Comercial reforça ideia da vinda dos extraterrestres à Terra

Conforme já afirmei em palestras e textos aqui no blog e em meu canal no YouTube, a indústria cultural hollywoodiana tem dado grande contribuição para reforçar a ideia de que um dia faremos contato com seres alienígenas. O maior ícone dessa ideia foi o filme “E.T.: o Extraterrestre”, grande sucesso de bilheteria dos anos 1980, do aclamado diretor Steven Spielberg. O filme termina com o alienígena se despedindo de seu amigo (um garotinho chamado Elliott), dizendo que estaria para sempre com ele. A empresa de telecomunicações norte-americana Xfinity promoveu o reencontro dos personagens 37 anos depois, em um novo comercial de fim de ano com ares de superprodução, exibido no Dia de Ação de Graças.

Professor youtuber recomenda livros criacionistas de Michelson Borges

Testemunho do goleiro Vitor: “Eu só escolhi outro caminho”

1Goleiro vivia o auge da carreira e tinha proposta da Série A. Até que a religião mudou toda a história

Eu sei que poderia ter tido uma carreira de mais sucesso no futebol. Eu sei. As coisas não aconteceram da forma como eu esperei, como planejei, como eu quis, como era mais fácil para mim. O futebol era a minha zona de conforto desde os 14 anos, cara. Mas a vida não é matemática. Existe aquilo que você aprende no meio do caminho. Meu sonho de ganhar muito dinheiro e jogar na Série A estava me levando para a morte. Eu poderia não ver meus filhos crescerem. Não tem nada pior do que isso. Hoje eu tenho dois filhos educados e saudáveis, próximos de mim. Tenho um casamento de 13 anos. Tenho uma base espiritual forte na Igreja Adventista do Sétimo Dia.

[Clique aqui e leia o lindo testemunho de conversão do goleiro Vitor, publicado no portal UOL.]

Nota do Marco Dourado: “O testemunho do Vítor é exaltante porque autêntico, e também por contrastar com a maioria dos sedizentes jogadores cristãos. Cristianismo autêntico implica riscos e custos (Lc 14:28-32). É fácil tatuar ‘JESUS’ no braço, levantar as mãos pro céu ao comemorar o gol, dedicar a vitória a Deus durante a entrevista ou orar de joelhos no gramado. A única consequência dessas ações é um muxoxo de ironia do Juca Kfouri e sua patota. E nem podemos alegar que o ateu e extrema-esquerda Juquinha é preconceituoso; cansei de ver Atletas de Cristo cometer faltas violentas e desleais, xingar os próprios colegas ou o árbitro, simular pênaltis ou cavar a expulsão dos adversários inocentes. Cobrados por suas atitudes execráveis, vários deles dão risada e dizem: ‘Minha natureza é essa, fazer o quê?’ ou ‘Dentro de campo existe uma ética particular, que não tem nada a ver com o que a gente ensina pros nossos filhos no dia a dia.’ Deus está usando maravilhosamente o Vitor pra mostrar ao mundo que é incomparavelmente mais difícil viver por Cristo do que morrer por Ele.”

Homem come carne de porco mal cozida e 700 tênias se instalam em seu cérebro

cerebroLarvas também foram detectadas na região peitoral do paciente, que está sendo tratado em um hospital na China

Se você é fã de carne de porco, o caso do chinês Zhu Zhongfa talvez o torne ainda mais exigente quando o assunto é o bom preparo desse alimento [o melhor mesmo, seguindo a recomendação bíblica, é eliminar esse item da dieta]. Isso porque mais de 700 ovos de tênia foram encontrados no cérebro do homem, após ele ingerir um caldo com carne mal cozida. Segundo os médicos de Zhu, o paciente de 46 anos foi parar no Hospital da Universidade de Zhejiang, no leste da China, apresentando graves convulsões, que se assemelhavam a um quadro de epilepsia. Ele já havia sido hospitalizado antes, com tontura e forte dor de cabeça, mas recusara qualquer tipo de tratamento por não querer gastar dinheiro.

Com a persistência dos sintomas, o chinês foi hospitalizado novamente e os médicos puderam realizar exames de ressonância magnética. Analisando as imagens do cérebro de Zhu, os profissionais perceberam centenas de calcificações e lesões no órgão. Mas foi apenas após uma conversa com o paciente que os profissionais tiveram uma suspeita do que estava acontecendo: no bate-papo, ele assumiu que um mês antes consumira lâmen com carne de porco e carneiro de procedências duvidosas. Tendo isso em vista, o médico Huang Jianrong recomendou exames de anticorpos – e não foi surpresa quando um teste de Taenia solium deu positivo.

