Daniel 8: da contaminação à purificação

daniel 8Após o trágico ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, logo surgiram “profeteiros” afirmando que esse trágico evento foi o cumprimento de Daniel 8. Diziam que os dois enormes prédios destruídos representavam o carneiro que tinha um “chifre maior que o outro” (v. 3), pois uma torre era um pouco mais alta. Nessa “interpretação” totalmente descabida, os aviões que se chocaram contra as torres representariam o “bode” que veio do ocidente “sem tocar no chão” e que atacou o carneiro e lhe quebrou os chifres (v. 5-7). Por incrível que pareça, até hoje há quem defenda essa ideia na internet. Realmente, como disse Jesus em Marcos 13:14, quem lê Daniel deve entender. Assim não será enganado e não sairá por aí falando (e acreditando em) maluquices desse tipo!

Perguntas para discussão em grupo

Quebra-gelo: Sobre a interpretação equivocada mencionada acima, como sabemos que o triste ataque às Torres Gêmeas em 2001 não teve nada a ver com a profecia de Daniel 8? (ver os versos 20 e 21)

Qual é a relação do capítulo 8 de Daniel com os capítulos 2 e 7? Qual seria a intenção de Deus ao repetir as mesmas previsões nestes três capítulos e dar detalhes adicionais em cada um? (R.: Repetição para afirmação e ampliação de detalhes para maior compreensão.)

Note em Daniel 8:20, 21 que o anjo chegou a dar os nomes dos reinos que ainda viriam a dominar o mundo. Como sabemos que o “chifre notável” do animal representado pelo “bode” é Alexandre o Grande (v. 22)? De que forma essa profecia se cumpriu? O que significam os quatro outros “chifres” que depois surgiram no lugar do “chifre notável”?

Como sabemos que o chifre pequeno do capítulo 8 é o mesmo do capítulo 7? Que diferença faz o fato de que no capítulo 8 ele não surge dos quatro chifres, mas, sim, dos quatro “ventos”? (R.: Lembre-se de que os quatro chifres que surgiriam no lugar do “chifre notável” são os quatro generais que dividiram o reino em quatro partes assim que Alexandre o Grande morreu. Conforme 8:9, o chifre pequeno não saiu de nenhum desses quatro novos reinos, mas veio de fora, dos “ventos” de guerras e contendas mencionados também em 7:2. Ver na lição de segunda-feira as comparações entre o chifre pequeno do capítulo 7 e o do capítulo 8. O chifre pequeno no capítulo 7 é uma extensão do animal “terrível e espantoso” (Roma pagã), sendo que este representava apenas a fase papal de Roma. Já no capítulo 8 esse chifre representa em si mesmo as duas fases de Roma: pagã e papal.)

Leia Daniel 8:10-12. Qual o significado de cada uma dessas atividades do “chifre pequeno” (Roma)? De que forma ele se engrandeceu até ao “Príncipe do Exército”, que é Jesus? Em que sentido ele ataca o santuário? De que forma ele prosperou ao “lançar a verdade por terra” (8:12)? (R.: A liderança romana coloca a autoridade da igreja acima da Bíblia e substitui Cristo por meio das suas tradições.)

Em meio ao caos dos enganos religiosos e da perseguição revelados no capítulo 8, de repente uma cena chama a atenção e muda o foco. Leia Daniel 8:13, 14. Que tipo de sentimento essa mensagem pode ter trazido ao profeta? E aos cristãos antigos? E aos modernos?

Por que a profecia das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14 é tão importante? Que diferença faz em nossa vida espiritual saber que o santuário celestial será purificado de todos os registros horríveis de pecado? (Trataremos do significado e das datas dessa profecia na próxima semana.)

Como sabemos que a cena de juízo em Daniel 8:13, 14 é paralela à do juízo em Daniel 7:9-14? Por que é importante não se esquecer dessa relação paralela entre esses dois textos?

Considere a promessa de Daniel 8:14 e as afirmações de Hebreus 6:18-20 e 8:1, 2. Como essas afirmações de Hebreus nos enchem de confiança e de esperança?

