Perguntas interativas da Lição: Capacitação do Espírito para testemunhar

“Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle” (Rm 8:9). Essa é uma afirmação muito séria! Mais do que isso, “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (v. 14). Sem o Espírito Santo nos tornamos apenas uma imitação barata do que seria o cristianismo. Sem Ele, não teríamos condições de reconhecer nosso pecado nem de nos arrependermos. Sem Ele, jamais seríamos santificados dia a dia na vida cristã, como se espera tanto de nós (1Ts 4:3, 4, 7; Hb 12:14). E sem Ele não teríamos capacitação para pregar o Evangelho com poder (Lc 24:49; At 1:8; 4:31). Esse último aspecto foi o tema especial da lição dessa semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Atos 1:8. Por que é necessário receber “poder” do Espírito Santo para ser testemunhas de Jesus?

Atos 17:6 e Colossenses 1:23. Mesmo sem a tecnologia de que dispomos hoje, como os primeiros cristãos conseguiram pregar para “toda criatura que há debaixo do céu” e “alvoroçar o mundo” com sua influência? Quais são os impedimentos para que isso possa ocorrer novamente em nossos dias, e como podemos superá-los?

João 15:26-27; 16:7. Por que primeiro Jesus tinha que “subir” para só então enviar o Espírito Santo para Sua igreja?

João 16:8. Por que o Espírito Santo precisa “nos convencer” do pecado? O que significa isso?

Como seria se, como cristãos, não recebêssemos o Espírito Santo ou não fôssemos guiados por Ele? (Veja Romanos 8:9, 14 e discuta sobre a profundidade dessas afirmações.)

Ao darmos estudos bíblicos ou testemunharmos, por que é importante sempre nos lembrarmos de que é o Espírito Santo que converte as pessoas e não nós mesmos?

Leia Atos 2:41; 4:4; 5:14; 6:7; 16:5. Por que há uma relação direta entre o poder do Espírito Santo e o crescimento numérico da igreja? O que os líderes de uma igreja que não cresce devem fazer nesse sentido?

Atos 4:31; 8:4; 17:2. A lição de quarta-feira lembra que “os discípulos proclamaram a Palavra de Deus, não a palavra deles”. Apesar de ser importante falar às pessoas sobre nossa própria experiência com Deus, por que a Bíblia deve ser o fundamento do nosso testemunho?

No livro de Atos encontramos diversas experiências de conversão. Por que nunca devemos supor que alguém tenha ultrapassado a esperança de salvação? Como esse pensamento muda nossa atitude para com todas as pessoas?

Como podemos nos tornar mais abertos e receptivos ao poder do Espírito Santo? Em outras palavras, quais escolhas nossas O habilitarão a atuar em nós e por meio de nós? Por outro lado, que atitudes do estilo de vida atual nos tornam insensíveis à atuação do Espírito Santo?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Canais de divulgação no Telegram: um convite especial para você

Apps-Telegram-iconPara facilitar a divulgação dos conteúdos que produzo e compartilho diariamente, criei dois canais no Telegram: MichelsonBorgesNews e MichelsonBorgesDevocionais. No News, divulgo as novas postagens dos blogs Criacionismo e OutraLeitura, além dos vídeos do meu canal no YouTube; e no Devocionais compartilho os conteúdos que crio diariamente como parte do projeto Reavivados Por Sua Palavra (textos, áudios e vídeos com reflexões bíblicas). O Telegram tem muitas vantagens em relação ao WhatsApp, sendo duas delas a privacidade dos membros do grupo/canal (já que o número dos telefones não é visível) e a quantidade ilimitada de pessoas que podem se inscrever no canal. Convido você a se inscrever em ambos os canais usando os links de acesso abaixo. Sinta-se à vontade para encaminhar este convite para seus amigos, familiares e quem mais você considerar que tenha interesse nesses conteúdos. Muito obrigado e bem-vindo(a)! – Pr. Michelson Borges

