As duas testemunhas de Apocalipse 11:3 e mais erros de interpretação futurista

Captura de Tela 2020-06-23 às 12.47.49Os assuntos proféticos relacionados ao livro de Apocalipse têm provocado alguma polêmica nos últimos tempos. Recentemente, foi publicado um novo vídeo apresentando uma interpretação sobre as “duas testemunhas” mencionadas em Apocalipse 11:3. Nessa interpretação, foi sugerido um segundo ou duplo cumprimento profético, para além daquele entendimento que tem sido, ao longo do tempo, divulgado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Vamos agora comentar algumas das declarações produzidas no vídeo sobre essas duas testemunhas e o contexto em que aparecem. Não temos interesse algum em falar de pessoas específicas, mas, sim, do tema, do assunto em questão.

  1. Em primeiro lugar, é feita a declaração de que a “cidade santa” pisada por 42 meses mencionada em Apocalipse 11:2 é Jerusalém (a cidade literal, em Israel).

“42 meses”, “1260 dias” ou “tempo, tempos e metade de um tempo” são o mesmo período profético mencionado em Daniel 7:25; 12:7 e Apocalipse 11:2; 11:3; 12:6; 12:14; 13:5, que sempre se aplica simbolicamente ao período de domínio papal entre 538 e 1798 (1260 anos literais).

Durante esse período literal de 1260 anos, qual foi a relevância profética da cidade literal de Jerusalém? Rigorosamente nenhuma. Portanto, essa “cidade santa” que é pisada (Apocalipse 11:2) tem de referir-se a algo que não a cidade literal de Jerusalém, em Israel.

Vamos perceber isso nos outros textos onde temos referências proféticas ao período de 1260 anos literais além de Apocalipse 11.

Daniel 12:7

“E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, o qual levantou ao céu a sua mão direita e a sua mão esquerda, e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para um tempo, tempos e metade do tempo. E quando tiverem acabado de espalhar o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas.”

Daniel 7:25

“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.

Apocalipse 12:6

“E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.”

Apocalipse 12:14

“E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.”

Apocalipse 13:5-7

“E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.”

Comentando o texto de Apocalipse 11:2-11, Ellen White diz o seguinte sobre os 42 meses mencionados no versículo 2 e os 1260 dias mencionados no versículo 3: “Os quarenta e dois meses e os mil duzentos e sessenta dias são o mesmo período, o tempo em que a igreja de Cristo deveria sofrer opressão de Roma” (O Grande Conflito, p. 119).

Fica, portanto, evidente que em todos os casos em que esse período de tempo profético é mencionado, os santos de Deus, a igreja de Cristo é que são perseguidos, não a cidade literal de Jerusalém. Contudo, o apresentador do referido vídeo declara: “Aqui está dizendo que Jerusalém será novamente pisada. Jerusalém se tornará posse, se tornará jurisdição papal.”

Ora, conforme vimos anteriormente, toda a revelação no contexto dos 42 meses aponta para o período entre 538 e 1798, e nunca para o futuro. Não conhecemos nenhuma evidência clara e definida que aponte algum segundo ou duplo cumprimento nesse caso; mas mesmo que encontrássemos, isso seria sempre algo relacionado ao povo de Deus, à Sua igreja, como já vimos, e não à cidade literal de Jerusalém.

Mais ainda: o apresentador do vídeo alega que Daniel 11:45 profetiza que o papado romano (“rei do norte” no fim e Daniel 11) dominará sobre a cidade de Jerusalém (descrita no fim de Daniel 11 como “entre o mar grande e o monte santo e glorioso”). Fazer uma leitura da “cidade santa” de Apocalipse 11:2 ou de “entre o mar grande e o monte santo e glorioso” de Daniel 11:45 como sendo Jerusalém literal, em Israel, é incorrer no erro dispensacionalista das interpretações proféticas da maioria dos evangélicos norte-americanos.

Profeticamente, escatologicamente, Israel e Jerusalém devem ser entendidos de forma simbólica e não literal. Permita-me apresentar uma evidência:

Romanos 9:27: “Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.”

