Soar o alarme é diferente de alarmismo

atalaiaMuitas vozes têm-se levantado nas redes sociais trazendo mensagens sobre a volta de Cristo. Tem aqueles que, no afã de ver Jesus voltando logo, se arriscam a marcar datas para os últimos eventos escatológicos. Tem outros que, preocupados com o alarmismo, e na melhor das boas intenções, usam frases que acabam levando muitos para o extremo oposto: “Muita coisa ainda tem que acontecer!” “Vai levar pelo menos 20 anos para pregar o evangelho no mundo inteiro!” “O mais importante é o preparo! Não me importam as notícias!” Enfim, diante de tantas vozes, como equacionar esse tema de forma coerente e equilibrada? O papel do Tsôpeh e o sermão profético de Jesus são a chave para encontrar a resposta.

No hebraico bíblico, encontramos a figura do Tsôpeh. E os profetas, muitas vezes, foram comparados ao Tsôpeh. Segundo o Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, Tsôpeh, traduzido como “sentinela”, “atalaia”, era aquele “colocado sobre o muro da cidade e era responsável por informar a liderança da nação acerca dos perigos (1Sm 14:16; 2Sm 18:24; 2Rs 9:17-20). A sentinela que falhasse no cumprimento do dever frequentemente era executada. O ofício profético é, às vezes, descrito com essa linguagem (Ez 3:17; 33:7; Jr 6:17; Hc 2:1)” (p. 1299 e 1300).

No mundo moderno, a responsabilidade do Tsôpeh repousa sobre os cristãos: “Devem os seguidores de Cristo associar-se num poderoso esforço para chamar a atenção do mundo para as profecias da Palavra de Deus que se cumprem rapidamente” (Ellen White, Evangelismo, p. 193).

 O papel do atalaia ou sentinela era observar os sinais de perigo e soar o alarme (trombeta) para que as pessoas da cidade se preparassem para o que estava para acontecer. O paralelo com a realidade moderna é indiscutível: “Estão iminentes os perigos dos últimos dias, e em nossa obra temos que advertir as pessoas do perigo em que se encontram. Não permaneçam sem ser abordadas essas cenas solenes que a profecia revelou” (Ellen White, Evangelismo, p. 195).

“Como fiéis atalaias, devemos dar o aviso ao ver que vem a espada, para que homens e mulheres, pela ignorância, não sigam um rumo que evitariam se conhecessem a verdade” (Ellen White, Eventos Finais, p. 127).

Na teologia bíblica, soar o alarme é diferente de alarmismo, assim como ser perfeito é diferente de perfeccionismo.

No século 19, durante o Movimento Milerita nos Estados Unidos, a mensagem da breve volta de Cristo à Terra cativou a atenção de milhares de pessoas, porém, muitos líderes protestantes falharam em sua missão de atalaias: “Os pastores, que, como ‘atalaias sobre a casa de Israel’, deveriam ter sido os primeiros a discernir os sinais da vinda de Jesus, não quiseram saber a verdade, quer pelo testemunho dos profetas, quer pelos sinais dos tempos” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 380).

Observar os sinais dos tempos é uma necessidade prescrita pelo próprio Senhor Jesus: “Assim também vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que está próxima, às portas” (Mateus 24:33).

“Toda notícia de calamidade em mar ou em terra é um testemunho de que o fim de todas as coisas está próximo. Guerras e rumores de guerras, declaram-no. Haverá um só cristão cuja pulsação não se acelere ao prever os acontecimentos que se iniciam perante nós?” (Ellen White, Evangelismo, p. 219).

“Deveremos esperar até que se cumpram as profecias do fim, antes de dizermos alguma coisa a seu respeito? Que valor terão nossas palavras então?” (Ellen White, Testemunhos para a Igreja, v. 9, p. 20) .

Por outro lado, nesse mesmo contexto do sermão profético, o Salvador estabeleceu limites importantes para a missão do atalaia. O primeiro deles foi: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mateus 24:36).

Em outras palavras, cuidado com o alarmismo! Estabelecer datas para os eventos finais é algo que desqualifica qualquer um que pretenda ser um atalaia fiel. “Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo” (Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 188).

