. Agora vamos montar um texto com as palavras-chave da linha 6 (em Apocalipse): Filadélfia é a sexta igreja, para quem Deus disse “Eu te amo”; eles viram os sinais no Sol, na Lua e nas estrelas, que caíram na Nova Inglaterra (EUA); eles profetizaram o fim do Império Otomano, que emergiu em seus dias; eles profetizaram a ascensão dos EUA como o império emergente – o império representado pela sexta cabeça de Apocalipse 17.

A linha 6 nos diz muita coisa! Percebe que as profecias de Daniel e Apocalipse parecem ter sido escritas especialmente para a humanidade que vive hoje? Vou tentar ser mais clara: a linha 6 parte da Expiação, e Jesus cumpre o antítipo da Expiação hoje, no Santuário Celestial, desde 1844, quando Miguel Se assentou e abriram-se os livros (1844); no fim das 2.300 tardes e manhãs, período que começa com as 70 semanas e se encerrará com o conflito entre Norte e Sul; profecias pregadas pelos mileritas de Filadélfia, amados por Deus, grupo da Nova Inglaterra que pregou sobre os sinais do fim, que profetizou o declínio dos Otomanos e os EUA na profecia. Que maravilha! Faço parte desse grupo! Essa mensagem é da minha igreja! Sinto-me segura!

Em tempos difíceis como os de hoje, em que a religião sofre combates seríssimos, fazendo parecer que todos os caminhos levam a Deus e que verdade absoluta não existe, lembro-me das palavras de Jesus nos aconselhando a estudar as profecias porque Ele abençoa “aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia” (Ap 1:3). A linha 6 quase me permite ouvir a voz de Deus falando poderosamente: “Creia em Mim, filho. Você está seguro! Creia nas profecias e prosperará” (2Cr 20:20). Então, decido descansar nEle e prosseguir para frente e para o Alto.

Isso é tão empolgante que muitas palavras-chave me vêm à mente agora, e preciso compartilhar algumas com você, leitor. Lembro-me da palavra “Eufrates”, que aparece na sexta Trombeta e na sexta Praga. Interessante que ela não aparece no texto de Daniel, mas a seca do Eufrates na história de Daniel é imprescindível para clarear a compreensão sobre as duas secas do Eufrates no Apocalipse. Agora procure Antíoco Epifânio. Não está no texto, mas está na História. Sabe o conflito Norte e Sul antes de Cristo? Ele está situado ali. Foi um dos antíocos politeístas que desejaram eliminar a fé monotesita na Palestina; mas Deus o repreendeu por meio de Judas Macabeus. E a palavra-chave “Armagedom”? Veja onde ela está localizada no Quadro Mosaico. Isso nos diz que é algo envolvendo nossos dias, porque está na sexta linha, que está depois das seis últimas Pragas, depois das ações do falso profeta e logo antes da volta de Jesus. O último ato na velha Terra. E na coluna de Daniel 11 podemos posicionar várias personalidades, como Constantino, a rainha Ester, Cleópatra e Jesus. Sim, Jesus está posicionado na quarta linha de Daniel 11. Podemos vê-Lo na abertura do Apocalipse, no meio dos sete candeeiros, apresentando-Se como o “Primogênito dos mortos” (Ap 1:5). E podemos vê-Lo no fim do Apocalipse, apresentando-Se como “o Tabernáculo de Deus com os homens” (Ap 21:3). Enquanto Primogênito dos mortos, Ele é o Cordeiro morto e aponta para a Páscoa já cumprida. Enquanto Tabernáculo de Deus, aponta para o evento que aguardamos após a Expiação: Tabernáculos! Então, sim: “Haverá novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram” (Ap 21:1).

Consegui motivar você a conhecer mais as profecias? Vale a pena! Está escrito que, “quando os livros de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos, terão os crentes uma experiência religiosa inteiramente diferente. Ser-lhes-ão dados tais vislumbres das portas abertas do Céu que o coração e a mente se impressionarão com o caráter que todos devem desenvolver a fim de alcançar a bem-aventurança que deve ser a recompensa dos puros de coração” (Testemunhos para Ministros, p. 114).

(Myrtes Ribeiro é mestre em Teologia pelo Unasp-EC e mestre em Ciências da Religião pela Mackenzie-SP)

Conheça o livro Daniel e Apocalipse à Luz do Santuário (myrtes.ribeiro@unasp.com)

Sífilis avança pelo Brasil

sifilisDe acordo com dados do “Boletim Epidemiológico – Vigilância em Saúde no Brasil”, divulgado no mês de setembro pelo Ministério da Saúde, a taxa de detecção de sífilis adquirida passou de 2 para 58,1 casos por 100 mil habitantes, de 2010 a 2017. Já no período de 2005 a 2017, a taxa de incidência de sífilis em gestantes passou de 0,5 para 17,2 casos por mil nascidos vivos. A sífilis congênita, por sua vez, registrou crescimento de 1,7 para 8,6 casos por mil nascidos vivos, de 2003 a 2017.