Nota: Daniel 8 revela, entre outras coisas, como Roma lançaria a verdade por terra e prosperaria nesse empreendimento por muito tempo. Dentre outras verdades “lançadas por terra” (como, por exemplo, a do “sono da alma”, a da ressurreição corporal e a da guarda do sábado do quarto mandamento) encontra-se também a do ministério de Cristo no Santuário Celestial. Apesar de essa última ser tão explícita no livro de Hebreus (8:1, 2; 9:8-12, 23, 24; 10:1; etc.), ela é praticamente desconhecida pela maioria dos cristãos. É porque essa verdade foi lançada por terra que muitos líderes religiosos ensinam equivocadamente que, na cruz, ao dizer “está consumado”, Cristo concluiu Seu ministério. Porém, apesar de Sua morte ser imprescindível para nossa salvação, ela não foi a conclusão de Seu ministério. Se Ele não tivesse ressuscitado, por exemplo, de nada teria valido Sua morte por nós (1Co 15:14, 17, 18). E também se Ele não tivesse subido ao Céu e nos enviado o Espírito Santo, não teríamos condições de receber os méritos de Sua morte (Jo 16:7, 8). Além disso, se Jesus não estivesse agora intercedendo por nós e fazendo valer o que Ele mesmo conquistou na cruz, também de nada teria valido Sua morte, nem Sua ressurreição em nosso favor. É por meio de Seu ministério incessante e ininterrupto que nós podemos “tomar posse da vida eterna” (1Tm 6:12). E esse processo redentivo só será completado quando Jesus voltar e nos glorificar. Sendo assim, “a intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do homem, é tão essencial ao plano da redenção como o foi Sua morte sobre a cruz. Pela Sua morte Ele iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu depois de ressurgir. Pela fé devemos penetrar até o interior do véu, onde nosso Precursor entrou por nós (Hebreus 6:20). Ali se reflete a luz da cruz do Calvário. Ali podemos obter intuição mais clara dos mistérios da redenção” (Ellen White, Exaltai-O, 11 de Novembro [p. 382]).

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Jovem que contribuiu com Meditação da Mulher morre no dia da publicação de seu texto

jovemUm desejo de mudar o mundo, o prazer de levar esperança às outras pessoas e o seu amor inabalável por Cristo eram o combustível de uma jovem determinada que deixou marcas na vida de muita gente. Carmen Virginia dos Santos faleceu aos 38 anos, vítima de um câncer. Um dos seus talentos era a escrita. Além de livros publicados, ela também contribuiu com textos para a Meditação da Mulher, compilação de devocionais diários distribuída pela Casa Publicadora Brasileira. O texto escrito por Carmen serviu de inspiração para outras mulheres justamente no dia que ela faleceu, um 26 de fevereiro, conhecido também como quarta de cinzas. Na reflexão escrita por Carmen é contada a experiência que ela viveu no período que estava no início da adoção da dieta vegetariana. Ela havia saído de casa sem comer e estava à procura de alguma opção de alimento sem carne, até então, sem sucesso. Após uma oração, ela conseguiu comprar milho – e pediu, por impulso, duas porções. No caminho para a estação de metrô, ela se indagava da necessidade de ter pedido duas porções, uma vez que apenas uma porção já a deixaria satisfeita. Ao embarcar no metrô, outro jovem que saía do trabalho perguntou onde ela havia comprado o milho. Foi então que ela dividiu a refeição com aquele desconhecido.

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O Jesus do carnaval é falso

mangueiraO Jesus verdadeiro não nasceu na favela; a periferia faz parte do sistema. Ele nasceu fora dele, fora dos muros de Belém, num estábulo no meio do nada. Todas as metáforas de Cristo vêm da cultura campestre: sementes, trigo, lírios do campo… Se Ele viesse hoje, nasceria em algum rincão rural. A Sua obra não se resume a um apelo social. Ele não veio implantar ou promover uma ideologia, mas um Reino. Ele não era um libertador político; Ele foi reconhecido por João o Batista como “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

O Jesus assassinado no morro, descrito na manchete e cantado no sambódromo não é o Jesus que Se entregou à morte no Gólgota. Ele não foi crucificado por defender as minorias; Ele Se entregou para pagar pelos pecados da humanidade, e isso inclui a todos, não importando a cor, raça, etnia… O evangelho do Reino não é uma resposta à pobreza. Ele é uma resposta ao pecado. Jesus mesmo disse que veio redimir e justificar quem nEle crer, promovendo a reconciliação com Deus. Sua mensagem não é política. Não é de justiça social. Não é econômica. Não é de direitos de gênero. Não é ambiental. A mensagem de Jesus é que “todos somos pecadores, mas Ele veio para chamar-nos ao arrependimento”.

