Sínodo da Amazônia: papa Francisco vai combater “pecado ecológico”

papaTerminou neste sábado 26 o Sínodo da Amazônia, um encontro promovido pela Igreja Católica para debater as questões ambientais e sociais da região da floresta. O evento teve início em 6/10 e reuniu bispos, padres, freiras, acadêmicos e membros de organizações internacionais representando os nove países da região amazônica. As discussões do Sínodo aconteceram na Cidade do Vaticano, em Roma. […] O papa Francisco é o pontífice que mais deu atenção às causas ambientais – e à importância dessas pautas para as populações mais vulneráveis. A encíclica Laudato Si [aquela que trata do descanso dominical como proposta para minimizar as agressões ao meio ambiente], de 2015, por exemplo, responsabiliza os bilionários pela devastação do meio ambiente.

No mesmo ano, em encontro com movimentos sociais em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, o papa Francisco declarou que é preciso apoiar os mais pobres com os três “Ts”: terra, trabalho e teto. […]

O documento final do encontro, publicado no sábado 26/10, denunciou as “ameaças à vida” na Amazônia e afirmou que a verdadeira defesa da floresta depende do combate ao “pecado ecológico”: “Propomos definir o pecado ecológico como uma ação ou omissão contra Deus, contra o próximo, a comunidade e o meio ambiente. É um pecado contra as gerações futuras e se manifesta em atos e hábitos de contaminação e destruição da harmonia do ambiente, transgressões contra os princípios da interdependência e a ruptura das redes de solidariedade entre criaturas e contra a virtude da justiça.”

mae terra

“Todos os participantes expressaram uma grande consciência da dramática situação de destruição que afeta a Amazônia. Isso significa o desaparecimento do território e dos seus habitantes, especialmente os povos indígenas”, diz o documento. “A floresta amazônica é um ‘coração biológico’ para a Terra cada vez mais ameaçada. Ela está em uma corrida desenfreada rumo à morte. Requer mudanças radicais com grande urgência, uma nova direção que permita salvá-la. Está cientificamente comprovado que o desaparecimento do bioma da Amazônia terá um impacto catastrófico para todo o planeta.”

O texto também ataca a “apropriação e privatização dos bens da natureza”, como a ação de madeireiros, a caça desenfreada, a contaminação causada pela indústria e as mudanças climáticas.

Leia o texto completo do documento final do Sínodo da Amazônia no site Vatican News.

(Conversa Afiada)

“Ensinava-se-lhe ser o papa seu mediador terrestre, e que ninguém poderia aproximar-se de Deus senão por seu intermédio; e mais ainda, que ele ficava para eles em lugar de Deus [único que pode dizer o que é pecado] e deveria, portanto, ser implicitamente obedecido” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 55).