A doença é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum e, se não for tratada, pode avançar pelo organismo e provocar complicações mais graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos ou, até mesmo, levar à morte. “No caso de gestantes, também pode provocar aborto ou má formação do feto”, alerta o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).

O tratamento da sífilis é realizado com penicilina, um dos antibióticos mais antigos, descoberto em 1928 pelo médico e bacteriologista inglês Alexander Fleming. Mas, para diagnosticá-la, é preciso ficar atento aos sinais, já que os sintomas podem ser confundidos com os de muitas outras doenças. “Os sinais também podem desparecer por um longo período e a pessoa pode acreditar que esteja curada. Além de não se tratar, pode ainda transmitir a doença”, diz Puorto.

Os sintomas variam de acordo com cada estágio da doença. No início, entre 10 a 90 dias após o contágio, é comum o surgimento de algumas manchas pelo corpo e de feridas nos órgãos sexuais e na virilha. “São lesões ricas em bactérias, mas que não ardem, não coçam e não causam dor”, explica o Biólogo. Ele sugere que, ao desconfiar da doença, a pessoa procure o Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar o teste rápido de sífilis. O resultado sai em até 30 minutos.

(Ex-Libris Comunicação Integrada)

Leia mais sobre doenças sexualmente transmissíveis aqui.

Estudo bíblico: Quem é e como é Deus

Terraplanistas honestos abandonam o “movimento” e são desprezados

prismaO que mais os terraplanistas (pessoas que creem que a Terra seja plana e não esférica) repetem em seus inúmeros vídeos na internet é que devemos sempre questionar e não seguir verdades estabelecidas. Que não devemos ser “gado” que aceita respostas prontas. Que devemos ter a mente aberta. E por aí vai. Mas, quando terraplanistas intelectualmente honestos colocam em prática esses bons conselhos e começam a duvidar da crença na Terra plana, tornam-se inimigos do “movimento” e passam a ser criticados e desprezados por seus antigos companheiros. Foi o que aconteceu recentemente com Deco e Kelly (pai e filha), do canal Prisma Connect TV. Neste vídeo e neste eles explicam por que começaram a duvidar da ideia que haviam abraçado e defendido. Críticos do terraplanismo os questionaram e desafiaram. Os dois aceitaram o desafio e foram em busca de respostas, como deve fazer todo pesquisador honesto. Deco e a filha se depararam com vídeos que colocam em xeque os argumentos terraplanistas (deixarei logo abaixo uma sequência desses vídeos) e, quando foram pedir ajuda aos antigos “professores”, encontraram portas fechadas e silêncio. Assista ao vídeo abaixo, em que Deco e Kelly reagem a um youtuber terraplanista, e depois assista também ao vídeo de outro terraplanista anteriormente apoiador do pai e da filha, mas que agora debocha deles, os chama de ingratos e ignora os questionamentos científicos levantados pelos dois:

O Deco e a filha são tão educados e sinceros nos argumentos e na busca pela verdade, que os terraplanistas estão dando um tiro no próprio pé ao atacá-los. O nível de argumento e o caráter de cada um está sendo exposto, e isso com certeza vai acordar muita gente sincera.

Conforme evidenciam Deco e Kelly, muitos terraplanistas são fanáticos religiosos que sequer checam as informações passadas por seus “gurus”. Só precisam de uma resposta (por mais vaga e mirabolante que seja) para satisfazer seu fervor religioso, colocando-se em uma atmosfera artificial de realidade fabricada com viés de confirmação.

Alguns meses atrás, postei em meu canal no YouTube um desafio aos terraplanistas: um documento de mais de cem páginas escrito por meu amigo físico Eduardo Lütz, com refutações científicas ao terraplanismo e cálculos precisos. Apenas um terraplanista parece ter lido o texto (pois nenhum outro se aventurou a tentar refutá-lo), mas, em lugar de esse terraplanista partir logo para a crítica técnica, passou a me atacar e a levantar o que ele considera serem “contradições” na Igreja Adventista. Pergunto: O que isso tem que ver com a discussão sobre Terra plana? Por que apelar constantemente para falácias lógicas como “cortina de fumaça” (desvio intencional de assunto) e argumento ad hominem (na intenção de descredibilizar o oponente)?

Esse terraplanista graduado (coisa rara entre eles) estimula seus seguidores a vir a público e expor discordâncias. Deco e Kelly seguiram o conselho e fizeram exatamente isso. Resultado? “Choro”, ataques e acusação de ingratidão. O que se deve fazer, então? Respondo: buscar a verdade a qualquer custo. Sempre.

