Perguntas interativas da Lição: vivendo pela Palavra de Deus

Nesta semana se encerra o trimestre da Lição da Escola Sabatina que tratou do tema “Como Interpretar as Escrituras”. Para concluir esse assunto, verificamos o fato de que todas as técnicas de hermenêutica para interpretar a Bíblia não valem nada se o que for aprendido não for colocado em prática.

Perguntas para discutir em grupo:

Leia Tiago 1:22. De que modo as pessoas que são “somente ouvintes” das Escrituras enganam a si mesmas?

Por que a Bíblia não deve ser lida apenas para se obter conhecimento teológico ou literário? De que maneira sua leitura se torna efetivamente proveitosa para a vida? Por quê?

Veja em Mateus 4:4, 7, 10 como Jesus usava as Escrituras para combater as tentações. Como também podemos adquirir tal conhecimento para as usarmos da mesma forma que Ele?

Por que ser capaz de apenas citar passagens da Bíblia (como o diabo fez em Mateus 4:6) não é suficiente?

Como vemos em Lucas 5:46, 47; 10:26; 24:45, 46, Jesus considerava as Escrituras como a norma pela qual devemos viver e analisar todas as coisas. O que isso nos ensina sobre o pensamento popular em alguns círculos de que “as palavras de Cristo estão acima das palavras da Bíblia”? De que forma esse pensamento invalida as Escrituras e torna o Cristianismo cada vez mais subjetivo?

De que forma a leitura da Bíblia nos ajuda a viver o etilo de vida proposto em Filipenses 2:12-16? Em que sentido Deus “efetua em nós tanto o querer como o realizar”? Por que não podemos viver o que estudamos sem o auxílio do Espírito Santo?

Qual é a importância de passarmos diariamente um tempo de qualidade com Deus? Por que as pessoas que dizem não ter “tempo” para dedicar à comunhão diária geralmente o conseguem para fazer qualquer outra coisa que lhes pareça “importante”?

Qual é o papel da leitura da Bíblia durante a hora tranquila de comunhão com Deus? O que essa comunhão pode se tornar, ao longo do tempo, sem a leitura da Palavra?

Conforme Efésios 5:19 e Colossenses 3:16, de que maneira a palavra de Deus pode “habitar ricamente” em nós? Como a memorização de diversas passagens das Escrituras pode nos ajudar em momentos difíceis?

Leia Filipenses 2:16. O que significa “preservar a Palavra da vida”? Como podemos fazer isso?

Compare Lucas 24:44, 45 com 2 Coríntios 4:3, 4. Ao encerrarmos o tema de estudo deste trimestre, como podemos ter a mente sempre disposta a compreender devidamente as Sagradas Escrituras?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

O esgoto da música quer deixar de ser a exceção para virar a regra

A sociedade já conhecia um gênero do funk chamado “proibidão”. Trata-se de arranjos sonoros cujas palavras refletem a pornografia explícita. Por isso mesmo não são divulgados de modo ostensivo por aí, daí seu nome. Foram feitos para bailes que promovem um ambiente voltado ao sexo. Nunca se viu esse tipo de coisa com bons olhos, é verdade, mas sua ocorrência era relevada pela sociedade em virtude da restrita divulgação desse tipo de material, bem como diante do contexto social das favelas – onde vivem pessoas pobres, com pouco ou nenhum acesso ao estudo e à cultura, sequer tendo saneamento básico, convivendo com o esgoto a céu aberto lado a lado. Não era de se esperar, portanto, que a própria função criativa espelhasse a realidade em que viviam. Essa era, então, a exceção.

Alguns “artistas”, no entanto, insistem em tentar fazer a exceção virar a regra. Acham que quem tem a coragem de forçar mais certamente lucrará mais. É o que podemos pensar quando vemos a coragem que a pretensa cantora Luisa Sonza teve ao publicar aquela coisa chamada “Flores” no YouTube. Parece a versão musical de um vídeo de pornochanchada qualquer, com falsetes bem falsos, rasos e improvisados, e, para quebrar, uma coreografia que é basicamente um coito. Só não é chamado de “proibidão” porque não é funk.

Não pude deixar de associar a vã tentativa da pseudocantora a uma frustrada investida do igual “cantor” Latino ao fazer uma cópia de péssimo gosto do então hit da época “Gangnam Style”, cujo nome na sua péssima versão adaptada era “Despedida de Solteiro”. E assim dizia a “canção”: [prefiro não reproduzir a baixaria inacreditável]. E assim uma música que era divertida, e até crítica em sua versão original, ao cair em terras brasileiras, foi imediatamente uma vítima da pornografia sonora.

Para fins de comparação, a “canção” de Luísa Sonza não vai muito longe: [simplesmente irreproduzível, tamanha a baixaria].

Latino também havia lançado sua “produção artística” no YouTube. Se o fez, esperava sucesso. Mas todos lembramos da consequência: o efeito foi o oposto. A aversão deu lugar à adesão. As pessoas ficaram desgostosas com o fim que uma música divertida teve. E, pior: Latino não vivia no mesmo contexto fático das favelas para ter a “licença social” de promover tamanha baixaria. Um youtuber da época fez sua própria versão na música para achincalhar o Latino: […] dizia o protesto sonoro ao Latino depois de dizer que ele teria estragado uma canção com a baixaria que tentou promover. A discussão foi parar na TV. Latino, no ostracismo. Acabou.

Dizem que as pessoas espertas tendem a aprender com os erros dos outros – esse definitivamente não é caso de Luisa Sonza, que deixou isso bastante claro ao subir esse tipo de material no YouTube, incidindo no mesmo erro de Latino, e, como não poderia deixar de ser, acumula mais de 2 milhões de “dislikes” na plataforma. Mais uma vez, a expectativa de adesão se converteu na feliz realidade de aversão, e, para variar, não existia a “licença social” para relevar a grave falha da “cantora”.

Afinal, o que têm em comum Luisa Sonza e Latino?

É simples: ambos apostam no sexo. Mas por quê? Porque, na concepção deles, somos animais que consomem esse tipo de material a rodo, portanto faria sucesso. E aí subiram essas coisas nojentas no YouTube. Eles nos olham de cima para baixo, nos encaram como galinhas e nos atiram milho barato, na expectativa de que nos alimentemos deles.

Esqueceram de avaliar, no entanto, se o milho não seria duro demais.

Para entender melhor isso, vamos observar a circunstância em que vive a nossa sociedade. Nunca houve tanto desapego à alta cultura, nunca houve tanto apego às superficialidades.