Ele não foi morto por pregar “igualdade e justiça social”. Foi morto pregando arrependimento de pecados e para tomar sobre Si a justa punição divina que deveria recair sobre o ser humano, para consumar a obra de salvação ordenada por Deus. A multidão que Ele alimentou e escolheu Barrabás é a mesma que hoje tenta enquadrá-Lo na sua ideologia. Jesus não é uma mulher, não é um índio, nem LGBT. A cor dEle não importa; sei que Seu coração e amor são para todos. Negros, mulheres, índios e LGBTs! Mas nem todos O aceitam como Ele é. O Filho de Deus.

Não, Ele não é o Jesus da Mangueira que só prega “dê comida aos pobres”, mas não prega arrependimento aos pobres, mudança de mente, mudança…

O Jesus verdadeiro não é o Jesus da teologia da prosperidade e muito menos o da narrativa ideológica. Jesus não é só o Jesus do amor, Ele é o Jesus da Espada. “Não penseis que vim trazer paz à terra: não vim trazer paz, mas espada” (Mt 10:34).

(Pastor Julio César, via Instagram)

Katherine Johnson: a matemática da Nasa que levou a humanidade à Lua

katherineMorreu Katherine Johnson, a matemática da agência espacial norte-americana que calculou a rota da Apollo que levou a humanidade até a Lua. Tinha 101 anos. A história de Katherine Johnson e das outras mulheres negras nos bastidores da missão lunar foi contada pela primeira vez no filme “Hidden Figures”, que chegou a ser indicado para o Oscar em 2017. Corria o ano de 1966 quando Katherine Johnson desenhou milimetricamente o percurso da missão Apollo até a Lua com o poder da mente e a ajuda de uma régua, um lápis, folhas de papel e calculadoras rudimentares. “Naquela época, os computadores vestiam saias”, chegou a dizer entre risos. Depois de ter construído os pilares matemáticos da missão Mercury de 1961, que fez de Alan B. Shepard Jr. o primeiro norte-americano a passear no espaço, Katherine Johnson foi uma das responsáveis pelo primeiro passo (talvez o mais popular de todos) que colocou os Estados Unidos na linha da frente da Guerra Fria pela primeira vez – a alunissagem.

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Dicas para ser um homem de verdade

cavalheiro2A sociedade quer me fazer sentir antiquado antes dos meus 50 anos. Mas não vou deixar. Continuarei dando flores para minha esposa. Continuarei abrindo portas para ela e dando lugar aos mais velhos nos ônibus e metrôs. Aliás, falando em ônibus… Causa-me revolta quando vejo um grupo de pessoas esperando a chegada do veículo e, quando ele para, marmanjos distraídos com seus celulares e isolados do mundo com seus fones de ouvido passam à frente de senhoras e moças, e entram rapidamente em busca de assentos. Não foi isso o que aprendi com meus pais e com a vida. Onde foi parar a educação básica? Onde foi parar o respeito? Cadê o cavalheirismo?

Recebi pelo WhatsApp o texto abaixo (“Dicas para ser um homem de verdade”) e gostaria que você, homem, o lesse e pensasse a respeito (fiz alguns cortes, acréscimos e algumas adaptações). [MB]