Em breve começarei a postar em meu canal reacts do Eduardo Lütz às críticas feitas ao texto dele. Aguarde!

Deixo aqui o link para minha playlist sobre Terra plana (nela você pode ver todos os vídeos que já postei sobre o assunto).

Indico também um texto com uma análise científica, bíblica e de textos de Ellen White sobre o assunto (aqui). Falando em Ellen White (que definitivamente não era terraplanista), convido meus irmãos adventistas terraplanistas (sim, existem alguns) a terem a mesma honestidade intelectual do Deco e da Kelly. Às vezes “pedrinhas de Jesus” precisam gritar para que alguns ouçam…

Por que insisto neste assunto? Porque, infelizmente, tem gente confundindo criacionismo com terraplanismo, e porque há muitas pessoas que deveriam estar buscando a verdade por si mesmas dando ouvidos a “gurus” de internet. Isso é perigoso! Nossa salvação independe de crer ou não na Terra plana, mas educar a mente para dar ouvidos a falácias, acusações injustas e mentiras, isso, sim, é perigoso e pode colocar a salvação em risco.

Bem, vou parar por aqui porque você já tem bastante dever de casa – isso se for intelectualmente honesto e sincero como Deco e Kelly. [MB]

Seleção dos melhores vídeos que demonstram a esfericidade da Terra e refutam a crença terraplanista:

Explicações de questionamentos terraplanistas

Gravidade não existe? https://www.youtube.com/watch?v=goT5S7WYhRo

Teste de curvatura (Ilha Sumítica) – Terra plana detonada mais uma vez: https://www.youtube.com/watch?v=haQqhu_dvvA

Por que não vemos navios e prédios inclinados seguindo a curvatura da terra? https://www.youtube.com/watch?v=mG3VBwjzuLA

O mapa da Terra plana e as rotas aéreas: https://www.youtube.com/watch?v=2Q3uwe6Gcg0

Terra plana? Rota aérea Sydney-Santiago: https://www.youtube.com/watch?v=3yQuzhntobc

É nessa hora que terraplanista chora (movimento das constelações no céu/Cruzeiro do Sul): https://www.youtube.com/watch?v=yB4hEPSh2Ng

Cruzeiro do sul explicado pelo canal Inteligência Natural: https://www.youtube.com/watch?v=bfmkWbqtNnM

Maior terraplanista do Brasil explica a questão sobre o Cruzeiro do Sul: https://www.youtube.com/watch?v=M4VId-RWxgY

Terra Plana? Sol visto simultaneamente no Brasil e no Japão: https://www.youtube.com/watch?v=dhGc-RF4dTo

Experimento prova o Equinócio na Terra Plana… SQN: https://www.youtube.com/watch?v=bEwRVZ9c_zQ

Experimento terraplanista provou que a Terra plana é uma mentira: https://www.youtube.com/watch?v=KEbicL9aPU4

O verão chegou e a Terra plana acabou: https://www.youtube.com/watch?v=sS7bhv2YcOg

Testemunho de ex-terraplanistas

Debate na Terra plana – O que será daqui pra frente? https://www.youtube.com/watch?v=nhk7aE1Lx4Q

Confessando a Terra plana – aceita ou será ceifado! https://www.youtube.com/watch?v=TD15xSsjvck

React – Terraplanista reconhece erros e abandona o movimento: https://www.youtube.com/watch?v=CXlY_3ynoD0

Por que estamos questionando a Terra plana? https://www.youtube.com/watch?v=tEzRJg4c5vY

Reacts ao debate no GNT com terraplanista

Físico reage a terraplanista “Mude Minha Ideia” e cientistas: https://www.youtube.com/watch?v=_uaXNY3dA2g

Astrônimo reagindo à Terra plana – “Mude Minha Ideia | Quebrando o Tabu”: https://www.youtube.com/watch?v=mA-QjboQdts

Abaixo, vídeos de um físico discutindo a parte histórica e conceitual por trás de teorias de Newton e Einstein que estão sendo questionadas:

Newton é um charlatão? | Analisando um texto do Olavo de Carvalho: https://www.youtube.com/watch?v=Y8sYIVkFM7I

A farsa de Albert Einstein? | Um vídeo do Olavo de Carvalho: https://www.youtube.com/watch?v=Jm4zpiAyqMs

Razões para continuar empregando o princípio dia/ano

profeciasO adventismo, desde seus pioneiros, emprega o método historicista de interpretação. Um dos pilares da visão adventista de Daniel e Apocalipse é o chamado princípio dia/ano.[1] Enquanto preteristas e futuristas interpretam “os elementos de tempo” nas profecias de Daniel como períodos literais, os historicistas defendem que se trata de tempo simbólico.[2] Para o historicismo ser levado a sério, principalmente entre os acadêmicos, é necessário que se interpretem os símbolos bíblicos em seu contexto.[3] Vejamos alguns argumentos em defesa da aplicabilidade do princípio dia/ano (assista ao vídeo sobre o assunto e tire suas dúvidas).

