“Conversão ecológica” será tema forte após pandemia

ecologiaEm mais um movimento alinhado à sua política de sustentabilidade, o Grupo Malwee -uma das maiores empresas de moda do Brasil – anuncia, nesta terça-feira (19), que assinou junto à ONU um comunicado pleiteando aos governos ao redor do mundo o alinhamento de seus esforços na recuperação econômica frente à crise instaurada pela Covid-19 aos estudos mais atuais em relação às ciências climáticas [sic]. A companhia, que é referência internacional em práticas sustentáveis, é signatária do Pacto Global da ONU em prol do clima, tendo sido a primeira empresa de moda brasileira a assinar, em outubro de 2019, o termo de compromisso da campanha global “Business Ambition for 1.5 °C: Our Only Future”, lançada pela ONU. A iniciativa busca engajar empresas de todos os países com a meta de limitar o aumento da temperatura média mundial a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais e chegar ao objetivo de zero emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) antes de 2050.

Para atingir os objetivos do pacto, o Grupo Malwee se comprometeu a alinhar seus negócios às metas baseadas na ciência [sic] definidas pelo Science Based Targets Initiative (SBTi), instituição independente que avalia as metas corporativas de redução de emissões de acordo com o que os cientistas do clima dizem ser necessário para cumprir os objetivos do Acordo de Paris. O SBTi é resultado de uma parceria entre Carbon Disclosure Project (CDP), Pacto Global da ONU, World Resources Institute (WRI) e WWF.

Nos termos deste novo comunicado recém-assinado, o Grupo Malwee e outras 154 empresas de todo o mundo que também fazem parte da iniciativa Science Based Targets – entre elas outras cinco companhias brasileiras – pedem políticas que aumentem a resistência a choques futuros, apoiando os esforços para manter o aumento da temperatura global até 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, em linha com o alcance de emissões líquidas zero antes de 2050.

“É nosso dever e responsabilidade enquanto iniciativa privada apoiar ações como essa da ONU, junto a governos, que mobilizem a preocupação da comunidade internacional a respeito da emergência climática. Moda deve ser sinônimo de sustentabilidade e consumo consciente, essa é a nossa crença, e convocamos toda a iniciativa privada a se juntar a nós nesse propósito”, afirma Guilherme Weege, CEO do Grupo Malwee e Embaixador do Clima da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. “É muito importante nesse momento não só pensar na retomada, mas em como retomar. Por isso, estamos trabalhando para engajar as empresas globalmente desde o começo das nossas ações. Agora precisamos combinar as questões econômicas com uma mudança profunda de atitude em prol do futuro do planeta. O cenário já era problemático e não podemos piorá-lo”, observa Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global. […]

(Diário da Jaraguá)

Nota: Comparo essa crise da Covid-19 com o ecossocialismo ECOmênico. Os problemas existem, são reais, estão matando e prejudicando o planeta. A origem de ambos os problemas é polêmica (vírus criado ou não; aquecimento antropogênico ou não). Mas é inegável que haja pessoas e entidades se valendo disso tudo para acelerar certas agendas. Portanto, não confundamos as coisas nem enfatizemos uma em detrimento da outra. [MB]

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