Da mesma forma, outro perigo a ser evitado pelos cristãos está no extremo oposto. São o comodismo e a sonolência. É o estado de muitos que, por palavras ou ações, perdem o senso da brevidade da volta de Cristo e tornam-se semelhantes ao mundo imitando seus costumes e ambições. Colocando o coração neste mundo, vivem apenas para os cuidados, as ansiedades e os interesses terrenos.

“Está desaparecendo a fé na próxima vinda de Cristo. ‘Meu Senhor tarde virá’ (Mt 24:48), não se diz apenas no coração, mas exprime-se também em palavras e ainda mais decididamente nas obras. A insensatez, neste tempo de espera, está entorpecendo os sentidos do povo de Deus quanto aos sinais dos tempos” (Ellen White, Testemunhos para a Igreja, v. 3, p. 255).

Para evitar esses extremos, a ordem clara de Jesus foi: “Vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt 24:42). E para explicar o significado de “vigiar”, Ele contou em seguida três parábolas.

A primeira (Mt 24:45-51) para mostrar que o bom servo (o que vigia) é aquele que não perde o senso da brevidade do retorno do Senhor, relaxando em sua vida e acabando por imitar os costumes, interesses e ambições daqueles que vivem só para o presente século.

Na segunda parábola (Mt 25:1-13), as cinco virgens insensatas ilustram o perigo de professar a religião de Cristo (lâmpada), mas possuir uma espiritualidade superficial, não permitindo a transformação diária operada pelo Espírito Santo (azeite), colaborando, assim, para uma vida religiosa meramente formal.

Por fim, a terceira parábola, conhecida como parábola dos talentos (Mt 25:14-30), foi contada para mostrar que “o tempo [de espera] não deve ser gasto em vigilância ociosa, mas em trabalho diligente” (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 325).

“O povo de Deus deve acatar a advertência e discernir os sinais dos tempos. Os sinais da vinda de Cristo são demasiado claros para deles se duvidar; e em vista destas coisas, todo aquele que professa a verdade deve ser um pregador vivo” (Ellen White, Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 260).

Sendo assim, o papel do Tsôpeh (atalaia) juntamente com o sermão profético de Jesus, fornecem uma visão completa do papel ativo, coerente e equilibrado que os cristãos que aguardam o retorno do Mestre devem desempenhar. Tal visão pode ser representada pelo seguinte gráfico:

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Diante de tudo o que foi abordado, ninguém deveria se esquecer da razão do sermão profético de Cristo e de outras profecias escatológicas da Palavra de Deus: “A mensagem da breve volta de Cristo visa despertar os homens de sua absorção nas coisas temporais. Destina-se a acordá-los para o senso das realidades eternas” (Ellen White, Parábolas de Jesus, p. 228).

Ora, vem, Senhor Jesus!

Sérgio Santeli é pastor e mestre em Teologia

Cientistas apoiam desobediência civil para combater mudanças climáticas

Breathe In BathQuase 400 cientistas endossaram uma campanha de desobediência civil destinada a forçar os governos a tomar medidas rápidas para combater as mudanças climáticas, alertando que o fracasso poderia infligir “sofrimento humano incalculável”. Em uma declaração conjunta, cientistas climáticos, físicos, biólogos, engenheiros e outros de pelo menos 20 países romperam com a cautela tradicionalmente associada à academia para apoiar manifestantes pacíficos. Usando jalecos brancos de laboratório para simbolizar suas credenciais de pesquisa, um grupo de cerca de 20 dos signatários se reuniu no sábado para ler o texto fora do centenário Museu de Ciências de Londres, no sofisticado distrito de Kensington. “Acreditamos que a inação governamental contínua sobre a crise climática e ecológica agora justifica protestos pacíficos e não violentos e ação direta, mesmo que isso vá além dos limites da lei atual”, disse Emily Grossman, cientista com PhD em Biologia Molecular. Ela leu a declaração em nome do grupo.

“Apoiamos aqueles que se levantam pacificamente contra governos de todo o mundo que não conseguem agir proporcionalmente à escala da crise”, disse ela.