https://t.me/michelsonborgesnews

https://t.me/michelsonborgesdevocionais

Ministério Fingerprint estreia no OutraLeitura

Logo_Fingerprint_MinistryValéria Sitta é mestre em Psicologia da Educação pela USP-SP, pós graduada em Psicopedagogia pela PUC-SP e tem especialização em Moralidade Infantil (UNICAMP). Durante sua pesquisa com 20 famílias ao redor do mundo, especializou-se em Home Learning Education – Ambiente de Aprendizagem em Casa (HLE). Atualmente, usa eixos dessa metologia em seus atendimentos personalizados online junto às famílias no programa “Mentorias Personalizadas para Famílias Diversificadas”. Tem experiência corporativa na LEGO Educacional como diretora pedagógica por 11 anos para a América Latina e foi professora universitária em cursos como Pedagogia e Psicologia da Educação. Atuou em projetos de educação, saúde e psicologia em países como Índia, Tailândia, México, Argentina, Estados Unidos e Austrália. Com o apoio do marido, Paulo, criou o ministério Fingerprint, que estreia aqui no blog com duas “seções”: “Fingerprint família” e “Fingerprint crianças”. Sejam bem-vindos, Valéria e Paulo!

Os dois vídeos abaixo inauguram as duas “seções”.

Fingerprint família – tema 01: “Educar sem culpa”

Criar tempo em família com o pouco tempo que a gente tem é possível? Será que existem metodogias para isso? Você precisa assistir a esse vídeo! Assista outros vídeos no site Fingerprint ou no canal no YouTube, e siga o ministério e suas redes sociais:

Site: fingerprintministry.com
YouTube: YouTube.com/c/fingerprintministry
Instagram: Instagram.com/fingerprintministry
Facebook: Facebook.com/fingerprintmini

Fingerprint crianças – 01: “Davi e Golias”

A história de Davi e Golias nos inspira e nos enche de alegria pelo poder e proteção de nosso Deus ao jovem Davi. Mais uma das belas histórias da Bíblia, usando a criatividade para passar tempo de qualidade com seus filhos e alunos.

As 45 metas do comunismo – quase todas cumpridas

comunismo2Publicadas pela primeira vez na 8ª edição de O Comunista Exposto, em 1961, as 45 metas do comunismo foram recolhidas de depoimentos dados ao Congresso norte-americano por vários estudiosos e dos escritos comunistas da época. A orientação geral dessas metas era atacar os fundamentos judaico-cristãos. Para os que acreditam que o “marxismo cultural” promovido por Gramsci é uma lenda, deixo a pergunta: Por que quase todas as metas do comunismo foram cumpridas debaixo do nosso nariz e as poucas que faltam ser alcançadas estão sendo exatamente agora? Coincidência? Destaco aqui algumas dessas metas para você ver com os próprios olhos. Mesmo que a expressão “marxismo cultural” seja questionável (talvez a melhor fosse “gramscismo”), negar a realidade que ela descreve é agir como aqueles que pensam que o diabo não existe, o que lhe permite atuar livremente. É como escreveu o filósofo alemão Schopenhauer: “Quem espera que o diabo ande pelo mundo com chifres será sempre sua presa.”

(Fica aqui a recomendação de leitura de O Comunista Exposto, de W. Cleon Skousen, e dos conteúdos listados neste link e neste também.)

Vamos às metas:

17. Controlar as escolas. Usá-las como meios de transmissão do socialismo e da propaganda comunista vigente. Suavizar o currículo. Controlar as associações de professores. Impor a linha do partido nos livros didáticos.

20. Infiltrar a imprensa. Controlar as resenhas literárias e as redações editoriais e ocupar os cargos diretivos.

21. Ocupar as posições-chave no rádio, na televisão e no cinema.

24. Eliminar todas as leis sobre obscenidade, dando a elas o rótulo de “censura” e violação da liberdade de expressão e imprensa.

25. Quebrar os padrões culturais de moralidade através da promoção de pornografia e obscenidade em livros, revistas, filmes, rádio e TV.

26. Apresentar a homossexualidade, a degenerescência e a promiscuidade como algo normal, natural e saudável.

27. Infiltrar as igrejas e substituir a religião revelada pela religião “social”. Descreditar a Bíblia e dar ênfase à necessidade de maturidade intelectual, a qual prescinde de uma “muleta religiosa”.