A rede social mais badalada do momento é o Twitter, famoso por dar voz e alcance a qualquer tipo de escória e onde quem não pense de acordo com a escória é alvo de brutalidades da qual esse grupo se vale para se impor. A culpa não é da plataforma, mas sim de quem faz uso dela para emitir opiniões e argumentos absolutamente sem profundidade, e, portanto, sem valor. Por serem maioria, dominam os demais pelo uso da coerção – humilhações, assaltos verbais e constrangimentos públicos são as armas que usam contra quem se arriscar a expor uma opinião diferente daquela que é aceita pela maioria. Lembro-me que José Saramago, a respeito da rede social, disse que “os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Sim, o ser humano é também um animal [sic]. Às vezes nos esquecemos disso, porque temos racionalidade, fomos uma espécie abençoada com essa característica. Contudo, quando a racionalidade é implodida, a animalidade [pecado] volta a dar suas caras. A sociedade torna-se violenta, acriativa, atrasada tecnologicamente e altamente sexualizada. A demanda por sexo explode e ele precisa estar presente em todos os produtos de longo alcance para que tenham sucesso no mercado, como é o caso do entretenimento.

Essa é a realidade para uma parcela da sociedade. Mais especificamente, pode ser a realidade dos seguidores da Luisa Sonza no Twitter.

O erro é achar que a sociedade inteira chegou a tal estágio. O funk “proibidão” não está tocando livremente por aí por algum motivo: ele tem hora e lugar para ser reproduzido, ou seja, para que as pessoas adiram a ele em um momento circunstancial, não dentro do cotidiano. É um produto que tem utilidade em um momento específico.

As “músicas” de Luísa Sonza e Latino, contudo, não fazem essa distinção. Uma vez enviadas a um espaço público como o YouTube, de logo se constata uma tentativa de inseri-las no cotidiano das pessoas, como se a baixaria fosse o “novo normal” e que as pessoas consumiriam isso automaticamente.

A classe artística “gourmet”, por viver na sua bolha de animalidade, acha que a sociedade inteira é assim, e pior, o tempo todo. Por que, se até os produtores de funk sabem que isso não é verdade?

É simples: porque eles não se julgam “iluminados”. A classe artística no Brasil tem um quê de aristocrática, é porta-voz de todas as bandeiras. Não raro se vê por aí a mídia noticiando que “artistas dizem isso e aquilo” como se fossem a elite do pensamento científico, filosófico e técnico do país. Na verdade, porém, não têm nenhum contato com o povo. Vivem nas suas bolhas e acham que aquele ambiente restrito é a realidade. Tomam uma parcela pelo todo, e, no fim, revelam que são ignorantes.

E aí vem uma situação pior, muitas vezes mais lamentável: Luisa Sonza acha que representa as mulheres.

A julgar pelo tipo de entretenimento que oferece, Luisa Sonza acha que o padrão-ouro feminino é a satisfação da lascívia masculina, sendo necessário, para tanto, se encher de plásticas, colocar duas salsichas no lugar da boca, se promover como cantora e descrever baixarias em suas composições. Luisa Sonza acha que o máximo que a mulher pode fazer está longe de qualquer trabalho intelectual e que o sucesso está atrelado ao modo vulgar com que utiliza seu corpo. Este é o sucesso para ela: o desejo sexual despertado no masculino – praticamente uma vagina ambulante, o sucesso feminino é medido de acordo com o desempenho da genitália sobre o falo masculino. Isso é reflexo de um contexto de autoestima conturbada, que não será tema deste post, mas é importante lembrar de sua existência.

Por isso mesmo ela entende que a música deve falar disso, a coreografia deve falar disso, ela se resume a isso: ao instinto, à faceta animalesca do ser humano, longe do intelecto e da racionalidade – longe da humanidade. Curiosamente, o fenômeno interessante é que algumas mulheres dizem que a aversão a Luisa Sonza é machismo.

Machismo? Luísa Sonza pode bem representar as fêmeas primatas [sic]. As mulheres, contudo, não. Quem quer a mulher longe de um papel de primata não pode ser considerado machista. Está na hora de o ostracismo fazer mais uma vítima.

(Cris Nicolau, via Facebook)

Terremoto, praga de gafanhotos e nuvem gigantesca de poeira: 2020 ainda não acabou…

gafanhotos5O ano de 2020 entrará para a História por vários motivos, entre eles pelas muitas tragédias ambientais, várias delas sendo colocadas na conta das mudanças climáticas, evidentemente, dando força para a causa ECOmênica.

O portal G1 noticiou o assunto da praga de gafanhotos deste jeito: “Como o aquecimento global vai espalhar uma ‘praga bíblica’.” Com o subtítulo: “Cientistas alertam que a mudança climática está tornando os insetos mais destrutivos e imprevisíveis. Os enxames de gafanhotos, em particular, têm o potencial de causar grandes danos agrícolas e ameaçar a segurança alimentar em mais de 60 países.” Os pesquisadores estimaram que os danos globais causados ​​por pragas de insetos a trigo, arroz e milho podem aumentar de 10% a 25% por grau Celsius de aquecimento. O impacto desse dano pode ocorrer em regiões de clima temperado, onde a maioria dos grãos é produzida.

“Condições mais secas no futuro nos limites norte e sul da área de distribuição de gafanhotos do deserto podem produzir habitats mais favoráveis ​​para esta espécie e podem ter impactos negativos importantes”, diz o entomologista Michel Lecoq, um dos maiores especialistas em gafanhotos do mundo. “Os riscos em termos de danos às culturas, pastagens e, em última instância, à segurança alimentar e social de muitas pessoas pobres nos países em desenvolvimento podem ser enormes”, adverte Le Coq.

Um enxame “pequeno” come a mesma quantidade de comida em um dia que cerca de 35 mil pessoas. Com a crise decorrente da pandemia causada pelo novo coronavírus, ampliada pelo aumento desse tipo de praga, a fome aumentará no mundo

Terremoto no México

Um alerta de tsunami foi disparado para a costa do Pacífico nesta terça-feira (23) logo após um terremoto de 7,5 graus na escala Richter atingir diversas regiões do México pela manhã. Segundo publicações internacionais, o Serviço Geológico e Sismológico dos Estados Unidos disse que “ondas perigosas” de até três metros podem atingir a costa sul do México. A costa do Equador também está em alerta, por lá as ondas podem chegar até um metro.

No caso de Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Havaí e Peru podem ter ondas de, no máximo, meio metro, segundo o alarme.

O terremoto foi registrado na cidade de Crucecita, no estado de Oaxaca, no sul do México, e foi sentido em várias partes do país. (Folha Vitória)

Nuvem de poeira

nuvemUma gigantesca mancha opaca encobre há dias parte do Oceano Atlântico. Nas imagens capturadas por satélites, uma nuvem marrom que vai da África até o Caribe cobre os tradicionais azul e branco vistos por satélite. Esse é um sinal inequívoco de que uma nuvem de ar do Saara – uma massa de ar muito seco e com poeira do deserto africano – se move em direção às Américas. Alguns especialistas a chamam de “nuvem de poeira Godzilla”. Se trata de um fenômeno recorrente a cada ano, mas que parece ter se intensificado em 2020.

