Coronavírus: lições, ideias e conselhos

“A quem me perguntar como viver na era atômica, sinto vontade de responder: ‘Bem, do mesmo jeito que viveria no século 16, quando a praga assolou Londres por quase um ano; ou como se estivesse na época dos vikings, em que invasores da Escandinávia podiam chegar e cortar sua garganta numa noite qualquer; ou, de fato, como quem já vive na era do câncer, na era da sífilis, na era da paralisia, na era dos ataques aéreos, na era dos acidentes ferroviários, na era dos acidentes rodoviários.’ Em outras palavras, não vamos começar a exagerar na novidade da situação. Acreditem-me, senhores e senhoras, vocês e todos os seus amados já estavam condenados à morte antes da invenção da bomba atômica; e uma percentagem bem elevada de nós morrerá de formas desagradáveis. Na verdade, temos uma grande vantagem sobre nossos ancestrais – os anestésicos; mesmo assim, no entanto, vamos morrer. É completamente ridículo choramingar e viver com o semblante carregado porque os cientistas acrescentaram mais uma chance de morte dolorosa e prematura a um mundo repleto de tais chances, em que a morte não é uma chance, mas, sim, uma certeza.

“Esse é o primeiro ponto a esclarecer, e a primeira ação é nos controlarmos. Se vamos ser destruídos por uma bomba atômica, que ela nos encontre realizando atividades humanas sensatas – orando, trabalhando, ensinando, lendo, ouvindo música, dando banho nas crianças, jogando tênis, conversando com amigos enquanto bebemos ou jogamos dardos, e não amontoados como ovelhas apavoradas, pensando em bombas. Elas podem destruir o corpo (até um micróbio pode fazer isso), mas não precisam dominar nossa mente.”

(C. S. Lewis, Ética Para Viver Melhor, p. 169, 170)

“O Senhor gostaria que entendêssemos que esses poderosos que visitam nosso mundo têm uma parte ativa na obra que chamamos de nossa. Esses seres celestiais são anjos ministradores e frequentemente se disfarçam na forma de seres humanos, e como estranhos conversam com aqueles que estão envolvidos na obra de Deus. Nos lugares solitários, eles têm sido companheiros do viajante em perigo. Em navios agitados pela tempestade, eles pronunciaram palavras para aliviar o medo e inspirar esperança na hora do perigo. Muitos, em diferentes circunstâncias, ouviram as vozes dos habitantes de outros mundos. Vez após vez eles foram os líderes dos exércitos. Eles foram enviados para limpar a pestilência. Comeram no humilde conselho de famílias e, muitas vezes, apareceram como viajantes cansados que precisavam de abrigo durante a noite.”

(Ellen G. White, Review and Herald, 22 de novembro de 1898)

Com respeito à epidemia de coronavírus e suas consequências, algumas situações percebidas até aqui:

  1. Empresas de tecnologia estão sugerindo colocar chip nos infectados para monitora-los melhor (confira aqui).
  1. Ênfase dada no contágio via “papel moeda”. Por tabela, valorização do dinheiro eletrônico e, consequentemente, maior controle das nossas contas bancárias no futuro.
  1. Restrição da liberdade de ir e vir – confinamento total na Espanha, assim como foi na China, inclusive monitorado por câmeras e drones (leia isto).

E a narrativa “troque sua liberdade por segurança” avança cada vez mais…

Leia também: “Os ciclos econômicos e a profecia” e “Igreja Adventista orienta sobre cuidados com o coronavírus”