Isaías 10:22: “Porque ainda que o teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, só um remanescente dele se converterá.”

Se, escatologicamente, ou seja, referente ao fim dos tempos, “Israel”, “Jerusalém”, “cidade santa” e “entre o mar grande e o monte santo e glorioso” forem entendidos literalmente, então apenas israelitas, judeus é que serão salvos. Essa ideia contraria frontalmente este ensinamento das Escrituras: “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus” (Romanos 2:28, 29).

Portanto, judeu, israelita, Jerusalém devem ser lidos e entendidos espiritualmente, não literalmente.

  1. No vídeo, o apresentador sugere que quando a ferida mortal que o papado romano sofreu (Apocalipse 13:3) for totalmente curada – o que, corretamente, é ligado à promulgação de um decreto dominical –, começam os 42 meses ou três anos e meio literais da última supremacia papal, tempo esse mencionado em Apocalipse 13:5.

Atente para este gráfico que descreve de forma resumida os últimos eventos antes da segunda vinda de Cristo:

grafico

Todos percebemos facilmente que o decreto dominical será assinado antes do fim do tempo da graça, antes de Cristo terminar Seu ministério do lugar Santíssimo do santuário celestial. Isso quer dizer que, caso no momento do decreto dominical se comece a contar um periodo profético de 42 meses (que o apresentador alega serem literais, mas nem importa para o caso se são literais ou simbólicos) de Apocalipse 13:5, então temos tempo profético definido antes do fim do tempo da graça! Isso estaria em contradição com as seguintes afirmações de Ellen White:

“O povo não terá outra mensagem com tempo definido. Após o fim desse período de tempo, que vai de 1842 a 1844, não pode haver um traçado definido de tempo profético. O mais longo cômputo chega ao outono de 1844” (Cristo Triunfante, p. 380).

“O tempo não tem sido um teste desde 1844, e nunca mais o será” (Primeiros Escritos, p. 74).

Ora, se colocarmos os 42 meses de Apocalipse 13:5 começando no momento do decreto dominical, nesse caso teremos um “teste de tempo”; teremos um “traçado definido” antes do fim do tempo de graça. Isso é simplesmente inadmissível!

Em confirmação, veja atentamente o comentário de Ellen White aos 42 meses mencionados em Apocalipse 13:5:

“No Capítulo 13:1-10, descreve-se a besta ‘semelhante ao leopardo’, à qual o dragão deu ‘o seu poder, o seu trono, e grande poderio’. Esse símbolo, como a maioria dos protestantes tem crido, representa o papado, que se sucedeu no poder, trono e poderio uma vez mantidos pelo antigo Império Romano. Declara-se quanto à besta semelhante ao leopardo: ‘Foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias. […] E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do Seu nome, e do Seu tabernáculo, e dos que habitam no Céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.’ Esta profecia, que é quase idêntica à descrição da ponta pequena de Daniel 7, refere-se inquestionavelmente ao papado. ‘Deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses.’ E, diz o profeta, ‘vi uma de suas cabeças como ferida de morte’. E, mais, ‘se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto’. Os quarenta e dois meses são o mesmo que ‘tempo, tempos, e metade de um tempo’, três anos e meio, ou 1.260 dias, de Daniel 7, tempo durante o qual o poder papal deveria oprimir o povo de Deus. Este período, conforme se declara nos capítulos precedentes, começou com a supremacia do papado, no ano 538 de nossa era, e terminou em 1798” (O Grande Conflito, p. 439).

Novamente, não conhecemos nenhuma evidência clara e definida que aponte algum segundo ou duplo cumprimento neste caso. Pelo contrário, temos novamente vários problemas com essa interpretação.

  1. O apresentador do vídeo comete um grave lapso que, espantosamente, denuncia seu raciocínio errado. Em determinado momento, ele diz: “No passado, o povo de Deus foi pisado, pisoteado, perseguido por 42 meses proféticos, 1260 anos. A História se repete.”