No Caribe, os efeitos já são sentidos. Em vários países existe a recomendação para que os cidadãos usem máscaras e evitem atividades ao ar livre, dada a alta concentração de partículas no ar. Navios também foram advertidos sobre a baixa visibilidade para navegação. De acordo com Olga Mayol, especialista do Instituto de Estudos de Ecossistemas Tropicais da Universidade de Porto Rico, a atual nuvem tem a concentração mais alta de partículas de poeira observadas na região em comparação dos últimos 50 anos. (BBC News)

Nota: “Satanás também atua por meio dos desastres naturais, a fim de recolher sua colheita de pessoas desprevenidas. Estudou os segredos dos laboratórios da natureza e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto Deus o permite. Quando lhe foi permitido afligir Jó, rapidamente rebanhos, servos, casas e filhos foram assolados, seguindo-se em um momento uma desgraça a outra! É Deus que protege as Suas criaturas, guardando-as do poder do destruidor. No entanto, o mundo cristão mostrou desdém pela lei de Jeová, e o Senhor fará exatamente o que declarou que faria: retirará Suas bênçãos da Terra, removendo Seu cuidado protetor dos que estão se rebelando contra a sua lei e não apenas ensinando, mas forçando outros a fazerem o mesmo. Satanás exerce domínio sobre todos os que Deus não guarda especialmente. Ajudará e fará prosperar alguns para favorecer os intuitos dele mesmo. Trará calamidade sobre outros e levará as pessoas a crer que é Deus que os aflige” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 589).

As duas testemunhas de Apocalipse 11:3 e mais erros de interpretação futurista

Captura de Tela 2020-06-23 às 12.47.49Os assuntos proféticos relacionados ao livro de Apocalipse têm provocado alguma polêmica nos últimos tempos. Recentemente, foi publicado um novo vídeo apresentando uma interpretação sobre as “duas testemunhas” mencionadas em Apocalipse 11:3. Nessa interpretação, foi sugerido um segundo ou duplo cumprimento profético, para além daquele entendimento que tem sido, ao longo do tempo, divulgado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Vamos agora comentar algumas das declarações produzidas no vídeo sobre essas duas testemunhas e o contexto em que aparecem. Não temos interesse algum em falar de pessoas específicas, mas, sim, do tema, do assunto em questão.

  1. Em primeiro lugar, é feita a declaração de que a “cidade santa” pisada por 42 meses mencionada em Apocalipse 11:2 é Jerusalém (a cidade literal, em Israel).

“42 meses”, “1260 dias” ou “tempo, tempos e metade de um tempo” são o mesmo período profético mencionado em Daniel 7:25; 12:7 e Apocalipse 11:2; 11:3; 12:6; 12:14; 13:5, que sempre se aplica simbolicamente ao período de domínio papal entre 538 e 1798 (1260 anos literais).

Durante esse período literal de 1260 anos, qual foi a relevância profética da cidade literal de Jerusalém? Rigorosamente nenhuma. Portanto, essa “cidade santa” que é pisada (Apocalipse 11:2) tem de referir-se a algo que não a cidade literal de Jerusalém, em Israel.

Vamos perceber isso nos outros textos onde temos referências proféticas ao período de 1260 anos literais além de Apocalipse 11.

Daniel 12:7

“E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, o qual levantou ao céu a sua mão direita e a sua mão esquerda, e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para um tempo, tempos e metade do tempo. E quando tiverem acabado de espalhar o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas.”

Daniel 7:25

“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.

Apocalipse 12:6

“E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.”

Apocalipse 12:14

“E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.”

Apocalipse 13:5-7

“E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.”

Comentando o texto de Apocalipse 11:2-11, Ellen White diz o seguinte sobre os 42 meses mencionados no versículo 2 e os 1260 dias mencionados no versículo 3: “Os quarenta e dois meses e os mil duzentos e sessenta dias são o mesmo período, o tempo em que a igreja de Cristo deveria sofrer opressão de Roma” (O Grande Conflito, p. 119).

Fica, portanto, evidente que em todos os casos em que esse período de tempo profético é mencionado, os santos de Deus, a igreja de Cristo é que são perseguidos, não a cidade literal de Jerusalém. Contudo, o apresentador do referido vídeo declara: “Aqui está dizendo que Jerusalém será novamente pisada. Jerusalém se tornará posse, se tornará jurisdição papal.”

Ora, conforme vimos anteriormente, toda a revelação no contexto dos 42 meses aponta para o período entre 538 e 1798, e nunca para o futuro. Não conhecemos nenhuma evidência clara e definida que aponte algum segundo ou duplo cumprimento nesse caso; mas mesmo que encontrássemos, isso seria sempre algo relacionado ao povo de Deus, à Sua igreja, como já vimos, e não à cidade literal de Jerusalém.

Mais ainda: o apresentador do vídeo alega que Daniel 11:45 profetiza que o papado romano (“rei do norte” no fim e Daniel 11) dominará sobre a cidade de Jerusalém (descrita no fim de Daniel 11 como “entre o mar grande e o monte santo e glorioso”). Fazer uma leitura da “cidade santa” de Apocalipse 11:2 ou de “entre o mar grande e o monte santo e glorioso” de Daniel 11:45 como sendo Jerusalém literal, em Israel, é incorrer no erro dispensacionalista das interpretações proféticas da maioria dos evangélicos norte-americanos.

Profeticamente, escatologicamente, Israel e Jerusalém devem ser entendidos de forma simbólica e não literal. Permita-me apresentar uma evidência:

Romanos 9:27: “Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.”

Isaías 10:22: “Porque ainda que o teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, só um remanescente dele se converterá.”

Se, escatologicamente, ou seja, referente ao fim dos tempos, “Israel”, “Jerusalém”, “cidade santa” e “entre o mar grande e o monte santo e glorioso” forem entendidos literalmente, então apenas israelitas, judeus é que serão salvos. Essa ideia contraria frontalmente este ensinamento das Escrituras: “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Romanos 2:28, 29).

Portanto, judeu, israelita, Jerusalém devem ser lidos e entendidos espiritualmente, não literalmente.

  1. No vídeo, o apresentador sugere que quando a ferida mortal que o papado romano sofreu (Apocalipse 13:3) for totalmente curada – o que, corretamente, é ligado à promulgação de um decreto dominical –, começam os 42 meses ou três anos e meio literais da última supremacia papal, tempo esse mencionado em Apocalipse 13:5.

Atente para este gráfico que descreve de forma resumida os últimos eventos antes da segunda vinda de Cristo:

grafico

Todos percebemos facilmente que o decreto dominical será assinado antes do fim do tempo da graça, antes de Cristo terminar Seu ministério do lugar Santíssimo do santuário celestial. Isso quer dizer que, caso no momento do decreto dominical se comece a contar um periodo profético de 42 meses (que o apresentador alega serem literais, mas nem importa para o caso se são literais ou simbólicos) de Apocalipse 13:5, então temos tempo profético definido antes do fim do tempo da graça! Isso estaria em contradição com as seguintes afirmações de Ellen White:

“O povo não terá outra mensagem com tempo definido. Após o fim desse período de tempo, que vai de 1842 a 1844, não pode haver um traçado definido de tempo profético. O mais longo cômputo chega ao outono de 1844” (Cristo Triunfante, p. 380).