Taenia solium é uma espécie de verme que se desenvolve em porcos e, quando consumida, usa o corpo humano como hospedeiro. Além do crescimento dos próprios vermes, a doença pode aparecer como cisticercose, uma infecção larval resultante da ingestão dos ovos desse animal, os cisticercos.

Quando os médicos do Hospital da Universidade de Zhejiang contaram o diagnóstico a Zhu, ele concordou que essa era uma possibilidade e se lembrou de quando comeu o prato. “Eu apenas mexi um pouco a carne. O fundo do pote com o caldo picante estava vermelho, então não podia ver se a carne fora cozida completamente”, afirmou o paciente, segundo um comunicado.

Essa não é a primeira vez que uma infestação grave como a de Zhu acontece. No começo do ano, o New England Journal of Medicine publicou o caso de um jovem indiano de 18 anos que também estava infestado por ovos de Taenia. Pouco depois, uma equipe médica retirou um “tumor” de uma norte-americana de 42 anos – e descobriu que a massa era, na realidade, um grande ovo do animal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a teníase ainda pode ser causada por outras duas espécies de tênia: Taenia saginata e Taenia asiatica, presentes na carne bovina e suína, respectivamente. Para a prevenção da doença, é necessário cuidar da higiene pessoal. Mas saneamento básico também é essencial para evitar a disseminação da doença.

Além disso, é fundamental consumir carnes devidamente higienizadas, preparadas e cozidas, como explicam os especialistas. A Food Safety Australia recomenda cozinhar a carne suína a uma temperatura de aproximadamente 77 ºC por no mínimo três minutos – se necessário, é recomendada a utilização de um termômetro de alimentos. [E isso é por sua conta e risco.]

cisticercoVale lembrar que a infecção também pode ocorrer em outras partes do corpo. Isso porque, após ingeridos, os ovos do verme eclodem por conta do fluido digestivo intestinal e permitem que a larva perfure as paredes do intestino, entrando na corrente sanguínea e chegando a diferentes partes do corpo. Como o cérebro humano é muito vascularizado, os animais costumam se instalar por lá. Ainda assim, outras regiões também estão em risco: o próprio Zhu apresentou infestação nos pulmões.

“Os diversos pacientes respondem diferentemente à infecção, dependendo de onde os parasitas estão”, ressaltou Huang Jianrong, um dos médicos de Zhu, segundo o New Zeland Herald. Ele ressalta que os sintomas podem variar e, por isso, é essencial consultar um profissional de saúde ao menor sinal da doença.

Felizmente, o caso de Zhu foi detectado e ele está sendo tratado. “Matamos as larvas usando medicamentos antiparasitários e prescrevemos remédios para proteger seus órgãos e reduzir os efeitos colaterais provocados pelo tratamento”, pontuou Jianrong, ao AsiaWire. “A primeira fase do tratamento foi concluída após uma semana. Agora faremos mais testes.”

(Galileu)

Leia mais sobre carne suína aqui.

Uma nova espiritualidade cristã

carismaticosPor que tantas mudanças na liturgia? Por qual motivo as músicas congregacionais estão diferentes? A explicação para as mudanças não é simplesmente a mera evolução musical, sintoma dos tempos. As mudanças que acontecem em cada época podem seguir as diretrizes de uma determinada tradição (como, de fato, ocorria na música evangélica ocidental). Mas não se trata disso. Estamos diante de uma nova espiritualidade cristã, que é panenteísta em sua essência (entenda o assunto assistindo a este vídeo). Dessa forma, é natural que a mudança de paradigma, observável no cristianismo atual, corrobore para a diluição da identidade adventista (veja mais sobre isso neste vídeo). Há a correlação dessa mudança paradigmática com a parca demanda de estudo das Escrituras (assista a este vídeo); afinal, para que estudar a Bíblia se é possível um contato místico-subjetivo direto com Deus? Sem profundo estudo da Revelação divina (Bíblia e testemunhos de Ellen G. White), aceita-se mais facilmente a cultura como elemento de construção da identidade religiosa (sobre a relação entre cultura e cristianismo, veja isto).

Somente um retorno aos pressupostos bíblicos pode reformatar a vida comunitária e pessoal de cada adventista (saiba mais aqui), impedindo a influência do processo de carismatização na mente dos atuais seguidores de Jesus. O assunto ganha ainda mais relevância quando se reconhece a existência de um conflito cósmico, cuja disputa envolve a questão da adoração (assista a isto). Será impossível não se posicionar diante dos desafios que existem para o povo de Deus!