A declaração foi coordenada por um grupo de cientistas que apoia a Extinction Rebellion, uma campanha de desobediência civil que se formou na Grã-Bretanha há um ano e que desde então desencadeou ramificações em dezenas de países. […]

Embora muitos cientistas tenham evitado o debate político, temendo que ser percebidos como ativistas pudesse minar suas reivindicações de objetividade, os 395 acadêmicos que assinaram a no domingo optaram por desafiar a convenção. “A urgência da crise agora é tão grande que muitos cientistas sentem, como seres humanos, que agora temos o dever moral de tomar ações radicais”, disse Grossman à Reuters. […]

A Extinction Rebellion está alinhada com um movimento de greve escolar inspirado pela ativista adolescente sueca Greta Thunberg, que mobilizou milhões de jovens em 20 de setembro. Espera que o apoio dos cientistas à urgência de sua mensagem e seu abraço à desobediência civil reforcem sua legitimidade e consiga mais voluntários. […]

(Reuters)

Nota: Quando religiosos liderados pelo próprio papa, políticos, influenciadores, a mídia, a nova geração e cientistas se unem com a certeza de que têm um “dever moral de tomar ações radicais”, podemos esperar que algo realmente aconteça. E provavelmente vai. [MB]

Professor transforma Bíblia em referência para aula de História

professorEra mais um dia comum quando a mãe de um recuperando do sistema prisional ligou para o professor Di Gianne de Oliveira Nunes aos prantos. Do outro lado da linha, ela contou que havia visto o filho no noticiário, não por ter cometido um crime, como no passado. Daquela vez, o rapaz apareceu no jornal porque estava com livros de História nas mãos. Assim como esse jovem, outros alunos que cumpriam pena fizeram parte do projeto “Regime Fechado, Visão Aberta”, que deu a Di Gianne o Prêmio Educador Nota 10 em 2017. “Não tem um dia que não me lembro desse episódio”, diz o educador.

Há sete anos Di Gianne dá aulas de História na EE Monsenhor Alfredo Dohr, cuja extensão são salas de aula dentro do presídio, mas foi em 2017 que ele teve a ideia de realizar o projeto com sua turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Tudo começou quando percebi que havia mais Bíblias do que livros de História e um aluno me perguntou se a Bíblia podia ser usada como fonte histórica”, lembra.

A partir de então os debates sobre o tema passaram a ser constantes. “Fui mostrando a eles que era necessário separar o religioso da narrativa histórica. Fomos debatendo e criando um caminho com um início, meio e fim, até culminar na nossa apresentação final”, conta. A turma, formada por homens de 18 a 70 anos, estudou sociedades como as dos egípcios, assírios e romanos, retratadas na Bíblia. Com materiais fornecidos pelo professor, os alunos também pesquisaram e compreenderam aspectos de conflitos atuais entre israelenses e palestinos ou do fundamentalismo islâmico.

Com as sequências de aulas, o professor foi percebendo o interesse da turma por História e mudanças na forma de ver o mundo. Di Gianne cita como exemplo o fato de que, na época, boa parte dos alunos não conhecia arqueologia. A partir do projeto, eles ampliaram a visão para outras vertentes do conhecimento e até os familiares começaram a perceber as mudanças durante as visitas. “Eles contavam que falavam sobre o projeto com seus parentes, que tinham mais assunto. Eu fui notando que aquilo tudo era uma semente do conhecimento e até a autoestima deles melhorou. Quando ganhamos o prêmio foi uma coisa de louco”, brinca.

Como posso desenvolver esse projeto na minha escola? “Esse projeto é totalmente replicável em outras escolas, eu mesmo já levei para outras cidades e até mesmo salas de aula em outros presídios”, conta Di Gianne.

O professor explica que o aluno acha interessante e nota quando há algo diferente. “Queira ou não, até o aluno não religioso enxerga a Bíblia como um livro admirável pelo tempo que foi escrito e sua propagação até hoje. Eu lembro que dentro de sala de aula, na escola regular, já era possível fazer algumas ligações entre a narrativa histórica e passagens da Bíblia, e o aluno gostava de saber disso e sentia uma proximidade com a matéria.”