  1. Nunca dê um aperto de mão sentado.
  2. Quando lhe for confiado um segredo, guarde-o.
  3. Devolva um carro emprestado com o tanque cheio de gasolina.
  4. Aja com paixão ou não aja de jeito nenhum.
  5. Tire suas próprias conclusões.
  6. Ao dar um aperto de mãos, segure firmemente e olhe nos olhos.
  7. Em todas as coisas, conduza pelo exemplo, não pela simples explicação.
  8. Leve dois lenços. O do seu bolso de trás é para você. O do seu bolso do paletó é para ela.
  9. Você se casa com a mulher e com a família dela.
  10. Seja como um pato: permaneça calmo na superfície e reme como um louco debaixo d’água.
  11. Nunca tenha medo de conversar com a garota mais bonita da sala.
  12. Respeite as mulheres.
  13. Entenda a diferença entre o bem e o mal, e esteja sempre ao lado do bem.
  14. Tente escrever um elogio a você mesmo. E nunca pare de revisá-lo.
  15. Agradeça a um policial.
  16. Ajude o garoto novo a se enturmar.
  17. Depois de escrever um e-mail com raiva, leia com atenção. Em seguida, exclua-o.
  18. Peça para sua mãe brincar. Ela não vai deixar você ganhar.
  19. As maneiras fazem o homem.
  20. Dê crédito. Assuma a culpa.
  21. Levante-se contra os valentões. Proteja os intimidados.
  22. Anote seus sonhos.
  23. Tire um tempo para aconchegar seus animais de estimação; eles o amam muito e estão sempre felizes em vê-lo.
  24. Seja confiante e humilde ao mesmo tempo.
  25. Se alguma vez estiver em dúvida, lembre-se de quem você é filho e se recuse a ser apenas comum.
  26. Ore todas as noites.
  27. Peça licença ao sair da mesa.
  28. Peça licença ao entrar em casa.
  29. Ande do lado de fora da calçada; a mulher e as crianças ficam do lado de dentro.
  30. Sente-se e saiba onde ficam as saídas de emergência.
  31. Não demonstre raiva nem tente se impor com gritos.
  32. Seja reservado.
  33. Música alta é falta de respeito em qualquer ocasião.
  34. Ao usar qualquer coisa, devolva exatamente como pegou, e sempre mais limpa do que estava.
  35. Ao usar um banheiro unissex, sempre abaixe o assento depois de usar o vaso sanitário.
  36. Pergunte e ouça a explicação com respeito antes de sentenciar. Mal-entendidos acontecem e nem sempre o que parece é.
  37. Seja grato.

Finlândia está prestes a tornar o cristianismo ilegal

finlandiaQuase 70% dos finlandeses ainda são membros da Igreja Luterana Nacional. Mas isso não significa que eles são praticantes da fé, pois menos de um terço dos finlandeses atualmente dizem que acreditam em Deus. Essa nação historicamente cristã não apenas deixou a fé, mas iniciou investigações criminais contra cristãos. Apesar de a Constituição finlandesa dizer à igreja nacional para “proclamar uma fé cristã baseada na Bíblia”, a Finlândia está investigando um membro do parlamento por “proclamar sua fé cristã baseada na Bíblia”. Segundo a CBN News, a parlamentar Päivi Maria Räsänen [foto], do Partido Democrata Cristão, está sob duas investigações por supostamente “difamar ou insultar” homossexuais. Ela compartilhou um versículo da Bíblia no Twitter, no ano passado, destinado à Igreja Luterana da Finlândia por promover o estilo de vida homossexual. Päivi Räsänen disse: “No meu tweet, citei diretamente o primeiro capítulo e os versículos 24 a 27 de Romanos e publiquei a figura das passagens da Bíblia.” A passagem condena a homossexualidade.

A promotora geral da Finlândia, Raija Toiviainen, abriu uma segunda investigação sobre um panfleto que Päivi escreveu há 15 anos sobre o casamento cristão bíblico, chamado “Homem e mulher, Ele os criou”. Päivi ficou surpresa com a existência de uma investigação policial sobre seu caso, já que o ensino bíblico é apoiado pela própria constituição finlandesa. “Não achava que isso poderia acontecer. É inacreditável. Foi uma verdadeira surpresa. E meu primeiro pensamento foi: ‘Eles realmente estão indo longe’”, disse Leif Nummela, editor de um jornal cristão e apresentador de TV na Finlândia.

O pastor luterano que publicou o panfleto que Päivi escreveu sobre o casamento cristão também está sob investigação. Päivi disse à CBN News que tudo isso começou em oração quando ela se sentiu guiada pelo Senhor a fazer algo para despertar a Igreja Nacional na Finlândia sobre a questão da homossexualidade. Mas agora ela teme que essa investigação deixe os finlandeses com muito medo de proclamar sua fé. “Estou preocupada que esse caso, a investigação criminal, possa intimidar alguns cristãos e faça com que eles se escondam e se calem”, disse Päivi.

Se condenada, Päivi pode ser multada ou até presa. E Nummela acha que o apoio dos líderes cristãos finlandeses a ela foi fraco. “Se pudéssemos ter 200 mil cristãos dizendo: ‘Isso é horrível, pare de perseguir Päivi Räsänen’, isso teria um enorme impacto”, disse Nummela.