28. Eliminar a oração ou qualquer faceta da expressão religiosa nas escolas com base na alegação de que violam o princípio da separação entre igreja e Estado.

40. Descreditar a família como instituição. Encorajar a promiscuidade e o divórcio facilitado.

O vídeo abaixo mostra mais uma peça sendo movida no tabuleiro desses interesses:

Só pra lembrar (e acordar!), esses senhores de preto, em sua maioria, foram indicados por governos alinhados com a ideologia comunista e estão levando avante as metas citadas acima. Querem acabar com os valores cristãos que são um empecilho para seu projeto de poder. E agora estão usando justamente os influenciadores amados por esta geração ingênua. Estão desvirtuando nossos filhos. Estão colocando nossos filhos contra nós. E isso é muito triste. Muito revoltante.

AGORA PRESTE ATENÇÃO, POR FAVOR:

Antes de afirmar que sou defensor da direita ou “bolsominion”, coisas que não sou; e antes de me acusar de estar promovendo discussões políticas (o que também é um erro, pois nunca falei de política partidária ou algo parecido em minhas redes sociais – falo de ideologias que têm implicações religiosas e escatológicas, coisa que os bons entendedores compreendem), permita-me dizer-lhe que nunca deixei de apontar também o perigo que vem da direita, justamente em reação às pautas da esquerda. A direita conservadora é alinhada com as religiões hegemônicas, tanto protestantes quanto católica, e promoverá cada vez mais a nefasta aproximação entre a igreja e o Estado (veja isto e isto), permitindo que a religião se intrometa mais e mais em assuntos políticos, chegando ao ponto de, como sabemos, apoiar uma legislação opressora conhecida como “decreto dominical”. Se será um governo de direita ou de esquerda que assinará essa lei nos Estados Unidos, isso pouco importa (na verdade, já têm havido alguns alinhamentos de agendas). Quem moveu o pêndulo de lá para cá e de cá para lá, promovendo ações e reações, foi Satanás em pessoa. Os verdadeiros ingênuos são aqueles que incentivam a polarização e se alinham fanaticamente à esquerda ou à direita, ignorando o cenário maior, a realidade mais ampla do grande conflito e os verdadeiros senhores deste mundo de pecado (Efésios 6:12), para os quais as figuras políticas e os influenciadores desse ou daquele lado são apenas marionetes.

Pautas LGBT+, de combate ao racismo, feministas, etc., por mais que contenham elementos válidos, provenientes de uma preocupação genuína oriunda de problemas reais (como o preconceito e a desigualdade), vêm sendo instrumentalizadas por elementos e poderes que as veem apenas como peças úteis num projeto subversivo muito maior. E justamente por amor aos sinceros e, como dizia Lênin, “idiotas úteis”, vale a pena continuar orando e erguendo a voz, apresentando a única solução real para este mundo perdido: o evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo, a verdade que liberta (João 8:32) e a promessa de Sua breve volta a este mundo.

Adventistas deviam saber de tudo isso, pois sabem que a primeira subversão rebelde começou no Céu e se estendeu para a Terra. Adventistas não deviam ser presa fácil dessa rede diabólica, mas acabam sendo. Adventistas não deviam se desviar nem para a esquerda nem para a direita, mas olhar apenas para o Alto. Mas sabe por que muitos deles estão se perdendo pelo caminho? Leia Oseias 4:6.

Michelson Borges

A Bíblia não é machista nem feminista

“E criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” Gênesis 1:27

A Bíblia emerge de um contexto cultural extremamente machista; isso faz com que sua visão de mundo em relação à mulher seja tão impressionante. Mas, veja, a Bíblia não é nenhum material revolucionário criado para libertar minorias da opressão, ainda que fale sobre isso. Ela é a verdade sobre a realidade do mundo. A maioria das ideologias que têm sua origem em elucubrações humanas são sintéticas, falsas e ilusórias. A Bíblia coloca cada quem em seu devido lugar, tendo como background a criação, a queda e o plano da redenção. O ser humano, tanto homem quanto mulher, encontra sua verdadeira identidade em Sua Palavra.