Além disso, é possível associar esses conteúdos a outras disciplinas. “Quando estava desenvolvendo o projeto com a turma de EJA, a professora de Ciências da nossa escola, que abordava questões de saúde, aproveitou passagens bíblicas para falar de algumas doenças”, diz. […]

A coragem de fazer algo inovador foi um grande combustível para a autoestima do detento, de acordo com o professor. “Eles mostraram que podem mais. Esses alunos saíram do presídio muito melhores do que entraram. Eles passaram até a conhecer os museus, como o Britânico, onde diversas peças dos persas e egípcios que são citados na Bíblia ali estão em exposição. Até a relação entre eles melhorou”, explica.

Di Gianne de Oliveira Nunes é formado em Direito e História. Notou que seria mais feliz lecionando e acertou. Há 14 anos está à frente de uma sala. Já deu aulas na Zona Rural, Educação Especial, cursinho e hoje atua na escola pública, privada e EJA no sistema prisional.

(Nova Escola)

Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar

familyO que você responde, quando lhe perguntam: “O que é sucesso para você?” Sem ter como avaliar daqui, tenho certeza de que sua resposta será diferente de todas. E por quê? Porque a métrica para o sucesso é pessoal, variável e intransferível. Pode ser até que, em alguma época da vida, desejemos estar no lugar de um terceiro para receber uma promoção ou reconhecimento similares e desfrutar de oportunidades diversas. Mas… convenhamos: você já quis apaixonadamente ter nascido outro? Provavelmente, não.

Faça o teste: escolha cinco pessoas que você considera bem-sucedidas – suas referências em propósito, finanças, fama ou outras áreas, e pergunte sobre sucesso. De todas, você ouvirá um discurso parecido: a chave está no equilíbrio. Porque, como diz a frase que titula este artigo, proferida pelo religioso americano David O. McKay, falecido em 1970, aos 96 anos, “nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar”. Sabia das coisas, o Seu McKay.

Nos últimos dez anos, perdi a conta das vezes em que ouvi de colegas e amigos que seus relacionamentos naufragaram por causa do trabalho em excesso, das viagens corporativas e da ausência – embora o que mais quisessem fosse estar presentes.

Quantos remorsos por jamais levarem ou buscarem os filhos na escola ou faltarem aos seus aniversários. Por cancelarem viagens e passeios únicos na vida. Quantas farpas e palavras tóxicas com endereço certo, mas que acabaram sendo ditas a quem não merecia ouvi-las.
Nas vezes em que penso sobre qual seria meu grande arrependimento em vida, me vem à cabeça o trabalho da enfermeira australiana Bronnie Ware, que publicava em seu blog, Inspiration and Chai, no início dos anos 2010, o que os pacientes terminais dos quais cuidava lamentavam de não ter realizado antes das doenças. Os relatos deram vida ao livro Top Five Regrets of Dying (Os cinco maiores arrependimentos na hora da morte). São eles:

  1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida mais verdadeira para mim, e não aquela que as pessoas esperavam de mim.
  2. Não queria ter trabalhado tanto.
  3. Queria ter expressado melhor meus sentimentos.
  4. Queria ter tido mais contato com meus amigos.
  5. Queria ter me permitido ser mais feliz.

Ou seja, em cinco tópicos, Bronnie, a enfermeira, comprovou o que, décadas atrás, o religioso Mckay traduziu em uma frase: não há sucesso que justifique você partir deste mundo sabendo que preferiu dinheiro, fama, metas, viagens, carros ou imóveis à juventude de seus filhos, à companhia dos seus amigos e ao amor verdadeiro da sua parceira ou parceiro.

Quando se perde tudo ou se está no fim é que se mede a quantidade de sonhos que não realizados. Quando nos damos conta de que, de maneira consciente, fizemos escolhas erradas.

“A saúde traz uma liberdade que poucos percebem, até que não a tenham mais”, registrou a australiana Bronnie.
Sempre é tempo de despertar.