“O tempo não tem sido um teste desde 1844, e nunca mais o será” (Primeiros Escritos, p. 74).

Ora, se colocarmos os 42 meses de Apocalipse 13:5 começando no momento do decreto dominical, nesse caso teremos um “teste de tempo”; teremos um “traçado definido” antes do fim do tempo de graça. Isso é simplesmente inadmissível!

Em confirmação, veja atentamente o comentário de Ellen White aos 42 meses mencionados em Apocalipse 13:5:

“No Capítulo 13:1-10, descreve-se a besta ‘semelhante ao leopardo’, à qual o dragão deu ‘o seu poder, o seu trono, e grande poderio’. Esse símbolo, como a maioria dos protestantes tem crido, representa o papado, que se sucedeu no poder, trono e poderio uma vez mantidos pelo antigo Império Romano. Declara-se quanto à besta semelhante ao leopardo: ‘Foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias. […] E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do Seu nome, e do Seu tabernáculo, e dos que habitam no Céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.’ Esta profecia, que é quase idêntica à descrição da ponta pequena de Daniel 7, refere-se inquestionavelmente ao papado. ‘Deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses.’ E, diz o profeta, ‘vi uma de suas cabeças como ferida de morte’. E, mais, ‘se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto’. Os quarenta e dois meses são o mesmo que ‘tempo, tempos, e metade de um tempo’, três anos e meio, ou 1.260 dias, de Daniel 7, tempo durante o qual o poder papal deveria oprimir o povo de Deus. Este período, conforme se declara nos capítulos precedentes, começou com a supremacia do papado, no ano 538 de nossa era, e terminou em 1798” (O Grande Conflito, p. 439).

Novamente, não conhecemos nenhuma evidência clara e definida que aponte algum segundo ou duplo cumprimento neste caso. Pelo contrário, temos novamente vários problemas com essa interpretação.

  1. O apresentador do vídeo comete um grave lapso que, espantosamente, denuncia seu raciocínio errado. Em determinado momento, ele diz: “No passado, o povo de Deus foi pisado, pisoteado, perseguido por 42 meses proféticos, 1260 anos. A História se repete.”

Qual o problema aqui? É que o apresentador sugere que a perseguição que haverá nesses 42 meses que coloca ainda no futuro será sobre a cidade literal de Jerusalém, em Israel. Contudo, a perseguição no passado, que também menciona, os 42 meses proféticos, ou 1260 anos literais entre 538 e 1798, não foi sobre Jerusalém literal, mas, sim, sobre Jerusalém simbólica, o “povo de Deus” que o apresentador corretamente mencionada.

Portanto, na leitura que é sugerida, temos: quem foi perseguido pelo papado de 538 até 1798 foi o povo de Deus, o Israel ou Jerusalém simbólico; mas, no futuro, após o decreto dominical, quem será perseguido pelo papado será Jerusalém literal. A isso o apresentador chama de repetição da História; creio que fica bem claro que isso é repetição de incoerência e inconsistência.

  1. No vídeo, é feita a sugestão de que os três anos e meio (ou 42 meses) literais, que começam no decreto dominical, terminarão quando acontecer o que está previsto em Apocalipse 17:16, momento em que a prostituta (papado romano) será colocada “desolada e nua”, “comerão a sua carne” e a “queimarão no fogo”. Em seguida, o apresentador propõe que essa queda final e definitiva do papado (a besta que sobe do mar de Apocalipse 13, a prostituta de Apocalipse 17) marca o momento em que Satanás personificará a Cristo e promoverá o decreto de morte.

Veja o que Ellen White comenta acerca do momento em que Satanás imitará a segunda vinda de Jesus: “Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará Cristo. A igreja tem há muito tempo professado considerar o advento do Salvador como a realização de suas esperanças. Assim, o grande enganador fará parecer que Cristo veio. Em várias partes da Terra, Satanás se manifestará entre os homens como um ser majestoso, com brilho deslumbrante, assemelhando-se à descrição do Filho de Deus dada por João no Apocalipse (cap. 1:13-15). A glória que o cerca não é excedida por coisa alguma que os olhos mortais já tenham contemplado. Ressoa nos ares a aclamação de triunfo: ‘Cristo veio! Cristo veio!’ O povo se prostra em adoração diante dele, enquanto este ergue as mãos e sobre eles pronuncia uma bênção, assim como Cristo abençoava Seus discípulos quando aqui na Terra esteve. Sua voz é meiga e branda, cheia de melodia. Em tom manso e compassivo apresenta algumas das mesmas verdades celestiais e cheias de graça que o Salvador proferia; cura as moléstias do povo, e então, em seu pretenso caráter de Cristo, alega ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou. Declara que aqueles que persistem em santificar o sétimo dia estão blasfemando de Seu nome, pela recusa de ouvirem Seus anjos a eles enviados com a luz e a verdade. É este o poderoso engano, quase invencível” (O Grande Conflito, p. 624).

A pergunta que se impõe é: Se, como Ellen White refere, nessa contrafação da segunda vinda de Cristo, Satanás irá alegar “ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou”, como é que, conforme o apresentador do vídeo sugere, o papado já caiu, já foi desolado? Sendo que a santificação do domingo é a marca da supremacia e autoridade de Roma, como é que Satanás só usaria esse expediente após a queda final do papado romano?

Penso que esse raciocínio não tem o mínimo fundamento lógico.

  1. O apresentador diz que a besta que sobe do abismo representa também o dragão, o próprio Satanás. Alega ainda que “a Bíblia diz que Satanás foi lançado para o abismo, quando ele foi expulso do céu”.

Existem vários textos da Bíblia que abordam a expulsão de Satanás:

“Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações!” (Isaías 14:12 NVI).

“Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra” (Ezequiel 28:17).

“A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra? Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor” (Obadias 1:3, 4).

“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos” (Apocalipse 12:9).

Aliás, é o próprio Satanás que acaba por confirmar sua expulsão para a terra: “Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela” (Jó 1:7).

Portanto, todos esses textos sucessivos apontam Satanás sendo expulso para a terra e não para algum abismo.

Existem 53 referências a abismo em toda a Escritura. Com relação nítida a Satanás, temos Apocalipse 20:1-3: “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.”

Ora, a concretização dessa descrição profética está no futuro, e por isso não tem ligação com as “duas testemunhas” ou com a “besta do abismo” de Apocalipse 11.

Identificando essa besta que sobe do abismo, Ellen White escreveu: “Fora a política de Roma, sob profissão de reverência para com a Bíblia, conservá-la encerrada numa língua desconhecida, ocultando-a do povo. Sob seu domínio as testemunhas profetizaram ‘vestidas de saco’. Mas um outro poder – a besta do abismo – deveria surgir para fazer guerra aberta e declarada contra a Palavra de Deus. […] Segundo as palavras do profeta, pois, um pouco antes do ano 1798, algum poder de origem e caráter satânico se levantaria para fazer guerra à Escritura Sagrada. E na terra em que o testemunho das duas testemunhas de Deus deveria assim ser silenciado, manifestar-se-ia o ateísmo de Faraó e a licenciosidade de Sodoma. Esta profecia teve exatíssimo e preciso cumprimento na história da França” (O Grande Conflito, p. 269).