Päivi disse que não tem medo e acredita que Deus tem um plano para a Finlândia. “Estou esperando para ver o que Deus fará, porque quando levantamos orações a Ele podemos saber que Ele fará alguma coisa”, disse Päivi.

(Conexão Política)

Nota: O descanso dominical será motivo de perseguição no futuro, mas a defesa de outra instituição edênica (além do sábado) – o casamento hetemonogâmico – igualmente poderá colocar cristãos na mira das autoridades estatais. O que fazer nesses casos? Atos 5:29 provê a resposta. [MB]

O missionário mochileiro

Daniel 7: do mar tempestuoso às nuvens do Céu

daniel 7Recomendação de Jesus: “Quem lê [Daniel], entenda!” (Mt 24:15; Mc 13:14). É a partir do capítulo 7 de Daniel que essa advertência começa a fazer cada vez mais sentido. Muitas interpretações equivocadas desse livro têm levado pessoas ao erro e ao fanatismo. O capítulo 2 também contém uma profecia simbólica, mas a partir da segunda metade do livro (capítulos 7-12) os símbolos começam a ficar cada vez mais complexos e precisam ser compreendidos sob a luz das Escrituras, para que não ganhem interpretações particulares. Quem lê Daniel, que entenda!

 Perguntas para discussão em grupo

 Quebra-gelo: Por que os cristãos genuínos não devem ter medo do juízo celestial? (ver João 3:18, 19; 5:24)

Em sua opinião, por que Deus revelou o futuro a Daniel (e também a João, no Apocalipse) em forma de símbolos, em vez de simplesmente usar a linguagem literal?

Leia Daniel 7:1-10. Ao se interpretar a simbologia profética conforme as pistas fornecidas pela própria Bíblia (ex.: Dn 7:16, 17; Jr 51:1; Zc 7:14; Ap 17:15), o que significa a visão na qual os “ventos do céu” agitavam o “grande mar” enquanto diferentes “animais” emergiam dele? (R.: A visão representa a ascensão e queda dos grandes reinos e poderes que se sucederam ao longo da História por meio de guerras, revoluções e agitações políticas entre as nações e os povos do mundo antigo. Tais reinos e poderes são: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma pagã, representados pelos quatro animais; a Europa dividida representada pelos dez chifres; o poder papal representado pelo “chifre pequeno”; os três “chifres” arrancados pelo chifre pequeno foram os Vândalos, os Hérulos e os Ostrogodos, estes últimos derrotados pelo poder papal no ano 538 d.C.)

Diferentemente dos reinos anteriores, por que Roma não foi representada por algum animal conhecido, mas, sim, por um animal “terrível e espantoso” (7:7, 19)?

Leia Daniel 7:7, 8, 24, 25. Note que o poder representado por um “chifre pequeno” emerge do “animal terrível e espantoso” (Roma), sendo, portanto, uma “extensão” dele. Compare as características desse poder com as do “homem do pecado” de 2 Tessalonicenses 2:1-12. Como as duas descrições se aplicam perfeitamente ao papado romano medieval? O que Deus quer nos dizer com essa revelação?

Leia novamente Daniel 7:8. O que significa o fato de que o “chifre pequeno”, diferentemente dos outros, tinha “olhos e boca? (R.: Diferentemente dos outros poderes, o poder papal era representado por uma pessoa apenas. Era diferente dos outros por ter se apropriado do cristianismo para exercer seu poder.)

 Leia Daniel 7:25. Em que sentido o “chifre pequeno” mudaria “os tempos e a lei”?

O que o cumprimento preciso dessas profecias bíblicas lhe diz?

Leia Daniel 7:9, 10. Após a visão dos “animais” (reinos) que se seguiriam, e de toda a perseguição e sofrimento promovidos pelo “chifre pequeno” (o poder papal) contra os cristãos, Daniel vê uma cena de juízo no Céu: “assentou-se o tribunal, e abriram-se os livros”. Em sua opinião, qual é o propósito de se descrever o juízo celestial nesse momento da visão? Qual é a importância desse juízo para os cristãos?

Leia Daniel 7:21, 22, 26, 27. De que forma o juízo beneficia o povo de Deus?