Esse texto da criação do ser humano é uma granada lançada no colo dos ouvintes iniciais. Ainda que nessa cultura haja deusas povoando o panteão, a hierarquia com os deuses é incomparável. Muitas dessas deusas concebiam filhos, fruto de relações forçadas, fixando na cultura a ideia da mulher como um ser inferior e com funções meramente reprodutivas. Os cultos a Baal (deus canaanita) envolviam relações sexuais com prostitutas cultuais. Não pense que elas se elegiam para o cargo.

Com esse pano de fundo tente imaginar o que seria para aqueles homens, naquele tempo, escutar as palavras de que Deus fez homem e mulher à Sua imagem e que aos dois foi dada a ordem de governar sobre a terra (v. 28).

Nós não precisamos do feminismo para dizer que a mulher tem o mesmo valor que o homem; necessitamos da Bíblia. Não precisamos ler a Bíblia com as lentes da ideologia para poder libertar minorias; devemos apenas ler a Bíblia. Alias, qualquer conceito que venha do ser humano deve se curvar diante da Palavra de Deus em humildade, pois é ali que está a realidade de quem é Deus, quem é o ser humano e para que fomos criados.

(Fábio Martinelli é pastor adventista; via Facebook)

Ellen G. White: acréscimos à Bíblia?

Há poucos dias, o canal Teologar postou um vídeo em que o apresentador insinua que para nós, adventistas, Ellen G. White seria um acréscimo à Bíblia. Naturalmente que discordamos disso veementemente, pois essa não é a nossa crença. Por isso, resolvemos trazer uma pequena resposta (não exaustiva, naturalmente) que poderá ajudá-lo a entender como cremos.

Sábado terá “A Grande Tribulação”: terceiro mês de lives proféticas

liveAs lives “Profecias que Abalarão a Igreja e o Mundo” marcam aniversário de três meses com a quinta edição. Amanhã (sábado, 25, às 19h), a live terá como tema “A Grande Tribulação” (o tempo de angústia).

Desde 25 de abril, grupo de pastores abre espaço para estudo interativo das profecias com ênfase naquelas que vão abalar a igreja e o mundo. A iniciativa ultrapassa 100 mil views replicados em diversos canais brasileiros, como Michelson Borges, Gilberto Theiss, Eleazar Domini, Sérgio Monteiro, Minuto Profético, todos no YouTube.

Já participaram os pastores Lucas Silva e Josanan Alves, respectivamente, líderes sul-americanos da Associação Ministerial e Mordomia Cristã da Igreja Adventista. O pastor Renato Stencel (diretor do Centro White/Unasp) participou da live histórica no início da pandemia.

Relembre as lives

1ª live | 25 de abril: “Profecias Especiais”

2ª live | 2 de maio: “Sacudidura”

3ª live | 23 de maio: “Chuva Serôdia”

4ª live | 20 de junho: “Selamento”

5ª live | 25 de julho: “A Grande Tribulação”
Canais  do YouTube: michelsonborges, gilbertotheiss, eleazardomini, sergiomonteiro

(Pastor Jael Enéas)

Perguntas interativas da Lição: O poder da oração intercessória

pray-manNão sabemos orar como convém (Rm 8:26). E quando a oração é egoísta, ela foge totalmente de seu propósito (Tg 4:3). Mas esse propósito é atingido quando pedimos para ser guiados pela vontade de Deus, e quando intercedemos por outras pessoas de acordo com a vontade dEle. Não entendemos exatamente como a oração por outros pode influenciar suas vidas. Mas sabemos que, de alguma forma, alguma coisa acontece a favor do reino de Deus. Portanto, é nosso dever orar uns pelos outros, especialmente quando o assunto é a salvação eterna.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Sendo que Deus sabe de tudo, por que precisamos orar? (R.: Para manter comunhão com Ele e ter o caráter em harmonia com o dEle; para entender Sua vontade ou ter paciência enquanto não a entendemos; para receber forças; para produzir em nós o fruto do Espírito Santo; para perceber Sua direção e ser usados por Ele; etc.)