Portanto, se esse poder da “besta que sobe do abismo” deveria surgir após os 1260 anos, ou seja, não estava lá antes, obviamente não deve nem pode ser identificado como Satanás. É, sim, um poder de origem, caráter, inspiração satânicas; mas assim também é a “besta que sobe do mar” (Apocalipse 13:1) ou a “besta que sobe da terra” e “fala como dragão” (Apocalipse 13:11), nem por isso alegamos que elas também representam Satanás.

  1. Vamos, então, perceber quem são essas “duas testemunhas”, revendo alguns dos pontos anteriormente mencionados.

“E darei poder às Minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco. Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra” (Apocalipse 11:3, 4).

Esclarecendo o significado desses versículos: “Tua Palavra é lâmpada para meus pés, e luz para o meu caminho” (Salmo 119:105). [Os castiçais fornecem luz; as oliveiras alimentam os castiçais com azeite.]

“E o anjo que falava comigo voltou, e despertou-me, como a um homem que é despertado do seu sono, e disse-me: Que vês? E eu disse: Olho, e eis que vejo um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no seu topo, com as suas sete lâmpadas; e sete canudos, um para cada uma das lâmpadas que estão no seu topo. E, por cima dele, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à sua esquerda. E respondi, dizendo ao anjo que falava comigo: Senhor meu, que é isto? Então respondeu o anjo que falava comigo, dizendo-me: Não sabes tu o que é isto? E eu disse: Não, senhor meu. E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel…” (Zacarias 4:1-6).

As duas testemunhas representam a Palavra de Deus, as Escrituras do Antigo e Novo Testamentos. Fica evidente que estamos falando da própria Bíblia. Ellen White confirma essa ideia, como percebemos nos seguintes textos.

“Relativamente às duas testemunhas, declara mais o profeta: ‘Estas são as duas oliveiras, e os dois castiçais que estão diante do Deus de toda a Terra.’ ‘Tua Palavra’, diz o salmista, ‘é lâmpada para meus pés, e luz para o meu caminho’ (Apocalipse 11:4; Salmo 119:105). As duas testemunhas representam as Escrituras do Antigo e Novo Testamentos. Ambos são importantes testemunhas quanto à origem e perpetuidade da lei de Deus. Ambos são também testemunhas do plano da salvação. Os tipos, sacrifícios e profecias do Antigo Testamento apontam para um Salvador por vir. Os evangelhos e as epístolas do Novo Testamento falam acerca de um Salvador que veio exatamente da maneira predita pelos tipos e profecias” (O Grande Conflito, p. 268).

“O período em que as duas testemunhas deveriam profetizar vestidas de saco finalizou-se em 1798” (O Grande Conflito, p. 268).

É isso que podemos apender da Bíblia e restante revelação profética sobre as “duas testemunhas” de Apocalipse 11:3. Mais do que isso será pura especulação sem fundamento algum.

(Filipe Reis é ancião na Igreja Adventista de Avintes, em Portugal, e diretor do projeto O Tempo Final)

Bíblia: presente de Deus e alimento diário

BíbliaHá poucos dias, terminei de ler a Bíblia pela quinta vez. Levei mais tempo que das outras vezes. Um muitos dias pude ler vários capítulos e meditar demoradamente no que Deus quis me dizer. Em alguns dias li somente um pequeno trecho, e guardei aquela mensagem no coração. Também houve dias em que simplesmente não consegui acordar mais cedo e a correria me atropelou e me fez perder esses momentos. Mas nunca pensei em desistir. A Bíblia se tornou minha fonte de vida! Por meio dela consigo ter o senso da presença de Deus em todo o tempo: nas minhas lutas, acalmando minhas ansiedades, nas grandes bênçãos recebidas, reconhecendo Seu poder e bondade. Em cada leitura pude confirmar minhas crenças e aumentar minha fé nas promessas de Deus. Tenho presenciado milagres reais e posso constatar que aquelas histórias não são fábulas. Deus continua agindo da mesma forma.

Achei interessante que cheguei à parte do Apocalipse durante a quarentena. Isso me chamou a atenção, e passagens difíceis de ser entendidas, que geralmente eu passava por alto, agora me despertaram para estudar mais. Parece que Deus está me falando mais do que nunca que o dia do nosso reencontro está próximo, e é preciso estudar esse livro para estar preparada.

A Bíblia é um presente de Deus e quanto mais eu a leio, mais O amo!

(Débora Borges é pedagoga e pós-graduada em Aconselhamento Familiar)

ATENÇÃO! Este livro contém conteúdo altamente transformador

bastidoresNão é de hoje que ouvimos dizer que o que lemos, ouvimos, vemos (assistimos), jogamos, etc. nos afeta diretamente, e aos que estão ao nosso redor. Mas você já pensou em quanto isso realmente te afeta? De forma magnífica, o jornalista Michelson Borges aborda o assunto por vezes discutidos de forma superficial e sem o embasamento necessário. Com delicadeza, mas sem medo de chamar o pecado pelo nome (falar de tabus), o autor retira a cortina que separa o espectador dos bastidores e revela o mundo caótico, imundo e nojento que são as mídias (que fique claro: nem tudo na mídia é ruim! Como tudo na vida, há coisas boas e más).

Em menos de 200 páginas nos é revelada a poderosa arma que elas são. De RPGs, videogames, filmes, a livros e internet, nada escapa da análise minuciosa do autor, que com dados científicos, pesquisas, uma pitada de biografia, diversos depoimentos e entrevistas, nos mostra o que por vezes negligenciamos: a sociedade atual parou de pensar. Não passamos de seres manipulados.

Não, não se sinta abalado, caro leitor. Conhecimento é vida. E como se já não bastasse a influência que as mídias têm sobre os adultos “pensantes”, imagine o que elas fazem com os mais novos? Sem papas na língua, o autor escancara o perigo ao qual crianças e adolescentes estão expostos diariamente, sem que ao menos percebamos. Os depoimentos, dados e falas de especialistas reiteram que, se não forem bem guiadas, nossas crianças sofrerão dores desnecessárias por influência de jogos, desenhos, HQs, etc.

O alerta atinge a todos, de crianças a idosos; TODOS estão sob a influência da mídia. A pergunta que fica é: De qual lado estamos? Dos que estão conscientes e tomando as medidas necessárias para se manter blindados, ou do lado “Maria-vai-com-as-outras”, se deixando levar por esse mar de informações?

Boa leitura!

(Resenha publicada no Instagram @vestidadeletras)

Adquira já o seu exemplar de Nos Bastidores da Mídia.