(Marc Tawil, Época Negócios)

Pesquisador prevê que a democracia vai colapsar

shawnrosenberg_880O pesquisador Shawn Rosenberg, da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA), fez uma declaração polêmica na última conferência anual da Sociedade Internacional de Psicólogos Políticos em Lisboa, neste ano: “A democracia está devorando a si mesma”, e ele não crê que cidadãos comuns estejam aptos para evitar que ela desmorone. Em sua palestra, Rosenberg apontou para a influência ascendente do populismo de extrema direita e do autoritarismo em países como Brasil, EUA, Reino Unido e por toda a Europa. Ele enxerga tal ascendência como um sinal perturbador de que governos autoritários estejam se tornando mais atraentes para o cidadão médio do que a noção de “dever cívico ativo”. Tal noção refere-se a uma participação ativa em um governo democrático que requer tempo de reflexão e consideração, disciplina e capacidade de analisar propaganda a partir de informações válidas.

Ironicamente, segundo Rosenberg, com a democratização da internet, as pessoas estão usando e confiando mais nas mídias sociais, o que acarreta uma visão seletiva de postagens que confirmam seus preconceitos políticos existentes, ao invés de consultar fontes de informação mais amplas e respeitáveis. [Infelizmente, isso ocorre com vários temas, como o da Terra plana, por exemplo; as pessoas são expostas todos os dias ao mesmo tipo de informação, graças as mecanismos seletivos de redes sociais como o YouTube, por exemplo.]

A democracia, ao que tudo indica, não é uma tarefa simples, mas sim um “trabalho árduo”. Esse seria o ponto que levaria as pessoas a aceitar mais facilmente o autoritarismo versus fazer a sua parte em uma coletividade. [Adicionem-se a isso as técnicas de engenharia social que alimentam e exacerbam medos reais e/ou inexistentes, e veremos uma sociedade que clamará por “salvadores da pátria” com propostas de ajuda.]

Rosenberg sugere que, à medida que as “elites” da sociedade – especialistas e figuras públicas que ajudam as pessoas “comuns” a lidar com e entender as responsabilidades que advêm do governo democrático ou “autogoverno” – são cada vez mais marginalizadas, os cidadãos se mostram mal equipados “cognitiva e emocionalmente” para administrar uma democracia que funcione bem.

Como consequência, tal sistema de governo entra em colapso e milhões de eleitores frustrados e raivosos se desesperam e apelam para os populistas de direita. [Ou populistas religiosos…]

“Em democracias bem estabelecidas como os Estados Unidos, a governança democrática continuará seu declínio inexorável e acabará fracassando. Em suma, a maioria dos americanos geralmente é incapaz de entender ou valorizar a cultura, instituições, práticas ou cidadania democráticas da maneira exigida”, concluiu Rosenberg em sua palestra. “Na medida em que são obrigados a fazê-lo, eles interpretarão o que lhes é exigido de maneira distorcida e inadequada.”

(FuturismPolitico, via Hypescience)

Nota: Rosenberg está mais certo do que imagina. Assista ao vídeo abaixo e entenda por quê. [MB]

Deus fez de tudo para trazê-las de volta

1 (51)Ontem tive a grande alegria de batizar as jovens Cígredy Neves e Ohana Berger, em Ceilândia, Distrito Federal. A Cígredy é jornalista e a Ohana estuda Engenharia Aeroespacial na Rússia. Ambas são primas e nasceram em lar adventista. Infelizmente, durante algum tempo estiveram fora da igreja, mas Deus, em reposta à oração de muitas pessoas, moveu as circunstâncias de modo impressionante para que as duas voltassem para Jesus e para a igreja. Tive o privilégio de estudar a Bíblia com elas via WhatsApp e me sinto muito feliz em ser testemunha de tudo o que Deus fez na vida delas. Leia abaixo o testemunho delas e depois assista ao vídeo:

História de Cígredy Neves:

Cresci em um lar adventista e minha família toda é adventista. Estudei na Faculdade Adventista da Bahia, no Unasp e trabalhei na CPB. Então sempre foi fácil, conveniente e uma tradição familiar ser cristã.

Tudo começou a mudar em 2012, quando meu marido na época quis sair da igreja e queria que eu saísse para festas com ele também. Como eu não quis e a esposa do meu primo estava com as mesmas ideias que meu marido, eles acabaram tendo um caso. Os dois divórcios foram bem conturbados e eu perdi as estruturas.

De lá pra cá eu vivi no mundo, frequentava festas, bebia, mas vez ou outra ainda ia à igreja. Em muitas vezes só chegava na porta da igreja e voltava pra casa por vergonha, por não entender que Deus me aceitaria de volta do jeito que eu estava.

