Rede social feminista usa identificação facial para barrar homens

facial-recognition-technologyUm novo aplicativo chamado Giggle, lançado na sexta-feira (7), se apresenta como uma rede social exclusiva para mulheres. Para garantir que a premissa se mantenha, os desenvolvedores exigem que, durante o cadastro, seja enviada uma selfie para que o “software de verificação de gênero por biometria” possa determinar se a cadastrada é realmente do sexo feminino. O app, que foi criado pela roteirista australiana Sall Grover, por se definir como uma plataforma feminista, com objetivo principal de conectar mulheres com colegas de quarto em potencial ou companheiras de viagem, já levantou questões polêmicas sobre gênero. Entre as quais, por um efeito da tecnologia: acaba por deixar mulheres trans de fora da rede social.

No Twitter, usuários apontaram a existência de suposta transfobia por parte do recurso tecnológico aplicado pelo Giggle. A criadora do app respondeu dizendo que consultou mulheres trans durante o desenvolvimento do aplicativo e determinou que era melhor admitir abertamente os limites do software (no site da empresa está descrito que usuárias trans teriam dificuldade de acessar a plataforma). “Trabalhamos com garotas trans que decidiram que era melhor admitir essa limitação, do que causar alguma frustração por omitirmos”, explicou ela. […]

(Veja)

Nota: A “limitação” do software de inteligência artificial revela duas coisas: (1) que ele detecta o óbvio – homens são homens, mulheres são mulheres; e (2) a inteligência artificial se mostrou mais inteligente que a inteligência natural por perceber essa obviedade. Por causa disso, até um software está sendo considerado transfóbico… [MB]