Qual o problema aqui? É que o apresentador sugere que a perseguição que haverá nesses 42 meses que coloca ainda no futuro será sobre a cidade literal de Jerusalém, em Israel. Contudo, a perseguição no passado, que também menciona, os 42 meses proféticos, ou 1260 anos literais entre 538 e 1798, não foi sobre Jerusalém literal, mas, sim, sobre Jerusalém simbólica, o “povo de Deus” que o apresentador corretamente mencionada.

Portanto, na leitura que é sugerida, temos: quem foi perseguido pelo papado de 538 até 1798 foi o povo de Deus, o Israel ou Jerusalém simbólico; mas, no futuro, após o decreto dominical, quem será perseguido pelo papado será Jerusalém literal. A isso o apresentador chama de repetição da História; creio que fica bem claro que isso é repetição de incoerência e inconsistência.

  1. No vídeo, é feita a sugestão de que os três anos e meio (ou 42 meses) literais, que começam no decreto dominical, terminarão quando acontecer o que está previsto em Apocalipse 17:16, momento em que a prostituta (papado romano) será colocada “desolada e nua”, “comerão a sua carne” e a “queimarão no fogo”. Em seguida, o apresentador propõe que essa queda final e definitiva do papado (a besta que sobe do mar de Apocalipse 13, a prostituta de Apocalipse 17) marca o momento em que Satanás personificará a Cristo e promoverá o decreto de morte.

Veja o que Ellen White comenta acerca do momento em que Satanás imitará a segunda vinda de Jesus: “Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará Cristo. A igreja tem há muito tempo professado considerar o advento do Salvador como a realização de suas esperanças. Assim, o grande enganador fará parecer que Cristo veio. Em várias partes da Terra, Satanás se manifestará entre os homens como um ser majestoso, com brilho deslumbrante, assemelhando-se à descrição do Filho de Deus dada por João no Apocalipse (cap. 1:13-15). A glória que o cerca não é excedida por coisa alguma que os olhos mortais já tenham contemplado. Ressoa nos ares a aclamação de triunfo: ‘Cristo veio! Cristo veio!’ O povo se prostra em adoração diante dele, enquanto este ergue as mãos e sobre eles pronuncia uma bênção, assim como Cristo abençoava Seus discípulos quando aqui na Terra esteve. Sua voz é meiga e branda, cheia de melodia. Em tom manso e compassivo apresenta algumas das mesmas verdades celestiais e cheias de graça que o Salvador proferia; cura as moléstias do povo, e então, em seu pretenso caráter de Cristo, alega ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou. Declara que aqueles que persistem em santificar o sétimo dia estão blasfemando de Seu nome, pela recusa de ouvirem Seus anjos a eles enviados com a luz e a verdade. É este o poderoso engano, quase invencível” (O Grande Conflito, p. 624).

A pergunta que se impõe é: Se, como Ellen White refere, nessa contrafação da segunda vinda de Cristo, Satanás irá alegar “ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou”, como é que, conforme o apresentador do vídeo sugere, o papado já caiu, já foi desolado? Sendo que a santificação do domingo é a marca da supremacia e autoridade de Roma, como é que Satanás só usaria esse expediente após a queda final do papado romano?

Penso que esse raciocínio não tem o mínimo fundamento lógico.

  1. O apresentador diz que a besta que sobe do abismo representa também o dragão, o próprio Satanás. Alega ainda que “a Bíblia diz que Satanás foi lançado para o abismo, quando ele foi expulso do céu”.

Existem vários textos da Bíblia que abordam a expulsão de Satanás:

“Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações!” (Isaías 14:12 NVI).

“Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra” (Ezequiel 28:17).

“A soberba do teu coração te enganou, como o que habita nas fendas das rochas, na sua alta morada, que diz no seu coração: Quem me derrubará em terra? Se te elevares como águia, e puseres o teu ninho entre as estrelas, dali te derrubarei, diz o Senhor” (Obadias 1:3, 4).

“E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos” (Apocalipse 12:9).

Aliás, é o próprio Satanás que acaba por confirmar sua expulsão para a terra: “Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela” (Jó 1:7).

Portanto, todos esses textos sucessivos apontam Satanás sendo expulso para a terra e não para algum abismo.

Existem 53 referências a abismo em toda a Escritura. Com relação nítida a Satanás, temos Apocalipse 20:1-3: “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.”