Cara típica do brasileiro evangélico é feminina e negra

igreja[As mulheres] respondem por 58% desse naco religioso, seis pontos acima da parcela feminina do país (52%), segundo pesquisa Datafolha feita nos dias 5 e 6 de dezembro de 2019, com 2.948 entrevistados em 176 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Entre as congregações neopentecostais, ala evangélica que contempla igrejas como a Universal do Reino de Deus e a Renascer em Cristo, a participação feminina atinge 69%. A presença das mulheres nos templos evangélicos fica ainda mais evidente se comparada com o catolicismo – ainda a maior crença nacional, embora em contínua retração (preferência de 90% nos anos 1980 e 50% hoje). Entre adeptos dessa fé, mulheres são 51%, e homens, 49%. Compatível, portanto, com a representação na sociedade.

O universo evangélico é também mais negro que o católico. Somados, os que se declaram pretos ou pardos são 59% no primeiro grupo e 55% no segundo. Já os brancos, no catolicismo, são 36%, contra 30% do outro grande front cristão. A porção de jovens crentes, como o grupo se autodenomina, é de 19% e pareia com a média nacional, 18%. Já os católicos nessa faixa etária (16 a 24 anos) são mais escassos, 13%.

Quanto mais velho for, maior a chance de preferir o papa a um pastor: 25% da turma com 60 anos ou mais segue a linha do Vaticano, e 16%, a evangélica.

As rendas familiares não diferem tanto assim entre um filão religioso e outro. Quase metade dos dois blocos ganha até dois salários mínimos, e 2% de cada um deles dizem viver com mais de 10 salários mínimos. […]

(Gaúcha ZH)

Comentário do pastor Isaac Malheiros: “Sempre que você ler acusações genéricas sobre ‘a igreja’, certifique-se de que vem de alguém que não está fazendo a avaliação do alto de um Olimpo. Nesses dias, muitos ‘Luteros de rede social’ têm apontado o dedo para a igreja, fazendo acusações e exigindo arrependimento e pedidos de perdão por causa do racismo. Certamente a igreja precisa se arrepender e pedir perdão de muitas coisas, inclusive pelo racismo, mas nem todo dedo apontado para a Noiva é ‘Reformador’, e nem todo discurso difamador deve ser ouvido como ‘profético’. A pergunta é: Quantas igrejas (essas de verdade, do bairro, não aquela chique que transmite culto) o crítico conhece? Quantos amigos pentecostais da periferia ele tem? Com quantos ministérios de senhoras ele já interagiu? Com quantos pobres de carne e osso esse crítico já conviveu além daqueles que ele vê pelo vidro do carro? Expectativa: ‘Evangélicos são racistas, supremacistas brancos!’ Realidade: tem mais negro numa igreja evangélica que no rol de amigos do crítico.”

Perguntas interativas da Lição: lidando com passagens bíblicas difíceis

bibleNão é vergonhoso reconhecer que algumas passagens da Bíblia são difíceis de entender. O próprio apóstolo Pedro reconheceu isso ao mencionar os textos inspirados do apóstolo Paulo (2Pe 3:15, 16). Porém, longe de desacreditar a Bíblia, os textos difíceis nos desafiam a estudar mais profundamente a Palavra de Deus. Assim podemos perceber como as dificuldades desaparecem e somos recompensados com maior compreensão da verdade. É um esforço que compensa sempre! Esse foi o tema de estudo na Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas para discussão em grupo:

Leia 2 Pedro 3:15, 16. Em sua opinião, qual é a intenção de Pedro ao dizer que “há certas coisas difíceis de entender” nos escritos do Apóstolo Paulo? Por que ele chama de “ignorantes” e “inconstantes” os que deturpam os textos difíceis das Escrituras? Como devemos agir para não sermos classificados assim?

Por que não devemos nos surpreender de que existam passagens difíceis na Bíblia? (Isaías 55:9)

O que significa dizer que as supostas contradições da Bíblia são apenas “aparentes”? Quais são as possíveis razões para que elas aconteçam?

O que significa se aproximar dos textos bíblicos “com humildade e submissão”? Por que a pessoa arrogante e orgulhosa terá muita dificuldade em interpretar corretamente uma passagem difícil? Por outro lado, como podemos apresentar um texto bíblico com certeza e sendo humildes ao fazê-lo?

O que você deve fazer em situações em que não entende completamente um texto bíblico ou quando o assunto parece não se encaixar na sua compreensão da verdade?

Por que é necessário determinação e paciência para se interpretar uma passagem difícil? E por que vale a pena o esforço? (João 5:39; 2 Tmóteo 3:15-17)

Além de abordar a Bíblia com humildade, submissão, determinação e paciência, por que a oração é crucial para a entendermos corretamente? E qual deve ser nossa atitude enquanto não compreendemos uma passagem difícil?

Por que é melhor afirmar que não se sabe como responder uma passagem difícil do que forçar o texto a dizer o que se quer que ele diga?

Leia Deuteronômio 29:29. Por que algumas das declarações desafiadoras da Bíblia podem nunca ser respondidas aqui na Terra? O que isso nos ensina?

Sabendo que apenas poucos textos apresentam alguma dificuldade de compreensão, qual deve ser nossa atitude para com a maior parte das Escrituras que não apresentam dificuldade alguma?

 Notas:

Há vários motivos prováveis que podem causar supostos “erros” ou aparentes discrepâncias em alguns textos da Bíblia. Dentre eles estão traduções inapropriadas e pequenos erros de copistas. Mas em grande parte o problema se deve à nossa própria ignorância em algum aspecto determinante, como a língua original, a cultura da época e o local da escrita, ou por se desconhecer o que a própria Bíblia diz sobre o mesmo assunto em outras passagens. Veja alguns poucos exemplos desses tipos de problema:

Possível erro de copista. Em Mateus 27:9, 10 é dito que a profecia “de Jeremias”, em relação ao preço pago pela traição de Jesus (cf. Mt 26:15; 27:3), foi devidamente cumprida. Mas na verdade essa profecia foi feita por Zacarias (11:12,13)! É muito provável que isso tenha sido erro de um copista. Mas isso não altera em nada o fato de que a profecia realmente se cumpriu de um modo muito preciso.

Erro de tradução. Geralmente as traduções de Lucas 23:43 são influenciadas pela pressuposição dos tradutores de que a vida continua durante a morte. Por isso traduzem como se naquela sexta-feira da crucificação Jesus tivesse dito ao ex-ladrão: “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.” No entanto, isso entraria em contradição com todos os textos bíblicos que ensinam que não há consciência alguma durante a morte (ex.: Ec 9:5, 6, 10; Sl 6:5; 115:17; 146:4; etc.). E estaria em contradição também com o próprio Jesus que, na manhã de domingo, afirmou que ainda não havia subido ao Pai (Jo 20:17). Ele teria mentido ao ladrão na sexta-feira? De modo algum! Na verdade, o que Jesus afirmou ao ex-ladrão foi: “Em verdade te digo hoje: estarás comigo no Paraíso.” Afinal, Ele mesmo já havia repetido enfaticamente em outras passagens que a recompensa após a morte virá apenas “no último dia”, no dia de Sua volta, o dia da ressurreição (Jo 5:28, 29; 6:39, 40, 44, 54; 11:24; cf. 1Co 15:52; 1Ts 4:16; 2Tm 4:8; etc.).