Então comecei a orar muito, pedindo perdão a Deus e clamando por misericórdia. Era a época do acampamento de carnaval deste ano e passei pelo Instagram da igreja da Ceilândia Sul, onde tinha alguns amigos. Comecei a acompanhar os posts todos os dias e decidi que no sábado seguinte estaria na igreja e largaria tudo pra trás.

E cá estou eu. Hoje não estou na igreja por conveniência, mas por convicção. Não consigo mais enxergar a minha vida sem Jesus.

Hoje faço parte do coral da igreja, dos Doutores da Esperança (palhaços de hospital) e estudo para ser uma médica missionária muito em breve.

História de Ohana Berger:

Mesmo tendo nascido na igreja, me afastei na adolescência e acabei seguindo um caminho que ia contra os princípios que aprendi desde o berço.

Apesar de não frequentar a igreja, sempre senti a presença de Deus e do Espírito Santo, dizendo ao meu coração que não era aquele o destino preparado pra mim. Orava diariamente, algumas vezes lia a Bíblia e sentia vontade de voltar 100% àquilo que me foi ensinado, mas o mundo já havia me envolto de uma forma que seria necessária uma força grande pra que eu saísse dali, força que até então eu não tinha.

Em 2016, em uma decisão súbita, resolvi me mudar para a Rússia, a fim de seguir meu sonho de estudar Engenharia Aeroespacial. Como sempre fiz, apesar de tudo, orei muito e pedi pra que Deus impedisse a viagem caso eu não devesse ir. Ocorreu tudo milagrosamente bem. No final do ano de 2016, poucos dias antes da viagem, frequentei um programa de 12 dias de oração, cada dia abençoando um mês do ano de 2017.

Viajei e ocorreu tudo absurdamente bem. Cumpri todos os meus objetivos, alcancei todas as metas e fui abençoada de uma forma tão tremenda que eu sentia no meu coração que eu não merecia.

O amor de Deus por mim me constrangeu de uma maneira tão intensa, que me empurrou pra perto dEle e pra longe do mundo. Comecei a frequentar igrejas protestantes e até mesmo minha forma de falar e de me vestir mudou.

Em 2018 aconteceu algo que não acontecia há pelo menos 4 anos: descobri que teria uma prova no sábado e aquilo me incomodou. Eu não guardava o sábado há muito tempo e infelizmente algumas vezes sequer notava que o sábado havia chegado. Mas mesmo já tendo feito provas no sábado antes, aquela em específico me incomodou. Conversei com minha avó sobre o que senti e ela me disse que havia chegado a hora pela qual ela havia orado tantos anos: a hora de eu voltar para a igreja.

Foi difícil, principalmente porque o número de adventistas na Rússia é muito pequeno. Não existe a “liberdade religiosa” como existe no Brasil, ou seja, eu não posso faltar uma aula ao sábado simplesmente porque minha religião guarda esse dia.

Orei durante dois dias e falei com a diretora do meu curso. Ela aceitou, disse que eu poderia fazer a prova em outro momento. A partir disso eu fiquei conhecida entre os colegas de turma como uma pessoa religiosa. Me agradei muito e senti, pela primeira vez, que estava passando a imagem que Deus queria que eu transmitisse.

Desde então tem sido uma luta diária, com altos e baixos, que culminaram na decisão pelo meu batismo. Mesmo com muitas falhas e dúvidas, sinto que essa aliança com Deus é o restante da força que eu preciso pra seguir na minha caminhada e sou muito grata a Deus por ter me permitido chegar a este dia.

Terraplanista distorce palavras do Nobel de Física

nobelO caçador de exoplanetas Michel Mayor, que recebeu o Prêmio Nobel de Física deste ano, alertou que não se deve esperar que um dia a humanidade possa emigrar para um exoplaneta, pois esses corpos celestes estão muito distantes daqui. O pesquisador suíço respondeu às perguntas da reportagem da agência AFP, e um conhecido terraplanista brasileiro deu outra conotação às palavras do cientista, fazendo com que elas dessem a entender que o ser humano não pode deixar a Terra. Leia a entrevista a seguir e tire suas conclusões.

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