Colossenses 4:3, 4; Efésios 6:18, 19. Por que os primeiros cristãos não oravam apenas por si mesmos, mas especialmente pela salvação de outros? O que isso deve nos ensinar a respeito dos “nossos motivos” na oração particular e nos cultos de oração?

Leia Atos 12:11, 12. Se os cristãos não estivessem em oração por Pedro enquanto ele estava na prisão, é muito provável que Deus o tivesse libertado da mesma forma. Se esse for o caso, então por que a igreja precisava orar por ele? (R.: Não oramos para que Deus possa agir, mas para expressar que estamos interessados em Sua causa enquanto Ele age, e também para entendermos Sua vontade e atuarmos em sintonia com ela. E, de alguma forma, a oração pode também abrir novos caminhos possíveis que não imaginamos. Os membros da igreja só não estariam em oração por Pedro se ignorassem o ocorrido ou se o interesse deles estivesse em outro assunto diferente do de Deus para aquele momento e local.)

Pense nisto: Como seria se, ao sair da prisão, Pedro descobrisse que a igreja não estava orando por ele? O que esse fato revelaria sobre a natureza e a experiência espiritual dos membros dessa igreja? O que deveria ser feito para ajudar esses membros nesse caso?

Tendo em mente que “a nossa luta não é contra a carne e o sangue” (Ef 6:12), de que forma a oração nos torna participantes ativos na luta de Deus contra o mal?

Tendo em vista a realidade presente do Grande Conflito, por que faz parte do plano de Deus não nos conceder algumas coisas se não as pedirmos? (R.: temos que demonstrar interesse no plano de Deus e reconhecer que dependemos dEle.)

Lucas 5:16; 22:31, 32. Por que Jesus orava? Que tipos de situação faziam Ele orar mais ainda? Por quê?

Veja as coisas específicas que Paulo pediu em favor dos membros da igreja em Éfeso (1:15-21) e em Filipos (1:3-11). Por que as orações têm que ser específicas, e não pedidos vagos e “enlatados”?

Veja Daniel 10:12, 13. Como os príncipes (ou “potestades”) espirituais do mal são derrotados (ou pelo menos restringidos) por meio de nossas orações? Como esse conhecimento afeta sua vida de oração?

É fato que Deus deseja que todos sejam salvos (1Tm 2:4) e Ele opera nesse sentido independentemente da oração de outras pessoas. Sendo assim, de que maneiras a oração pode abrir mais possibilidades para Deus agir? (R.: Ela torna possível que nós mesmos sejamos “instrumentos a mais” nos casos daqueles que podemos influenciar. Mas, no caso de orarmos por pessoas às quais não temos nenhum acesso, não sabemos explicar como isso acontece, mas, de alguma forma, haverá influências da oração sobre elas!)

“Orai sem cessar” (1Ts 5:17). Mesmo que não entendamos exatamente como a oração funciona, por que devemos continuar orando?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Trabalhar um dia a menos por semana para “salvar o mundo”

salvar mundoSe todas as pessoas no mundo consumissem o mesmo nível de combustível, comida, roupa e material de construção que os europeus, seriam necessários 2,8 planetas Terra. Se todos adotassem o estilo de vida americano, precisaríamos de cinco planetas equivalentes ao nosso. Sem dúvida, estamos vivendo de maneira insustentável – seja quando nos deslocamos, ganhamos ou gastamos dinheiro. No ano passado, o chamado Dia da Sobrecarga da Terra chegou mais cedo do que nunca, em 29 de julho. Ele marca o dia em que a demanda da humanidade por recursos naturais excede o que o planeta é capaz de fornecer em um ano, de acordo com a organização internacional Global Footprint Network. A última vez que conseguimos chegar até dezembro foi em 1972.

Há uma nova teoria, no entanto, que sugere que é possível reverter esse cenário: devemos trabalhar menos, desacelerando assim a economia global e diminuindo nosso apetite aparentemente insaciável por consumo. Mas será que isso é viável – e realmente salvaria o mundo?