(Douglas Reis é mestre em Teologia, doutorando em Teologia [PhD] pela Universidade Adventista del Plata e autor de livros e artigos acadêmicos sobre identidade adventista, desenvolvimento da doutrina adventista e pós-modernidade)

A moda sexy empodera ou coisifica?

beyonceALERTA! Discordo de muitas coisas ditas no artigo abaixo, mas creio que ele serve de reflexão sobre o problema dos extremos e do abandono do conceito de modéstia cristã [MB]

Tangas minúsculas, vestidos de macramê, tops mínimos, unhas quilométricas, cílios postiços… Tendências que há meses enchem as ruas e as contas de Instagram de adolescentes e jovens e que são mais globais, públicas e midiáticas do que nunca: podem ser símbolos do empoderamento das mulheres? Qualquer escolha de uma mulher é feminista? Essa decisão é realmente livre? O debate está aberto e tem algo de geracional. Diante de uma ampla corrente de feministas que viveram a agitação do movimento durante as últimas décadas e que pensam que a moda sexy coisifica, um grupo menor, mas crescente, defende que a mulher têm o poder exclusivo de sexualizar sua pele, se assim o desejar, e que isso a empodera. É muito fácil encontrar exemplos que foram objeto de discussão: a roupa da apresentadora Cristina Pedroche nas campanadas da véspera de ano-novo, o topless da atriz feminista Emma Watson na estreia de “A Bela e a Fera”, a maneira de vestir de Beyoncé e suas bailarinas…

A hipersexualização do corpo feminino se generalizou a partir dos anos sessenta, com o neoliberalismo e uma revolução sexual que, com o tempo, o feminismo criticou por não ser uma revolução. O que significaria uma ruptura com os papéis sociais e a moralidade dos relacionamentos acabou sendo uma transição de donas de casa a capas de revistas e coxas e seios reluzentes na publicidade. A socióloga Rosalind Gill contou em Cultura e Subjetividade em Tempos Neoliberais e Pós-feministas como nos anos noventa percebeu o nascimento de uma nova figura para vender: a de uma mulher jovem, atraente e heterossexual que “joga consciente e deliberadamente com seu poder sexual, sempre disponível para o sexo”.

Nessa dupla face da liberdade de construção de gênero, Gill diz que as jovens são encorajadas com o discurso do “poder feminino”, enquanto seus corpos são “reinscritos poderosamente como objetos sexuais”. Por um lado, são apresentadas como sujeitos sociais ativos que desejam. Por outro lado, estão sujeitas a um “nível sem precedentes de escrutínio e vigilância hostil”. A filósofa Alicia Puleo chama essa era de “patriarcado de consentimento”. Se as donas de casa existiam antes em um sistema que fomentava a coerção, a repressão à sexualidade, o ocultamento, agora “não se manipula tanto a proibição quanto o incentivo e o incitamento a determinados comportamentos, à produção de desejo”.

Se vende como empoderamento aquilo que sustenta e afirma a feminilidade normativa mais tradicional e patriarcal, aponta Rosa Cobo, escritora e professora de Sociologia de Gênero. A moda, enfatiza, é um dos canais através dos quais o patriarcado, que até meados do século 20 disse às mulheres para se cobrirem bem, agora pede o contrário (despir-se, raspar o púbis, usar salto alto…). “Não existem tangas feministas ou vestidos feministas”, acrescenta a filósofa Ana de Miguel. “O feminismo não é um rótulo, nem a roupa é feminista. O feminismo é usar a cabeça para pensar; neste caso, para pensar o que querem me vender.” E como. E por quê.

Ana de Miguel recorda uma aula de filosofia social em 2005, na qual viu suas alunas iguais: “Tinham cabelos muito longos e lisos. Perguntei a elas por que e me responderam que era o que tinham escolhido, que era sua particularidade, que gostavam, cada uma delas, em particular.” Dessa aula ficou a máxima de que, dada a diversidade humana, quando tantas pessoas tomam a mesma decisão essa escolha não responde a uma ação totalmente livre, mas a algum tipo de pressão mais ou menos explícita.

Como discernir entre liberdade e imposição por construto social? Segundo a filósofa Puleo, escolhendo qual modelo é melhor para nossa liberdade e o que a restringe: “O corpo, como o feminismo demonstrou, é construído. O problema é que as condições materiais às quais este se submete também determinam os estados de consciência. E isso nos transforma em um corpo que vive apenas para o olhar do outro.”