Note que em Daniel 7:13, 14 o “Filho do Homem” se dirige “nas nuvens do céu” não à Terra, mas ao “Ancião de Dias”, o grande Juiz do tribunal celeste. O que significa isso? Agora leia Marcos 14:62. Por que Jesus usou os mesmos termos de Daniel 7:13 para Se referir à Sua segunda vinda? (R.: Provavelmente para afirmar que Ele próprio é o Filho do Homem mencionado em Daniel 7.)

 Sabendo que Jesus é o nosso Advogado no santuário celestial, como devemos viver enquanto Ele nos defende? (João 5:24; Rm 8:1; Tg 2:12)

Notas:

 Sobre o tempo de perseguição indicado por “um tempo, tempos, e metade de um tempo” (Dn 7:25). “Tempo”, no contexto profético, significa “ano” (ver Dn 4:32; 11:13). Portanto, a expressão “tempo, tempos e metade de um tempo” é o mesmo que “[um] ano + [dois] anos + metade de um ano”, ou seja, três anos e meio proféticos. Contudo, devem ser considerados anos com 12 meses de 30 dias, resultando em anos de 360 dias cada. Com isso em mente, entende-se por que as Escrituras usam três expressões diferentes para se referir ao mesmo período profético: “três anos e meio” (Dn 7:25; 12:7; Ap 12:14), ou “1.260 dias” (Ap 11:3; 12:6), ou ainda “42 meses” (Ap 11:2; 13:5). Além disso, deve-se considerar que em profecias simbólicas cada “dia” equivale a um ano literal (Nm 14:34; Ez 4:5-7). Portanto, esse período se refere precisamente a 1.260 anos literais de perseguição sofrida pelos cristãos que preferiam ser fiéis às Escrituras e não à religião romana. Esse período se iniciou no ano 538 d.C., quando o imperador Justiniano oficializou por decreto que o bispo de Roma seria superior a todos os outros (um “papa”), e foi até o ano 1798, quando Napoleão mandou prender o papa Pio VI.

Sobre a identidade do “chifre pequeno” de Daniel 7. Apesar de a maioria dos estudiosos tentar encaixar o rei Antíoco Epifânio como sendo o “chifre pequeno” da profecia de Daniel, ele não preenche os requisitos. É fato que ele foi um dos piores tiranos de todos os tempos e que profanou o templo em Jerusalém ao colocar uma estátua de Zeus sobre o altar de sacrifícios e lhe sacrificar um porco. Mas seu período de perseguição (contra os judeus) durou apenas três anos literais (de 168 a 165 a.C.). Além disso, cerca de dois séculos depois da morte de Antíoco Epifânio, o apóstolo Paulo retratou o “homem da perdição” como ainda estando no futuro (2Ts 2:3-6). O papado, por outro lado, preenche todas as condições para ser identificado com o chifre pequeno de Daniel.

Sobre o “Filho do Homem” de Daniel 7:13, 14. A cena do “Filho do Homem” envolto nas “nuvens” retrata o famoso Dia da Expiação (yom kippur), conforme vemos em Levítico 16, quando o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo envolto na fumaça do incensário que trazia junto de si. Representando Jesus Cristo, nesse dia o sumo sacerdote intercedia pelo povo colocando-se diante da glória visível de Deus (o shekinah) que aparecia sobre a arca do testemunho no lugar santíssimo. Essa era a própria representação de Jesus entrando diante do trono de Deus em favor de toda a humanidade para iniciar o juízo pré-advento. Esse processo se iniciou no ano 1844, conforme veremos nas lições das próximas semanas.

Sobre o juízo dos vivos e o fechamento do tempo de graça. Na lição da Escola Sabatina desta semana, na edição do professor, há um trecho polêmico que precisa ser esclarecido. Ali é dito que “o juízo dos vivos só acontecerá quando terminar o tempo da graça”. O termo “acontecerá” não quer dizer que o juízo dos vivos se iniciará nessa ocasião, mas que então será definido o veredito deles. O juízo dos vivos, que os condena ou os liberta, se dará no exato momento em que os livros, que haviam sido abertos no início do juízo (Dn 7:10) serão fechados (termo que chamamos de “fechamento do tempo de graça”). Enquanto esses livros ainda estão abertos, os vivos têm a oportunidade de escolher se converter ou apostatar. Por isso não é possível que o juízo dos vivos seja concluído enquanto tais livros estão abertos. O tempo de graça se encerra exatamente quando Cristo fechar os livros do juízo ao sair do santuário celestial para voltar à Terra. Nessa ocasião, cada caso terá sido decidido definitivamente, sem possibilidade de mudança. Por isso, no exato momento em que os livros de juízo são fechados, é proclamado: “Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se” (Ap 22:11, NVI).