Mudar nossos hábitos de trabalho em escala global é uma tarefa monumental. O americano médio trabalha 44 horas por semana e tem apenas 10 dias de férias. Na China, uma jornada de 72 horas, seis dias por semana é comum. E, no Japão, se trabalham tantas horas por dia que existe até uma palavra para “morte por excesso de trabalho”: karōshi.

No entanto, uma análise da Universidade Amherst de Massachusetts, nos EUA, argumenta que “trabalhar menos é bom para o meio ambiente”. O estudo afirma que se passássemos 10% menos tempo trabalhando, nossa pegada de carbono seria reduzida em 14,6% – em grande parte devido à diminuição dos deslocamentos diários e do consumo de alimentos processados nos intervalos. Um dia inteiro de folga por semana reduziria, portanto, nossa pegada de carbono em quase 30%.

Costumamos culpar a indústria e grandes empresas pelas mudanças climáticas. Mas a maneira como vivemos, trabalhamos e consumimos é, na verdade, a principal fonte de emissões. […]

A ideia de semanas de trabalho mais curtas aliadas ao crescimento sustentável está começando a ganhar força. No ano passado, quase um milhão de metalúrgicos na Alemanha ganharam o direito a trabalhar 28 horas por semana (a jornada deles antes era de 35 horas semanais), enquanto o Partido Trabalhista do Reino Unido (o segundo maior partido no Parlamento) flerta com a ideia de uma jornada de trabalho de quatro dias por semana.

Will Stronge, cofundador e diretor da Autonomy, centro de estudos voltado para o futuro do trabalho, defende o crescimento sustentável. Ele cita o exemplo recente de funcionários dos correios do Reino Unido que pleitearam com sucesso por uma redução na jornada de trabalho de 39 horas para 35 horas semanais, mantendo o mesmo salário.

“Em muitas empresas, se você disser que vai reduzir o salário […] mas compensar com um dia extra de folga, a maioria dos funcionários não terá condições de aceitar.”

Do ponto de vista ambiental, ele diz que “o consumo de eletricidade [nacionalmente] diminui bastante nos fins de semana e feriados”, sugerindo que há ganhos de eficiência energética ao se trabalhar menos.

Outra defensora do crescimento sustentável, Alice Martin, chefe de trabalho e remuneração da New Economics Foundation, acredita que “se você diminuir a carga horária de trabalho mantendo o salário, as evidências sugerem que isso tem efeitos positivos na redução das emissões de carbono”.

Segundo ela, diminuir em 20% as horas trabalhadas se traduz em uma redução semelhante nas emissões de carbono – devido a mudanças de comportamento, como menos deslocamentos diários, comer comida caseira em vez de alimentos processados e passar mais tempo localmente, até se envolvendo em trabalhos voluntários.

“Ter mais tempo na vida para fazer as coisas de que você realmente gosta pode resultar em uma mudança de estilo de vida, fazendo com que você, na verdade, pare de consumir tantos produtos com alto teor de carbono”, diz ela. […]

(BBC Brasil)

O menino-homem de seis anos de idade

Ele mobilizou discussões sobre o que é ser homem de verdade; mas não é sobre machismo e patriarcado versus feminismo; é sobre ser forte e corajoso

Na semana passada a atenção das redes sociais se voltou para o ato de coragem e altruísmo de um garoto de apenas seis anos de idade. Bridger Walker se colocou à frente de um cachorro que ameaçava atacar a irmã mais nova, de quatro anos. “Eu pensei que se alguém tivesse que morrer, deveria ser eu”, disse mais tarde. O ataque aconteceu no dia 9 de julho, em Cheyenne, no estado de Wyoming, Estados Unidos. O pequeno Walker teve que passar por cirurgia plástica, levou cerca de 90 pontos no rosto e passa bem. Poderia ter sido pior. Entretanto, graças à prática de atividade extracurricular, o garoto utilizou algumas técnicas de defesa aprendidas nas aulas de artes marciais e conseguiu proteger o pescoço de uma possível mordida mais grave.