Em 1998, Barbara Lee Fredrickson, professora de Psicologia da Universidade da Carolina do Norte, pediu a alguns estudantes que entrassem em um vestiário, colocassem um pulôver ou um maiô de banho e, durante dez minutos, fizessem uma prova de matemática. As moças que fizeram isso em trajes de banho tiveram resultados significativamente piores do que aquelas que usavam pulôveres. Nos rapazes não houve diferença. A Associação Americana de Psicologia acolheu esse estudo e concluiu que a sexualização e a objetivação das meninas solapam a confiança e o conforto com o próprio corpo, o que acarreta consequências emocionais negativas, como vergonha ou ansiedade.

Duas décadas depois, o cânone de beleza patriarcal foi sendo alimentando e transformado em negócio, enfatiza a socióloga Rosa Cobo: lojas de unhas, academias de ginástica, determinadas revistas… O capitalismo, aponta, tem uma “extraordinária capacidade” de, a partir da ideia da liberdade individual, monetizar a feminilidade “exaltada”. Ela está surpresa: “Nunca pensei que toda a luta feminista do século 20 pudesse desembocar aqui.”

Um aqui que, resume a filósofa Ana de Miguel, é de coisificação e dissociação. Se o pensamento cartesiano deu aos homens a mente e às mulheres o corpo e a emoção, o que as levou a ser “meras reprodutoras, cuidadoras e objetos sexuais”, hoje se reformulam as estratégias para manter em vigor o patriarcado de consentimento. “A liberdade de escolha é usada como exploração. A mensagem é que seu corpo é seu melhor recurso, sua mercadoria”, opina. Afirma que as jovens recebem a mensagem de que não conseguirão o emprego nem o salário que desejam, e de que a liberdade ao alcance é escolher o tamanho das unhas e das roupas íntimas. “Vendem como liberdade uma mensagem neoliberal: não há limites para o que se pode comprar ou vender.” Inclusive o corpo. Principalmente o delas. “A liberdade de escolha só pode se dar em uma sociedade igualitária. E é claro que não é esta.”

Do outro lado estão vozes como a da modelo Emily Ratajkowski, abertamente feminista, que apareceu seminua no videoclipe da canção Blurred Lines e argumenta que sabe que está “jogando em uma sociedade patriarcal” e “capitalizando sua sensualidade” por opção. Essa forma de ver o corpo é compartilhada, com mais ou menos fundamento, por cantoras, atrizes, escritoras ou ativistas. O movimento Femen devolve conteúdo político a algo tão sexualizado quanto os seios – assim como fez a cantora e compositora chilena Mon Laferte na última cerimônia do Grammy Latino. O movimento “Free the Nipple” combate a censura aos mamilos femininos nas redes sociais. Publicações independentes como a revista Salty têm capas sugestivas com mulheres fora do cânone de beleza ocidental.

Nessa linha poderia entrar Polly Vernon, autora do livro Hot Feminist (2015). Ela não acredita que as imagens com as quais somos bombardeados sejam, por definição, prejudiciais: lembra que cresceu rodeada pela primeira geração de supermodelos e que pensava: “Elas são incríveis”, mas não se odiava por não ser como elas. “Algo aconteceu nessas décadas para que as mulheres se sintam cada vez mais desconfortáveis ao olhar para outras mulheres muito bonitas. É uma pena.” Em sua opinião, ensinar as adolescentes que a sensualidade as transforma em vítimas automáticas é “uma das mensagens mais desencorajadoras e prejudiciais da era moderna”.

(El País)

Nota: De certa forma, essa busca da liberdade que parece ter tirado as mulheres de uma prisão e as levado para outra se assemelha ao fenômeno dos transexuais que estão invadindo o esporte feminino causando revolta. Buscou-se tanto a liberdade de forma quase irrestrita, que agora não se sabe o que fazer com ela… [MB]