Aparentes contradições. As contradições na Bíblia são apenas aparentes; elas se desvanecem quando entendemos o contexto. Alguns usam os textos de 1 Crônicas 21:1 e 2 Samuel 24:1 para apontarem uma suposta contradição. O primeiro texto diz que Satanás tentou Davi a fazer o censo de Israel; o segundo texto diz que Deus o levou a fazer isso. Para nossa época e cultura, isso realmente parece uma contradição. Porém, essa dificuldade desaparece quando entendemos que, no pensamento bíblico, Deus “faz” aquilo que Ele apenas deixa acontecer. É o que vemos em 2 Tessalonicenses 2:9-11: ali é dito que “Deus enviará a operação do erro” a todos aqueles que “não acolheram o amor da verdade”. O verso 9 deixa claro que Satanás é quem age com a mentira. E o verso 11 diz que essas pessoas, que recebem a operação do erro, “se deleitam com a injustiça”. Em outras palavras, Deus não pode proteger essas pessoas contra a vontade delas. Na linguagem bíblica, Deus está lhes “enviando” o erro, quando na verdade Ele está apenas permitindo que isso aconteça (conforme o desejo dessas pessoas).

Textos que jamais compreenderemos nesta vida. Jamais saberemos na Terra por que Deus não deixou João escrever o que as vozes como de “trovões” falaram (Ap 10:3, 4). Deus sabe o porquê. Isso não seria importante para nossa edificação. Um dia saberemos. Também nunca saberemos nesta vida o conteúdo da epístola de Paulo aos Laodicenses (Cl 4:16). Por isso, temos que nos preocupar com o que está revelado para nós; o que está encoberto “pertence ao Senhor” (Dt 29:29).

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Tragam de volta as leis dominicais (Blue Laws)

blue laws“Nos Estados Unidos, no sétimo dia da semana, o comércio e a indústria parecem suspensos em todo o país; todo barulho cessa. Uma paz profunda, ou melhor, uma espécie de contemplação solene, toma seu lugar. A alma recupera seu próprio domínio e se dedica à meditação.”

Alexis de Tocqueville escreveu essas palavras em sua obra-prima de análise política e social de 1835, Democracia na América. Durante a enfraquecida quarentena do coronavírus na América, nossa nação, pelo menos externamente, parecia ter ganhado um espírito mais silencioso, contemplativo e revificante. Agora, na terrível esteira do assassinato, os protestos se transformaram em tumultos incendiários e saques. Não obstante, os americanos, naqueles primeiros dias de quarentena – depois que a névoa de sua compulsão pela Netflix havia evaporado – acordaram com uma apreciação surpreendida pelo que as gerações anteriores haviam considerado normal: leis dominicais, também conhecidas como leis azuis [Blue Laws]. Quando os EUA voltarem à normalidade, devemos considerar essas leis e seus múltiplos benefícios novamente.

O reconhecimento das recompensas do Shabbat não se limita apenas a cristãos como o papa Francisco, que em uma entrevista em 2018 declarou: “Um dia da semana. Isso é o mínimo! Por gratidão, para adorar a Deus, passar tempo com a família, brincar, fazer todas essas coisas. Nós não somos máquinas.” Jay Lefkowitz, um advogado de Nova York, num artigo de 7 de maio no The Washington Post, argumenta que a observância do sábado judaico traz separação e equilíbrio saudáveis. Ele explica:

“Quando os judeus santificam o sábado e o observam como santo, estão fazendo um ato consciente de separação. No mais elementar sentido, o Shabbat é sobre separar o profano do sagrado, a semana de trabalho do Shabbat. […] O Shabbat é sobre equilíbrio ou, para usar uma palavra moderna, atenção plena. […] Não podemos nos recarregar através de uma porta USB.”

Isso se alinha a outros movimentos que apreciam a necessidade de “desconectar”, como o minimalismo digital ou o “monasticismo secular”, uma frase cunhada em “First Things”, um ensaio de março de Andrew Taggert.

Mais seriamente, Tocqueville identificou vários benefícios a uma vez comum inclinação americana de descansar. O primeiro é como a adoração a Deus orienta o homem para o transcendente e seus propósitos. Na igreja, o americano “ouve a necessidade de controlar seus desejos, dos prazeres sutis da virtude e a verdadeira felicidade que eles trazem”. Quando o americano volta para casa, ele não se apressa a voltar aos livros de negócios. Ele abre as Escrituras Sagradas e descobre as representações sublimes ou tocantes da grandeza e bondade do Criador, a magnificência infinita da obra de Deus, o elevado destino reservado ao homem, seus deveres e suas reivindicações para a vida eterna.

No culto a Deus e no reconhecimento de Sua bondade na criação, o homem percebe sua própria bondade criada e a bondade do mundo em que ele habita, incluindo sua nação peculiar. Isso, por sua vez, o direciona para seus deveres cívicos de amar e servir os vizinhos num ato de mordomia. Ele sente “a necessidade urgente de instilar a moralidade na democracia por meio da religião”.

O segundo benefício é a qualidade moderada da observância do Shabbat num capitalismo americano que pode tender a fins exclusivamente materialistas que obscurecem a dignidade inerente ao homem.

É assim que, de tempos em tempos, o americano se esconde em algum grau de si mesmo e, arrancando uma pausa momentânea daquelas paixões triviais que agitam sua vida e das preocupações passageiras que invadem seus pensamentos, ele de repente explode num mundo ideal onde tudo é grande, puro e eterno.

Tocqueville percebeu que o capitalismo democrático, se desconectado da religião, transformar-se-ia num terreno desumano e materialista, onde os homens se manipulam e exploram uns aos outros para obter ganho lucrativo. Isso acontece porque “a democracia incentiva o gosto por prazeres físicos que, se excessivos, logo convencem os homens a acreditar que nada além da matéria existe”. E se apenas existe matéria, os homens são propensos a fazer o que quiserem para que os outros (ou eles mesmos) saciem seus desejos. As leis do Shabbat, em seu apoio implícito (ou explícito) ao transcendente, lembram aos cidadãos que existem atividades maiores e mais nobres do que “autoatualização” e “autorrealização”.

Terceiro, ao direcionar os cidadãos para fins transcendentes, as leis do Shabbat inspiram os homens a buscar bens sociais que perduram além de suas próprias vidas circunscritas.

As nações religiosas alcançaram frequentemente resultados tão duradouros. Elas descobriram o segredo do sucesso neste mundo, concentrando-se no próximo. As religiões instilam nos homens o hábito geral de se conduzir com o futuro em mente e não são menos úteis para a felicidade nesta vida do que para a felicidade na próxima.

Os cidadãos conscientes de sua finitude e de suas naturezas espiritual e imaterial trabalharão não apenas para hoje, mas também para o futuro de seus filhos e netos. A Catedral de Notre-Dame, essa esplêndida manifestação de habilidade e engenhosidade humana, levou cerca de 180 anos, ou seis gerações, para ser construída. Tais projetos gloriosos exigem um caráter definido pela disposição de sofrer e sacrificar, cientes de que serão os descendentes desconhecidos que gozarão dos frutos do trabalho de alguém.

