A perigosa (e esperada) aproximação igreja-Estado

trumpDesde a campanha eleitoral, o presidente norte-americano Donald Trump falava em aproximar a igreja do Estado. Chegou a prometer a abolição da Emenda Johnson e vive rodeado de líderes evangélicos, sua maior base de apoio político. Não é de hoje que religião e política se mesclam nos bastidores da política americana, e quem conhece as profecias apocalípticas e já leu o clássico livro O Grande Conflito, de Ellen White, sabe muito bem o que isso tudo significa e aonde isso vai dar. (Sugiro que você assista ao vídeo no fim deste post para ter uma ideia mais clara dos riscos profetizados que rondam o mundo com essa mistura profana entre política e religião.) A esquerda, que já vinha servindo de catalisador para as ações da direita religiosa, com as manifestações ditas “antifascistas”, acaba de colocar mais uma peça no tabuleiro da história. Entenda por quê.

Na terça-feira da semana passada, Trump visitou o monumento em homenagem ao papa João Paulo II, no nordeste de Washington, gerando desconforto entre líderes católicos. “Acho desconcertante e reprovável que um lugar católico possa ser usado e manipulado de maneira a violar os princípios religiosos mais básicos”, disse o arcebispo de Washington, Wilton Gregory, em comunicado. A imagem abaixo, em que o protestante Trump e a esposa (católica) oram no santuário dedicado ao papa agora santo, é pra lá de emblematicamente ecumênica:

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Há um detalhe nisso tudo que talvez passe despercebido aos menos inteirados da história recente; aqueles que não acompanharam a luta velada da Igreja Católica chefiada por João Paulo II contra o comunismo. Karol Wojtyla (nome de batismo do papa polonês) foi um dos maiores inimigos do comunismo no século 20. Nos bastidores, ele fez grandes esforços para o que acabou culminando na derrubada do icônico Muro de Berlim. Assim, ao visitar o santuário do santo católico, Trump como que está tentando trazer à lembrança das pessoas (especialmente dos católicos) uma das causas de Wojtyla, e pedindo apoio para combater os Antifas, movimento que tem suas raízes no comunismo, como já vimos aqui. Sem querer, os esquerdistas (a “corda”) acabaram jogando mais uma vez o Estado (neste momento nas mãos da direita, a “flecha”) nos braços da primeira besta de Apocalipse 13. O fato é que as duas bestas continuarão se aproximando mais e mais, independentemente de quem esteja na cadeira: um presidente democrata ou republicano em Washington, e um papa “ponto fora da curva” de linha comunista em Roma, como Bergoglio. Os nomes podem mudar, mas os poderes representados por eles seguirão cumprindo o papel já previsto. [MB]

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