Perguntas interativas da Lição: a Bíblia como história

historiaNesta semana estudamos a historicidade dos relatos bíblicos, em contraste com outras chamadas escrituras “sagradas” que contêm apenas mitos e fantasias. Tanto o estudo da cronologia bíblica paralela com a História como a Arqueologia nos confirmam a veracidade dos relatos bíblicos.

Perguntas para discussão em grupo:

Em vez de tentar provar a existência de Deus, as Sagradas Escrituras já partem do pressuposto de que Ele existe. Em sua opinião, por quê é assim?

Por que a Bíblia é o documento histórico mais confiável que existe?

Leia Apocalipse 22:16. De acordo com a lição desta semana, sem Davi não haveria a cidade de Jerusalém, não existiria o “templo de Salomão” e nem a promessa de um Messias que Se assentaria no trono de Davi. O que isso quer dizer? Como esse mesmo tipo de raciocínio se aplica também a outros personagens bíblicos como Abraão, Daniel ou o apóstolo Paulo? O que não existiria na fé bíblica (e no mundo) sem eles?

Imagine que José do Egito, Moisés ou mesmo uma pessoa ímpia como Jezabel nunca tivessem existido além de contos fictícios ou estórias de fundo moral. Quais seriam as implicações para nossa fé?

A antiga inscrição no “Prisma de Senaqueribe” afirma que esse rei Assírio invadiu 46 cidades de Judá mas “poupou” apenas a cidade de Jerusalém, onde supostamente deixou o rei Ezequias “trancado como um pássaro na gaiola”. No relato bíblico, porém, ele não invadiu Jerusalém porque um anjo matou 180.000 soldados de seu exército (2Rs 19:35). Em sua opinião, por que existe essa discrepância entre os dois relatos? Quando existem diferenças entre o registro histórico e o bíblico, por que devemos preferir confiar no que a Bíblia diz?

A lição de quarta-feira menciona alguns textos extra-bíblicos que confirmam a historicidade de Jesus e de outras pessoas contemporâneas cujas histórias se cruzaram com a dEle. Além desses testemunhos, há outros, inclusive dos inimigos de Jesus, que registraram no Talmude Babilônico (Sanhedrim, 43a) que Jesus foi condenado “por prática de magia e por enganar Israel”. Este relato, apesar de tentar desqualificar os milagres de Jesus, apenas comprova ainda mais a Sua historicidade, pois é o mesmo argumento que vemos os judeus usando contra Ele nos Evangelhos (Mt 9:34; 12:24; Mc 3:22). É um testemunho poderoso de que Ele existiu e que os incomodava muito. Contudo, apesar dessa e de várias outras fontes a respeito da historicidade de Jesus, por que os 4 evangelhos devem ser a fonte primária para sabermos a respeito dEle? (ver João 20:30,31)

Leia 1 Coríntios 15:12-14, 17-20. Qual é o problema de não se considerar os relatos sobre Jesus como históricos e verídicos?

Por mais úteis que sejam as “provas” arqueológicas e históricas a respeito dos relatos bíblicos, por que nossa fé não deve depender delas?

O capítulo 11 de Hebreus é comumente chamado de “a galeria da fé” por considerar a vida de vários personagens bíblicos em sua jornada espiritual.  Após mencionar vários desses heróis da fé, pense no que é dito de todos eles no verso 13: “todos eles morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas viram-nas de longe e creram nelas e as abraçaram”. Que lição poderosa você pode extrair dessa declaração para sua própria vida? Agora considere todo o pensamento contido nos versos 13-16. Que parte dessa mensagem é mais significativa para você em sua própria jornada de fé?

Leia Daniel 1:8. Como a firme decisão que Daniel tomou impactou sua própria vida e também a de milhões de pessoas até hoje? Qual é o peso das decisões dos personagens bíblicos na História ao longo dos séculos? E qual é a importância de suas próprias decisões de fé enquanto lê esse texto?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)