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Casos de sífilis aumentam no Brasil

sifilisPrincipal forma de transmissão dessa e de outras DSTs são as relações sexuais

As doenças sexualmente transmissíveis causam, desde sempre, transtornos à saúde pública e à vida das pessoas. Além das mais conhecidas, como o HIV, a herpes genital e a gonorreia, por exemplo, outras têm surgido ou evoluído com o passar do tempo. No Brasil, uma das DSTs que mais tem avançado é a sífilis. Segundo um relatório do Ministério da Saúde, entre 2010 e 2018 a doença teve um aumento de 4.157% nos casos. De acordo com o estudo, só durante o ano de 2018, mais de 246 mil pessoas adquiriram a doença no Brasil.

A sífilis tem como principal forma de transmissão as relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem o uso de preservativo. A doença é considerada uma infecção sistêmica crônica, de transmissão sexual e vertical (quando é transmitido da mãe para o bebê), provocada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum. “A sífilis é caracterizada por quatro etapas: primária, quando ocorre de 10 a 90 dias após o contato sexual, formando-se uma úlcera indolor com base endurecida, rica em treponemas (um gênero de bactéria); secundária, quando surge de seis semanas a seis meses após o contágio, formando-se lesões doloridas na pele e mucosas em forma de roséola; sífilis latente, período no qual não há sinais clínicos da doença, mas há reatividade nos testes imunológicos que detectam os anticorpos; e sífilis terciária, ocorrendo cerca de 2 a 40 anos após o contágio, com lesões nodulares que podem provocar degenerações ósseas, cardiovasculares e neurológicas”, diz o professor dos cursos de pós-graduação da Área da Saúde do Centro Universitário Internacional Uninter, Willian Barbosa Sales.

A sífilis preocupa as autoridades por ser uma doença de fácil propagação e pelo aumento de contaminação nos últimos anos. Evidentemente que o uso de preservativos ajuda a minorar o problema, mas não se trata de uma solução 100% eficiente, até porque se sabe que o vírus HPV, por exemplo, pode ser transmitido sem penetração, bastando o contato com a região da virilha. Há também vírus que se propagam por meio de “simples” beijos (confira aqui, aqui e aqui). Algumas DSTs acompanham as pessoas pela vida toda. É como disse Neruda: “Somos livres para fazer escolhas, mas somos prisioneiros das consequências.”

O carnaval vem aí. Seja sábio e tome sua decisão. Eu e minha casa já decidimos (como sempre fazemos): retiro saudável e espiritual.

Entre o mito e a pessoa: reflexões de um médico sobre a morte de um famoso

medico“Oremos pela família, ele faleceu.” Eram pouco mais de 17 horas quando recebi essa mensagem. E dessa maneira terminava um capítulo na história de uma das pessoas mais intrigantes e, talvez, para alguns, controvertidas dos últimos 50 anos. Foi pelo menos uma hora e meia antes de ser noticiado nos principais meios de comunicação e portais eletrônicos do País. Logo começaram as análises dos cinéfilos e até a de um biógrafo. Abri a página de um grande portal: “Provocador, niilista, gênio criativo, celebridade televisiva, ícone trash e, acima de tudo, um descrente obsessivo… Autor de mais de 40 filmes.” Em outro site, o perfil foi complementado: um “homem sem crenças, não acreditava em Deus nem no diabo, só acredita nele mesmo, acha que é o único que pode fazer justiça”.

As homenagens e os perfis trazem a descrição detalhada de um personagem criado, mas falham totalmente em descrever um ser humano, ou, pelo menos, o ser humano que acabei conhecendo.

Era madrugada de julho de 2014. Na unidade coronária, entre tantos pacientes, um nome chamou atenção. Infarto grave, coração e rins falhando. Comecei a pensar… Uma vida com tantas obras dedicadas a afrontar o que era sacro, a flertar com o terror, com o demoníaco… Lembrei-me do verso bíblico: “Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:20). Orei em silêncio, de frente para aquele leito: “Senhor, tem piedade e misericórdia desse homem. Que ele possa ver o Teu Evangelho.”