As Escrituras apresentam Deus como Senhor da História. As profecias nos permitem ver Sua atuação. Especialmente as profecias que envolvem tempo tendem a descrever “circunstâncias más ou adversas”, as quais Deus permite. Ao fim, o bem prevalece, afinal, o Senhor está no controle dos acontecimentos. Sendo que os eventos na profecia apocalíptica envolvem conflitos diretos entre bem e mal, seria de se esperar que os eventos descritos abarcassem a maior parte da história da salvação, na qual ocorre a guerra entre Deus e Satanás.

Entretanto, se tomados literalmente, os períodos de tempo mencionados em profecias apocalípticas são flagrantemente menores do que os citados em profecias clássicas. Como, por exemplo, o chifre pequeno de Daniel 7 poderia executar todas as suas ações contra Deus e Seu povo em apenas três anos e meio literais (Dn 7:25)?[4] Uma vez que as profecias de Daniel e Apocalipse usam símbolos para representar reinos, é sugestivo que os períodos que mencionam (“um tempo, dois tempos e metade de um tempo”, “quarenta e dois meses”, para citar exemplos) sejam igualmente simbólicos.[5] Isso colocaria tais eventos no “tempo do fim”, para o qual, segundo Gabriel, as profecias de Daniel conduzem (Dn 8:14, 26; 12:7, 11),[5] além de se adequar aos elementos contidos, como, por exemplo, a menção de impérios que ascendem e caem (Dn 7) ou o período desde o nascimento de Cristo à perseguição da igreja (Ap 12).[6]

Além disso, é notório que há uso de tempo não literal no livro de Daniel: os três anos que ele e seus companheiros passaram na corte de Babilônia são subentendidos no original pela expressão “ao fim daqueles dias” (Dn 1:5, 18); do rei Nabucodonosor se diz ter recobrado a sanidade mental “ao fim dos dias” (Dn 4:25, 34), quando o texto informa que seu estado durou sete anos; esses e outros exemplos[7] denotam que o uso de expressões de tempo (em geral, “dias” e “semanas”) possui significado flexível, de acordo com o contexto. Aliás, a maneira como as expressões aparecem de forma não usual – se “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” de Daniel 7:25 se referisse a três anos e meio literais, seria de se esperar que a expressão fosse grafada dessa forma, como em outras partes da Bíblia (2Sm 2:11; Lc 4:25; At 18:11; Tg 5:17).[8]

Finalmente, há antecedentes no Antigo Testamento do princípio dia/ano. Os casos dizem respeito ao ano sabático (Lv 25:1-7), ano jubileu (Lv 25:8) e a uma profecia que indicava as consequências da rebeldia (Nm 14:34). Dos três casos, o que mais se assemelha ao uso de dia/ano em Daniel – especialmente no capítulo 9, no qual se veem fortes paralelos linguísticos – é o ano jubileu. O fato de o princípio ser usado de formas diferentes em diversos textos bíblicos abre precedente para seu uso nas profecias apocalípticas, que pressupõem um período maior e, mesmo assim, apresentam tempo visivelmente curto para a magnitude do evento.[9]

(Douglas Reis é mestre em Teologia, doutorando em Teologia [PhD] pela Universidade Adventista del Plata e autor de livros e artigos acadêmicos sobre identidade adventista, desenvolvimento da doutrina adventista e pós-modernidade)

Referências:

  1. Gerhard Pfandl, “In Defense of the Year-day Principle”, in: Journal of Adventist theological society, ano 23, v. 1, p. 3.
  2. William H. Shea, Estudios Selectos sobre interpretación profética (Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 1990), tomo I, p. 57.
  3. Jon Paulien, The End of Historicism? – Part One, p. 42.
  4. William H. Shea, Estudios Selectos sobre interpretación profética, p. 58-61.
  5. Gerhard Pfandl, “In Defense of the Year-day Principle”, p. 6.
  6. William H. Shea, op. cit., p. 62. “Quando os períodos de tempo da apocalíptica acompanham personagens que realizam ações simbólicas, é natural esperar que esses períodos de tempo também sejam de natureza simbólica.” Idem, p. 63.
  7. Gerhard Pfandl, op. cit., p. 7. “As profecias de Daniel 7–8 e 10–12 conduzem ao ‘tempo do fim’ (8:17; 11:35, 40; 12:4, 9), o qual é seguido pela ressurreição (12:2) e o estabelecimento do reino eterno de Deus (7:27).” Idem, p. 9.
  8. Todos encontrados em William H. Shea, op. cit., p. 64.
  9. Gerhard Pfandl, op. cit., p. 7.
  10. William H. Shea, op. cit., p. 70-74.