Terremoto de 3.2 graus atinge a região de Ouro Preto, em Minas Gerais

abaloUm terremoto de 3.2 na Escala Richter atingiu a cidade de Ouro Preto na noite de hoje, aponta a Defesa Civil de Minas Gerais. Segundo o tenente-coronel Flávio Godinho, o tremor relatado por moradores de Congonhas, que fica a 57 quilômetros de distância de Ouro Preto, foi da passagem desse fenômeno. As autoridades da região afirmaram ainda que o tremor foi sentido pelos moradores em diversos pontos da cidade de Congonhas, que abriga a barragem Casa de Pedra, da CSN Mineração. “Tivemos informações tanto da Unimontes como do centro da USP e de Brasília apontando que a causa do tremor foi um abalo sísmico na cidade de Ouro Preto. Não houve nenhuma detecção [da origem do tremor] em Congonhas propriamente dito”, explicou Godinho. “A detecção foi feita por dez centros de sismologia [no total]. E também tivemos um outro caso [de abalo] em Buritis (MG), cidade mais próxima de Goiás e Brasília”, acrescentou o porta-voz. A Defesa Civil ainda informou que, a princípio, a verificação com drones e piezômetro na barragem Casa de Pedra não apresentou nenhuma anormalidade. Segundo a assessoria dos Bombeiros de Congonhas, não houve nenhum tipo de dano ou vitima na cidade, somente “temor da população do risco de rompimento de barragem”.

(UOL Notícias)

Animais estão recebendo a marca da besta?

chip2O chip possui um número único que, quando analisado por um leitor, fornece dados como nome e endereço do proprietário, raça e idade do animal, entre outros

A Federação Brasileira de Animais Domésticos e de Cativeiro está convidando os donos de animais domésticos para providenciar a identificação de seus bichinhos por meio de um chip que deverá ser aplicado nas costas deles. O procedimento é simples e feito com uma seringa. Assim, o animal ficará cadastrado em um banco de dados, o que facilitará a identificação dele, inclusive em viagens ou quando estiver perdido ou for roubado. A Federação explica que o chip é como um CPF eletrônico, não possui opção de rastreamento nem precisa ser carregado na eletricidade. O componente eletrônico é encapsulado em biovidro, mesmo material utilizado na fabricação de marcapassos, e que não causa rejeição.

No município de Lençois Paulista, por exemplo, o projeto já está em andamento. Pelo programa desenvolvido lá, todos os cães e gatos recolhidos nos abrigos municipais, além dos animais que passarem pelo programa de castração, receberão um chip de identificação com os dados do animal e do proprietário. Se esse bichinho for encontrado na rua depois de chipado, a prefeitura terá condições de identificar o proprietário e aplicar as medidas legais que estão previstas na Lei de Maus Tratos e Abandono.

Essa tecnologia será utilizada em seres humanos? Já existem propostas nesse sentido e, talvez, essa aplicação do chip em animais seja uma espécie de “ensaio” para um próximo passo. Pessoas chipadas serão mais facilmente identificadas (se bem que, em tempos de internet, Google e celular, dificilmente alguém consegue se esconder neste mundo interconectado). Quando e se esse momento da chipagem humana chegar, será preciso tomar uma decisão: aceitar a tecnologia que ajudará a eliminar todos os tipos de documentos arcaicos e facilitar a identificação pessoal e o controle, ou não aceitar. Que cada um esteja bem informado a respeito do assunto e em conexão com Deus para saber exatamente o que fazer.

Mas quero chamar atenção para outro detalhe ligado a esse assunto: muitos evangélicos e até católicos consideram o chip a marca da besta de Apocalipse 13 (assim como já consideraram também o código de barras, por exemplo). Isso revela falta de conhecimento bíblico e uso de textos fora de seu contexto. Se o chip fosse a marca da besta, esses animaizinhos – coitados – já estariam recebendo a tal marca. Agora pense em pessoas ímpias, egoístas, adúlteras, idólatras e que se recusem a receber o biochip. Sem o chip esses impenitentes estariam salvos? E pessoas sinceras, convertidas, mas que não estejam convencidas de que o chip seja (como não é) a marca da besta? Só por recebê-lo já estariam perdidas? Além disso, o Apocalipse diz que a marca da besta será aplicada na fronte ou na mão direita. Não vi em lugar nenhum a informação de que o chip será aplicado na testa, até porque ali ficaria aparente.

Convido você a assistir ao vídeo abaixo a fim de conhecer melhor esse assunto. [MB]

Homossexualidade: não devemos olhar só para os genes

dnaNovas pesquisas sobre homossexualidade e genética precisam ser analisadas a partir de um olhar técnico. O que realmente há de sólido neste assunto?