O tempo passou. Certo dia, recebi a comunicação de que ele havia melhorado, e que ele e a esposa haviam começado a estudar a Bíblia. Mas não foi fácil. Os fãs (do personagem que ele havia criado) o assediavam e o perseguiam. Uma parte da família não entendia essas mudanças de vida que ele começou a ter. Falaram em opressão, lavagem cerebral. Uma vez tirou uma foto atendendo a um apelo para aceitar Jesus. Parecia que havia despertado a fúria do inferno em pessoa. Mais ridicularizações. Finalmente, chegou-se a um ponto em que uma parte da família passou a falar em nome do personagem para sites e jornais, para que a pessoa, o indivíduo de verdade, tivesse um pouco de privacidade e sossego.

Essa pessoa, não o personagem, aceitou Jesus como seu salvador pessoal e foi batizada com a esposa em junho de 2017. Tenho as fotos. Os irmãos da pequena igreja onde permaneceu pelo resto de seus dias foram testemunhas.

Disto tudo, gostaria de tirar quatro pequenas lições:

1) A mudança, a conversão incomoda e irá aborrecer um mundo não espiritualizado. Será contestada e considerada até como fraude. Veja, por exemplo, a conversão do rei Nabucodonosor em Daniel 4. Fora da religião hebraica, não existem registros de tal conversão, pois incomodaria um rei se converter ao Deus de outro país… E assim também são tratadas desde sempre pessoas simples, líderes, artistas, ao entregar o coração.

2) No momento da conversão, muitas pessoas ficam incomodadas ou interessadas. Fulano se converteu? Foi batizado? E muitos parecem querer mover sua vida espiritual em torno de quem seja o famoso que aceitou ou não a Jesus, quer seja ou não da sua religião. Devemos seguir a Jesus independentemente das pessoas ou dos famosos. “Disse-lhe Jesus: Se Eu quero que ele fique até que Eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu” (João 21:22).

3) Relembro mais uma vez do respeito pelo trabalho da igreja local, seja pequena ou grande, e pelos seus membros. Neste caso, do Wanderson, da Igreja Adventista de Vila Buarque, em São Paulo, que deu estudos e nutriu espiritualmente essa pessoa, fez amizade com a família, e segue neste momento dando conforto enquanto escrevo, no velório desse irmão, que agora descansa em Cristo. Algumas vezes Wanderson me pediu orações por causa dos assédios e das dificuldades que os novos conversos estavam sofrendo. Mas persistiu firme. Muitos necessitam de alguém que, assim como Jesus foi para Nicodemos, deem suporte, carinho e amor, conduzindo e reafirmando pessoas na fé.

4) Não despreze o valor da oração intercessória. Neste caso falo em especial a todos os colegas da área da saúde, sejam médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos, fisioterapeutas, ou até mesmo do servente de alimentação ou de limpeza de um hospital.  Lógico que eu sei que o propósito do Senhor foi muito maior que a minha oração naquela fria madrugada de julho. Mas o nosso Deus espera que todos juntos sejamos co-obreiros na salvação daqueles que nos cercam.

Muitas surpresas nos aguardam no Céu. Mas creio que não será surpresa ver esse irmão em Cristo, cujo personagem foi celebrado pelo seu antagonismo a Deus. E até imagino onde ele estará, pois está descrito no livro O Grande Conflito, página 665, que “mais próximo do trono estão os que já foram zelosos na causa de Satanás, mas que, arrancados como tições do fogo, seguiram seu Salvador com devoção profunda, intensa. Em seguida estão os que aperfeiçoaram um caráter cristão em meio de falsidade e incredulidade, os que honraram a lei de Deus quando o mundo cristão a declarava nula, e os milhões de todos os séculos que se tornaram mártires pela sua fé. E além está a ‘multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, […] trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos’ (Ap 7:9). Terminou a sua luta, a vitória está ganha. Correram no estádio e alcançaram o prêmio. O ramo de palmas em suas mãos é um símbolo de seu triunfo, as vestes brancas, um emblema da imaculada justiça de Cristo, a qual agora possuem”.

Eu quero estar no meio daquela multidão. E você?

(Everton Padilha Gomes é médico e doutor em cardiologia pela USP)