Em seu ato heroico, Bridger Walker gritou para que a irmãzinha corresse e conseguiu evitar que ela se machucasse. Ele disse ainda que agiu como “Os Vingadores” (super-heróis da Marvel, que protegem pessoas em perigo).

Só tivemos conhecimento dessa história porque a tia das crianças, Nicole Noel Walker, postou o relato no Instagram, e o post viralizou porque as pessoas o compartilharam marcando os nomes dos atores de “Os Vingadores” e eles responderam – o que fez a história repercutir pelo mundo. Na imprensa, a notícia foi sobre a atenção das celebridades. No Instagram, Nicole escreveu: “Nós amamos nosso menino corajoso, e queremos que outros super-heróis saibam sobre o mais recente super-herói que se juntou ao grupo.” Segundo atualizações da tia, a recuperação está ótima e o astral e a personalidade incrível do sobrinho estão intactos. Isso significa que o trauma foi apenas na carne, sem autopiedade.

Antes que se pergunte, os donos do cachorro decidiram sacrificar o animal e têm prestado toda a ajuda a Bridger. Não há ressentimentos. “O amor entre nossas famílias apenas aumentou depois do acidente”, atualizou Nicole.

 A MÍDIA

Estamos falando sobre essa história porque saiu na imprensa internacional. Mas não foi o ato de coragem do menino, por si só, que mereceu ganhar a mídia, e sim o glamour do apoio das celebridades. “Cris Evans manda vídeo para menino que salvou a irmã…”. Você confere rapidamente várias manchetes anunciando vídeos e mensagens dos atores, todas semelhantes. Uma pena que tenha sido necessária a atenção de celebridades para que um exemplo de tamanha bravura chegasse ao conhecimento da sociedade.

Embora seja interessante e simpática, a notícia não é que o Homem-Aranha convidou o menino para participar das filmagens do seu próximo filme em homenagem ao ato de bravura. Não é sobre quanto “Os Vingadores” e outros personagens foram atenciosos com o menino corajoso. É sobre a atitude, o amor sublime e altruísta que merece ser exemplo. E por acaso os atores que fazem os super-heróis de que ele gosta foram atenciosos e valorizaram isso. A imprensa inverteu a hierarquia. Percebe a diferença?

OS VINGADORES

 Como resultado da viralização, Bridger Walker recebeu elogios de Mark Ruffalo (Hulk), Chris Evans (Capitão América), Tom Holland (Homem-Aranha), Chris Hemsworth (Thor), (Homem de Ferro) que interpretam super-heróis em filmes da Marvel, entre outros.

O “Homem-Aranha” telefonou e convidou Bridger para assistir às gravações do próximo filme, enquanto o “Homem de Ferro” prometeu uma surpresa para o  aniversário de sete anos, e o Capitão América disse que vai enviar um escudo autêntico ao pequeno herói.

HULK (Mark Ruffalo): “Querido Bridger, acabei de ler o que aconteceu com você e queria dizer algo. As pessoas que colocam o bem-estar dos outros à frente do seu próprio são as mais heroicas que eu conheço. Eu respeito e admiro verdadeiramente sua coragem e seu coração. Coragem de verdade não é dominar uma pessoa ou lugar, ou alguém que anda por aí como um cara durão. A real coragem é saber o certo a se fazer e fazer o certo, mesmo que isso acabe te machucando de alguma forma. Você é mais homem que muitos que eu vi ou conheci.”

CAPITÃO AMÉRICA (Chris Evans): “Essa é uma mensagem para o Bridger. Olá, aqui é o Capitão América! Como você está, colega? Eu li a sua história e vi o que você fez. Eu sei que você ouviu muito isso nos últimos dias, mas deixe eu dizer de novo: cara, você é um herói. O que você fez foi tão corajoso, tão altruísta. Sua irmãzinha tem muita sorte em ter você como irmão mais velho. Seus pais devem estar muito orgulhosos de você. Eu vou achar seu endereço e te mandar um escudo autêntico do Capitão América, porque você merece. Continue sendo o homem que você é, nós precisamos de pessoas como você. Aguenta aí. Eu sei que a recuperação pode ser difícil, mas baseado no que eu vi, acho que não tem muito que possa te parar.”