Sempre que surge um novo estudo sobre o tema da homossexualidade associado à genética, muita especulação e notícias sensacionalistas são veiculadas. Muitas delas adotam, por vezes, um claro viés ideológico. Não foi diferente com o estudo Large-scale GWAS reveals insights into the genetic architecture of same-sex sexual behavior. O material foi publicado no prestigiado periódico Science no dia 29 de agosto desse ano. O estudo foi liderado pela cientista Andrea Ganna, e contou com a colaboração de pesquisadores das principais universidades do mundo (por exemplo Harvard, MIT e Cambridge). É uma pesquisa que demonstra metodologia robusta e um grupo amostral respeitável de quase 500 mil pessoas. É considerado, ainda, o maior estudo já realizado que se propôs a investigar a base genética da sexualidade humana.

[Continue lendo.]

O que é fascismo, afinal?

fascismo“Criado pela nacionalização de certos setores da esquerda”, cujo “papel central em sua orientação conceitual foi desempenhado pelos sindicalistas revolucionários”,[1] o fascismo nada mais é do que uma ideologia herdeira do próprio socialismo e do comunismo,[2, 3] dos quais não difere em suas características fundamentais.[4] Assim como o socialismo e o comunismo, o fascismo era extremamente populista, trabalhista e sindicalista; defendia um verdadeiro festival de direitos e privilégios para o povo, assistencialismos; advogavam pela chamada classe operária, eram favoráveis aos impostos progressivos e as taxações de grandes fortunas, e muito mais.[5, 6]

Seu principal lema era: “Tutto nello Stato, niente al di fuori dello Stato, nulla contro lo Stato”, isto é, “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado”.[7] Em outras palavras, desejavam um Estado grande, interventor e estatizante.

“Mas existia liberalismo econômico e manutenção da propriedade privada nos regimes fascistas”, alguns podem tentar argumentar; nada poderia estar mais distante da verdade, no entanto.

Como o ex-presidente Ronald Reagan sagazmente observou, o “fascismo é propriedade privada, iniciativa privada, sob o controle total do Estado”.[8] Ou seja, nada de livre-mercado ou liberalismo econômico, muito menos respeito à propriedade privada. O Estado é quem verdadeiramente controlava todas as coisas. Isso se chama totalitarismo.

O fascismo também possuía um discurso anti-burguês. E mais, a chamada classe burguesa era demonizada por completo pelo fascismo e pelos fascistas.[9]

Com tantas semelhanças entre o fascismo e o socialismo/comunismo, não é atoa que tenha sido “a Itália” fascista “o primeiro país ocidental a reconhecer a União Soviética” socialista “em 1924”.[10, p. 223]

O historiador espanhol Stanley G. Payne ainda argumenta que o fascismo alemão de Hitler, também conhecido como nazifascismo, ou apenas nazismo, era o que “se aproximava mais do comunismo russo”, na União Soviética, “do que qualquer outro sistema não comunista”.[10, p. 211] […]

[Curiosamente, como disse] um autor desconhecido: “Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas.”[27]

(Gabriell Stevenson, historiador e apologista cristão)

Referências:
[1] Stanley G. Payne, Fascismo: Comparação e Definição, Madison, WI, Universidade de Wisconsin Press, 1980, p. 42.
[2] Jacob Talmon, The Myth of the Nation and the Vision of Revolution, University of California Press, 1981, p. 501.
[3] Vergílio Ferreira, Pensar‎, Bertrand Editora, 1992, p. 264.
[4] Stanley G. Payne, Fascismo: Comparação e Definição, Madison, WI, Universidade de Wisconsin Press, 1980, p. 208, 209.
[5] Manifesto dei Fasci italiani di combattimento, pubblicato su “Il Popolo d’Italia” del 6 giugno 1919 <https://bit.ly/2q2dONz>
[6] Spotniks. Pare de chamar os outros de fascistas. Você nem sabe o que essa palavra quer dizer. <https://bit.ly/2FYR9bF>.
[7] Pensador <https://bit.ly/2O51HJq>.
[8] Em entrevista ao “60 Minutes”, programa jornalístico da CBS, em 14 de dezembro de 1975.
[9] François Furet, The Passing of an Illusion, The Idea of Communism in the Twentieth Century, University of Chicago Press (1999) p. 175.
[10] Stanley G. Payne. Uma História do Fascismo, 1914-1945. Madison, WI, Universidade de Wisconsin Press, 1995.
[11] Pensador <https://bit.ly/2EMoiLH>.

Leia também: “O fascismo tem mesmo origem no marxismo”

“O comunismo é o filho legítimo de Marx, o fascismo é o bastardo. O comunismo é o marxismo ateu, o fascismo é o religioso. O comunismo mata por razões sociais, o fascismo por razões étnicas/raciais. De resto, é tudo farinha do mesmo saco…” (Filipe Reis).