Ora, a concretização dessa descrição profética está no futuro, e por isso não tem ligação com as “duas testemunhas” ou com a “besta do abismo” de Apocalipse 11.

Identificando essa besta que sobe do abismo, Ellen White escreveu: “Fora a política de Roma, sob profissão de reverência para com a Bíblia, conservá-la encerrada numa língua desconhecida, ocultando-a do povo. Sob seu domínio as testemunhas profetizaram ‘vestidas de saco’. Mas um outro poder – a besta do abismo – deveria surgir para fazer guerra aberta e declarada contra a Palavra de Deus. […] Segundo as palavras do profeta, pois, um pouco antes do ano 1798, algum poder de origem e caráter satânico se levantaria para fazer guerra à Escritura Sagrada. E na terra em que o testemunho das duas testemunhas de Deus deveria assim ser silenciado, manifestar-se-ia o ateísmo de Faraó e a licenciosidade de Sodoma. Esta profecia teve exatíssimo e preciso cumprimento na história da França” (O Grande Conflito, p. 269).

Portanto, se esse poder da “besta que sobe do abismo” deveria surgir após os 1260 anos, ou seja, não estava lá antes, obviamente não deve nem pode ser identificado como Satanás. É, sim, um poder de origem, caráter, inspiração satânicas; mas assim também é a “besta que sobe do mar” (Apocalipse 13:1) ou a “besta que sobe da terra” e “fala como dragão” (Apocalipse 13:11), nem por isso alegamos que elas também representam Satanás.

  1. Vamos, então, perceber quem são essas “duas testemunhas”, revendo alguns dos pontos anteriormente mencionados.

“E darei poder às Minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco. Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do Deus da terra” (Apocalipse 11:3, 4).

Esclarecendo o significado desses versículos: “Tua Palavra é lâmpada para meus pés, e luz para o meu caminho” (Salmo 119:105). [Os castiçais fornecem luz; as oliveiras alimentam os castiçais com azeite.]

“E o anjo que falava comigo voltou, e despertou-me, como a um homem que é despertado do seu sono, e disse-me: Que vês? E eu disse: Olho, e eis que vejo um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no seu topo, com as suas sete lâmpadas; e sete canudos, um para cada uma das lâmpadas que estão no seu topo. E, por cima dele, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à sua esquerda. E respondi, dizendo ao anjo que falava comigo: Senhor meu, que é isto? Então respondeu o anjo que falava comigo, dizendo-me: Não sabes tu o que é isto? E eu disse: Não, senhor meu. E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel…” (Zacarias 4:1-6).

As duas testemunhas representam a Palavra de Deus, as Escrituras do Antigo e Novo Testamentos. Fica evidente que estamos falando da própria Bíblia. Ellen White confirma essa ideia, como percebemos nos seguintes textos.

“Relativamente às duas testemunhas, declara mais o profeta: ‘Estas são as duas oliveiras, e os dois castiçais que estão diante do Deus de toda a Terra.’ ‘Tua Palavra’, diz o salmista, ‘é lâmpada para meus pés, e luz para o meu caminho’ (Apocalipse 11:4; Salmo 119:105). As duas testemunhas representam as Escrituras do Antigo e Novo Testamentos. Ambos são importantes testemunhas quanto à origem e perpetuidade da lei de Deus. Ambos são também testemunhas do plano da salvação. Os tipos, sacrifícios e profecias do Antigo Testamento apontam para um Salvador por vir. Os evangelhos e as epístolas do Novo Testamento falam acerca de um Salvador que veio exatamente da maneira predita pelos tipos e profecias” (O Grande Conflito, p. 268).

“O período em que as duas testemunhas deveriam profetizar vestidas de saco finalizou-se em 1798” (O Grande Conflito, p. 268).

É isso que podemos apender da Bíblia e restante revelação profética sobre as “duas testemunhas” de Apocalipse 11:3. Mais do que isso será pura especulação sem fundamento algum.

(Filipe Reis é ancião na Igreja Adventista de Avintes, em Portugal, e diretor do projeto O Tempo Final)