Quando as nações abandonam a consideração de fins transcendentes, seus cidadãos estão mais inclinados a viver egoisticamente hoje, sem considerar seus vizinhos ou sua descendência. “Vamos fazer hoje à noite, porque talvez não cheguemos ao amanhã”, diz a popular música de 2012. Tocqueville adverte:

“Nos tempos céticos, portanto, sempre existe o perigo de que os homens se entreguem sem cessar aos caprichos ocasionais do desejo diário e que abandonem inteiramente qualquer coisa que exija esforço a longo prazo, deixando de estabelecer algo nobre, calmo ou duradouro.”

Por esse motivo, Tocqueville adverte e persuade os americanos a preservar sua religiosidade peculiar: “Não busque roubar dos homens suas antigas opiniões religiosas […] para que […] a alma se encontre momentaneamente sem crenças e o amor de prazeres físicos se espalhe para preenchê-la inteiramente.”

No entanto, é exatamente isso que os Estados Unidos fizeram, eliminando restos de leis azuis outrora comuns em prol do adorado dólar. Houve um tempo em que até a Suprema Corte dos Estados Unidos favoreceu essas ordenanças, escreveu o juiz Stephen Johnson Field em “Hennington v. Geórgia” (1896): “A proibição de negócios seculares no domingo é defendida com o argumento de que por ela o bem-estar geral é avançado, o trabalho protegido e o bem-estar moral e físico da sociedade promovido.” Não menos do que George Washington ter sido detido por um dizimista por violar a lei de Connecticut proibindo viagens desnecessárias no domingo. (Ele foi autorizado a continuar depois de prometer ir apenas até seu destino.)

Agora, com algumas situações anômalas, os domingos são mais ou menos indistinguíveis de outros dias. Alguns municípios ainda proíbem a venda de álcool aos domingos. Alguns condados da Flórida proíbem a venda de brinquedos sexuais aos domingos. Entre outras curiosidades, corridas de cavalos e concessionárias de carros estão fechadas em Illinois.

Muitas nações europeias nunca abandonaram as restrições comerciais aos domingos e suas economias resultaram muito bem. De fato, manter as lojas abertas no domingo favorece desproporcionalmente os grandes lojistas à custa do negócio familiar. Na Polônia, a proibição comercial aos domingos de 2017 foi “sobre ajudar pequenas lojas familiares, mas também sobre permitir que pessoas efetivamente forçadas a trabalhar aos domingos fiquem livres”, disse o presidente Andrzej Duda. Desde a introdução da proibição, Duda observou, mais famílias se envolvem em atividades ao ar livre e a indústria do turismo doméstico é beneficiada.

Os Estados Unidos, em prol de seu próprio bem-estar emocional e espiritual – em prol de sua própria sanidade – precisam restaurar as leis azuis. [Ou seja, descanso dominical com os argumentos bíblicos a respeito da guarda do sábado.]

Houve um tempo, por mais surpreendente que seja, em que a Amazon não entregava aos domingos e os americanos de alguma forma sobreviveram. Houve um tempo em que os cidadãos precisavam fazer compras na loja de ferragens num dia da semana ou no início da manhã de sábado, para concluir seus projetos domésticos.

Para impedir as acusações de “teocracia”, não estou defendendo a visita obrigatória à igreja (embora isso não fosse a pior ideia), mas sim restrições simples sobre que empresas permanecem abertas no domingo. Líderes políticos e culturais poderiam “optar por não participar” de redes sociais: como Tocqueville observa corretamente, os líderes que estabelecem o padrão devem “agir todos os dias como se acreditassem neles mesmos”.

As leis azuis [Blue Laws] podem limitar a “liberdade”, mas apenas a liberdade ao consumo ilimitado. Se promulgadas de maneira prudente e focada, elas podem cultivar a virtude, fortalecer a vizinhança e proteger as pequenas empresas. Mais importante, elas podem ajudar a promover a oração e a paz – agora, quando os Estados Unidos mais precisam disso.

(Crisis Magazine)

Nota do blog O Tempo Final: “Fica bem claro o apelo para uma legislação que obrigue a um descanso dominical. No caso concreto, o articulista até parece sugerir alguma urgência. Os tempos são sérios. Podemos estar no limiar dos grandes e estupendos acontecimentos que concluirão a história da Terra.”

Pedra maia fala da chegada do “senhor dos céus”

maiaO famoso calendário maia, que inspirou até filmes como “2012”, voltou a ser destaque na mídia e nas redes sociais. Isso porque um suposto pesquisador teria identificado um erro de interpretação das inscrições na pedra. Segundo ele, a data do fim do mundo na verdade é 21 de junho de 2020, ou seja, daqui a dois dias (veja aqui). Obviamente que as piadas e os memes voltaram a fervilhar na internet. E mais uma vez o tema do fim do mundo alimentou chacotas.

O calendário maia é uma pedra calcária esculpida com martelo e cinzel, e está incompleta. “No pouco que podemos apreciá-la, em nenhum de seus lados diz que em 2012 o mundo vai acabar”, disse em 2012 José Luis Romero, subdiretor do Instituto Nacional de Antropologia e História.

Na pedra está registrada a data de 23 de dezembro de 2012, o que na época provocou rumores de que os maias teriam previsto o fim do mundo para esse dia. Mas o detalhe mais interessante não foi destacado pela imprensa: “No pouco que se pode ler, os maias se referem à chegada de um senhor dos céus, coincidindo com o encerramento de um ciclo numérico”, afirmou Romero. A data gravada em pedra se refere ao Bactum XIII, que significa o início de uma nova era, insistiu Romero.

A Bíblia garante que ninguém sabe o dia nem a hora da volta de Jesus, mas é curioso notar como a pedra maia se refere à chegada do “senhor dos céus”. Centenas de culturas antigas também se referem ao dilúvio universal; outras tantas culturas trazem resquícios do relato da criação semelhante ao que encontramos na Bíblia. Seria essa referência à vinda do “senhor dos céus” outra “semente da verdade” que ficou na memória do povo maia?

É bom lembrar que muito tempo antes da encarnação de Jesus, Enoque, o sétimo depois de Adão, já proclamava a segunda vinda de Cristo (cf. Judas 14). Portanto, esse evento futuro pode muito bem ter sido preservado entre as tradições orais e escritas de alguns povos antigos.

Sabedor de que a Bíblia e mesmo resquícios de culturas antigas falam da vinda do Senhor, o inimigo de Deus procura desviar o foco das pessoas desse assunto importante, transformando-o em piada ou “anestesiando” a percepção popular, com várias falsas datas anunciadas e não cumpridas.

Jesus disse claramente que ninguém pode saber o dia e a hora de Sua vinda, mas no momento certo o Senhor dos Céus virá!

Michelson Borges