Esses dois depoimentos explicam com clareza o verdadeiro significado da bravura do garoto homenageado: a verdadeira coragem é fazer o que é certo, sem transformar isso em masculinidade tóxica. Não é sobre patriarcado x feminismo/machismo x igualdade de gênero. É sobre não ser o irmão que bate na irmã, e sim ser o irmão que ama e protege sua família.

O INSTINTO DO AMOR CRESCE NO RESPEITO

 Para Rodrigo Quintão, CEO da Escola de Pais Mundo em Cores, o comportamento do pequeno Walker mostra que ele tem liberdade para fazer o que acredita, “e isso é raro. Normalmente as crianças são podadas de tomar decisões e de ter atitudes no dia a dia. A criança cresce sem saber tomar decisões não autorizadas e acaba se retraindo, se tornando uma pessoa sem atitude. Esse menino, não. Na hora certa ele soube tomar uma atitude altruísta”. Para o estudioso da educação infantil e educador de pais, para crianças até a idade de Bridger, é seguro inferir que a atitude que o menino foi capaz de tomar tem a ver com sua educação e a dinâmica de sua família. Autonomia, encorajamento, o amor e o instinto de proteção certamente fazem parte da vida dele.

Quintão explica que a base da educação infantil é ensinar a criança a respeitar a si mesma e aos outros seres vivos. Você educa uma criança para que ela saiba
interagir com o mundo sem destruir, sem gerar riscos para si mesma nem para os outros – e isso inclui vida e propriedade. “É com base nesse princípio do respeito que se desdobra todo o resto. Isso ajuda a ter discernimento sobre o que é certo e errado, discernimento instintivo para saber o que deve ser feito e o que não deve ser feito, de forma natural.”

ESPORTE AJUDA A TER CORAGEM E FORÇA

Mãe de dois meninos e emocionada com a história de Bridge, quando teve conhecimento de que Bridge utilizou algumas técnicas de autodefesa aprendidas nas aulas de artes marciais, a jornalista Cristiane Guariba decidiu rematricular seu filho João nas aulas de Taekwondo. “Por ser um esporte de combate, eu estava achando um pouco violento. Mas depois de saber que, bem direcionado, pode ser tão importante e ajudar a definir o resultado de uma situação, assim que possível ele voltará para essas aulas.”

Rodrigo Quintão explica que a prática esportiva também contribui para desenvolver força, a pessoa fica mais valente porque se conhece melhor e isso ajuda a ter coragem. “Educar uma pessoa forte e corajosa é muito mais do que ensinar a fazer uma coisa aqui e ali. É você criar a criança para que ela seja ela mesma. E é isso que podemos ver no Bridge. Ele decidiu proteger quem ele ama porque foi capaz de ser ele mesmo, livre dos medos que não deixam sermos quem devemos ser”, conclui o educador.

DEIXE O MENINO SER MENINO

 Como ensinar força e coragem para crianças que crescem em um mundo em que o lazer e as brincadeiras são totalmente passivos por meio de telas?

As famílias que se interessam em produzir cidadãos úteis para a sociedade, homens e mulheres de honra, precisam deixar os meninos ser meninos. E isso não se aprende em uma tela. Passar horas e horas no celular, tablet ou televisão é o jeito mais fácil de impedir que a criança seja criança, que se conheça, que pratique bondade e altruísmo, que saiba tomar decisões.

Estamos ensinando bondade, altruísmo e sabedoria para tomar decisões importantes? Nosso lar tem sido um ambiente onde todos praticam respeito, desenvolvem a coragem e o cuidado amoroso entre os membros da família?

Nos livros de histórias sobre príncipes e princesas, o menino protege a menina – nunca bate nela. Trata com respeito, não grita com ela. E nunca age como se fosse ela.

“Seja forte e corajoso!” (Josué 1:9)

(Débora Carvalho | @debcaroli, jornalista empresarial na BeeView – Arquitetura das Palavras)