Perguntas interativas da Lição: O poder da oração intercessória

pray-manNão sabemos orar como convém (Rm 8:26). E quando a oração é egoísta, ela foge totalmente de seu propósito (Tg 4:3). Mas esse propósito é atingido quando pedimos para ser guiados pela vontade de Deus, e quando intercedemos por outras pessoas de acordo com a vontade dEle. Não entendemos exatamente como a oração por outros pode influenciar suas vidas. Mas sabemos que, de alguma forma, alguma coisa acontece a favor do reino de Deus. Portanto, é nosso dever orar uns pelos outros, especialmente quando o assunto é a salvação eterna.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Sendo que Deus sabe de tudo, por que precisamos orar? (R.: Para manter comunhão com Ele e ter o caráter em harmonia com o dEle; para entender Sua vontade ou ter paciência enquanto não a entendemos; para receber forças; para produzir em nós o fruto do Espírito Santo; para perceber Sua direção e ser usados por Ele; etc.)

Colossenses 4:3, 4; Efésios 6:18, 19. Por que os primeiros cristãos não oravam apenas por si mesmos, mas especialmente pela salvação de outros? O que isso deve nos ensinar a respeito dos “nossos motivos” na oração particular e nos cultos de oração?

Leia Atos 12:11, 12. Se os cristãos não estivessem em oração por Pedro enquanto ele estava na prisão, é muito provável que Deus o tivesse libertado da mesma forma. Se esse for o caso, então por que a igreja precisava orar por ele? (R.: Não oramos para que Deus possa agir, mas para expressar que estamos interessados em Sua causa enquanto Ele age, e também para entendermos Sua vontade e atuarmos em sintonia com ela. E, de alguma forma, a oração pode também abrir novos caminhos possíveis que não imaginamos. Os membros da igreja só não estariam em oração por Pedro se ignorassem o ocorrido ou se o interesse deles estivesse em outro assunto diferente do de Deus para aquele momento e local.)

Pense nisto: Como seria se, ao sair da prisão, Pedro descobrisse que a igreja não estava orando por ele? O que esse fato revelaria sobre a natureza e a experiência espiritual dos membros dessa igreja? O que deveria ser feito para ajudar esses membros nesse caso?

Tendo em mente que “a nossa luta não é contra a carne e o sangue” (Ef 6:12), de que forma a oração nos torna participantes ativos na luta de Deus contra o mal?

Tendo em vista a realidade presente do Grande Conflito, por que faz parte do plano de Deus não nos conceder algumas coisas se não as pedirmos? (R.: temos que demonstrar interesse no plano de Deus e reconhecer que dependemos dEle.)

Lucas 5:16; 22:31, 32. Por que Jesus orava? Que tipos de situação faziam Ele orar mais ainda? Por quê?

Veja as coisas específicas que Paulo pediu em favor dos membros da igreja em Éfeso (1:15-21) e em Filipos (1:3-11). Por que as orações têm que ser específicas, e não pedidos vagos e “enlatados”?

Veja Daniel 10:12, 13. Como os príncipes (ou “potestades”) espirituais do mal são derrotados (ou pelo menos restringidos) por meio de nossas orações? Como esse conhecimento afeta sua vida de oração?

É fato que Deus deseja que todos sejam salvos (1Tm 2:4) e Ele opera nesse sentido independentemente da oração de outras pessoas. Sendo assim, de que maneiras a oração pode abrir mais possibilidades para Deus agir? (R.: Ela torna possível que nós mesmos sejamos “instrumentos a mais” nos casos daqueles que podemos influenciar. Mas, no caso de orarmos por pessoas às quais não temos nenhum acesso, não sabemos explicar como isso acontece, mas, de alguma forma, haverá influências da oração sobre elas!)

“Orai sem cessar” (1Ts 5:17). Mesmo que não entendamos exatamente como a oração funciona, por que devemos continuar orando?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)